domingo, julho 02, 2006

Crónicas Nocturnas # 80

Na quinta lá voltei á minha residência semanal no ADN, que mais uma vez voltou a estar animada q.b..Comecei, tal como tenho feito nos últimos tempos, numa toada mais Disco, com coisas como as remisturas de Lindstrom & Prins Thomas ao Cosmica dos Nemesis e Call Me Mr. Telephone dos Answeing Machine, o Fire In My Heart dos Escape From New York, os re-edits de Betty Bottox (um dos membros dos Optimo)tanto ao How Long dos Lipps Inc como ao I`m An Indian Too de Don Armando. Depois comecei a enveredar por sonoridades mais ligadas ao "Electro", Minimal, Acid-House, etc, cenas como o The Message dos Bodytalkers, o Twilight e o Teaser dos Remote, a remistura de Erol Alkan ao Waters Of Nazareth de JUstice, o I Am Somebody de DJ Mehdi com os Chromeo, o Transparenza de Michael Mayer e Reinhardt Voig, o Meteorchester de Basteroid, o Shez Satan de Trés Demented (aka Carl Craig), o You Work You Live To Party dos Think Twice, a remistura de Luetezenkirchen ao The Sick & The Beautifull de Mike Litt, o Micropacer de Kris Menace, This Is Sick dos Solid Groove, as remisturas de DFA e Carl Craig ao Relevee de Gavin Russdom e Delia Gonzalez, e também a remistura de Carl Craig ao Fly Me Away de Goldfrapp.

Na sexta comecei a noite no MXL. Ambiente agradável, música numa toada mais "downtempo" (recordo-me de ter ouvido o High Noon dos Kruder & Dorfmeister), pena os mosquitos estarem um pouco agressivos...eeheheh...lá tive que dar conta de uns quantos...ehehe.

De seguida pus-me a caminho do Lux, onde me encontrei com o Mário e mais pessoal amigo. Ao começo de noite, no bar, estava o Fernando aka Dexter a passar som, com um set quase sempre dentro de uma toada mais Disco, com umas ocasionais incursões por outras sonoridades...recordo-me de ter ouvido coisas como o Don`t Make Me Wait dos Peech Boys, Dirty Epic dos Underworld, Caught Up dos Metro Area, Fire In My Heart dos Escape From New York, Beat The Street da Sharon Redd, Dance To The Beat de Starflight, entre outras coisas. A seguir entraram em cena a principal razão pela qual me desloquei ao Lux...Trevor "Playgroup" Jackson, dono da editora Output, e Oskar Meltzer, residente da discoteca F.U.N. em Berlim, e quem também trata da selecção para as compilações relativas a essa discoteca. Seguiram onde o Dexter os deixou, ou seja, numa toada mais Disco, mas também cedo evoluiram para uma viagem por entre Electro, Acid-House, algum Minimal e algum House de teor mais electrónico. Quando começaram, ainda a parte de cima do Lux estava a meio-gás, mas depressa se encheu de gente ávida de ouvir as sonoridades que ambos passavam. E Trevor Jackson parece estar a começar a ganhar uma legião de fãs, pois de vez em quando ouvia "Go Trevor Go", ou "Dá-lhe Trevor"...eheheheh. Recordo-me de ter ouvido coisas como Eurodans de Todd Terje, Wrong Galaxy de Shit Robot, a remistura de Solid Groove a Can`t Get Away From Your Love de Only Freak, I Need e House Ya de Marc Romboy (respectivamente vocalizados por Robert Owens e Blake Baxter), a remistura de Carl Craig ao Falling Up de Theo Parrish, Temptation & Lies de Brett Johnson, Rubin de Oliver Huntemann & Stephen Bodzin (Mário, esta é para ti...tu sabes...eheheh), entre montes de coisas que para mim eram desconhecidas...Bar do Lux ao rubro, som do melhor (não se esperaria outra coisa de Trevor Jackson e Oskar Meltzer), bom ambiente e muito boa-onda. Gostei muito. Em baixo estava o DJ Vibe, e ouvi apenas uns poucos segundos, quando, ao irmos embora, uma das pessoas com quem estava foi buscar o casaco ao bengaleiro...e não gostei do que ouvi...um beat tribal...Mas também não vou julgar um set inteiro apenas por meia-dúzia de segundos que ouvi.

