domingo, novembro 19, 2006

Crónicas Nocturnas # 102

Na quinta lá voltei para a minha residência semanal no ADN, que voltou a estar bem animada, mas, desta vez, sem as loucuras da semana passada (também não pode ser sempre...eheheh). Como tem sido habitual, de início percorri caminhos mais virados para o Disco e Punk-Funk, com coisas como Appalachian Groove de Laurei Spiegel, Don-o-van Bud de Lindstrom & Prins Thomas, a remistura de Todd Terje ao Camiño Del Sosl de Antena, Captain Starlight de Zazu, Stimulation de Billy Thorpe, Flytoget de Mudd, a remistura de Chicken Lips ao Rudebox de Robbie Williams, Mayday dos Spektrum, Be You dos Punks Jump Up, Unknown Zone e Signal Failure de Padded Cell, Tape de 20/20 Soundsystem, a remistura de Major Swellings ao Doin`It de Putsch 79, entre outros. Depois, evoluí para coisas mais Electro/Acid/Minimal, Maximal, como Easy Love dos MSTRKRFT, Testarrosa Autodrive de Kavinsky, Acid Tablet de I Cube, a remistura de Spiritcatcher ao Starwaves de Kirk Di Giorgio , Carl Craig no seu pseudónimo Trés Demented com Brainfreeze, Secret Base de Radio Slave, Mouth To Mouth de Audion, a remistura de Armand Van Helden ao New York New York de Moby & Debbie Harry, a remistura de Juan McLean ao Playing House dos Kudu, entre outras coisas...

Na sexta comecei a noite no Baco, que estava calmito, com o Rato a passar um bom Rock de teor mais alternativo. A seguir dei um salto ao Tasco do Kaneco, onde estava o Abel a passar som, dentro daquela onda mais eclética que é apanágio dele...Jazz, Funk, Disco, Rock, Electro, Broken Beat, Deep-House, até algum Detroit Techno...ele depois disse que deixava nos comentários a “playlist”...eheheheh. Kaneco bastante animado. Saído do Kaneco, voltei ao Baco, que continuava a estar calmito (a chuva também não ajudava), e por lá estive a conversar um bocado com duas amigas. A seguir fui ao Tribux, onde estava o Pedro Tiago a passar som, dentro das habituais coordenadas Minimal/Acid...muito fixe. E até estava animadito o Tribux, apesar da chuva (ou se calhar, por causa dela...eheheh)...Saído do Tribux, fui fazer uma visita ao Galeria Arte Kafé, onde é agora o Pedro Lontro aka Pantera o residente. Como também já estava quase na hora do fecho, já estava pouca gente, mas sei que tinha estado animadito. AS sonoridades são as que o Pedro disse que iria passar lá...Nu-Jazz, Lounge, Funk, etc...e a pedido de um leitor do blog, aqui fica o nome do albúm de uma das coisas que por lá passou, que é When The Funk Hits The Fan, de King Britt presents Sylk 130...ehehe.

A seguir fui para o ADN, onde estavam os Sheiks Omar & Shariff aka Pedro Viegas e Zé Pescador (ainda não percebi quem é o Omar e quem é o Shariff, mas também acho que nem eles sabem bem...eheheheh). Set bastante “groovy”, a não fugir muito do set da semana anterior do Pedro Viegas a solo, ou seja, uma mistura entre Breakbeat, Electro, Hip-Hop, Bootlegs marados (muito giros um que misturava o Enter Sandman dos Mettalica com o She`s A Bitch da Misy Elliot e outro que misturava o Slow da Kylie Minogue com um qualquer tema de Breakbeat), etc, com um outro tema que são já clássicos das noites com os Sheiks, como aquele que me faz lembrar o filme do Zorba – o Grego...(não me levem a mal, mas não sei o nome do tema...eheh). Também se ouviu muito Chemical Brothers (as Sistas iriam aprovar...). O ADN também estava ao rubro, com o pessoal a dançar muito. O fim foi giro, com Bob Marley e Velvet Underground á mistura...muito fixe.

