quinta-feira, abril 16, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 16 de Abril :

- Tiga @ Lux, Lisboa


Sexta, 17 de Abril :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos & Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Friends @ Clubíssimo - Aniversário da Suki

- Dixon @ Lux, Lisboa


Sábado, 18 de Abril :

- Rui "Ratto" @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Viegas @ Cup Of Joe - Groovy Set

- Pearl Band (tributo a Pearl Jam) & Pedro Lontro



www.myspace.com/pearlbandtributo

O projecto Pearl Band é como o próprio nome indica uma banda dedicada a prestar tributo a uma das maiores bandas de Rock do Mundo, Pearl Jam. A Pearl Band é composta por 4 elementos que passaram as suas adolescências exactamente no momento do Boom do Grunge de Seattle, que projectou bandas como os Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Soundgarden, Stone Temple Pilots, Mudhoney, Screaming Trees, entre outros para o panorama musical mundial. Foi também por volta do ínicio da década de 90 que começou a aventura musical dos 4 membros da Pearl Band, tendo os mesmos passado por alguns Projectos, uns que terminaram como os Lost Sound, e outros que ainda hoje continuam a tocar como é o caso dos Alcoolémia, Dr. Estranho Amor, Undertone ou Self Made Men..Alcoolemia. A ideia de criar uma banda de tributo a Pearl Jam partiu do Pedro Madeira (guitarra e voz - Alcoolémia / Dr. Estranho Amor), que já vinha insistindo ao seu amigo de longa data Jonas(voz e guitarra - Self Made Men , com quem havia tocado 10 anos antes nos Lost Sound, na ideia de criar tal projecto, mas que nunca se tinha concretizado. No Verão de 2008 a ideia voltou a surgir e o facto de haver mais 2 amigos interessados em integrar o projecto, o Gordini (baixista – SMM) Rui Freire (Baterista- Dr. Estranho Amor, Viviane, Entre Aspas, Rita Red Shoes) levou a que a formação estivesse completa para iniciar o trabalho de selecção e ensaio dos inúmeros exitos dos Pearl Jam para apresentar ao vivo. No seguimento desse trabalho a banda gravou 4 temas no Rockstudio, os quais foram disponibilizados no myspace da banda – www.myspace.com/pearlbandtributo - e que já receberam algumas boas críticas dos seus visitantes e amigos. Neste momento a Pearl Band encontra-se em estúdio a ensaiar e a preparar os temas para o seu concerto ao vivo, para que possa proporcionar um bom espectáculo a todos aqueles que apreciam a música dos Pearl Jam, assim como os seus príncipios. Contamos convosco para fazerem parte da nossa família Pearl Band, integrados na grande família mundial de fãs e amigos dos Pearl Jam. Vê-mo-nos lá!

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Nuno Di Rosso, Rogério Martins, Pedro Goya & Eyptin Wholi @ Clubíssimo - Manifesto 05



- Alta Baixa (1 Noite, 3 Casas) @ Maus Hábitos, Passos Manuel & Pitch, Porto

domingo, abril 12, 2009

Rua De Baixo - Larry Levan & Omar S

Nos últimos tempos, e não sem alguma insistência por parte do Mário João, que sempre achou que eu deveria dedicar-me mais a este tipo de coisas, tenho escrito uns textos para o site Rua De Baixo (do qual o Mário é também um habitual colaborador). Aqui ficam dois que escrevi nos últimos meses (e já com um ou outro "re-edit" do Mário João á mistura...eheh) :

Larry Levan - A importância de um legado :

Não é raro, ao ler ou consultar revistas, fóruns ou blogs dedicados ao fenómeno da dita música de dança, ver com frequência mencionado o nome de Larry Levan. Apesar de falecido há quase 17 anos (em 8 de Novembro de 1992, tendo nascido 38 anos antes, a 21 de Julho de 1954), continua a ser falado; e sendo a cultura de clube um meio por vezes tão efémero, no sentido em que, o que é hoje válido, amanhã pode já não o ser, quais as razões que levam a que Larry Levan continue a ser relembrado, mesmo tendo passado tanto tempo após o seu desaparecimento físico? O que de tão excepcional existia neste homem, que iniciou a carreira de DJ em 1971, para que se continue a falar nele?

Uma das principais razões será por continuar a ser considerado um dos melhores DJs de sempre, tanto por quem na altura frequentava o Paradise Garage (clube Nova-Iorquino, ao qual o nome Larry é indissociável), como pelos DJs que eram seus contemporâneos. É comum lerem-se relatos de como os seus sets eram fantásticos e que conseguia mexer com as emoções do público. Ou seja, ouvi-lo era quase sempre uma experiência inesquecível.

Esforçava-se ao máximo para contar uma história através dos seus sets e era perceptível conseguir perceber o seu estado emocional através da música que escolhia, sendo que, não raro, quem o ouvia, ficava de certa forma refém desses seus estados de espírito. Basicamente, gostava de criar drama e tensão na pista de dança, gostando de mexer com as mentes, provocando-as, por vezes até irritando, mas mesmo assim conseguir com que as pessoas saíssem do Paradise Garage com a sensação que tinham ali vivido alguns dos melhores momentos das suas vidas.

Ainda hoje é notório, através dos vários relatos que se vão lendo acerca dos noites no Paradise Garage, que Larry era adorado, alvo de devoção quase religiosa. Estando à frente de uma cabine de som como a do Paradise Garage (considerado, na altura, o clube com o melhor sistema de som no mundo) e tendo a seu dispor todas as potencialidades que esta lhe apresentava, como um perfeccionista, sempre tratou de tirar o maior proveito disso em favor dos seus sets; conseguindo fazer com que um tema, que muitos consideravam mediano, soasse muito bem naquele sistema de som. Havia até quem produzisse temas feitos de propositadamente de modo a soarem bem no Paradise Garage - tal como admitiu o produtor Arthur Baker acerca da música «Walking On Sunshine» de Rockers Revenge.

Era Levan quem na maioria das vezes ditava o que seria ou não um “hit” nos meses futuros noutras pistas de dança, o que fazia com que vários DJs o fossem ouvir, assim como existiam vários produtores que lhe entregavam em 1ª mão demos de produções suas para que Larry as testasse no Paradise Garage. No fundo, era um DJ residente que se esforçava ao máximo para que nenhuma noite fosse igual à anterior, que adorava mostrar coisas novas a quem o ouvia, que arriscava e não tinha qualquer medo de reacções negativas, tentando estabelecer tendências - precisamente o contrário do que é hoje normalmente associado ao DJ residente de um clube (salvo raras excepções).

Outra das razões da cimentação da sua figura seria a unanimidade acerca do seu bom gosto e grande ecletismo musical. Tentava seleccionar tudo o que achava melhor dentro dos vários estilos, fosse Disco-Sound, Funk, Soul, Hip-Hop, Rock, Electro, Reggae, Dub e, numa fase mais posterior, House. Nos 11 anos em que o Paradise Garage funcionou (entre 1976 e 1987), e mesmo após o fecho deste, muita coisa se ouviu através das mãos de Larry Levan. Não esquecer que essa época, em termos musicais, foi das mais fervilhantes e ele estava sempre em cima do acontecimento.

Para a evolução da sua cultura e abertura de espírito, foi essencial o facto de frequentar, logo no início da década de 70, clubes e festas como o Gallery de Nicky Siano ou o Loft de David Mancuso; locais onde era dada primazia à qualidade da música ouvida, assim como à qualidade com a qual era reproduzida (sobretudo no Loft). Tudo era feito para conseguir pôr as pessoas a dançar e fazê-las regressar a casa com um enorme sorriso nos lábios.

