quinta-feira, maio 28, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 28 de Maio :

- Ali Schwarz (Tiefschwarz) @ Lux, Lisboa


Sexta, 29 de Maio :

- Dee Costa @ Baco - Special Rock Set

- Abel Santos & Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Capitão Magenta & Pedro Lontro @ Artkafé

"Esta Sexta 29 no ArtKafé vamos ter o regresso a Setúbal de Capitão Magenta.

Eles tocam temas conhecidos outros assim assim, antigos e novos, normais e nem por isso, numa linha muito Funky, com muito trabalho de baixo e bateria, usam Kazoo, contrabaixo electrico e ainda se divertem , os malandros...

http://www.myspace.com/capitaomagenta

Podia estar a tentar descrevê-los muito melhor mas eles próprios tem dificuldades em fazê-lo e parece-me que talvez visitando o Myspace dê para ficar com umas luzes...ou não..."




- Jorge Zuhrt @ T+T

- Dj JP aka Pestana @ Bubba

- Bruno Safara & Miguel Van Der Kellen @ Estado Líquido



- Theo Parrish @ Lux, Lisboa


Sábado, 30 de Maio :

- Pedro Tiago @ Baco - Special Deep & Funky House Set

- Abel Santos & Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Pedro Viegas @ Cup Of Joe

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Nuno Forte, Bass Kalash, Sonic Fuse, Twin Trouble & Nuno Grassa @ Clubíssimo

terça-feira, maio 26, 2009

Arrábida World Music Festival

O Forte de S. Filipe acolhe, entre 3 e 5 de Julho, o Arrábida World Music (AWM) Festival 2009, um evento promovido pela Câmara Municipal, com música, gastronomia e artesanato de vários pontos do mundo.

Jazz, blues, gospel, funk e reggae são alguns dos estilos musicais, oriundos dos mais variados locais do mundo, que passam pela zona de espectáculos do AWM, com lotação máxima para 2500 pessoas, que inclui o Palco World, coberto, com as dimensões de 20 por 14 metros, e o Palco Blues, secundário, redondo e descoberto.

Na abertura, actuam duas bandas surpresa. Com quatro álbuns editados, desde 2002, The Legendary Tiger Man, nome artístico de Paulo Furtado, também toca no dia 3, no Palco Blues. Vocalista e músico blues português, The Legendary Tiger Man apresenta um estilo singular, tocando guitarra, harmónica e bateria sozinho em palco.

No mesmo dia, mas no Palco World, actua Tcheka, músico cabo-verdiano que vai apresentar o seu mais recente álbum, “Lonji”, cuja música, no género “batuque”, transmite a memória colectiva e a identidade do povo de Cabo Verde.

Irreverentes e eclécticos, os Sun Ra Arkestra, banda composta por 21 elementos, actuam no Palco World, no dia 4. Formados no início da década de 50, a banda é liderada por Le Sony'r Ra, o primeiro músico jazz a usar teclados electrónicos, em 1956.

Tinariwen, no dia 3, e Mazgani e Heavy Trash, a 4, são outros nomes que compõem o cartaz da primeira edição do Arrábida World Music Festival.

Em conferência de imprensa promovida no dia 19, no Forte de S. Filipe, a presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, congratulou-se pela realização deste evento na cidade, que, referiu, vai ajudar a promover Setúbal.

“Criar um projecto único para uma região em permanente evolução, com qualidades reconhecidas, contribuirá decisivamente para a captação de novos públicos e para a afirmação da Península de Setúbal numa vertente cultural e de entretenimento”, sublinhou a autarca.

No recinto idílico do Forte de S. Filipe, com o Rio Sado e a Serra da Arrábida como cenário principal, a organização do evento vai criar dois espaços distintos para acolher as diversas actividades do AWM.

“É um desafio e uma responsabilidade fazer um festival num espaço com estas características”, referiu Gonçalo Terenas, da GlobalShare Eventos, empresa parceira da Autarquia na organização do evento.

Uma área lúdica, para o público conviver directamente com o espírito do Festival, vai conter uma zona de artesanato, restauração do mundo e ainda um playground para os mais jovens.

Nesta área, o público terá ainda a oportunidade de visitar as catacumbas da Fortaleza de S. Filipe ou fazer um baptismo de voo em balão de ar quente, apreciando a vista única de uma das mais belas baías do mundo.

O Lounge Café Del Mar, que consistirá numa esplanada after-hours, com um ambiente chillout, encerrará as duas noites do Festival, com a presença dos DJ do histórico Café Del Mar, originário da ilha de Ibiza, em Espanha.

Francisco Mendes, conhecido apresentador de televisão, é o relações públicas do AWF, promovendo a primeira edição do evento. “Espero que este festival, que tem alma, seja um ícone no calendário dos festivais em Portugal”, frisou.

A área lúdica abre, dia 3, às 15h00, dia 4, às 10h00, e no dia 5, último dia do Festival, funcionará das 10h00 às 19h00. A zona de espectáculos tem abertura marcada, nos dias 3 e 4, às 19h00.

Os ingressos para o AWM já se encontram à venda em http://www.ticketline.pt e custam 15 euros, para um dia de espectáculos, e 25, para os dois, dando acesso igualmente à área lúdica. Um bilhete no valor de 5 euros, para os dois dias, está também disponível, mas apenas de acesso à zona de gastronomia e artesanato.

O Arrábida World Music Festival 2009 constitui um desafio da Câmara Municipal de Setúbal em projectar a região e as suas potencialidades geográficas, culturais e sociais, bem como criar um evento de culto, que se afirme a nível nacional.

Mais informações em www.awmfestival.com.

Semana Académica de Setúbal - Tenda In-Spot

Terça-Feira:

DJ Nuno F aka Ovelha Warm Up
Dj Jovi
PEDRO GOYA


Quarta-Feira

DJ Nuno F aka Ovelha Warm Up
Nubai Sound System


Quinta-Feira

Dj Nuno F aka Ovelha Warm Up
Dj Nox

Sábado

Discoteca Clubissimo
Spot Academico 2009
Bass Kalash & Sonic Fuse
Nuno Forte
Twin Trouble
Nuno Grassa

domingo, maio 24, 2009

Crónicas Nocturnas # 134

E ontem lá estive em mais uma noite de MaGaZino no Clubíssimo...

Como sempre, casa cheia, boa música e ambiente porreiríssimo...Isto apesar de faltar alguma publicidade mais atempada e visível em relação ao evento (apesar de ter sido posta a tempo nos denominados sítios chave, e provavelmente o método das pulseiras também terá dado alguns resultados), e de circular por aí um estranho SMS que garantia que o Clubíssimo estava encerrado...ontem ainda cheguei a ter de dizer a pessoal amigo que tal não era verdade, que o Clubíssimo estava aberto e que ia estar a bombar (como de facto se verificou).

Quando lá cheguei, já a casa estava cheia, e estava o Miguel Rendeiro a passar som. Tinha curiosidade em ouvi-lo, até porque ouvia e lia muitas críticas negativas ao seu trabalho. A conclusão a que cheguei é que, apesar de não ser um daqueles DJs brilhantes, não passa má música, esteve-se bastante bem a ouvir o set dele, pecou talvez por ser um bocado linear demais, sem grandes picos, mas a malta estava a curtir...e até passou um tema muito devedor do House de Chicago do final dos anos 80, que foi o tema do set que mais me fez mexer, em conjunto com o já clássico I`m Satisfied de Scoper & Bubba remisturado pelo enorme Brett Johnson.

A seguir entrou o MaGaZino, e a festa continuou em grande. Durante grande parte do set andou por ondas algures entre o House e o Techno, sempre com "groove", praticamente só temas desconhecidos (que é o que eu sempre mais curti quando saio á noite...não conhecer praticamente música nenhuma dos sets que ouço). Na recta final do set ouviram-se clássicos como You Can`t Hide From Your Bud de DJ Sneak (com uma reacção espantosa por parte do público), Plastic Dreams de Jaydee, Flash de Green Velvet, Reach de Lil`Mo`Yin Yang ou Pump Up The Jam dos Technotronic (que, aliás, finalizou o set).