No sábado comecei a noite no Baco, e por lá fiquei até fechar. Até era para ter ido a outros sítios, mas apareceu montes de pessoal amigo, e fui ficando na conversa, e, já se sabe, quando estamo bem acompanhados, o tempo passa mesmo muito depressa...Se na noite anterior o Baco tinha estado calmito, o mesmo não se pôde dizer desta, que esteve bastante animado...então quando o São Pedro abria a comporta, o Baco ficava intrasitável, com o pessoal a abrigar-se...o que vale é que era por curtos períodos de tempo. Ao comando da cabine de som esteve o Mondim, e esteve muito bem, com a sua habitual selecção musical que versa Dub/Reggae, World Music, Salsa, Rumba , entre outras coisas bastante boas...Mondim, se quiseres deixar nos comentários uma “playlist” tua, estás á vontade...eheheh ;) . Notei também uma grande excitação á volta da Festa No Cravo Azul, com bastante pessoal á procura da “tal” pulseira...tinha umas quantas comigo, dei-as todas, e se tivesse mais, mais teria dado...ui...E outros amigos meus também eram assediados com a inevitável pergunta “ Ainda tens pulseiras ?” E engraçado era também ouvir outra inevitável pergunta “Então, hoje vamos ás p***s?”

Saído do Baco, em conjunto com o Miguel e a Rita, dirigimo-nos a esse mítico “spot” da noite setubalense, que é o Cravo Azul. Já haviam bastantes carros estacionados á porta, e também já se começava a aglomerar pessoal á porta. Ao entrar, depara-se logo com o bar, onde a côr azul predominava, e, passando o bar, á direita, entrava-se na pista de dança, que era bem maior do que eu estava á espera, e já lá estava muita gente. Muita gente disse logo que de facto era um “spot” espectacular para se fazer festas. A decoração do Cravo Azul, é, como se poderia esperar, muito “sleazy” 70s, muito “kitsch” (houve até quem dissesse que era retro-chunga...eheh...mas não se deve chamar retro a algo que, deduzo eu, sempre foi assim..aliás penso que o Cravo Azul já está aberto á mais de 30 anos...e 32 tenho eu...), com as inevitáveis bolas de espelho, a parede com uma côr que me pareceu azulada, com desenhos muito “kitsch” de mulheres, e também com assentos e mesas que ainda devem de ser do tempo em que aquilo abriu. A cabine do DJ era no sítio onde as “strippers” costumam dançar, pelo menos estavam lá os postes para esse efeito, e por cima viam-se aquelas luzinhas estilo árvore de Natal. Achei também graça ao facto de algum do público feminino estar a achar muita graça ao facto de estar numa casa como o Cravo Azul, e via-se bastante gente a tirar fotografias..aliás, eu próprio espero ter umas para publicar aqui no blog brevemente, se o habitual fotógrafo de serviço MJ assim o permitir...eheheh. Estava lá também o João Vida a fazer Vjing, com a qualidade a que nos tem habituado nos últimos tempos.

Quando lá cheguei, estava o denominado DJ Censurado, com uma máscara que o meu irmão denomina como “passa-montanhas”, mas que, para muita gente é a típica máscara dos terroristas...eheh. Existe algum mistério á volta de quem seria...seria algum DJ de Setúbal? Seria algum DJ de outro sítio? Seria um dos Dezperados? Ao perguntar ao Costa quem era, ele disse que era um gajo que tinha ali chegado e que só queria passar uns quatro disquitos, mas que ele estava a curtir tanto o som do bacano, que o deixou ficar mais uns tempitos...eheheh. Mistério...Soube muito bem ouvir pelas mãos desse DJ desconhecido coisas como Picadilly Circuits de Williams ou Future do Oxia...Parece que o gajo tem futuro...