Nesta altura, Levan andava quase sempre acompanhado pelo seu grande amigo Frankie Knuckles, que mais tarde veio a ter um papel muito importante na cena House de Chicago (em parte devido ao próprio Larry, que recusou um convite para ser residente no clube Warehouse em Chicago, recomendando, em contrapartida, o nome de Frankie e o resto como se sabe é história).

Convém realçar que muitos dos temas que são hoje considerados clássicos do Paradise Garage continuam ainda a serem tocados e a soar bastante actuais. O mito associado à sua figura é reforçado por, para além de DJ, ter sido um bom produtor e remisturador. Se as primeiras remisturas que fez ainda durante o final dos anos 70 soavam ao trabalho de outro qualquer remisturador da era, nos anos 80 a história foi outra. Para ele, o principal era que os temas soassem bem no sistema de som do Paradise Garage e explorou intensamente as técnicas do Dub aplicadas ao Disco-Sound e ao Electro (outro que o fez com igual intensidade foi François Kevorkian) criando técnicas de produção inovadoras para a época - que podem ser ouvidas em temas como «Seventh Heaven» de Gwen Guthrie ou «Don’t Make Me Wait» dos NYC Peech Boys - e actualmente utilizadas por nomes como Idjut Boys ou Chicken Lips.

Tendo isto em conta, constata-se que a herança que deixou continua bem viva, seja através de DJs/Produtores que foram seus contemporâneos e que ainda estão no activo, como François K, Danny Krivitt, Joe Claussell, Danny Tennaglia ou DJ Harvey (que chegou até a trazer Larry Levan para passar som no Ministry Of Sound, pouco antes do seu falecimento), seja através de uma nova escola, como Rub N Tug, 2manydjs, The Glimmers, Carl Craig, Tim Sweeney, James Murphy, Morgan Geist, Daniel Wang, Andy Blake, Skull Juice, entre outros. Todos estes, à sua maneira, transmitem-nos o legado que Larry Levan nos deixou, ou seja, o de uma noite (ou dia!) bem passado, a ouvir-se boa música, seja ela de que estilo for e sem medos de, por vezes, arriscar vazar uma pista.

Numa era em que cada vez mais DJs optam por se dedicar quase exclusivamente a um estilo, ora jogando pelo seguro, ora passando o que acham que o público quer ouvir, cada vez mais são necessários outros que se inspirem no legado que Larry Levan nos deixou.


Omar S, o neto de Detroit - Cidade industrial, berço da Motown e do Techno. Omar S e a sua editora FXHE cumprem a tradição :

Detroit. Para quem gosta de música, o nome desta cidade norte-americana pode evocar várias coisas: a editora Motown (aí sediada), os Stooges e os MC 5 (considerados como umas das grandes influências do movimento Punk) ou George Clinton e o seu P-Funk.

Mas, para quem gosta e acompanha o que se vai passando na música electrónica (sobretudo a de cariz mais dançável), evoca primeiro que tudo a palavra Techno, pois foi em Detroit que este estilo, como hoje o conhecemos, nasceu; E a seguir a denominada “Santa Trindade” de bellevue que lhe deu origem: Juan Atkins (Cybotron, Model 500, etc), Derrick May (Rhythm Is Rhythm) e Kevin Saunderson (Reese, Inner City, etc).

Foram estes três os grandes artífices do Techno que criaram as bases pelas quais o estilo musical hoje se move. Com uma maior facilidade de acesso aos primeiros equipamentos electrónicos e fortemente influenciados pelo que ouviam na rádio pelas mãos do eclético radialista Electrifying Mojo (que passava, entre outras coisas, Funk/Disco nas suas mais diversas facetas; Synth Pop, Punk/Post-Punk/New Wave, Rock mais clássico ou o que futuramente veio a ser chamado como “World Music”), criaram música cuja inspiração, na maioria das vezes, parecia vir do espaço.

Nem de propósito, Derrick May afirmava que o Techno soava como se os Kraftwerk e George Clinton (Funkadelic/Parliament) estivessem presos num elevador e quem conhece a obra desses artistas sabe que a música que faziam na altura (anos 70), soava alienígena para ouvidos comuns. Pode-se dizer que os três de Detroit prolongaram essa tradição, com temas que ainda hoje continuam a soar ao mesmo tempo futuristas e actuais, como «No UFOs» de Model 500, «Strings Of Life» de Rhythm Is Rhythm ou «Big Fun» de Inner City.

Pouco tempo depois, ainda fortemente influenciada tanto pelos programas de rádio de Electrifying Mojo, como pelas produções da “Santa Trindade” e pelos já míticos DJ sets de Derrick May no Music Institute (o equivalente de Detroit do Paradise Garage de NYC ou do Warehouse e do Music Box de Chicago), surge a segunda vaga de produtores de Detroit: Carl Craig (o mais eclético), Stacey Pullen, Blake Baxter, Kenny Larkin, Kenny Dixon Jr (aka Moodymann), Theo Parrish (estes dois últimos mais ligados ao House do que propriamente ao Techno), “Mad” Mike Banks (Underground Resistance), James Stinson (Drexcya), Jeff Mills, Robert Hood ou Daniel Bell (estes três últimos os maiores responsáveis pela aplicação dos princípios do Minimalismo ao Techno), entre outros. Tudo nomes que directa ou indirectamente criaram novos paradigmas no que se ouve actualmente nas pistas de dança mais esclarecidas, e cuja importância é mais do que reconhecida.

É no seguimento deste contexto que acabam por surgir indivíduos como Alex Omar Smith, mais conhecido como Omar S, o auto-proclamado “Grandson Of Detroit” (neto de Detroit). Omar S, em conjunto com nomes como Jus Ed, Jason Fine, Luke Hess ou Kyle Hall (que, nem de propósito, editaram todos o primeiro disco através da editora de Omar, a FXHE), fará parte de uma terceira geração de produtores de Detroit, mas assumindo ainda uma personagem algo misteriosa.

Não dá muitas entrevistas, e, quando as dá, transparece um misto de arrogância com uma honestidade desarmante, mas também uma intenção de propositadamente mexer com as mentes com muitos palavrões à mistura. Não se coíbe de dizer o que pensa e não tem problemas em criticar nomes “consagrados” como Masters At Work, Kerri Chandler ou Ricardo Villalobos.

Em relação a este último, Omar S parece querer defender-se de comparações que inevitavelmente vão ser feitas quando sair o Fabric 45, onde apenas irá apresentar e misturar faixas suas, à semelhança do que fez Villalobos no Fabric 36.

Tendo em conta o que Omar S tem editado desde 2001,Villalobos terá um concorrente de valor. As suas produções revelam um espírito eclético, pois tanto produz músicas mais viradas para o House ou para o Techno (como «Psychotic Photosynthesis», seja a versão com ou sem beat ou «The Further You Look, The Less You Will See» ou o mais recente «Blown Valvetrane»), ou mais viradas para o Electro-Disco/Boogie («Thirteen», no seu projecto Oasis ou «Groove On» em que sampla «Baja Imperial» dos Plastic Mode, tema que vem na compilação “Unclassics”, misturada por Morgan Geist) ou até mais viradas para o Hip-Hop (como os 2 EPs “Side-Trakx”).

A produção das faixas tanto pode soar limpa, como suja - à boa maneira de Theo Parrish, e é através da editora deste, a Sound Signature, que sai o último disco de Omar S. Tanto vai buscar influências a sonoridades associadas a Detroit como sonoridades associadas a Chicago. O último disco, “Blown Valvetrane”, faz lembrar coisas como as “Go Wild Rhythm Trax” de Virgo aka Marshall Jefferson. Todos os temas são feitos através de equipamento analógico, pois Omar S afirma que não gosta de trabalhar com computadores e respectivos softwares, preferindo o som algo rude que este tipo de equipamentos produz.