Já agora, deixo uns sets que tenho ouvido nos últimos tempos, e que tenho curtido :

Pedro Tiago - Hot N Fresh

http://soundcloud.com/pedro-tiago/pedro-tiago-hotnfresh-april-mix

Trevor Jackson - Prime Time

Download aqui

Este set do Trevor Jackson (aka Playgroup) acaba por ser uma amostra do tipo de sets que mais me excita ouvir nos últimos tempos...Nunca me desilude este grande senhor...

Cozinha 128

"Boas tardes a todos(as)

Serve o presente e-mail para dar-vos a conhecer a mais nova instalação gastronómica da blogosfera.

Neste novo sitio de convívio gastronómico apresentam-se as mais recentes petiscadas nesta famosa cozinha palmelõa.
Embora sejam publicadas as receitas elaboradas nesta mesma cozinha, também serão aceites cozinhados de colaboradores desde que com a devida foto da praxe.
Por isso mesmo sintam-se á vontade para nos enviarem os vossos pitéus e sítios que mais gostarem.

A COZINHA 128

Este é um sítio de lambões e gulosos para enfardas e alambusas.
É aqui que se destacam as mais fascinantes receitas copiadas, inventadas e reinventadas na cozinha mais famosa de Palmela.
128 porquê? Isso será um segredo apenas desvendado a amigos e familiares!
É aqui e em mais lugar nenhum que te vais deliciar e babar mesmo antes da comida estar no prato.
Estás á vontade para arrotar... bem alto!

Comentários de todo o gênero e espécie serão bem vindos!

www.cozinha128.blogspot.com

bem vindos á cozinha 128

Bom apetite!

O Chef e seus colaboradores

Le Fruit - Miguel Mares
Mari Arritmia - Rita Santana
João Coelho - aka Catotas "

quarta-feira, maio 20, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 21 de Maio :

- Señor Pelota & Bruno Safara @ Lounge, Lisboa - So Freshhhhh





- MSTRKRFT & Holy Ghost! @ Lux, Lisboa


Sexta, 22 de Maio :

- Dee Costa @ Baco - Tribute to 84 King Street

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Abel Santos @ La Bohémme

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- DJ Baratta & DJ D.Nasty @ Clubíssimo - CANCELADO

- The Scene @ Frágil, Lisboa



- Photonz & Dexter @ Lux, Lisboa


Sábado, 23 de Maio :

- Rui "Ratto" @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Quinteto de Setúbal & Pedro Lontro @ Artkafé

O quinteto de Setúbal nasceu do encontro de amigos cuja paixão se centra na música improvisada e nas influências modernas que passam por diversos estilos que se enquadram no JAZZ. Todos nós passámos por áreas diferentes
musicais onde se destacam projectos rock, pop e de música tradicional portuguesa. O interesse em dar-lhe o nome de Quinteto de Setúbal teve também o intuito de mostrar que Setúbal tem também muitos valores que merecem tais
como outros projectos do resto do país serem reconhecidos e apoiados, e achamos que sendo a cidade de todos este seria o nome que mais nos representava. Temos levado assim o nome da cidade a outros destinos do país.


O Quinteto è composto por:

- Guida Palma na voz,é natural de Setúbal onde pertenceu ao Coral Luisa Todi e mais tarde foi viver para Paris onde estudou canto na Escola de Jazz de Paris. Mais tarde
foi para Londres onde realizou com a sua banda diversos concertos percorrendo também diversos países e gravou diversos discos.

- Luis Barrigas no piano,é natural de Setúbal e começou por ter aulas de piano no conservatório onde mais tarde foi apoiado com aulas particulares pelo conhecido pianista de jazz Mário Laginha.
Foi tb aluno no Hot Club de Portugal e tem alguns projectos com outros músicos tais como por exemplo Marta Pontier.

- João Caló - nascido em Setúbal, fez da música a sua carreira profissional sendo efectivo na Orquestra Ligeira do Exército. Tocou também com vários artistas conhecidos do panorama musical português .

- Filipe Martins - nascido em Setúbal começou por estudar baixo eléctrico e Contrabaixo no Hot Club. Mais tarde entrou na Academia de Amadores de Música de Lisboa onde estudou com Prof. Fernando Flores
e acabou o Conservatório no Conservatório Regional de Setúbal com o mesmo prof. Gravou com a Ronda dos 4 Caminhos, com os Piratas do Silêncio e tocou com Mafalda Veiga, Paulo de Carvalho , Armindo Neves de entre outros.

- Rui Rosado - nascido em Setúbal teve um percurso com baterista e percussionista em vários projectos sendo os mais destacáveis os Dìsto & Daquilo, Hands On Approach etc. A sua versatilidade e a sua
paixão pelo jazz faz dele um músico acarinhado por muitos projectos locais.


- Ho-Chi-Minh, We Are The Damned, For Gods Fake, Solid & OK Killer @ Capricho - Domus Tattoo Rock Fest



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- MaGaZino (aka Del Costa), Miguel Rendeiro & José Belo @ Clubíssimo



- Bruno Safara @ Frágil, Lisboa

- Gala Drop (live) & Photonz @ DNA, Barreiro

- Pedro Goya @ Fábrica da Pólvora


Terça, 26 de Maio :

- Pedro Goya, Jovi & Nuno F @ Tenda Electrónica do IPS (Instituto Politécnico de Setúbal)

Outfest @ Barreiro




Os bilhetes, até sexta-feira 21, custam 8€ para um dia e 12€ o passe para os dois dias; após essa data, a entrada para cada dia será preçada a 10€ e o passe estará a 15€, portanto se quiserem poupar uns cobres já sabem...

Dia 22 – Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC)

WILLIAM BASINSKI

Músico e compositor novaiorquino, possui um percurso extremamente atípico nos meandros criação e da edição. No tempo que separa as peças que servem como bases para os seus discos como no seu próprio trabalho, William Basinski vive num outro espaço temporal, onde o antes, o agora e o depois se confundem, cruzam, e nesse movimento abrem outras dimensões e possibilidades.
Com um longo percurso na produção artística, a sua música vê maior reconhecimento aquando do lançamento da sua obra-prima, 'The Disintegration Loops', série constituída por quatro volumes, que começam a ser lançados no início da década, relativamente pouco tempo depois da queda das Torres Gémeas, a 11 de Setembro de 2001.
Basinski passou esse Verão a tentar salvaguardar algumas fitas antigas que tinha em casa, loops feitos duas décadas antes, que se encontravam em avançadíssimo estado de decomposição - alguns só sobreviveriam a mais uma reprodução até se desfazerem por completo. Perante a queda das torres, Basinski decidiu então deixar que estes pedaços lânguidos, lentos, elegíacos, magníficos (algures entre o 'Sinking of the Titanic de Bryars' ou um 'Music For Airports' de Eno gravado nos anos 50) de música, feita há tanto tempo, se revelassem e extinguissem por si só, aí tornando-se, verdadeira e finalmente, peças acabadas.
Antes desse momento e desde ele, contudo, Basinski tem vindo a criar várias obras notáveis seguindo este típica de óptica e prática, que lidam com essa melancolia da finitude e do esquecimento e simultânea imersão na viagem & poética da mortalidade. Abrindo caminho para portas líricas e estruturais no minimalismo contemporâneo como pouquíssimos, formalmente, o fazem em que género seja, Basinski, que acaba de editar '92982' na sua própria editora, a 2064 Music. Mantém-se como uma das figuras fundamentais da música abstracta contemporânea, aqui em estreia nacional.

site oficial http://www.mmlxii.com

SEI MIGUEL METAL MUSIC 4

Figura ímpar no jazz mundial e, definitivamente, em toda a história da música nacional, Sei Miguel prossegue trabalhando, há já mais de vinte anos, numa linguagem composicional, arrangista e instrumentista por cartografar, analisar e divulgar seriamente.
Decide basear a sua música numa aculturadíssima e vasta noção de jazz, inscrevendo-se em som utilizando visões altamente apuradas e individualizadas de fraseado, timbre, espaço e orquestração.
Ao longo centenas de actuações ao vivo e de trabalhos editados em casas como a Ama Romanta, Creative Sources ou Headlights, tem integrado nas suas formações músicos que, em alguns casos, dele retiveram fundamentais ensinamentos. Já nesta década, colaborou regularmente com músicos nacionais como Rafael Toral, Manuel Mota ou Margarida Garcia, tendo desenhado trabalhos específicos que executou com gente como Joe Morris ou Aki Onda.
Para o particular deste concerto, Sei Miguel vai apresentar um programa de peças em que está actualmente a trabalhar, denominado 'The Jewel System', aqui numa formação que o inclui o seu trio clássico com o próprio Sei (em pocket trumpet), Fala Mariam (trombone), César Burago (percussão), e ainda Pedro Gomes (guitarra eléctrica).

