terça-feira, fevereiro 28, 2006

Crónicas Nocturnas # 62

Bem, na quinta, fui ver/ouvir o Tiga. Cheguei ao Lux, era meia-noite e pouco, e estava numa de ainda me ir sentar um bocado e beber uma cervejita nas calmas, ao som do Tiago Miranda, no bar de cima. Mas não tive sorte nenhuma, pois a essa hora já se encontrava uma fila que ia quase até ao multibanco...Fiquei estupefacto, dado que em Julho tinha-o ido ouvir, e, tenho chegado exactamente ás mesmas horas que ontem, não havia fila nenhuma para entrar (claro que com o decorrer da noite, o Tiga apanhou uma pista a rebentar pelas costuras...eheh).

Concluindo e resumindo, estive cerca de 3 horas e meia até conseguir entrar no Lux, mas valeu a pena...

Tiga fez um excelente set, onde passou hits seus como You Gonna Want Me, Louder Than A Bomb, Far From Home (remistura de DFA) e uma espécie de "bootleg" entre a versão dele do Hot In Herre e o Spastik do Plastikman (aka Richie Hawtin), remisturas suas a artistas como LCD Soundsystem, Tomas Andersson ou Depeche Mode, para além de temas de nomes como Goldfrapp, com a remistura (penso eu...) de Ewan Pearson ao Ride a Wild Worse, Revel9n (remistura de JUstice) ou DJ Naughty...e pelo meio muitas coisas novas.

O ambiente estava bom, apesar de telvaz estar um pouco juvenil a mais para o meu gosto (já tenho 31 anos)...não sabia que o Tiga já apelava tanto a malta dentro daquele estrato etário...E Lux completamente á pinha, não cabia mesmo lá mais ningúem (sei que a partir das 4 da manhã deixou de se poder entrar no Lux. Foi giro ouvir o pessoal a cantar a plenos pulmões os versos de You Gonna Want Me ou de Tribulations (e até chegaram ao ponto de cantarolar o som "taaaaaaaa-na-na-na-na-na-na-ra" do Washing Up)...Quase parecia que estávamos num concerto...Um amigo meu diz que é a chegada tardia da geração "morangos com açúcar" ao "pós-electroclash". E ao pé de mim esteve sempre um grupo de jovens porreiros, que apesar da loucura toda daquela noite, portavam-se com respeito por quem estava ao pé deles...boa-onda.

Em princípio, regressará novamente em Junho, onde eu, se fôr, estarei á porta a partir das 9 da noite (não me enganam mais vez nenhuma...eheheheh).Pessoal, para á próxima já sabem...temos de ir todos cedinho ;).

Na sexta comecei a noite no Baco, onde tava um rapaz que eu conheço (mas cujo nome me esqueço sempre...) a passar som, dentro de uma onda mais Funk e Soul...bastante agradável.

A seguir fui ao Tasco do Kaneco, onde agora é residente o Abel, e ele estava a passar som a meias com o Foca...som sempre numa toada de Soul, Jazz, Funk, Blues e algum Rock mais clássico. Por lá encontrei também o Mário João.

A seguir, fomos para o ADN, onde estavam o Pedro Viegas e o Mike Stellar a passar som. Noite muito eclética em termos sonoros, e sempre de qualidade, o que, aliás, é apanágio das noites em que o Mike Stellar costuma passar música...de tudo um pouco se ouviu...Jazz, Dub/Reggae, Soul, Hip-Hop, Funk, Disco, Breakbeat, Electro, Techno, Rock, etc...Tudo sempre muito dançável e com muito "groove". Mais uma vez ADN ao rubro.

No sábado fui ao Baco passar som, e, mais uma vez, a noite correu-me bastante bem. Comecei numa toada mais virada para o Disco-Sound, tanto coisas antigas, como coisas novas, com alguns re-edits pelo meio. Depois enveredei para uma onda mais Electro-Funk e Italo-Disco, para desenvolver depois para ondas mais viradas para a fusão entre Electro, Techno Minimal e Acid-House (os ingleses nunca mais inventam um nome para isto...eheheheh). Mais uma vez, um muito obrigado a quem lá esteve e se divertiu com as sonoridades passadas...sem voçês, nunca poderia haver festa.

A seguir fui ao ADN, onde estava o Abel a passar som. O Abel, dado a ser sábado de Carnaval, optou por passar coisas festivas, sem preconceitos. Passou samba, passou clássicos corriqueiros de Disco, como YMCA dos Village People, Daddy Cool dos Boney M, Stayin` Alive dos Bee Gees, D.I.S.C.O. dos Ottawan ou Funkytown dos Lipps Inc, clássicos dos anos 80 como o Blue Monday dos New Order, You Spin Me Round dos Dead Or Alive, Never Can Say Goddbye na versão dos Communards, Relax dos Frankie Goes To Hollywood ou o Amanhã de Manhã das Doce, uns temas de música pimba para a paródia, como o Nós Pimba do Emanuel ou o Eu Tenho Dois Amores do Marco Paulo (ai ai, Abel...), tendo também passado uns temas de Funk...um set bastante divertido e um pouco de acordo com a época festiva em causa. ADN também completamente ao rubro.