Para ajudar a dar uma maior mística, o site da editora de Omar S é também do mais simples que pode existir, com pouca informação e, aparentemente, um dos poucos sítios onde se consegue arranjar os discos seus e de quem edita pela FXHE. Muitos discos são marcados ou carimbados pelo próprio (através de marcadores que ele traz do emprego que tem na Ford), ou então aparecem com desenhos a preto e branco fortemente influenciados por jogos de vídeo - outra das grandes paixões de Omar S, ao que parece. Um pouco na senda do “so underground it hurts” de Abe Duque, e com uma atitude muito D.I.Y. que vem do espírito punk.

O mesmo espírito eclético que revela nas suas produções parece aplicar-se também aos seus DJ sets, onde passa de tudo um pouco: Disco, Deep-House, Acid-House, Techno e outras coisas que andem por essas redondezas. Corre pela internet fora que os seus sets são muito bons. E não será preciso muito tempo para o confirmar, pois Omar S tem uma data agendada para o Lux, no dia 20 de Março. Será a grande oportunidade de finalmente ouvir este neto de Detroit em acção.

(Quem quiser saber como foi Omar S no Lux, é ler aqui)


p.s. E, para a semana, sábado, dia 18, mais um Manifesto no Clubíssimo :



É o retorno a Setúbal de um DJ que já tinha muitas saudades de ouvir, o Nuno Di Rosso. Lembro-me que, nos tempos do Mecca, era daqueles DJs que fazia questão de não perder, pois tinha uma selecção musical irrepreensível. E, da última vez que o ouvi aqui em Setúbal, foi numa daquelas festas tipo "remember Mecca", que aconteciam no espaço onde era o Mecca e hoje é o Artkafé, algures nos finais de 2003 (seria até numa noite de Halloween, se não estou em erro...), e, mais uma vez, não desiludiu. Da última vez que estive com ele, foi na Flur, e já na altura tinha ido viver para o Norte. Sábado, se tudo correr bem, lá estarei para o ouvir e para lhe dar um abraço. E espero que haja a publicidade merecida.

quinta-feira, abril 09, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 9 de Abril :

- Eduardo Martins @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo


Sexta, 10 de Abril :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Fast Eddie Nelson (live)+ Travelling Circus & Rev. Bo Jackson @ La Bohémme



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- Bruno Safara & Miguel Van Der Kellen @ Estado Líquido, Lisboa


Sábado, 11 de Abril :

- Ruben @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Peyote Blues Band & Pedro Lontro @ Artkafé



Peyote Blues Band (Évora):

4 músicos oriundos de áreas diferentes da música, desde o blues ao clássico, passando pelo rock e pelo jazz, numa banda de versões que não são propriamente covers, no sentido de “reproduções”, mas antes reinterpretações desses temas com cunho pessoal.

O repertório anda entre o rock e o blues, com temas compostos ou celebrizados por artistas como Lynyrd Skynyrd, Johnny Cash, Jimi Hendrix, J.J. Cale, Stray Cats, Rolling Stones, Bo Didley, Buddy Guy, Stevie Ray Vaughan, etc.



Formação:

Miguel Mocho – voz, guitarra, harmónica

Eddie Santos – guitarra

Zé Sapo – baixo

João Aleixo – bateria



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Shifta, Sensai, Hi Fidel Cartel, DJ Benvinda, Bass Kalash & Sonic Fuse @ Clubíssimo



- The Scene @ Mini Mercado, Lisboa



The Scene #6,

Após cinco edições irrepreensíveis do The Scene no Ko-Zee, era altura de levar o conceito a outros públicos e exportar a ideia, mesmo que não muito longe. Apesar de ser na rua abaixo, o Mini Mercado é um espaço que contempla um público completamente diferente do espaço original, não só na idade média, mas também nas suas preferências musicais e atitude noctívaga. Assim, num pequeno gesto de marketing, o colectivo optou por testar a sua fórmula junto de um público diferente, na esperança de que a festa se faça, mesmo que a música não seja exactamente a mesma em relação à que se ouve normalmente no “Mini”. Nem sempre se tem a ocasião de mostrar nova música (ou melhor, música que será uma novidade, mesmo que não seja muitas vezes nova) a um público que de outra forma dificilmente a poderia consumir. Assim sendo, preparamos as malas a pensar num ambiente distinto daquele (mais íntimo e próximo) a que nos acostumamos, para testar a nossa perspectiva musical dentro de um ambiente mais intenso, festivo e descomprometido...

Com isso em mente, o podcast deste mês será centrado numa escolha um pouco diferente (mais electrónica e dançável) algo que também será característico nas nossas escolhas musicais para a sexta edição.

Esperamos, portanto, que todos os que nos têm acompanhado durante estes cinco meses venham connosco experimentar uma nova forma de fazer o The Scene, abraçando a ideia de que a mudança pode ser (e muitas vezes é), uma constante imprescindível da vida.

Deixamo-vos com a selecção musical do colectivo, misturada desta vez pelo nosso Vítor Silveira.


http://soundcloud.com/trol2000/the-scene-podcast-3

Atenciosamente

The Scene


- Anton Pieete, MaGaZino & Hugo Santana @ Op Art, Lisboa

Crónicas Nocturnas # 131

Sábado lá fui ao Clubíssimo, com o intuito de ir ouvir o Paul Rodhy, que é o mentor do projecto Underground Sound From Lisbon (USFL). Cheguei lá, e já o Paul Rodhy estava a passar som, e passava um clássico, o Star Guitar dos Chemical Brothers. A casa ainda tinha pouca gente, mas, com o passar do tempo, foi ficando mais composta (e, dada a falta de publicidade que houve em relação a esta festa, até esteve mais composta do que seria legítimo esperar, mas isto é apenas a minha opinião). O som foi relativamente variado, ora mais "Housey", ora mais "Minimal", ora mais "Electro-House", ora mais "detroitesco"...esteve-se bem e foi agradável. O ambiente também esteve sempre bem porreiro, que é o que se quer. Venham mais festas USFL.

Entretanto, durante a festa, reparei no tal cartaz da festa que se iria realizar no Imapark, e que, afinal, vai ser lá no Clubíssimo, e, onde era suposto estar o nome dos Disparo, estava o nome The Clown. Achei estranho, até porque nem o Mário nem o Miguel tinham comentado nada comigo acerca de já não irem passar som na festa...Mais tarde falei com o Mário, e ele ficou muito surpreendido quando lhe falei da mudança de nomes no cartaz, porque nenhum dos organizadores tinha ainda falado com ele nesse sentido. Ora eu não acho isto bem. Combina-se algo, e, assim sem mais nem menos, descombina-se, sem se dizer nada a ninguém? Ok, eu percebo que a mudança de sítio poderia implicar que teriam de haver mudanças no cartaz, até por uma razão de contenção de despesas, mas ao menos fossem "homenzinhos" e falassem com os Disparo e explicassem-lhes isso, que eles compreenderiam, e amigos como dantes. Não se faz.

quinta-feira, abril 02, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 2 de Abril :

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- Shadowdancer (live), Xinobi & Double Damage @ Lux, Lisboa - D.I.S.C.O. Texas Titan Thursdays


Sexta, 3 de Abril :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Tequilla Mal & Pedro Lontro @ Artkafé



‏The original line up of TEQUILLA MAL IS BACK IN ACTION AFTER 12 YEARS APART...