site oficial http://rt2.planetaclix.pt/seimiguel/enter.html
video http://www.youtube.com/watch?v=JOaSPj9DiL4 ao vivo no Sonic Scope

CIAN NUGENT

Ilustre herdeiro do legado fundamental de John Fahey ao lado de grandes nomes como Jack Rose ou Steffen Basho-Junghans, imiscuí-se nos vastos cenários da América Profunda para resgatar aos blues e à country matéria prima para delicados rendilhados em guitarra acústica. Os seus dois registos são reveladores do talento de Cian Nugent na arte de tecer lindíssimas melodias, em que o fingerpicking nunca cede ao virtuosismo estéril, para permancer numa aura de apaziguamento e envolvência, plena de lirismo.

myspace http://www.myspace.com/ciannugent

Dia 23 – “Os Franceses”

SPECTRUM BAND

Pete Kember/Sonic Boom/Spectrum pertence a uma estranha raça de artistas que, de tão lendários e mitificados que se tornaram, parecem fazer parte do imaginário colectivo de quem se interessa como alguém longínquo, algures num passado glorioso do panteão do underground do rock, longe de onde as coisas acontecem à frente dos nossos olhos. Muito menos mediático que o seu parceiro nos essenciais Spacemen 3, Jason Pierce, tem vindo a produzir uma quantidade muito substancial de música fundamental nas praticamente duas décadas que se seguiram ao fim da banda em que ambos se iniciaram na música e que marcou, indelevelmente, a produção sonora independente dos anos 80 em diante.
Ao longo de discos notáveis enquanto Spectrum e Experimental Audio Research, Kember mantém-se permanentemente na procura de novas formas de comunicação da transcendência, explosão metafísica e comunicação cósmica através de som, rito e hipnose. A sua música é a de um alinhamento numa viagem até um espaço em que nos deparamos com a grandeza de tudo o que reluz e brilha; um híbrido de death trip narcótica, salvação espiritual e um amor como poucos têm pelo rock, pelos blues e por tudo o que é gloriosamente pentatónico. A máxima que sempre aplicou na música é a mesma ainda hoje: "One chord best, two chords cool, three chords OK, four chords average", como o seu mais recente 'Indian Giver', conjunto de canções de sintetizadores, voz e sangue, o continua a sintetizar.
Depois de um magistral concerto a sala no Museu do Chiado em 2008, estreia agora em Portugal o seu trabalho com banda completa. Apresentado numa recente digressão com os My Bloody Valentine e desde aí viajado por toda a Europa, é um verdadeiro recital de space-rock da mais alta ordem, capitaneadas por um dos grandes da música moderna.

myspace http://www.myspace.com/spectrumofficialpage


DUCKTAILS


Projecto solitário de Matthew Mondanile, que vem desde 2005 construindo um culto fervoroso em seu redor. Com diversas edições dispersas por inúmeras editoras portadoras do legado da cassete roufenha, as suas aproximações ao imaginário tropical, reestruturadas de acordo com os ditames da pop enviesada mais entusiasmante, têm vindo a ser alvo de carregados elogios por parte de nomes tão importantes como David Keenan ou James Ferraro. Partilhando com este último um apreço pelos detritos da cultura popular mais trashy dos anos 90, as suas criações tanto se aproximam do psicadelismo fofo característico de Ariel Pink como dos drones florestais a cheirar o Pacífico, numa obra que estando longe de algum tipo de conclusão reserva ainda muitas surpresas aprazíveis.

myspace http://www.myspace.com/ducktails

WHITEHOUSE

Nome incontornável nos meandros da música experimental dos últimos 30 anos, deve-se ao projecto liderado desde 1980 por William Bennett o extremar da música industrial para os territórios confrontacionais hoje denominados vulgarmente (e de forma algo redutora) por noise. Arautos do harsh noise e da power electronics (termo cunhado pelo próprio Bennett), têm mantido uma formação mutável, por onde passaram colaboradores tão ilustres como Steve Stapleton ou Philip Best. Com uma influência transversal a todas as movimentações mais violentas da música exploratória, os seus ecos encontram-se na pigfuck do Midwest, na power violence dos anos 90 ou no horror lo-fi do noise de Portland deste século. Com uma discografia extremamente respeitável onde se encontram álbuns tão marcantes como “Psychopathia Sexualis”, “Erector” ou “Great White Death”, mantém ainda hoje uma saudável actividade discográfica, com destaque para o muito celebrado “Bird Seed” de 2003. Abandonando no início deste século a parafernália análogica pelo tratamento digital, Bennett tem vindo também a cimentar o seu lugar de esteta assente em memoráveis aparições ao vivo, que transportam o seu espírito transgressor para novas paragens libertas de espartilhos sufocantes. No bastião das lendas apenas se poderá traçar um paralelo com o (incontestado) rei Merzbow.

myspace http://www.myspace.com/susanlawly

LOOSERS

Figuras das expressões mais livres que a música portuguesa tem vivido ao longo deste século, é inegável o papel de destaque dos Loosers no panorama mundial da exploração musical enquanto expressão. Contabilizando inúmeras edições por editoras tão liustres como a Not Not Fun, Qbico ou Woodsist e depois de várias gravitações ao longo de toda a Europa, continuam a fazer da imprevisibilidade uma das suas imagens de marca que os sustém na dianteira dos avanços da música de teor incorpóreo. Com passagens pelo xamanismo kraut, pelo rock mais oblíquo ou pelo drone tribal/tropical, conta quem os viu recentemente que os Hawkind e o stoner mais expansivo marcaram presença. Apontar este passado mais recente não poderá servir como referência para um projecto que faz da constante mutação uma via para a libertação em si mesma, mas volta a reordenar as coordenadas para mais uma prestação digna da memorabilia mais acarinhada, neste regresso ao Out.Fest, depois de uma belíssima passagem em 2006.

myspace www.myspace.com/loosersarefree

TOMUTTONTU

Membro dessa trupe finlandesa de misticismo pagão de nome Kemialliset Ystävat, Jan Anderzèn regressa a Potrugal depois de uma passagem de boa memória em 2005. Na charneira do fértil país que viu nascer nomes como Circle, Islaja ou Uton, a música de Tomutonttu inspira os mesmos ares ancestrais do influente colectivo para os expelir em formas líquidas de influência folk. Dono de uma considerável discografia, tem vindo a alimentar sonhos pastorais com belos drones de carácter benigno, imiscuídos numa dimensão fortemente psicotrópica.

myspace http://www.myspace.com/tomutonttu

AFTER-PARTY NA DISCOTECA DNA COM:

GALA DROP

Carregados de elogios um pouco por toda a parte, não restam hoje dúvidas da premência dos Gala Drop enquanto estetas da mais excitante música vinda de nenhures. São calor tropical em plena urbe de expressiva expansividade, flutuando entre os ecos do dub mais espectral, a liquidez da kösmiche e a libertação dos ritmos africanos, nunca se detendo numa realidade estanque ou conformada. Libertos de coordenadas facilmente referenciáveis, a singularidade dos Gala Drop é retrato vivo da miscigenação cultural pela via que interessa. Segui-la é opção incontornável, o ponto de chegada reside algures por aqui.

myspace http://www.myspace.com/galadrop
video http://youtube.com/watch?v=f8lPeA97PqY ao vivo na AVENIDA

PHOTONZ

Duo de produtores portugueses, têm tido uma galopante ascensão criativa e editorial no último par de anos. Centrando-se numa estética crua, dura mas em última instância celebratória e inclusiva que se inspira no primeiro e puro house, constroem caleidoscopias monocromáticas com a ciência focada nos sítios fundamentais - bombos, tarolas e baixos imperativos. Tudo o resto está divido por faixas que, cada uma, destrói de forma muito particular, com ideias imaculadamente terminadas e prontas a desbroncrar qualquer pista.
Lançaram recentemente em selos com a DIRTY, Dissident ou DZIR. Têm feito sets cada vez mais concorridos por Portugal e por toda a Europa, tanto com o colectivo ZONK (que conta ainda com Major e Javenger Dourado) como em nome próprio. Cultores do passado para unicamente informar o presente, ficam encarregues de fechar este fim-de-semana do Out.Fest.

