domingo, fevereiro 15, 2009

Glenn Underground Dixit

“Se ganhar a lotaria ou fizer bom dinheiro vou abrir um clube a sério em Chicago. Nada de house pirosa, techno piroso, pessoas pirosas. Já tenho uma visão de que se alguém for ao clube e pedir uma música devolvo-lhe o dinheiro e digo-lhe que este não é sítio para si.
Nenhum DJ está a educar as pessoas como faziam na altura. Toda a gente tinha um ou dois DJs que ia ver e dançavam sem preconceitos tudo o que ele passasse. Agora é tipo “pode passar isto?” Se o público se transforma em DJ e não está atrás dos pratos, esse é o momento em que começas a fazer cedências. Acabaste de eliminar o propósito da música de clube. O clube é o sítio onde podes escapar para as Ilhas Virgens. Em Chicago, hoje em dia, os DJs têm medo de tocar o que querem e seguem demasiado as modas. Com o Ron Hardy não lhe podias dizer nada. Não podias dizer nada ao Lil’ Louis. Eles tocavam o que queriam tocar. Enquanto puto a crescer e a ouvi-los, eu respeitava o que eles me davam.”
(Glenn Underground responde a Roual Galloway para a revista Faith, Inverno 2008)"


Apesar de achar que a palavra "educar" é um bocado forte, concordo com o que diz este grande DJ/Produtor. Eu, pessoalmente, também não gosto muito que me venham fazer pedidos (embora já tenha acedido quando ache que até têm algum sentido, sobretudo vindos de quem também tem voto na matéria...). E voçês, que acham? Concordam, discordam?

6 comentários:

mj disse...

Pedidos sempre houve, mas agora como é cada vez mais fácil o acesso à música é natural que cada um se ache no direito de exigir que o DJ passe a música que lhes vai na cabeça naquele momento.

Porque o que muitas vezes aborrece não é o pedido, é a insistência. Se disser "não tenho nada de buraka som sistema" não vale a pena ficar ali a massacrar porque simplesmente não tenho.

Estamos numa altura em que é fácil fazer umas investidas na cena DJ e isso é bom! porque a selecção natural encarrega-se do resto, mas convém lembrar que a escolha da música num clube não é uma democracia porque só há uma pessoa que controla o som.

Não há que ter medo da palavra "educar" eu gosto de ser educado e aprender. Muitas vezes quando vou ouvir alguém que respeito não vou à espera dos hits vou à espera de ouvir algo novo - mesmo que seja com música antiga.

Mas se alguém quiser ir ouvir música dos anos 80 ou comercial estar com os amigos de forma mais descontraída tudo bem, pior é fazer pedidos deste tipo música em locais onde claramente a linha de som é diferente.

Acho que o que faz falta actualmente, e não só a setubal, é um club onde nos possamos alienar, sem pensar em quem vai lá estar, no aspecto das roupas, no tipo de som e escolhas do DJ.

Anónimo disse...

mj no seu melhor...

Zye disse...

Confesso que nunca percebi muito bem essa ideia de: "é migue passa marteles", por exemplo.
Quando uma pessoa está a passar música, parte-se do princípio que está a trabalhar, logo, passar o tempo a melgar não me parece a coisa mais acertada. Já para não falar daqueles que se lembram sempre "que o dj parece aquele gajo que eles viram a passar a estrada no outro dia de manhã", numa altura em que está em plena mistura, ou que está em acertos. O dj quando tem os phones não está a o/a ignorar...

Os pedidos sempre houveram, mas provavelmente agora sendo mais fácil de ser dj ou whatever, ainda se deve notar mais, ou não?
Mas o ser dj não é ter (apenas) os últimos hits, não pode ser isso, nem deve ser isso...

Existem djs que me dão muito prazer de ouvir e um dos pontos que tenho mais em conta torna-se na espontaneidade que têm em me surpreender/educar, seja com músicas que não conheço e que me fazem pesquisar para conhecer mais e melhor, seja por clássicos que não ouvia faz tempo ou que nunca ouvi.
Esse bem estar musical na pista de dança consegue-se, porque todos os outros factores podem funcionar de acordo com o que se pretende.

Conclusão: concordo com o que o mj disse, apenas gostava de questionar o seu último parágrafo: não foi em tempos esse o carisma do ADN?

Anónimo disse...

É só para dizer que se me sair a lotaria o último sítio do mundo e arredores onde vou abrir um clube é... Setúbal. E cada qual que tire as suas ilações e até podem os habituais escrever já uma quantidade de barbaridades. E no sitio onde abrir o clube, se por acaso por lá me aparecerem alguns daqueles que a gente sabe, e não são só clientes, djs, barmans e porteiros também, a bater à porta, não entram nem que venham acompanhados pelo papa.

Na mouche: "não foi em tempos esse o carisma do ADN?"

Dj Costa disse...

iiiirrraaa é mesmo verdade .. as ssouas hj em dia pensam q a cabine é algum balcão pra vir pedir o seu cafézinho -. -'
talvez seja por o acesso a musica ser tao facil,entao as ssouas façam muito isso ... mas é muito chato e concordo aí com o coment em cima ..q nos acedemos a esse pedido s acharmos q seja LOGICO :) mas ha muita gente q n percebe nada d musica

Anónimo disse...

o Zye tem razao! lool