Os Tequilla Mal juntaram-se no final de 1988. Sacavém foi o local do primeiro crime. Jaime, João e Paulo (o temível gang Oliveira) juntaram-se a Rui Andrade, e a história do rock’n’roll nunca mais foi a mesma. Em especial aquele feito com guitarras de 5 cordas e passe-vites. Entre 1989 e 1997 espalharam o terror por sítios tão diferentes como a Escola Secundária dos Olivais, e a Escola dos Viveiros, que era uma secundária nos Olivais. Também foram vistos no Rock Rendez Vous, Bar Oceano e Johnny Guitar, formando assim o chamado triângulo das Bermudas, perdão, em bermudas, peça de roupa que privilegiavam em relação a todas as outras. Cais do Sodré tornou-se poiso habitual, especialmente a zona à volta da discoteca Europa, onde também atacaram (ah, ah, ah, que belo trocadilho que o biógrafo fez!). Alargaram as suas actividades ao resto do país, e a Viseu também. Pontinha, Vidigueira, Portalegre, Coimbra, Custóias, Apelação … mas também Vila Moura, Albufeira, Cascais, e até S. João da Talha. Pelo caminho, Jaime Oliveira teve que se retirar para um exílio forçado, mas ainda aliciaram para uma vida de deboche, crime e travessas de pastéis de bacalhau figuras do “bas-fond” lisboeta como Paulo “Peixe-Aranha” Capitão, ou Henrique “Long-Hair” Caetano (dizem que também Sérgio "Southside" Lemos chegou a participar em algumas incursões com estes meliantes, mas parece difícil de acreditar, uma vez que hoje é um artista conceituado). Em 1995, no que seria o seu último grande golpe antes de desaparecerem de cena, surgiram em grande estilo na colectânea Portugal Rockers, com os temas “Aquele traço (eu até me passo)” e “Para Longe Daqui”, no que alguns viram referências explícitas ao mundo do crime e à fuga próxima, e outros viram apenas duas canções extremamente parvas. A partir de Fevereiro de 1997, não voltaram a ser vistos. Da mesma forma que apareceram vindos do nada (ou de Sacavém, que é como o nada é também conhecido), eclipsaram-se. Alguém diz ter visto os 4 juntos, novamente, na calçada de Carriche… Lisboa tremeu… mas não, alguém disse que afinal era só impressão sua… Lisboa suspirou. Até ver.





- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki, Sir, 3du & Fabioh @ Clubíssimo



- Bruno Safara @ Maria Caxuxa, Lisboa

- Photonz @ RUA, Lisboa

- Guy Gerber (live), Trol2000 & Tiago Miranda @ Lux, Lisboa


Sábado, 4 de Abril :

- Abel Santos @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Paul Rodhy & Suki @ Clubíssimo - Underground Sound From Lisbon

Rádio Voz de Setúbal - Cabine de Som Radioshow (15:00h - 16:00h)
Entrevista a Paul Rodhy (Responsável pela criação do movimento USFL Community, DJ Oficial Pioneer em Portugal)

Clubíssimo - Jardim da Beira Mar, Setúbal (23:30h - 06:00h)

O DJ Pioneer Paul Rodhy apresenta uma noite no Clubíssimo dedicada exclusivamente à música electrónica tendo como base os estilos que caracterizam a cena "Underground" da cidade de Lisboa. A localização do espaço (Setúbal) será uma expansão do movimento da comunidade U.S.F.L. (Underground Sound From Lisbon) que visa sobretudo garantir eventos onde a qualidade musical se impõe a todos os outros factores.
Extended DJ set >> Minimal, maximal, electro, house.

Entrada livre só com nome em guestlist.
+info em: community.usfl@gmail.com


www.myspace.com/usflcommunity
www.myspace.com/paulrodhy




- Zonk (Photonz, Major Eléctrico & Javenger Dourado) @ Lounge, Lisboa

terça-feira, março 31, 2009

Crónicas Nocturnas # 130

Sábado lá fui ao Clubíssimo, com o intuito de me ir "manifestar" um pouco...e gostei de o fazer.

Chegado lá, já o Rogério se encontrava ao comando da cabine de som, com um som mais "tecnoide", mas cheio de "groove", e a pôr a malta a dançar. É verdade, tal como alguns comentários aqui no blog o confirmaram, que o Clubíssimo estava a meio-gás (mas um meio-gás a caminho do bem composto), mas o ambiente estava bem porreiro, e esteve bem mais malta do que no último Manifesto.

A seguir entra o Zentex, também conhecido como Yari (e que há uns anos até veio passar música no ADN), finlandês que se encontra radicado cá em Portugal há já uns 15 anos. E, tal como indicado no cartaz, veio fazer um Live-Act. Obviamente, um Live-Act de música electrónica não será uma actuação ao vivo nos moldes mais convencionais, até por se estar a lidar com sons electrónicos e não com sons mais orgânicos, e, com os avanços recentes da tecnologia, já não é necessário trazer aquelas grandes máquinas a que um live-act de nomes ligado á música electrónica estava ligado (basta ir ao Youtube e ver concertos antigos dos Kraftwerk, dos Depeche Mode ou dos Orbital, para ver a panóplia de máquinas que antigamente se usavam, e comparar com o presente, onde um "laptop" e um teclado MIDI conseguem fazer a festa). Terá concerteza havido quem terá achado que o que o Zentex fez foi um normal DJ set, e, hoje em dia, com DJs também a usarem "laptops" para passar música, a confusão é normal. Eu, pessoalmente, gostei do "live-act" do Zentex, não o achei nada "minimal", teve até bastantes influências Dub-Techno ,á boa maneira da saudosa editora Basic Channel, cuja sonoridade editoras actuais como a Echocord ou a DeepChord estão a recuperar, e até algumas influências de um Deep-House mais electrónico, embora tenham havido também uns momentos mais "detroitescos". Fiquei também a conhecer o Yari nessa noite, e deixem-me que vos diga que é um gajo 5 estrelas, muito acessível mesmo. E pode ser que no futuro o tragam novamente, mas desta vez para um DJ set.

Para final ficou o set do Pedro Goya, bom som, também numa vertente mais "tecnoide", mas não gostei tanto como o set que ouvi dele no Clubíssimo em Dezembro do ano passado.

Pesado isto tudo, o balanço é manifestamente (eheh) positivo, e que venha o próximo Manifesto, que assim vale a pena "manifestarmo-nos"...eheheh.

sexta-feira, março 27, 2009

Cardápio Nocturno

Sexta, 27 de Março :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- Luciano Esse & MaGaZino @ Lx Underground (perto do Marquês de Pombal), Lisboa


Sábado, 28 de Março :

- Pedro Viegas @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Blues Fever Band & Pedro Lontro @ Artkafé

A Blues Fever Band iniciou actividade após algumas Jam Sessions de Blues do L-Gare no Bairro Alto, onde Fast Eddie, El Pavoni e Johnny The Kid (que já se conheciam e partilhavam os mesmos gostos dentro do universo do Blues) decidiram juntar-se num projecto mais sólido, onde pudessem explorar e dar largas aos seus talentos como músicos de Blues. Após alguns concertos, com a entrada de Frank The Burnin' Crow na bateria, os Blues Fever aumentaram a chama e o ritmo do Blues que inicialmente praticavam. Desde então, têm espalhado a febre por onde actuam, "preachin' the Blues" a todos os que são devotos desta religião a que damos o nome de Blues. No passado recente passou a integrar esta banda Mr. Wildcat Shaker, de Texabilly Rockets.
www.myspace.com/bluesfeverband



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana

- Zentex, Rogério Martins, Pedro Goya & Eyptin Wholi @ Clubíssimo - Manifesto 04

domingo, março 22, 2009

Crónicas Nocturnas # 129

Sexta lá voltei ao Clubíssimo, desta vez para ouvir o Bruno Safara e o Trol2000. A música estava excelente, muito variada, entre o Disco, o House e o Techno e outras coisas congéneres. Recordo-me de ter ouvido temas como a remistura de Carl Craig ao Falling Up do Theo Parrish, o Miura dos Metro Area ou Come Down de Tiger & Woods. Pena, pena, foi a falta de público. Não estava a quantidade de pessoas que se desejaria, o que com, música tão boa, é mesmo muito triste...E acho que o facto de não ter havido praticamente publicidade nenhuma também é um pouco negativo...