myspace http://www.myspace.com/photonz
myspace http://www.myspace.com/tamborzonk ZONK

quinta-feira, maio 14, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 14 de Maio :

- Alex Under (Live) @ Lux, Lisboa


Sexta, 15 de Maio :

- Rock & Wave Night @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Grooveland & Pedro Lontro @ Artkafé

Os GrooveLand irão estar na próxima sexta dia 15 de Maio no Bar ArtKafé em Setúbal.
O Soul, o Disco, o Funk e o Rock N' Roll serão os ingredientes para mais uma noite de festa. Aretha Franklin, James Brown, Elvis Presley, Ray Charles, Stevie Wonder, Etta James, David Bowie, Vaya Con Dios, Tina Turner, ABBA e Beatles são apenas alguns dos nomes que costumam revisitar.
Se gostas de dançar então não podes faltar.


www.myspace.com/grooveland2

- doismileoito, Moe`s Implosion & BlackOutNoize @ Capricho



Eles são são o Pedro Pode, o André Aires e o Nicolau. São da Maia e têm dado que falar nos últimos tempos um pouco por todo o lado e a sua agenda de concertos começa a ser um reflexo disso mesmo: do Norte ao Sul, passando pelas Fnacs e pelos mais variados festivais nacionais. Estamos a falar dos doismileoito, que a ACV – Associação Comunidade Verde traz a Setúbal.

Apareceram em 2008 e este ano lançam o seu primeiro álbum, homónimo. Há quem diga que os doismileoito são os herdeiros dos Ornatos Violeta. Há outros que dizem que são a revolução musical deste ano. O tempo o dirá. São certamente a prova de que o rock português está a renascer e bem. Para comprovar no palco da Capricho Setubalense, no dia 15 de Maio.

Antes estarão em palco os Moe’s Implosion, do Montijo, banda que tem uma forte ligação com Setúbal, ou não tivessem vencido já o Concurso de Bandas de Garagem local. Os Moe’s Implosion são cinco jovens – Tropa, Severo, João, Ricardo e Sancho – e apesar do pouco tempo que levam disto, a sua energia, entrega e uma fusão feliz entre o punk e o funk fizeram já deles um nome a seguir atentamente.

A jogar em casa estarão os BlackOutNoize, jovem banda setubalense que terá aqui o seu grande baptismo de fogo. Segundo os próprios, são um projecto jovem na sua essência e formação, com temas a roçar as origens do rock moderno, criticando os vícios das sociedades modernas, sempre com muito feeling e força de vontade. Assim, as portas da Sociedade Capricho Setubalense, no Largo da Misericórdia, abrem-se a partir das 21h30 horas do próximo dia 15 de Maio, para mais um concerto de grande música. As entradas terão o preço de 5€. Esta é mais uma colaboração entre a ACV e a Experimentáculo, com o apoio da Sociedade Capricho Setubalense, o IPJ de Setúbal e o Sons da Margem Sul.


- Jorge Zuhrt & Suki @ T+T - Special Ladies Night

- Dj JP aka Pestana @ Bubba

- DJ Mick-Al & DJ D.Nasty @ Clubíssimo - Festa da Cerveja



- Heidi vs Yens Sung @ Lux, Lisboa


Sábado, 16 de Maio :

- Accatone @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Ninjiritane & Pedro Lontro @ Artkafé

Njinjiritane ao vivo no Artkafé em Setúbal - 23h00!

...funk, soul, reggae e ritmos afro, fazem dos Njinjiritane uma banda de covers muito world music.

Muita diversidade com um denominador em comum: o Groove...

Njinjiritane é um nome de um pássaro moçambicano e surge como nome da banda pela forte ligação dos elementos com a Mãe África!

Composta por 5 elementos ( Nina, Carlitos, Hugo, Rodrigo e Jan) este projecto já passou por palcos como Santiago Alquimista, Fábrica da Pólvora, Rock in Chiado, Be Jazz Café,Ondajazz, Sociedade Guilherme Cossoul...

Chegou a vez do Artkafé!!! Não percam!!!

Saiba mais em:

www.myspace.com/njinjiritane

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- DJ Costa & DJ Marco Rufino @ Iama - Deep n Rhythm Party



- SKC, Nsekt, Dr. Ki, Main Shift, Sleepz, Sonicfuse + Bass Kalash & Kyoshi (Electro/Maximal After) @ Clubíssimo

quarta-feira, maio 13, 2009

Crónicas Nocturnas # 133

Sábado lá voltei ao Clubíssimo, desta vez para uma Electro Máfia...eheh.

Quando cheguei, ainda não estava muita gente, mas os poucos que estavam dançavam ao som dos Late For Teens. Som divertido, numa onda algures entre o Electro-House, o Fidget-House (parece que é isso que andam a chamar a cenas estilo Hervé, Switch, Jesse Rose e até Crookers...) e o Maximal. Durante o set deles foi chegando mais e mais pessoal,e, quando os Drop Top entraram, estava uma pista praticamente cheia à espera deles. Não fugiram muito ás coordenadas sonoras impostas pelos Late For Teens, embora introduzissem pelo meio um ou outro tema mais virado para o Dubstep. Som muito festivo. A seguir, com a pista ainda cheia, entrou a prata da casa...Sir, Twin Trouble, Johan, 3du, Kyoshi...continuaram a fazer a festa, embora já a passar um som um bocado mais pesado que os convidados (até Ghetotech se ouviu...eheh). E ainda deu para ouvir a remistura de Mr. Oizo ao Shoes do Tiga.

O ambiente também ele bastante porreiro, heterogêneo (até clientela típica do Absurdo), sempre muito festivo e colorido. Não é som que hoje em dia compre ou passe muito (embora continue a estar atento), mas cumpre a sua função, que é fazer dançar até mais não e fazer-nos sentir bem. E gosto imenso de ver esta nova geração a fazer as coisas por eles, unidos a lutar por sons em que acreditam (nestes casos o Drum N Bass e o Electro/Maximal/Fidget,etc), a fazerem os eventos deles, a conseguir fazer com que as pessoas apareçam, fiquem, dancem e, no final, ficarem com a sensação que pasaram uma grande noite. Força aí rapaziada :D .

quinta-feira, maio 07, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 7 de Maio :

- Lifelike, Moulinex & Flip @ Lux, Lisboa - D.I.S.C.O.TEXAS Titan Thursdays


Sexta, 8 de Maio :

- Magau @ Baco

- Abel Santos @ Take 5

- Johan aka Gecko @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- DJ Stikup & DJ D:Nasty @ Clubíssimo



- Johnny D @ Lux, Lisboa


Sábado, 9 de Maio :

- Shampô Decapante vs Der Terrorist @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- The Logadogue Swing Project & Pedro Lontro @ Artkafé

The Logadogue Swing Project é um projecto musical acústico, em dueto, fundado no verão de 2008. Com a intenção de recrear o espírito acústico do Jazz/Swing. As diferentes influencias, dos The Logadogue Swing Project, vão desde Jazz, Swing, Blues, Folk e estilo Manouche. E a maiores referências são músicos como Al DiMeola, Stochelo Rosenberg, Joscho Stephan e D’Jango Reinhardt. *** Contacto: nonnius@gmail.com ***
Os The Logadogue Swing Project vão estar presentes em concerto, nas actividades integradas nas Curtas Sadinas 2009, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal.

Sábado, 9 de Maio 2009, às 23h00.

Artkafé (Galeria/Bar) - Av. Luíza Tody, Travessa da Anunciada nº 10 - Setúbal (Junto ao antigo Conventual - Bar)

Apareçam!!