No sábado eu, mais o meu irmão e outro amigo nosso fomos ao Baco. Antes ainda passámos de carro pela Avenida, e, mais uma vez, não gostei lá muito do que vi, ou seja, a minha opinião de há 2 ou 3 semanas atrás, em relação á Avenida, mantém-se, mas a verdade é que a festa que decorria em Troia esvaziou um pouco a cidade,e, portanto, também não é um dos melhores dias para se tirar conclusões ao quer que seja. Mas o Baco estava ao rubro, muito animado mesmo, tanto na esplanada como lá dentro. Passava som um moço que eu conheço como Rato, som variado, que ia desde algum House, até Hip-Hop e Rock Alternativo de boa colheita...finalizou a noite com o Yeah dos LCD Soundsystem e o Revolution 909 dos Daft Punk.

De seguida fomos para o Clubíssimo, onde já se encontrava do DJ Time a passar som, dentro de uma toada mais Minimal, mas bastante dançável. E temas como o Erotic Discourse do Paul Woolford nunca deixam de fazer o pessoal dançar...eheheh. Apesar da festa em Troia, a casa acabou por ficar composta, e Ata, dj alemão responsável tanto pelas editoras Playhouse, Klang e Ongaku e pelo clube Robert Johnson apanhou um Clubíssimo animado, com o pessoal a curtir as sonoridades passadas por ele, mais dentro de uma toada mais Minimal, mas sempre muito "groovy". Passou muitas coisas desconhecidas, tendo reconhecido muito poucas coisas, das quais de momento apenas me recordo do tema Marsha dos Einzelnkind. Pena Ata ter tido que sair dos comandos da cabine ás 5, dado que ao meio-dia (!!!) tinha de estar a passar som numa festa na Alemanha. Entrou depois o Bruno Safara, e, como sempre, com a boa selecção musical que nos tem habituado. Mais uma grande noite no Clubíssimo, som muito bom, bom ambiente, faltou um bocadinho mais de público, mas não deixou de ser uma excelente noite.

p.s. Como sabem, todos os domingos podem-me encontrar, com conjunto com o Pedro Monchique, o João Moço e a Ana Carina, entre as 21:00 e as 00:00, no programa Setúbal Dance Night, na Rádio Vox de Setúbal, mais dedicado ao "Electro", Techno Minimal, Acid-House, House Electrónico e coisas que andam por lá á volta, e onde tambémrelaatrei em directo a crónica nocturna.

1 comentário:

Anónimo disse...

Oi Eduardo.

Antes de mais quero que saibas que acompanho diariamente o que vais pondo no blog bem como os comentários que vão surgindo. Fico contente por se estar a conseguir fazer coisas em Setúbal.
Sabes que não sou um fã por aí além do electro nem da cena de dança ,mas acho que deve de haver espaço para todas as vertentes musicais, principalmente as que tem critérios estéticos ou de qualidade, ou seja, quem serve a música em vez de se servir dela. Acho curiosa a forma como ultimamente se tem conseguido algum consenso aí entre as várias vertentes, e até conseguido por
vezes funcionar em conjunto. Enquanto fui residente no Tasco tambem tentei defender mínimos de qualidade e fico contente por saber que apesar de não ser o sítio mais avant-garde do mundo, consegue funcionar bastante bem divulgando também algumas coisas mais antigas.

Aqui por Valência o panorama da música, em ralação ao djing é bastante diversificado e há espaço para tudo e mais alguma coisa. Tenho assistido a muitas sessões de djs de muitos estilos e a maior parte das vezes fico agradado com o que ouço, apesar disso devo dizer-te que qualquer um dos djs que conheço pessoalmente daí de Setúbal fariam no mínimo uma excelente figura por aqui, senão melhor do que esta malta. Não ficamos a dever nada a ninguém. Pra já é tudo, um abraço!

Pedro Lontro