Cenário diferente no sábado (felizmente). A música, essa, continuava excelente, mas com bem mais gente. Nessa noite ouvi o 3du em conjunto com alguém que desconfio que seja o Kyoshi, e a seguir, Party Sheet. As coordenadas sonoras andavam por entre o Maximal (se bem que, tal como no Palmela Beat, um Maximal não muito ruidoso) e um Electro-House mais musculado, mais umas remisturas "electro" de temas Rock estilo o Beautifull People dos Marylin Manson ou Enter Sandman dos Metallica à mistura. Estava bom ambiente, descontraído, com muita côr, muita diversão e muitos "party glasses" (como que se quer hoje em dia numa festa com este tipo de sonoridades). E, exceptuando as tais remisturas de temas Rock, pouca coisa reconheci, para além de Day `N` Nite de Kid Cudi vs Crookers e Drug Queen dos Duoteque, mas praticamente tudo o que ouvi pareceu-me bem porreiro. Mais uma grande noite no Clubíssimo (e, para esta festa, havia publicidade espalhada por quase toda a cidade)...pena as sextas não estarem a mexer como deveriam...

Para o próximo sábado, também promete ser festa da grossa, com mais um Manifesto, com Zentex, Rogério Martins, Pedro Goya & Eyptin Wholi. E no outro, 4 de Abril, aí sim, uma festa USFL.

E, dia 25 de Abril, mais uma festa que, não sendo no Clubíssimo, parece-me interessante, embora, pessoalmente, odeie o tipo de som do cabeça de cartaz, e seja daqueles DJs que represente tudo aquilo que menos gosto na nossa "club scene"...Mas estão lá dois nomes que compensam, embora continue sem perceber esta mania de misturar alhos com bugalhos...Fica aí o cartaz :

quinta-feira, março 19, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 19 de Março :

- Suki & Miro Ronhez @ Clubíssimo

- Nathan Fake (live) @ Lux, Lisboa


Sexta, 20 de Março :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJoana @ Bubba

- Bruno Safara & Trol2000 @ Clubíssimo



- Julien Chaptal, MaGaZino, Pansorbe & Fulano 47 @ OpArt - 1º Aniversário Flash

- Omar S @ Lux, Lisboa


Sábado, 21 de Março :

- Rui "Ratto" @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Grooveland & Pedro Lontro @ Artkafé



- G-Trash & 3du @ MXL - Liquid/Drum n Bass Sessions



- Jorge Zuhrt @ T+T

- D`Rockers @ Bubba



- Party Sheet vs Drop Top, Kyoshi & 3du @ Clubíssimo

domingo, março 15, 2009

Crónicas Nocturnas # 128

Na sexta fui ao Clubíssimo, onde fui ouvir o Pedro Tiago, o Alexx Wolfe e o Andy Books...Foi muito porreiro, o som dentro de uma toada mais "Minimal", mas com "groove", e, consequentemente, bastante dançável. Pena foi, tal como na semana passada, quando lá estive a passar música com o Mário João, não ter estado mais gente. Mas o ambiente estava bem porreiro, e quem lá esteve divertiu-se.

No sábado também fui ao Clubíssimo, mas, aí, a história já foi outra. Mais uma noite com o selo Costa aka MaGaZino, desta vez acompanhado pelos Freshkitos e pelo Señor Pelota, e foi festa da grossa. Quando cheguei, a casa estava a compor-se, e já se encontrava o Señor Pelota a passar música. Durante esse período, passou um som variado, tanto se podia ouvir House, como Techno, como cenas mais "discoides". Recordo-me de ouvir a remistura de Discodeine ao Trembler dos Photonz (e que até curtia ouvi-los novamente no Clubíssimo a passar uns discos...eheh), entre outras coisas porreiras.

A seguir entrou o MaGaZino, já com a pista ao rubro, e assim a manteve até ao final da prestação, com sonoridades por entre o House e o Techno. Quem o ouviu, já sabe o casa gasta...sempre a impôr aquele ritmo que não consegue deixar ninguém parado, inclusivé pessoal que normalmente não consome muito esses tipos de sonoridades. A seguir entraram os Freshkitos, que também não fugiram muito ás coordenadas impostas pelo MaGaZino. Gostei sobretudo de ouvir um tema que costumo passar nos meus cada vez mais raros DJ sets de música electrónica, o RJ de Radio Slave, e outro que não sei o que é, mas que tinha uma "pianada" muito "jazzista", e que me pareceu que algum pessoal, assim á primeira, acharam estranho, mas que depois entraram no balanço e no fim do tema já toda a gente dançava freneticamente.

Sairam os Freshkitos de cena, e deram lugar novamente ao Señor Pelota, para que quem deu início á festa, a acabasse. O registo nessa altura começou por ser um bocado mais "technoide", mas conforme a festa se aproximava do fim, começaram a surgir clássicos como Wild Luv de Roach Motel, Flylife dos Basement Jaxx ou So Get Up Dos Underground Sound Of Lisbon, à mistura com coisas mais recentes como Unforgiven de Roland Appel, que até passava na boa por um qualquer obscuro clássico de 1989 ou 1990. O final da festa deu-se com a remistura de DFA ao Tomorrow dos Clinic, a soar bastante a Super Collider (um dos antigos projectos de Jamie Lidell, em conjunto com Cristian Vogel). E assim terminou aquela que, até á data, terá sido uma das melhores noites de 2009 em Setúbal. A extraordinária onda de calor que se sentiu nos últimos tempos poderá ter ajudado (e nunca na vida me recordo de ter usado T-Shirt em Março...), o ambiente estava bastante bom, e foi mais uma daquelas noites para ficar na memória. A ver vamos se o Clubíssimo consegue manter a embalagem, sobretudo agora que tem a oportunidade de tentar chamar público que, assim de repente, poderá ter ficado orfão de algo...

p.s. Próximas festas no Clubíssimo : Trol 2000 e Bruno Safara sexta-feira dia 20, PartySheet vs Drop Top, Kyoshi e 3DU sábado dia 21 e dia 28 mais um Manifesto, com Zentex, Rogério Martins, Pedro Goya e Eyptin Wholi.

sábado, março 14, 2009

ADN - Período Sabático

" Período sabático, encerrado para ferias, reflexão e descanso do material. "

quinta-feira, março 12, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 12 de Março :

- Zombie Nation, Maral Salmassi, Cpt Luvlace @ Lux, Lisboa - D.I.S.C.O. Texas Titan Thursdays


Sexta, 13 de Março :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Alexx Wolfe & Andy Book (live), Pedro Tiago @ Clubíssimo



- Bruno Safara @ Frágil, Lisboa

- Mathew Jonson @ Lux, Lisboa


Sábado, 14 de Março :

- Bruno Safara @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Abel Santos @ Take 5

- Os Funks & Pedro Lontro @ Artkafé



www.myspace.com/osfunks

" Os Funks são uma banda que se revela contagiante quando toca ao vivo pois ao som de Jamiroquai, Santana, Chic, Earth Wind & Fire, Inxs, etc., é difícil ficar indiferente!