The logadogue Swing Project
Nuno Castelo & Luís Cansadinho


www.myspace.com/logadogue


- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Drop Top, Late For Teens, Koala Mafia, Sir, Twin Trouble & Kyoshi @ Clubíssimo - Electro Mafia

quinta-feira, abril 30, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 30 de Abril (véspera de feriado) :

- Eduardo Martins @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Abel Santos @ Take 5

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Nuno Grassa & Oscar Baía @ Clubíssimo



- Bruno Safara @ Frágil, Lisboa


Sexta, 1 de Maio :

- Dee Costa @ Baco - Jazz N Grooves Session

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Texabilly Rockets & Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- DJ Overule & Dj D:Nasty @ Clubíssimo



- MaGaZino @ Kapital, Lisboa

- Rui 31 & Mister Simon @ Trintaeum, Porto


Sábado, 2 de Maio :

- Guns Of Setubalone, DJ Famel & Patsy @ Baco - Ska Party



- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Fat Pack & Pedro Lontro @ Artkafé

- Pedro Viegas @ Cup Of Joe

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Full Metal Funk, Rogério Martins, Pedro Goya & Eyptin Wholi @ Clubíssimo - Manifesto 06



- MaGaZino @ Level, Cartaxo

- DJ Faísca @ Maus Hábitos, Porto

quinta-feira, abril 23, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 23 de Abril :

- DJ Koze @ Lux, Lisboa


Sexta, 24 de Abril :

- Zé Pescador @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Pedro Viegas @ Cup Of Joe

- Zé Peps & Pucarinho @ Bombar

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- DJ B.R.O.S. , Trol2000 & Photonz @ Acerca Da Noite, Almada

- Chillout Sessions 3 @ Faculdade de Arquitectura, Lisboa



- MaGaZino @ Lounge, Lisboa

- Ivan Smagghe & Tim Paris @ Lux, Lisboa


Sábado, 25 de Abril :

- Estrela @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- MaGaZino, Pete Tha Zouk, Paul Rodhy, Suki, João Moço, Cláudio & The Clown @ Clubíssimo



p.s. Próximas festas @ Clubíssimo :







Não tenho ainda o cartaz, mas dia 30 de Abril (véspera de feriado), haverá, no Clubíssimo,uma festa festa com o Nuno Grassa e o Oscar Baía.

segunda-feira, abril 20, 2009

Crónicas Nocturnas # 132

Bem, e este sábado lá fui "manifestar-me" um pouco. E, resumidamente, foi assim :

- O Pedro Goya, o Nuno Di Rosso e o Rogério passaram (como sempre) boa música (bom House e bom Techno). O Eyptin Wholi também se deve de ter portado bem, mas como não o ouvi...

- Infelizmente, não apareceu muita gente, mas também com a falta de publicidade, não se podem esperar milagres. Não percebo porque nem ao menos nos sítios chave deixaram um cartaz...Vá lá que o ambiente (?!?) até não estava mau de todo (exceptuando duas personagens que por lá andavam...mas verdade seja dita, se a casa estivesse mais composta, nem se dava por eles...mas assim...).

E pronto, é esta a crónica nocturna possível...

quinta-feira, abril 16, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 16 de Abril :

- Tiga @ Lux, Lisboa


Sexta, 17 de Abril :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos & Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Friends @ Clubíssimo - Aniversário da Suki

- Dixon @ Lux, Lisboa


Sábado, 18 de Abril :

- Rui "Ratto" @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Viegas @ Cup Of Joe - Groovy Set

- Pearl Band (tributo a Pearl Jam) & Pedro Lontro



www.myspace.com/pearlbandtributo

O projecto Pearl Band é como o próprio nome indica uma banda dedicada a prestar tributo a uma das maiores bandas de Rock do Mundo, Pearl Jam. A Pearl Band é composta por 4 elementos que passaram as suas adolescências exactamente no momento do Boom do Grunge de Seattle, que projectou bandas como os Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden, Stone Temple Pilots, Mudhoney, Screaming Trees, entre outros para o panorama musical mundial. Foi também por volta do ínicio da década de 90 que começou a aventura musical dos 4 membros da Pearl Band, tendo os mesmos passado por alguns Projectos, uns que terminaram como os Lost Sound, e outros que ainda hoje continuam a tocar como é o caso dos Alcoolémia, Dr. Estranho Amor, Undertone ou Self Made Men..Alcoolemia. A ideia de criar uma banda de tributo a Pearl Jam partiu do Pedro Madeira (guitarra e voz - Alcoolémia / Dr. Estranho Amor), que já vinha insistindo ao seu amigo de longa data Jonas(voz e guitarra - Self Made Men , com quem havia tocado 10 anos antes nos Lost Sound, na ideia de criar tal projecto, mas que nunca se tinha concretizado. No Verão de 2008 a ideia voltou a surgir e o facto de haver mais 2 amigos interessados em integrar o projecto, o Gordini (baixista – SMM) Rui Freire (Baterista- Dr. Estranho Amor, Viviane, Entre Aspas, Rita Red Shoes) levou a que a formação estivesse completa para iniciar o trabalho de selecção e ensaio dos inúmeros exitos dos Pearl Jam para apresentar ao vivo. No seguimento desse trabalho a banda gravou 4 temas no Rockstudio, os quais foram disponibilizados no myspace da banda – www.myspace.com/pearlbandtributo - e que já receberam algumas boas críticas dos seus visitantes e amigos. Neste momento a Pearl Band encontra-se em estúdio a ensaiar e a preparar os temas para o seu concerto ao vivo, para que possa proporcionar um bom espectáculo a todos aqueles que apreciam a música dos Pearl Jam, assim como os seus príncipios. Contamos convosco para fazerem parte da nossa família Pearl Band, integrados na grande família mundial de fãs e amigos dos Pearl Jam. Vê-mo-nos lá!

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Nuno Di Rosso, Rogério Martins, Pedro Goya & Eyptin Wholi @ Clubíssimo - Manifesto 05



- Alta Baixa (1 Noite, 3 Casas) @ Maus Hábitos, Passos Manuel & Pitch, Porto

domingo, abril 12, 2009

Rua De Baixo - Larry Levan & Omar S

Nos últimos tempos, e não sem alguma insistência por parte do Mário João, que sempre achou que eu deveria dedicar-me mais a este tipo de coisas, tenho escrito uns textos para o site Rua De Baixo (do qual o Mário é também um habitual colaborador). Aqui ficam dois que escrevi nos últimos meses (e já com um ou outro "re-edit" do Mário João á mistura...eheh) :

Larry Levan - A importância de um legado :

Não é raro, ao ler ou consultar revistas, fóruns ou blogs dedicados ao fenómeno da dita música de dança, ver com frequência mencionado o nome de Larry Levan. Apesar de falecido há quase 17 anos (em 8 de Novembro de 1992, tendo nascido 38 anos antes, a 21 de Julho de 1954), continua a ser falado; e sendo a cultura de clube um meio por vezes tão efémero, no sentido em que, o que é hoje válido, amanhã pode já não o ser, quais as razões que levam a que Larry Levan continue a ser relembrado, mesmo tendo passado tanto tempo após o seu desaparecimento físico? O que de tão excepcional existia neste homem, que iniciou a carreira de DJ em 1971, para que se continue a falar nele?

Uma das principais razões será por continuar a ser considerado um dos melhores DJs de sempre, tanto por quem na altura frequentava o Paradise Garage (clube Nova-Iorquino, ao qual o nome Larry é indissociável), como pelos DJs que eram seus contemporâneos. É comum lerem-se relatos de como os seus sets eram fantásticos e que conseguia mexer com as emoções do público. Ou seja, ouvi-lo era quase sempre uma experiência inesquecível.

Esforçava-se ao máximo para contar uma história através dos seus sets e era perceptível conseguir perceber o seu estado emocional através da música que escolhia, sendo que, não raro, quem o ouvia, ficava de certa forma refém desses seus estados de espírito. Basicamente, gostava de criar drama e tensão na pista de dança, gostando de mexer com as mentes, provocando-as, por vezes até irritando, mas mesmo assim conseguir com que as pessoas saíssem do Paradise Garage com a sensação que tinham ali vivido alguns dos melhores momentos das suas vidas.

Ainda hoje é notório, através dos vários relatos que se vão lendo acerca dos noites no Paradise Garage, que Larry era adorado, alvo de devoção quase religiosa. Estando à frente de uma cabine de som como a do Paradise Garage (considerado, na altura, o clube com o melhor sistema de som no mundo) e tendo a seu dispor todas as potencialidades que esta lhe apresentava, como um perfeccionista, sempre tratou de tirar o maior proveito disso em favor dos seus sets; conseguindo fazer com que um tema, que muitos consideravam mediano, soasse muito bem naquele sistema de som. Havia até quem produzisse temas feitos de propositadamente de modo a soarem bem no Paradise Garage - tal como admitiu o produtor Arthur Baker acerca da música «Walking On Sunshine» de Rockers Revenge.

