Sexta voltei a ir passar som ao ADN, dentro de uma faceta mais "rockeira". Tal como enunciei no Cardápio Nocturno, xseria uma onda mais virada para o Indie/Alternativo/New-Wave/Post-Punk, e assim foi. O ADN esteve bem composto, com um ambiente porreiro, e pareceu-me que a malta curtiu o som. Eu pessoalmente gostei, e sabe-me bem de vez em quando passar sonoridades diferentes das que habitualmente passo.
A seguir ainda fui ao Clubíssimo para mais um Manifesto, mas apanhei já o fim de noite, com o Pedro Goya a passar os últimos discos. Encontrei-me com o Manuel Calapez, que já não via há algum tempo, e com quem já tinha saudades de estar...Tive pena de não o conseguir ouvir a passar som, mas deu para meter alguma da conversa em dia, e Manuel, se estiveres a ler isto, espero que nos encontremos mais vezes por aí, que gostei bastante de estar contigo. Pena também a afluência de público ter estado aquém da esperada. Mas também, a fazer-se a publicidade ao evento tão em cima dele (só recebi o cartaz na quinta...), complica um bocado a coisa...E há que fazer um esforço para dar a volta ao sentimento geral que assola muito do que poderia ser uma clientela possível do Clubíssimo, pelo menos para este tipo de eventos...Por exemplo, na sexta, quando estava no Baco, alertei algum pessoal que iria haver uma festa que me parecia bem porreira no Clubíssimo, e, quase sempre, o pessoal respondia-me "yah, o line-up é muito bom, mas não vou porque vai estar vazio"...eu sei que esta atitude por parte do pessoal não é a melhor do mundo, e que se esse pessoal fosse ás festas com intuito de se irem divertir e de não irem a pensar que vai ou não estar vazio, afinal a casa até acabaria por estar composta, mas tentar mudar esta mentalidade terá de partir também de quem gere as casas, não pode vir apenas de um dos lados...é verdade que não tenho receita nenhuma para mudar as mentalidades de ninguém, mas algo tem de se fazer...Engraçado também os comentários que publico a queixarem-se que o Pedro Goya raramente passa som cá por Setúbal, mas quando passa, será que efectivamente aparecem nessas noites? Mistério...A verdade é que o que mais deveria interesar é a música, e não se o espaço vai ou não estar vazio, e se a malta, independentemente de tudo, quer ou não fazer a festa, esteja a casa cheia ou não...como faz o amigo Fantasma, que se está a cagar se a casa está ou não vazia...se ele curte o som, não para de dançar (como se comprovou nesta festa).
No sábado fui ao Palmela Beat, e, como sempre, foi aquele grande festão...Desta vez, foi num sítio diferente, no miradouro do Castelo de Palmela, onde se montou uma tenda (com um ar bem consistente, diga-se de passagem)para albergar a festa. E gostei bastante do sítio. Parece que ali o som consegue ficar melhor equalizado, e não há aquele chão de cascalho tão incomodativo (como era no antigo sítio, a Casa Mãe Rota dos Vinhos), e, logo aí, mais convidativo ao pézinho de dança. O ambiente, como sempre, bastante bom e muito festivo, e o som bastante dançável, por entre o Electro-House mais "musculado" e o Maximal (mas um Maximal não muito ruidoso...eheh). Cheguei lá e já estava o germânico Fukkk Offf a fazer o seu misto de live-act/dj set para gáudio do pessoal. Ainda consegui ouvir um bom bocado da prestação dele, e do que ouvi gostei...Muito dançável, algum maximalismo q.b. ...bastante equilibrado e linear (no bom sentido). A seguir voltaram a entrar os Fritus Potatoes Suicide (que já tinham passado som antes, mas que devido aos afazeres profissionais, não consegui ir ouvi-los antes...), e não fugiram muito ao ritmo imposto por Fukkk Offf. No fim ainda houve direito a ouvir o Miguel Mares, o Mário João e os Interrupto a passarem uns discos mesmo para o final de festa. Menção muito honrosa também para as imagens do João Vida aka VJ Super 8...Sempre em consonância com o que está na altura a ser passado, e com o espírito certo. Curti também o ambiente muito familiar da festa, com montes de pessoal conhecido, e até encontrei pessoal que já não via há anos. E gostei imenso de, finalmente, conhecer pessoalmente o Gustavo Beça dos Fritus (e o Miguel também, claro está...eheh). Quem já lê o p0werup há uns tempos, deve-se lembrar dos comentários que o Gustavo fazia sobre as noites que fazia ou ia quando estava no programa Erasmus lá na Bélgica, e da cena que estava a começar a fervilhar por lá. E desde aí nunca deixou de haver uma certa cumplicidade entre mim e o Gustavo, pena é só termos conseguido encontrarmo-nos ao vivo quase quatro anos depois. Gustavo, se estiveres a ler isto, um grande abraço, e a ver se a partir de agora nos iremos conseguir encontrar mais vezes.
p.s. E agora aproveito e deixo aqui publicidade para algumas festas a realizar nos próximos tempos no Clubíssimo :



E, pelo que sei, no dia 14 de Março vai lá haver uma festa Underground Sound From Lisbon (USFL), e que no dia 20 de Março vão estar no Clubíssimo o Bruno Safara e o Trol2000