A Vocalista Joana Pereira já participou em inúmeros projectos de jazz, MPB, pop, blues, funk etc. Com uma voz cristalina e poderosa e uma presença em palco unica é a imagem do espirito musical d'Os Funks

O baterista Vic viveu mais de 20 anos no Zimbabwe, e durante esse tempo tocou com vários projectos lá: Jazz Invitation, Klank, Heart Mind & Creation e outros. Na sua maneira de tocar nota-se um espírito africano junto com uma devoção e fidelidade sempre muito envolvente e genuína.

O baixista Jonas já participou em inúmeros projectos desde jazz, música latina, MPB, pop, rock, funk etc. Pela sua versatilidade consegue incutir o movimento certo que o Funk precisa para despoletar um ambiente bem funky!

O teclista Diogo está actualmente a concluir os estudos no Hot Club de Portugal onde desenvolve e potencia a sua capacidade de se imiscuir e fundir na secção rítmica e dar-lhe o contorno harmónico que é preciso para que se sinta uma vontade quase instintiva de dançar e cantar ao som do Funk!

O guitarrista/vocalista Finuras tb já teve vários projectos ligados ao Funk e neste momento está integrado na banda Puzzle. Através de um som bem limpo na sua guitarra recupera e transforma 2 ou 3 notas num ritmo consistente e definido que quase obriga o mais distraído a dançar."


- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- MaGaZino, Freshkitos & Señor Pelota @ Clubíssimo

quinta-feira, março 05, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 5 de Março :

- Radioclit @ Lux, Lisboa


Sexta, 6 de Março :

- Daniel Costa @ Baco - Deep, Sexy & Disco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Jorge Zuhrt @ T+T

- Zé Pescador @ ADN

- Mário João & Eduardo Martins @ Clubíssimo



- The Scene @ Ko Zee Club, Lisboa



- Rogério Martins @ Op Art, Lisboa

- Kristian Beyer (Âme) @ Lux, Lisboa


Sábado, 7 de Março :

- Disparo & Eduardo Martins @ Baco - 2º Aniversário

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Abel Santos @ Take 5

- Capitão Magenta & Pedro Lontro @ Artkafé

"Este Sábado no ArtKafé vamos ter uma estreia... Capitão Magenta.

É uma banda que tambem vai ser uma estreia para mim. Eles tocam temas conhecidos outros assim assim, antigos e novos, normais e nem por isso, numa linha muito Funky, com muito trabalho de baixo e bateria, usam Kazoos, samples... e ainda se divertem , os malandros...



http://www.myspace.com/capitaomagenta

Podia estar a tentar descrevê-los muito melhor mas eles próprios tem dificuldades em fazê-lo e parece-me que talvez visitando o Myspace dê para ficar com umas luzes...ou não...




- Fred K @ Cup Of Joe

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Jorge Zuhrt @ T+T

- Zé Pescador & Ruben @ ADN

- Miro Ronhez @ Clubíssimo

domingo, março 01, 2009

Crónicas Nocturnas # 127

Sexta voltei a ir passar som ao ADN, dentro de uma faceta mais "rockeira". Tal como enunciei no Cardápio Nocturno, xseria uma onda mais virada para o Indie/Alternativo/New-Wave/Post-Punk, e assim foi. O ADN esteve bem composto, com um ambiente porreiro, e pareceu-me que a malta curtiu o som. Eu pessoalmente gostei, e sabe-me bem de vez em quando passar sonoridades diferentes das que habitualmente passo.

A seguir ainda fui ao Clubíssimo para mais um Manifesto, mas apanhei já o fim de noite, com o Pedro Goya a passar os últimos discos. Encontrei-me com o Manuel Calapez, que já não via há algum tempo, e com quem já tinha saudades de estar...Tive pena de não o conseguir ouvir a passar som, mas deu para meter alguma da conversa em dia, e Manuel, se estiveres a ler isto, espero que nos encontremos mais vezes por aí, que gostei bastante de estar contigo. Pena também a afluência de público ter estado aquém da esperada. Mas também, a fazer-se a publicidade ao evento tão em cima dele (só recebi o cartaz na quinta...), complica um bocado a coisa...E há que fazer um esforço para dar a volta ao sentimento geral que assola muito do que poderia ser uma clientela possível do Clubíssimo, pelo menos para este tipo de eventos...Por exemplo, na sexta, quando estava no Baco, alertei algum pessoal que iria haver uma festa que me parecia bem porreira no Clubíssimo, e, quase sempre, o pessoal respondia-me "yah, o line-up é muito bom, mas não vou porque vai estar vazio"...eu sei que esta atitude por parte do pessoal não é a melhor do mundo, e que se esse pessoal fosse ás festas com intuito de se irem divertir e de não irem a pensar que vai ou não estar vazio, afinal a casa até acabaria por estar composta, mas tentar mudar esta mentalidade terá de partir também de quem gere as casas, não pode vir apenas de um dos lados...é verdade que não tenho receita nenhuma para mudar as mentalidades de ninguém, mas algo tem de se fazer...Engraçado também os comentários que publico a queixarem-se que o Pedro Goya raramente passa som cá por Setúbal, mas quando passa, será que efectivamente aparecem nessas noites? Mistério...A verdade é que o que mais deveria interesar é a música, e não se o espaço vai ou não estar vazio, e se a malta, independentemente de tudo, quer ou não fazer a festa, esteja a casa cheia ou não...como faz o amigo Fantasma, que se está a cagar se a casa está ou não vazia...se ele curte o som, não para de dançar (como se comprovou nesta festa).

No sábado fui ao Palmela Beat, e, como sempre, foi aquele grande festão...Desta vez, foi num sítio diferente, no miradouro do Castelo de Palmela, onde se montou uma tenda (com um ar bem consistente, diga-se de passagem)para albergar a festa. E gostei bastante do sítio. Parece que ali o som consegue ficar melhor equalizado, e não há aquele chão de cascalho tão incomodativo (como era no antigo sítio, a Casa Mãe Rota dos Vinhos), e, logo aí, mais convidativo ao pézinho de dança. O ambiente, como sempre, bastante bom e muito festivo, e o som bastante dançável, por entre o Electro-House mais "musculado" e o Maximal (mas um Maximal não muito ruidoso...eheh). Cheguei lá e já estava o germânico Fukkk Offf a fazer o seu misto de live-act/dj set para gáudio do pessoal. Ainda consegui ouvir um bom bocado da prestação dele, e do que ouvi gostei...Muito dançável, algum maximalismo q.b. ...bastante equilibrado e linear (no bom sentido). A seguir voltaram a entrar os Fritus Potatoes Suicide (que já tinham passado som antes, mas que devido aos afazeres profissionais, não consegui ir ouvi-los antes...), e não fugiram muito ao ritmo imposto por Fukkk Offf. No fim ainda houve direito a ouvir o Miguel Mares, o Mário João e os Interrupto a passarem uns discos mesmo para o final de festa. Menção muito honrosa também para as imagens do João Vida aka VJ Super 8...Sempre em consonância com o que está na altura a ser passado, e com o espírito certo. Curti também o ambiente muito familiar da festa, com montes de pessoal conhecido, e até encontrei pessoal que já não via há anos. E gostei imenso de, finalmente, conhecer pessoalmente o Gustavo Beça dos Fritus (e o Miguel também, claro está...eheh). Quem já lê o p0werup há uns tempos, deve-se lembrar dos comentários que o Gustavo fazia sobre as noites que fazia ou ia quando estava no programa Erasmus lá na Bélgica, e da cena que estava a começar a fervilhar por lá. E desde aí nunca deixou de haver uma certa cumplicidade entre mim e o Gustavo, pena é só termos conseguido encontrarmo-nos ao vivo quase quatro anos depois. Gustavo, se estiveres a ler isto, um grande abraço, e a ver se a partir de agora nos iremos conseguir encontrar mais vezes.