Era Levan quem na maioria das vezes ditava o que seria ou não um “hit” nos meses futuros noutras pistas de dança, o que fazia com que vários DJs o fossem ouvir, assim como existiam vários produtores que lhe entregavam em 1ª mão demos de produções suas para que Larry as testasse no Paradise Garage. No fundo, era um DJ residente que se esforçava ao máximo para que nenhuma noite fosse igual à anterior, que adorava mostrar coisas novas a quem o ouvia, que arriscava e não tinha qualquer medo de reacções negativas, tentando estabelecer tendências - precisamente o contrário do que é hoje normalmente associado ao DJ residente de um clube (salvo raras excepções).

Outra das razões da cimentação da sua figura seria a unanimidade acerca do seu bom gosto e grande ecletismo musical. Tentava seleccionar tudo o que achava melhor dentro dos vários estilos, fosse Disco-Sound, Funk, Soul, Hip-Hop, Rock, Electro, Reggae, Dub e, numa fase mais posterior, House. Nos 11 anos em que o Paradise Garage funcionou (entre 1976 e 1987), e mesmo após o fecho deste, muita coisa se ouviu através das mãos de Larry Levan. Não esquecer que essa época, em termos musicais, foi das mais fervilhantes e ele estava sempre em cima do acontecimento.

Para a evolução da sua cultura e abertura de espírito, foi essencial o facto de frequentar, logo no início da década de 70, clubes e festas como o Gallery de Nicky Siano ou o Loft de David Mancuso; locais onde era dada primazia à qualidade da música ouvida, assim como à qualidade com a qual era reproduzida (sobretudo no Loft). Tudo era feito para conseguir pôr as pessoas a dançar e fazê-las regressar a casa com um enorme sorriso nos lábios.

Nesta altura, Levan andava quase sempre acompanhado pelo seu grande amigo Frankie Knuckles, que mais tarde veio a ter um papel muito importante na cena House de Chicago (em parte devido ao próprio Larry, que recusou um convite para ser residente no clube Warehouse em Chicago, recomendando, em contrapartida, o nome de Frankie e o resto como se sabe é história).

Convém realçar que muitos dos temas que são hoje considerados clássicos do Paradise Garage continuam ainda a serem tocados e a soar bastante actuais. O mito associado à sua figura é reforçado por, para além de DJ, ter sido um bom produtor e remisturador. Se as primeiras remisturas que fez ainda durante o final dos anos 70 soavam ao trabalho de outro qualquer remisturador da era, nos anos 80 a história foi outra. Para ele, o principal era que os temas soassem bem no sistema de som do Paradise Garage e explorou intensamente as técnicas do Dub aplicadas ao Disco-Sound e ao Electro (outro que o fez com igual intensidade foi François Kevorkian) criando técnicas de produção inovadoras para a época - que podem ser ouvidas em temas como «Seventh Heaven» de Gwen Guthrie ou «Don’t Make Me Wait» dos NYC Peech Boys - e actualmente utilizadas por nomes como Idjut Boys ou Chicken Lips.

Tendo isto em conta, constata-se que a herança que deixou continua bem viva, seja através de DJs/Produtores que foram seus contemporâneos e que ainda estão no activo, como François K, Danny Krivitt, Joe Claussell, Danny Tennaglia ou DJ Harvey (que chegou até a trazer Larry Levan para passar som no Ministry Of Sound, pouco antes do seu falecimento), seja através de uma nova escola, como Rub N Tug, 2manydjs, The Glimmers, Carl Craig, Tim Sweeney, James Murphy, Morgan Geist, Daniel Wang, Andy Blake, Skull Juice, entre outros. Todos estes, à sua maneira, transmitem-nos o legado que Larry Levan nos deixou, ou seja, o de uma noite (ou dia!) bem passado, a ouvir-se boa música, seja ela de que estilo for e sem medos de, por vezes, arriscar vazar uma pista.

Numa era em que cada vez mais DJs optam por se dedicar quase exclusivamente a um estilo, ora jogando pelo seguro, ora passando o que acham que o público quer ouvir, cada vez mais são necessários outros que se inspirem no legado que Larry Levan nos deixou.


Omar S, o neto de Detroit - Cidade industrial, berço da Motown e do Techno. Omar S e a sua editora FXHE cumprem a tradição :

Detroit. Para quem gosta de música, o nome desta cidade norte-americana pode evocar várias coisas: a editora Motown (aí sediada), os Stooges e os MC 5 (considerados como umas das grandes influências do movimento Punk) ou George Clinton e o seu P-Funk.

Mas, para quem gosta e acompanha o que se vai passando na música electrónica (sobretudo a de cariz mais dançável), evoca primeiro que tudo a palavra Techno, pois foi em Detroit que este estilo, como hoje o conhecemos, nasceu; E a seguir a denominada “Santa Trindade” de bellevue que lhe deu origem: Juan Atkins (Cybotron, Model 500, etc), Derrick May (Rhythm Is Rhythm) e Kevin Saunderson (Reese, Inner City, etc).

Foram estes três os grandes artífices do Techno que criaram as bases pelas quais o estilo musical hoje se move. Com uma maior facilidade de acesso aos primeiros equipamentos electrónicos e fortemente influenciados pelo que ouviam na rádio pelas mãos do eclético radialista Electrifying Mojo (que passava, entre outras coisas, Funk/Disco nas suas mais diversas facetas; Synth Pop, Punk/Post-Punk/New Wave, Rock mais clássico ou o que futuramente veio a ser chamado como “World Music”), criaram música cuja inspiração, na maioria das vezes, parecia vir do espaço.

Nem de propósito, Derrick May afirmava que o Techno soava como se os Kraftwerk e George Clinton (Funkadelic/Parliament) estivessem presos num elevador e quem conhece a obra desses artistas sabe que a música que faziam na altura (anos 70), soava alienígena para ouvidos comuns. Pode-se dizer que os três de Detroit prolongaram essa tradição, com temas que ainda hoje continuam a soar ao mesmo tempo futuristas e actuais, como «No UFOs» de Model 500, «Strings Of Life» de Rhythm Is Rhythm ou «Big Fun» de Inner City.

Pouco tempo depois, ainda fortemente influenciada tanto pelos programas de rádio de Electrifying Mojo, como pelas produções da “Santa Trindade” e pelos já míticos DJ sets de Derrick May no Music Institute (o equivalente de Detroit do Paradise Garage de NYC ou do Warehouse e do Music Box de Chicago), surge a segunda vaga de produtores de Detroit: Carl Craig (o mais eclético), Stacey Pullen, Blake Baxter, Kenny Larkin, Kenny Dixon Jr (aka Moodymann), Theo Parrish (estes dois últimos mais ligados ao House do que propriamente ao Techno), “Mad” Mike Banks (Underground Resistance), James Stinson (Drexcya), Jeff Mills, Robert Hood ou Daniel Bell (estes três últimos os maiores responsáveis pela aplicação dos princípios do Minimalismo ao Techno), entre outros. Tudo nomes que directa ou indirectamente criaram novos paradigmas no que se ouve actualmente nas pistas de dança mais esclarecidas, e cuja importância é mais do que reconhecida.

É no seguimento deste contexto que acabam por surgir indivíduos como Alex Omar Smith, mais conhecido como Omar S, o auto-proclamado “Grandson Of Detroit” (neto de Detroit). Omar S, em conjunto com nomes como Jus Ed, Jason Fine, Luke Hess ou Kyle Hall (que, nem de propósito, editaram todos o primeiro disco através da editora de Omar, a FXHE), fará parte de uma terceira geração de produtores de Detroit, mas assumindo ainda uma personagem algo misteriosa.

Não dá muitas entrevistas, e, quando as dá, transparece um misto de arrogância com uma honestidade desarmante, mas também uma intenção de propositadamente mexer com as mentes com muitos palavrões à mistura. Não se coíbe de dizer o que pensa e não tem problemas em criticar nomes “consagrados” como Masters At Work, Kerri Chandler ou Ricardo Villalobos.