A seguir entrou o Del Costa, com o seu pseudónimo Magazino (ao que parece, vai adoptar esse pseudónimo para todas as suas futuras actuações como DJ), auxiliado pelo Mcing do MC Jonhy Def (já há uns tempos que não actuavam em conjunto, mas nem parecia, porque nada soou forçado, saiu tudo muito bem...), sempre com as imagens do João Vida a enquadrarem-se bem com o que era passado. O começo do set do Costa foi um pouco atribulado, com o quadro da electricidade a não aguentar a potência do som,e, consequentemente, a ir-se abaixo, mas eram sempre por poucos segundos, e o pessoal até parecia divertido com isso...aproveitando-se uma das vezes para se cantarem os parabéns ao Costa (afinal, era a festa de aniversário dele...eheheh). A mim também não me chateou, as faltas de luz fizeram-me lembrar aquela onda de festas mais “old school”, mais “underground”, onde havia quase semptre qualquer coisa que não corria bem (tipo o amplificador a berrar e cenas do género, em festas no mato ou em barracões abandonados...eheheh). Mas o Costa lá equalizou aquilo de forma á luz não voltar a ir abaixo, e a festa continuou sem grandes incidentes. Por esta altura, já o Cravo Azul estava completamente ao rubro, com montes de gente a curtir, e a curtirem tanto, que ás lá se ouvia a agulha do gira-discos a saltar...eheheh. Em termos sonoros, tanto se ouviram coisas novas dentro da onda mais Minimal/Electro/Acid, de onde não reconheci muita coisa, excepto a remistura do Joakim ao Camiño Del Sol de Antena, como muitos temas clássicos, como U Don`t Know de Armand Van Helden, Flash de Green Velvet, Show Me Love de Robin S, Acperiance dos Hardfloor, Gonna Make It de Kaskade, Metropolis do próprio Costa, em conjunto com o Pedro Goya, Erotic Illusion de Nick Holder, Wild Luv e Happy Bizness dos Roach Motel...muito porreiro, mesmo.

Em termos de ambiente, estava muito bom, e também muito heterogêneo (aliás, um dos grandes objectivos da festa era reunir as diferentes tribos, do beto ao “raver”, numa espécie de comunhão...eheh, e parece que foi atingido o objectivo). Também por lá andariam á mistura alguns dos clientes habituais da casa e também algumas das “trabalhadoras” habituais, e para quem estivesse atento, não seria difícil descortinar quem era quem...eheheh. Aposto que o Cravo Azul nunca viu lá tanta gente junta numa só noite (digo eu...). E o balanço é mesmo muito positivo. Criou-se uma certa expectativa á volta desta festa que terá sido correspondida (o nº de pessoas que por lá apareceu assim o comprova, assim como a caça ás pulseiras). A música também foi bastante boa, embora houve quem estivesse á espera de ouvir umas coisas mais “ maximalistas”, e cheguei até a encontrar uma ou outra pessoa que pensava que eram os Disparo que lá iam passar som...Por mim, também me tinha sabido bem ouvir umas coisitas dessas, mas sei que não são bem o estilo do Costa, e também não estava a ver aquele quadro eléctrico a aguentar com um Waters Of Nazareth...eheheh. Mais uma grande noite de festa.

p.s. Hoje, no Setúbal Dance Night, na Rádio Vox de Setúbal, 100.6, vamos ter, logo na 1ª hora, o Zé Pescador, o Pedro Viegas e o Max do Bombar a falarem-nos acerca do aniversário do ADN e do Bombar. Aos domingos a selecção musical é feita por mim, e estamos no ar entre as 21 horas e a maia-noite. Na 3ª hora, a crónica nocturna relatada por mim.

7 comentários:

Anónimo disse...

Em primeiro lugar os parabéns ao Costa e um obrigado pela simpatia de me ter telefonado a convidar para a festa.
Agora vamos à minha crónica, se o Eduardo me permitir...
Cheguei na sexta ao Porto e passei logo pelo 31 ainda a tempo de ver a actuação dos finlandeses Putsch 79. Batida extremamente dançavel, mas aquelas melodias do norte da Europa partem-me a carola toda. Não gosto! Fazem-me lembrar o gelo, e para frio já bastava o tempo que se fazia sentir. Viveu-se o diluvio no Porto na passada sexta.O 31 a meio gaz.
passei depois pelo Triplex e lá estavam o Mário Camolas e o Maia.
Bom som, numa casa de arquitectura e decoração espectacular, mas ainda com menos gente que o 31. O Mário não merecia. Nem merecia tão pouco os problemas de som causados pelos cabos marados dos pratos.
Passei ainda pelo Pitch onde estava o Vargas, mas o povo à porta era mais que muito e desisti de ficar à espera na chuva.Ainda Pensámos dár um salto à Povoa para ver 2 Many Djs, mas já não estava para aí virado (literalmente) e fui dormir.
mister simon

Anónimo disse...