p.s. E agora aproveito e deixo aqui publicidade para algumas festas a realizar nos próximos tempos no Clubíssimo :








E, pelo que sei, no dia 14 de Março vai lá haver uma festa Underground Sound From Lisbon (USFL), e que no dia 20 de Março vão estar no Clubíssimo o Bruno Safara e o Trol2000

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 26 de Fevereiro :

- D.I.M. @ Lux, Lisboa


Sexta, 27 de Fevereiro :

- Zé Pescador & Rui "Ratto" @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJoana @ Bubba

- Eduardo Martins @ ADN - Special Indie/Alternative/New-Wave/Post-Punk Set

- Eyptin Wholi, Rogério Martins, Pedro Goya & Calapez (Internal Sync) @ Clubíssimo




Sábado, 28 de Fevereiro :

- CheesyChicks @ Baco

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco"

- Grooveland & Pedro Lontro @ Artkafé



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJoana @ Bubba

- Zé Pescador & Rui "Ratto" @ ADN

- Pedro Tiago @ Sons Of Beach

- Suki & Abel Santos @ Clubíssimo

- Fukkk Offf, Fritus Potatoes Suicide & Miguel Mares @ Miradouro do Castelo de Palmela - Palmela Beat 2009

"O Palmela Beat é uma festa inserida no Março a Partir (mês da Juventude), organizado pela Câmara Municipal de Palmela e pela associação juvenil AJITAR. Desde a sua primeira edição o objectivo é oferecer ao público os últimos beats da cena electrónica nacional e internacional. A festa já recebeu nomes como Dezperados (PT), Disparo (PT), Eduardo Martins (PT), Interrupto (Pt), Moulinex (Pt), Housemeister (Gr), e The Toxic Avenger (Fr).

Este ano a música está a cargo dos Fritus Potatoes Suicide (Pt) e Fukkk Offf (Gr). A festa realizar-se-á no Miradouro do Castelo, local referência da vila de Palmela, numa tenda coberta. A entrada custará 5€, com a oferta de 1 cerveja até á 1h da manhã. O bilhete será trocado por uma pulseira que possibilitará a livre circulação dentro e fora da tenda."


quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 19 de Fevereiro :

- Len Faki @ Lux, Lisboa


Sexta, 20 de Fevereiro :

- Eduardo Martins @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Abel Santos @ Take 5

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Les Triple, Fast Eddie & The Riverside Monkeys & The Doups @ IPJ



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Pedro Viegas + Pi (Vjing) @ ADN - The Groove Is Back



- Miro Ronhez @ Clubíssimo - Green Party



- Chicks On Speed (live), Who Made Who (live) & Kaos @ Lux, Lisboa


Sábado, 21 de Fevereiro :

- Mondim @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Texabilly Rockets & Pedro Lontro @ Artkafé



- The Logadogue Swing Project @ Academia Problemática e Obscura



- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Miguel Mares (Disparo) @ Sons Of Beach

- The Sheiks @ ADN

- Suki, Miro Ronhez & Jorge Zuhrt @ Clubíssimo



- Escravos de Zonk @ Lounge, Lisboa




Segunda, 23 de Fevereiro (Véspera de feriado-Noite de Carnaval) :

- The Disco Kings (Miguel Mares & Eduardo Martins) @ Baco



- Pedro Viegas @ Bombar - Groovy Set

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Jet Set Willie Band & Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- DJ JP aka Pestana @ Bubba

- Zé Pescador & Vitinha @ ADN

- Suki, Miro Ronhez & Jorge Zuhrt @ Clubíssimo

domingo, fevereiro 15, 2009

Crónicas Nocturnas # 126

Pois é, não tenho feito muitos relatos acerca da "movida" setubalense, mas a verdade é que nao tem havido muito que relatar...

No dia 30 de Janeiro fui ao ADN ouvir o Mário João a passar som no ADN, e gostei bastante. Uma viagem sonora por entre o melhor que se tem produzido dentro da música electrónica nestes últimos 30 anos, com alguns toques "rockeiros" à mistura, tudo perfeitamente sincronizado com as imagens do VJ Super 8 aka João Vida, que está de parabéns, e a evoluir cada vez mais. Engraçado por vezes a forte componente estroboscópica das imagens, que, na ausência de uma "strobelight", produziam um efeito bastante semelhante á utilização de tal aparelho. (Pessoalmente, foi algo que sempre gostei bastante em discotecas/bares dançantes, e que tenho sentido muito a falta nos últimos anos...para quando um regresso em grande da "strobelight"?) Engraçado também o súbito "concurso" de sombras chinesas, a ver quem fazia os melhores pássaros ou as melhores cabeças de cão com as mãos...eheheh...bem divertido. De realçar também o bom ambiente na casa.

No dia a seguir fui passar som a um dos novos sítios que abriu por cá, o Sons Of Beach, onde antigamente era o Labutes, Kopus, etc...Foi porreiro, mas infelizmente, com a grande tempestade que assolava a noite em questão, não estavam presentes muitas pessoas. Mas o espaço está giro e o ambiente, embora um bocado juvenil, também é bem porreiro, e recomendo uma visita. Melhor sorte teve uma semana depois o Dee Costa, que apanhou uma casa bem composta, e, com o vasto "know how" que já tem da noite e de passar música, conseguiu pôr quem lá esteve a dançar. Set bastante eclético, passando por diversos estilos como Deep/Vocal-House, Minimal, Electro-House e um ou outro tema mais "Old School" pelo meio.

Esta sexta que passou fui ao Clubíssimo, para a festa onde iriam passar som o James Warren, a Kokeshi e os Turndtable. Quando cheguei ao Clubíssimo, já estava a Kokeshi na cabine, e terei ouvido para aí uns 40 minutos de set, que gostei bastante...sonoridades por entre o Minimal, cenas "Housey" e cenas mais "Detroitescas", com muito "groove". A seguir entrou o James Warren, que também não fugiu muito da linha da Kokeshi, também com bastante "groove", e a pôr a malta a dançar. Dos Turndtable já não ouvi muito, pois tinha de me ir embora, mas o pouco que ouvi não foi mau. A casa estava composta, e com muito bom ambiente, mas podia estar com bem mais gente, fosse feita publicidade mais cedo. Não percebo porque se insiste apenas em fazer-se publicidade quase em vésperas do evento, e sei de pessoal que não foi porque simplesmente não sabiam que ia haver este evento. Inclusivé o cartaz que afixei no Baco já na sexta á tarde não me foi entregue por ninguém que fosse ou do espaço ou da organização da festa, foi encontrado por mim caído no chão não muito longe dali, e decidi afixá-lo porque achei que era um evento que merecia ser publicitado, e que eu achei que muita da clientela do Baco acharia interessante. Por favor, publicitem os eventos com pelo menos uma semana de antecedência.

E ontem fui ao ADN ouvir o set a meias entre o Zé Pescador e o Ruben. Esteve-se bem, portaram-se os dois bem, e ouviu-se do melhor que se tem feito na cena Indie/Alternativa nos últimos anos. Noite bem divertida, com o ADN cheio, e com o pessoal a curtir. É o que se quer.