Em relação a este último, Omar S parece querer defender-se de comparações que inevitavelmente vão ser feitas quando sair o Fabric 45, onde apenas irá apresentar e misturar faixas suas, à semelhança do que fez Villalobos no Fabric 36.

Tendo em conta o que Omar S tem editado desde 2001,Villalobos terá um concorrente de valor. As suas produções revelam um espírito eclético, pois tanto produz músicas mais viradas para o House ou para o Techno (como «Psychotic Photosynthesis», seja a versão com ou sem beat ou «The Further You Look, The Less You Will See» ou o mais recente «Blown Valvetrane»), ou mais viradas para o Electro-Disco/Boogie («Thirteen», no seu projecto Oasis ou «Groove On» em que sampla «Baja Imperial» dos Plastic Mode, tema que vem na compilação “Unclassics”, misturada por Morgan Geist) ou até mais viradas para o Hip-Hop (como os 2 EPs “Side-Trakx”).

A produção das faixas tanto pode soar limpa, como suja - à boa maneira de Theo Parrish, e é através da editora deste, a Sound Signature, que sai o último disco de Omar S. Tanto vai buscar influências a sonoridades associadas a Detroit como sonoridades associadas a Chicago. O último disco, “Blown Valvetrane”, faz lembrar coisas como as “Go Wild Rhythm Trax” de Virgo aka Marshall Jefferson. Todos os temas são feitos através de equipamento analógico, pois Omar S afirma que não gosta de trabalhar com computadores e respectivos softwares, preferindo o som algo rude que este tipo de equipamentos produz.

Para ajudar a dar uma maior mística, o site da editora de Omar S é também do mais simples que pode existir, com pouca informação e, aparentemente, um dos poucos sítios onde se consegue arranjar os discos seus e de quem edita pela FXHE. Muitos discos são marcados ou carimbados pelo próprio (através de marcadores que ele traz do emprego que tem na Ford), ou então aparecem com desenhos a preto e branco fortemente influenciados por jogos de vídeo - outra das grandes paixões de Omar S, ao que parece. Um pouco na senda do “so underground it hurts” de Abe Duque, e com uma atitude muito D.I.Y. que vem do espírito punk.

O mesmo espírito eclético que revela nas suas produções parece aplicar-se também aos seus DJ sets, onde passa de tudo um pouco: Disco, Deep-House, Acid-House, Techno e outras coisas que andem por essas redondezas. Corre pela internet fora que os seus sets são muito bons. E não será preciso muito tempo para o confirmar, pois Omar S tem uma data agendada para o Lux, no dia 20 de Março. Será a grande oportunidade de finalmente ouvir este neto de Detroit em acção.

(Quem quiser saber como foi Omar S no Lux, é ler aqui)


p.s. E, para a semana, sábado, dia 18, mais um Manifesto no Clubíssimo :



É o retorno a Setúbal de um DJ que já tinha muitas saudades de ouvir, o Nuno Di Rosso. Lembro-me que, nos tempos do Mecca, era daqueles DJs que fazia questão de não perder, pois tinha uma selecção musical irrepreensível. E, da última vez que o ouvi aqui em Setúbal, foi numa daquelas festas tipo "remember Mecca", que aconteciam no espaço onde era o Mecca e hoje é o Artkafé, algures nos finais de 2003 (seria até numa noite de Halloween, se não estou em erro...), e, mais uma vez, não desiludiu. Da última vez que estive com ele, foi na Flur, e já na altura tinha ido viver para o Norte. Sábado, se tudo correr bem, lá estarei para o ouvir e para lhe dar um abraço. E espero que haja a publicidade merecida.

quinta-feira, abril 09, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 9 de Abril :

- Eduardo Martins @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo


Sexta, 10 de Abril :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Fast Eddie Nelson (live)+ Travelling Circus & Rev. Bo Jackson @ La Bohémme



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- Bruno Safara & Miguel Van Der Kellen @ Estado Líquido, Lisboa


Sábado, 11 de Abril :

- Ruben @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Peyote Blues Band & Pedro Lontro @ Artkafé



Peyote Blues Band (Évora):

4 músicos oriundos de áreas diferentes da música, desde o blues ao clássico, passando pelo rock e pelo jazz, numa banda de versões que não são propriamente covers, no sentido de “reproduções”, mas antes reinterpretações desses temas com cunho pessoal.

O repertório anda entre o rock e o blues, com temas compostos ou celebrizados por artistas como Lynyrd Skynyrd, Johnny Cash, Jimi Hendrix, J.J. Cale, Stray Cats, Rolling Stones, Bo Didley, Buddy Guy, Stevie Ray Vaughan, etc.



Formação:

Miguel Mocho – voz, guitarra, harmónica

Eddie Santos – guitarra

Zé Sapo – baixo

João Aleixo – bateria



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Shifta, Sensai, Hi Fidel Cartel, DJ Benvinda, Bass Kalash & Sonic Fuse @ Clubíssimo



- The Scene @ Mini Mercado, Lisboa



The Scene #6,

Após cinco edições irrepreensíveis do The Scene no Ko-Zee, era altura de levar o conceito a outros públicos e exportar a ideia, mesmo que não muito longe. Apesar de ser na rua abaixo, o Mini Mercado é um espaço que contempla um público completamente diferente do espaço original, não só na idade média, mas também nas suas preferências musicais e atitude noctívaga. Assim, num pequeno gesto de marketing, o colectivo optou por testar a sua fórmula junto de um público diferente, na esperança de que a festa se faça, mesmo que a música não seja exactamente a mesma em relação à que se ouve normalmente no “Mini”. Nem sempre se tem a ocasião de mostrar nova música (ou melhor, música que será uma novidade, mesmo que não seja muitas vezes nova) a um público que de outra forma dificilmente a poderia consumir. Assim sendo, preparamos as malas a pensar num ambiente distinto daquele (mais íntimo e próximo) a que nos acostumamos, para testar a nossa perspectiva musical dentro de um ambiente mais intenso, festivo e descomprometido...

Com isso em mente, o podcast deste mês será centrado numa escolha um pouco diferente (mais electrónica e dançável) algo que também será característico nas nossas escolhas musicais para a sexta edição.

Esperamos, portanto, que todos os que nos têm acompanhado durante estes cinco meses venham connosco experimentar uma nova forma de fazer o The Scene, abraçando a ideia de que a mudança pode ser (e muitas vezes é), uma constante imprescindível da vida.

Deixamo-vos com a selecção musical do colectivo, misturada desta vez pelo nosso Vítor Silveira.


http://soundcloud.com/trol2000/the-scene-podcast-3

Atenciosamente

The Scene


- Anton Pieete, MaGaZino & Hugo Santana @ Op Art, Lisboa

Crónicas Nocturnas # 131

Sábado lá fui ao Clubíssimo, com o intuito de ir ouvir o Paul Rodhy, que é o mentor do projecto Underground Sound From Lisbon (USFL). Cheguei lá, e já o Paul Rodhy estava a passar som, e passava um clássico, o Star Guitar dos Chemical Brothers. A casa ainda tinha pouca gente, mas, com o passar do tempo, foi ficando mais composta (e, dada a falta de publicidade que houve em relação a esta festa, até esteve mais composta do que seria legítimo esperar, mas isto é apenas a minha opinião). O som foi relativamente variado, ora mais "Housey", ora mais "Minimal", ora mais "Electro-House", ora mais "detroitesco"...esteve-se bem e foi agradável. O ambiente também esteve sempre bem porreiro, que é o que se quer. Venham mais festas USFL.

Entretanto, durante a festa, reparei no tal cartaz da festa que se iria realizar no Imapark, e que, afinal, vai ser lá no Clubíssimo, e, onde era suposto estar o nome dos Disparo, estava o nome The Clown. Achei estranho, até porque nem o Mário nem o Miguel tinham comentado nada comigo acerca de já não irem passar som na festa...Mais tarde falei com o Mário, e ele ficou muito surpreendido quando lhe falei da mudança de nomes no cartaz, porque nenhum dos organizadores tinha ainda falado com ele nesse sentido. Ora eu não acho isto bem. Combina-se algo, e, assim sem mais nem menos, descombina-se, sem se dizer nada a ninguém? Ok, eu percebo que a mudança de sítio poderia implicar que teriam de haver mudanças no cartaz, até por uma razão de contenção de despesas, mas ao menos fossem "homenzinhos" e falassem com os Disparo e explicassem-lhes isso, que eles compreenderiam, e amigos como dantes. Não se faz.

quinta-feira, abril 02, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 2 de Abril :

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- Shadowdancer (live), Xinobi & Double Damage @ Lux, Lisboa - D.I.S.C.O. Texas Titan Thursdays


Sexta, 3 de Abril :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Tequilla Mal & Pedro Lontro @ Artkafé



‏The original line up of TEQUILLA MAL IS BACK IN ACTION AFTER 12 YEARS APART...