No sábado começamos por jantar no Rivoli, já sem os ocupas eheheh, no restaurante que também é propriedade do Rui 31.
Começamos a noite no 31 debaixo do segundo diluvio do fim-de-semana e para minha satisfação, tive o triplo das pessoas que na noite anterior tiveram os Finlandeses. Achei o pessoal um pouco retraido e timido. Tive de usar um truque "baixo" para os trazer para a pista: "Paixão" dos Heróis do Mar. A partir daí entrou em velocidade de cruzeiro.
Acabámos as cinco e meia!
Passámos ainda pelo Pitch onde estava um cromo a passar Funk. Cromo porque nunca tinha visto um dj falar entre as musicas para disfarçar não saber fazer misturas. Enfim...
Pitch à cunha. Boa onda.
Aqui fica um abraço do João Bullosa para o pessoal de Setúbal, em especial para o Eduardo. Ficou com setúbal no coração.
Mister Simon.
P. S. - desculpa lá Eduardo esta intromissão na tua area.

Electrobot disse...

Simões, estas tuas "intromissões" são sempre bem vindas...eheheh. Sempre que quiseres comentar acerca de noites em que passes som ou saias para ir a algum lado, estás á vontade...eheh.

Por falar em reports, ainda continuo á espera de um report sobre algum dos afters pós-Festa No Cravo Azul...eheheh.

Pedro Tiago disse...

Grande festa no Cravo Azul como seria de esperar ,muitos parabéns ao Costa!!!
Em relação ao After hours realizado no Times Café, não podia ter corrido melhor, tendo inclusive superado largamente as nossas expectativas, em termos de adesão... eheheh. Coube ao Cid aka Cidjay abrir as "hostilidades", por volta das 07.00h da manhã de Domingo,já com alguns dos resistentes da noite anterior vindos do Cravo Azul e outros, penso que do ADN, e não só ...
Musicalmente falando, o Cidjay andou por terrenos electro house, minimal, acid e até mesmo algum maximal. Nao me recordo de tudo o que passou, mas lembro me de ouvir temas da Poker Flat, Systematic, Made to Play, Samplitude, NRK, Klinklong, Morris Audio e muito mais..
Por volta das 08.30h o Cid passa me o testemunho e continuei sensivelmente na mesma linha musical, e passei algumas coisas da Kompact, Adapter, Trapez, Kill the Dj, All you can Beat, Trenton, Kaliber, Dirty Crew, etc ...
O publico não podia ter reagido de melhor forma ao ritmo imprimido , estando constantemente a aplaudir as actuações e a pedir mais... apesar do espaço ser pequeno dava para dançar perfeitamente, e até era possivel usufruir da esplanada , para quem quisesse apanhar um pouco de ar ou simplesmente sentar se a conversar..
Terminámos por volta das 10.30h, para tristeza de alguns , lol , mas tinha mm de ser , mas com a promessa de voltarmos a organizar, assim que se justifique, mais afters,se tudo correr bem, até mesmo num local mais apropriado.
Nota 10 para o pessoal, tudo boa onda , não houv qualquer especie de confusão, como as vezes é de esperar nestes eventos.
Eduardo,assim que puder e se permitires posto aqui 1 pequeno video captado no Times Café, do set do Cidjay.

Electrobot disse...

Venha o vídeo...eheheh.

MP disse...

Nos Maus Hábitos conseguiu-se reunir bastante gente, e dançaram a noite toda. Não os achei nada retraídos, até porque estávamos meio receosos com a cena mais minimal que vigora pelo porto (well, naquela zona...), mas não. Waters of nazareth e tudo!
Foi divertida esta ocupação do Sul ao Norte nas principais casas. Só faltou o Passos Manuel para fazermos o pleno!

Eduardo>> as próximas 5ªs são feriados, noite de loucura no ADN, right? ;)

Um abraço

Electrobot disse...

"Eduardo>> as próximas 5ªs são feriados, noite de loucura no ADN, right? ;)"

Right...eheheh.