Glenn Underground Dixit

“Se ganhar a lotaria ou fizer bom dinheiro vou abrir um clube a sério em Chicago. Nada de house pirosa, techno piroso, pessoas pirosas. Já tenho uma visão de que se alguém for ao clube e pedir uma música devolvo-lhe o dinheiro e digo-lhe que este não é sítio para si.
Nenhum DJ está a educar as pessoas como faziam na altura. Toda a gente tinha um ou dois DJs que ia ver e dançavam sem preconceitos tudo o que ele passasse. Agora é tipo “pode passar isto?” Se o público se transforma em DJ e não está atrás dos pratos, esse é o momento em que começas a fazer cedências. Acabaste de eliminar o propósito da música de clube. O clube é o sítio onde podes escapar para as Ilhas Virgens. Em Chicago, hoje em dia, os DJs têm medo de tocar o que querem e seguem demasiado as modas. Com o Ron Hardy não lhe podias dizer nada. Não podias dizer nada ao Lil’ Louis. Eles tocavam o que queriam tocar. Enquanto puto a crescer e a ouvi-los, eu respeitava o que eles me davam.”
(Glenn Underground responde a Roual Galloway para a revista Faith, Inverno 2008)"


Apesar de achar que a palavra "educar" é um bocado forte, concordo com o que diz este grande DJ/Produtor. Eu, pessoalmente, também não gosto muito que me venham fazer pedidos (embora já tenha acedido quando ache que até têm algum sentido, sobretudo vindos de quem também tem voto na matéria...). E voçês, que acham? Concordam, discordam?

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 12 de Fevereiro :

- Ben Mono, Russ Chimes, Moulinex & Xinobi @ Lux, Lisboa - D.I.S.C.O. Texas Titan Thursdays


Sexta, 13 de Fevereiro :

- Eduardo Martins @ Baco Bar

- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- The Crazy Diamonds & Pedro Lontro @ Artkafé



Esta Sexta 13 no ArtKafé uma grande de tributo a Pink Floyd , um excelente trabalho por The Crazy Diamonds.

www.myspace.com/thecrazydiamonds


O som progressivo e a teatralidade das musicas de Pink Floyd há muito que inspirava músicos por todo o mundo. Para The Crazy Diamonds esse facto não foi ignorado e seguiram o chamamento. Como resposta reuniram-se para homenagear uma das maiores e mais marcantes bandas de todos os tempos. O espectáculo de The Crazy Diamonds cresceu em torno das mais emblemáticas musicas de Pink Floyd e tem evoluído quer na sua qualidade musical (fidelização ao original) bem como na parte visual. Por esse facto cada concerto será com certeza a homenagem merecida e fará as delícias dos fãs mais exigentes.

Alessandro Devillart - Vocals, Keyboards, Samples, Percussion
Miguel Silva - Bass, Vocals
Ricardo Ventura - Drums
Rui Monteiro - Guitar
João Oliveira - Guitar
André Mendes - Keyboards
Francisco - Saxofone
Diana Abreu - Backing Vocals
Dina Alves- Backing Vocals


- Jorge Zuhrt @ T+T

- Zé Pescador & Papabolos @ ADN

- James Warren, Kokeshi & TurnDtable @ Clubíssimo





- Chloe & Gavin Russom @ Lux, Lisboa


Sábado, 14 de Fevereiro :

- DJ Famel & Guns Of Setubalone @ Baco



- Abel Santos @ Tasco do Kaneco

- Pedro Lontro @ Artkafé

- Jorge Zuhrt @ T+T

- Fabioh @ Sons Of Beach

- Zé Pescador & Ruben @ ADN

- Suki, Miro Ronhez & The Clown @ Clubíssimo - Cupido`s Party

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Francis Grasso @ The Sanctuary 1971

Ao visitar o Forúm DJ History, dei com um "post" onde vinha isto :

Francis Grasso @ The Sanctuary 1971

Francis Grasso é considerado um dos pais do DJing moderno, daí a importância (pelo menos para mim e para quem liga de uma maneira mais profunda à história do DJing) que estes quase 10 minutos revelam. A qualidade de som não é a melhor do mundo (nem poderia ser...estava-se em 1971, e já lá vão 38 anos...), mas o espírito está lá.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Cardápio Nocturno

Quinta, 5 de Fevereiro :

- Gui Boratto (live) @ Lux, Lisboa


Sexta, 6 de Fevereiro :

- Eduardo Martins @ Baco

- Rui "Ratto" @ Tasco do Kaneco

- Fast Eddie & The Riverside Monkeys + Pedro Lontro @ Artkaffé



"Fast Eddie , que tem feito parte da mobilia do ArtKafé com a Blues Fever Band e o Fat Pack desde os primeiros dias vem agora apresentar nos o seu novo álbum de originais - Baptize me in wine.

http://www.myspace.com/fasteddienelson

Eles descrevem-se assim...

"By the rivers of babylon... dizia a canção. Os Rios, as pessoas e a música... Desde as Muddy Waters do Mississipi ao River do Springsteen rios e pessoas partilham um imaginário. I live by the river! Gritavam os Clash. Das lamaçentas águas do delta do Tejo :) chegam os Riverside Monkeys. Na bagagem trazem o blues do delta passado pela eletricidade do Rock'n'Roll e deformado pela torção do Punk Rock..."


-Abel Santos @ Take 5

- Sir @ ADN

- Miro Ronhez (Rock & Latina Set) @ Clubíssimo

- Bruno Safara & MaGaZino @ Frágil, Lisboa

- Juan McLean @ Lux, Lisboa


Sábado, 7 de Fevereiro :

- DJ Faísca @ Baco



- Abel Santos & Jonhy & The Reptiles @ Tasco do Kaneco - Aniversário do Filipe Inácio

- Pedro Lontro @ Artkaffé

- Dee Costa (Takos Records) @ Sons Of Beach (antigo Labutes, Kopus...)

- Zé Pescador @ ADN

- Shifta, Sensai, Bass Kalash, Sonic Fuse, The Kronic People, Pedro Viegas, Sir, 3du & Fabioh @ Clubíssimo - Aniversário da Systembusters



- The Scene @ Ko Zee Club, Lisboa



"Será Fevereiro, o quarto mês em que o sindicato giradisquista se volta a reunir para colocar os pontos nos "ii". Na terceira edição, vimo-nos aflitos para dar conta de tanta gente que se encavalitou no pequeno Ko-Zee; mesmo para acabar a noite foi o cabo dos trabalhos: o compadrio do regabofe não arredava pé, e pedia mais música ... mesmo depois da hora de fecho. Este mês, a informação passou para um círculo mais alargado, e os meios de comunicação mais especializados interessaram-se pela Cena, e assim sendo, prevê-se que a quarta edição traga um incremento ainda maior à magia desta noite.


Já sabem, esta festa dirige-se a todos aqueles que procuram algo mais do que o vulgar, a todos os que procuram reconquistar a elegancia musical e a riqueza melódica. Mais ou menos recentes, mais ou menos clássicos, os discos são sempre bons e falam por si. Tudo entre Santana, Earth Wind And Fire, George Benson ou Candi Staton, até Carl Craig, Theo Parrish, Maurizio ou Kerri Chandler ... caso p'ra dizer: Grande Cena!


Para comemorar esta exposição acrescida, o nosso Vítor Silveira gravou um podcast com uma selecção premiada, de alguns dos temas que ao longo das três passadas edições queimaram a pista, para ouvirem antes de irem ter connosco, ou para curtirem em casa, se não puderem ir.

Disponivel em:

http://www.divshare.com/download/6485810-3fb



TrackList:


Vítor Silveira - Fusafungina
Oliver Cheatham - Get Down Saturday Night
Mr. White - You Rock Me
Ka§par - Mandrake
Dan Hartmann - Reelight My Fire
A Number of Names - Sharivari
Ka§par - Faust
DJ Fudge - Grysor
Cashmere - Time for the Perculator
Moodymann - Shades of Jae
Ramboiage - Mexicano
Ka§par - Este Amor
Ramboiage - I couldn't Deep You More




deixamo-vos, até lá,


The Scene... (Vítor Silveira, Ka§par, Bruno Safara, Trol2000 - in no particular order)