Os Tequilla Mal juntaram-se no final de 1988. Sacavém foi o local do primeiro crime. Jaime, João e Paulo (o temível gang Oliveira) juntaram-se a Rui Andrade, e a história do rock’n’roll nunca mais foi a mesma. Em especial aquele feito com guitarras de 5 cordas e passe-vites. Entre 1989 e 1997 espalharam o terror por sítios tão diferentes como a Escola Secundária dos Olivais, e a Escola dos Viveiros, que era uma secundária nos Olivais. Também foram vistos no Rock Rendez Vous, Bar Oceano e Johnny Guitar, formando assim o chamado triângulo das Bermudas, perdão, em bermudas, peça de roupa que privilegiavam em relação a todas as outras. Cais do Sodré tornou-se poiso habitual, especialmente a zona à volta da discoteca Europa, onde também atacaram (ah, ah, ah, que belo trocadilho que o biógrafo fez!). Alargaram as suas actividades ao resto do país, e a Viseu também. Pontinha, Vidigueira, Portalegre, Coimbra, Custóias, Apelação … mas também Vila Moura, Albufeira, Cascais, e até S. João da Talha. Pelo caminho, Jaime Oliveira teve que se retirar para um exílio forçado, mas ainda aliciaram para uma vida de deboche, crime e travessas de pastéis de bacalhau figuras do “bas-fond” lisboeta como Paulo “Peixe-Aranha” Capitão, ou Henrique “Long-Hair” Caetano (dizem que também Sérgio "Southside" Lemos chegou a participar em algumas incursões com estes meliantes, mas parece difícil de acreditar, uma vez que hoje é um artista conceituado). Em 1995, no que seria o seu último grande golpe antes de desaparecerem de cena, surgiram em grande estilo na colectânea Portugal Rockers, com os temas “Aquele traço (eu até me passo)” e “Para Longe Daqui”, no que alguns viram referências explícitas ao mundo do crime e à fuga próxima, e outros viram apenas duas canções extremamente parvas. A partir de Fevereiro de 1997, não voltaram a ser vistos. Da mesma forma que apareceram vindos do nada (ou de Sacavém, que é como o nada é também conhecido), eclipsaram-se. Alguém diz ter visto os 4 juntos, novamente, na calçada de Carriche… Lisboa tremeu… mas não, alguém disse que afinal era só impressão sua… Lisboa suspirou. Até ver.





- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki, Sir, 3du & Fabioh @ Clubíssimo



- Bruno Safara @ Maria Caxuxa, Lisboa

- Photonz @ RUA, Lisboa

- Guy Gerber (live), Trol2000 & Tiago Miranda @ Lux, Lisboa


Sábado, 4 de Abril :

- Abel Santos @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Paul Rodhy & Suki @ Clubíssimo - Underground Sound From Lisbon

Rádio Voz de Setúbal - Cabine de Som Radioshow (15:00h - 16:00h)
Entrevista a Paul Rodhy (Responsável pela criação do movimento USFL Community, DJ Oficial Pioneer em Portugal)

Clubíssimo - Jardim da Beira Mar, Setúbal (23:30h - 06:00h)

O DJ Pioneer Paul Rodhy apresenta uma noite no Clubíssimo dedicada exclusivamente à música electrónica tendo como base os estilos que caracterizam a cena "Underground" da cidade de Lisboa. A localização do espaço (Setúbal) será uma expansão do movimento da comunidade U.S.F.L. (Underground Sound From Lisbon) que visa sobretudo garantir eventos onde a qualidade musical se impõe a todos os outros factores.
Extended DJ set >> Minimal, maximal, electro, house.

Entrada livre só com nome em guestlist.
+info em: community.usfl@gmail.com


www.myspace.com/usflcommunity
www.myspace.com/paulrodhy




- Zonk (Photonz, Major Eléctrico & Javenger Dourado) @ Lounge, Lisboa

terça-feira, março 31, 2009

Crónicas Nocturnas # 130

Sábado lá fui ao Clubíssimo, com o intuito de me ir "manifestar" um pouco...e gostei de o fazer.

Chegado lá, já o Rogério se encontrava ao comando da cabine de som, com um som mais "tecnoide", mas cheio de "groove", e a pôr a malta a dançar. É verdade, tal como alguns comentários aqui no blog o confirmaram, que o Clubíssimo estava a meio-gás (mas um meio-gás a caminho do bem composto), mas o ambiente estava bem porreiro, e esteve bem mais malta do que no último Manifesto.

A seguir entra o Zentex, também conhecido como Yari (e que há uns anos até veio passar música no ADN), finlandês que se encontra radicado cá em Portugal há já uns 15 anos. E, tal como indicado no cartaz, veio fazer um Live-Act. Obviamente, um Live-Act de música electrónica não será uma actuação ao vivo nos moldes mais convencionais, até por se estar a lidar com sons electrónicos e não com sons mais orgânicos, e, com os avanços recentes da tecnologia, já não é necessário trazer aquelas grandes máquinas a que um live-act de nomes ligado á música electrónica estava ligado (basta ir ao Youtube e ver concertos antigos dos Kraftwerk, dos Depeche Mode ou dos Orbital, para ver a panóplia de máquinas que antigamente se usavam, e comparar com o presente, onde um "laptop" e um teclado MIDI conseguem fazer a festa). Terá concerteza havido quem terá achado que o que o Zentex fez foi um normal DJ set, e, hoje em dia, com DJs também a usarem "laptops" para passar música, a confusão é normal. Eu, pessoalmente, gostei do "live-act" do Zentex, não o achei nada "minimal", teve até bastantes influências Dub-Techno ,á boa maneira da saudosa editora Basic Channel, cuja sonoridade editoras actuais como a Echocord ou a DeepChord estão a recuperar, e até algumas influências de um Deep-House mais electrónico, embora tenham havido também uns momentos mais "detroitescos". Fiquei também a conhecer o Yari nessa noite, e deixem-me que vos diga que é um gajo 5 estrelas, muito acessível mesmo. E pode ser que no futuro o tragam novamente, mas desta vez para um DJ set.

Para final ficou o set do Pedro Goya, bom som, também numa vertente mais "tecnoide", mas não gostei tanto como o set que ouvi dele no Clubíssimo em Dezembro do ano passado.

Pesado isto tudo, o balanço é manifestamente (eheh) positivo, e que venha o próximo Manifesto, que assim vale a pena "manifestarmo-nos"...eheheh.

sexta-feira, março 27, 2009

Cardápio Nocturno

Sexta, 27 de Março :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- Luciano Esse & MaGaZino @ Lx Underground (perto do Marquês de Pombal), Lisboa


Sábado, 28 de Março :

- Pedro Viegas @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Blues Fever Band & Pedro Lontro @ Artkafé

A Blues Fever Band iniciou actividade após algumas Jam Sessions de Blues do L-Gare no Bairro Alto, onde Fast Eddie, El Pavoni e Johnny The Kid (que já se conheciam e partilhavam os mesmos gostos dentro do universo do Blues) decidiram juntar-se num projecto mais sólido, onde pudessem explorar e dar largas aos seus talentos como músicos de Blues. Após alguns concertos, com a entrada de Frank The Burnin' Crow na bateria, os Blues Fever aumentaram a chama e o ritmo do Blues que inicialmente praticavam. Desde então, têm espalhado a febre por onde actuam, "preachin' the Blues" a todos os que são devotos desta religião a que damos o nome de Blues. No passado recente passou a integrar esta banda Mr. Wildcat Shaker, de Texabilly Rockets.
www.myspace.com/bluesfeverband



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana

- Zentex, Rogério Martins, Pedro Goya & Eyptin Wholi @ Clubíssimo - Manifesto 04