A seguir fui ainda á festa de Carnaval do MXL no Clubíssimo, onde a Susana e o Safara já se encontravam a passar som, as coordenadas sonoras dentro das fusões entre Electro, Techno Minimal ou Acid-House...E soube-me muito bem ouvir, quase ao fim da noite, a remistura de Carl Craig ao Falling Up do Theo Parrish...é de facto uma grande "malha". E, para variar, também estava completamente ao rubro.

Na segunda, de volta ao Baco, em conjunto com o Miguel aka Papa-Fruta, para mais uma sessão de Disco-Sound. Ao começo enveredámos por sonoridades Disco mais "underground" e calmas, coisas como Johnson Jumpin` dos Johnson Products ou Get Down With The Jam Band de John Gibbs, mas cedo começámos a ter de passar coisas mais mexidas, dado o avolumar de gente a chegar ao Baco, que depressa ficou com um ambiente muito festivo...passámos temas de nomes como Hamilton Bohannon, Chic, Frantique, Sylvester, Edwin Starr, Donna Summer, Giorgio Moroder, Gloria Gaynor, Bee Gees, Gino Soccio, Abba, Kelly Marie, Evelyn "King" Champagne, Sister Sledge, Cerrone, Kool & The Gang, Oliver Cheatham, Boney M, Whispers, Ashford & Simpson, GQ, Sparks, Blondie, Jimmy Bo Horne, entre outros...finalizou-se o set com Wasters Of The Scene, que desconstroi o tema Voulez Vous dos Abba, e com o tema do Barco do Amor...eheheh...Foi mais um Carnaval de arromba no Baco, com o pessoal sempre muito animado e divertido, muitos deles vestidos de acordo com as sonoridades mais passadas, inclusivé os DJs da noite...eheheh (e eu que até não sou de me mascarar, mas como eu normalmente até gosto de roupas com um "feeling" mais "retro", não me fiz rogado, e, aliás, na festa Disco anterior, já me tinha vestido a rigor...eheheh). E, mais uma vez, um muito obrigado ao pessoal que lá esteve e que aderiu ás sonoridades passadas...e, mais uma vez volto a repetir que sem voç~es, não haveria festa. Esperemos que o próximo Carnaval no Baco seja tão ou mais de arromba do que este...eheheheh.

Já saí tarde do Baco, e optei por ir para a festa de Carnaval do MXL, lá no Clubíssimo. Chegado lá, ainda estava o Nuno F aka Ovelha a passar música brasileira de qualidade duvidosa. Sempre me chateou um bocado esta cena de Carnaval=Música brasileira de qualidade duvidosa...Não estamos no Brasil, mas prontos...Mas pronto, o Nuno estava a fazer o seu papel, e, como bom profissional que é, estava a cumprir com o que lhe foi pedido...só não era necessário finalizar o set com o "Aiiiii é aaaamoooooooooooooreee"...até me benzi quando ouvi os acordes iniciais, tais as náuseas que tal música me causa. Mas prontos, a seguir entrou o Rui Pedro aka Takeshi, com o tema True Faith dos New Order...soube mesmo bem. O público estranhou um pouco a sequência Morangos do Nordeste-New Order, mas ninguém arredou pé da pista de dança (que estava ao rubro...). Passou ainda o You Gonna Want Me do Tiga e a remistura de Mylo ao No More Conversations dos Freeform Five, entre mais dois ou três temas, e a seguir entraram a Susana aka Sukik e o Safara, para mais uma boa sessão de música electrónica de qualidade (na minha humilde opinião, claro está). Foi estranho foi, após terem passado meia-dúzia de discos (sim, eles praticamente só passam vinil...), terem de interromper a sessão, para se dar início a uma sessão de strip...ao som de Lady Marmalade, versão Aguilera/Pink/Missy Elliott/Mya, lá apareceu uma gaja que tinha ar de ser do Leste, com "lingerie" vermelha, a descascar-se toda, e ainda deu para ela despir a t-shirt a um dos jovens que lá estava...enfim...uma onda assim um bocado para o decadente ;), mas a intenção certamente seria essa...e como é Carnaval, ninguém leva a mal...Mas pronto, a Susana e o Safara lá voltaram depois a dar-nos mais boa música até ás tantas...Acho que foi dos melhores Carnavais que alguma vez tive em Setúbal. E parece que, tal como eu, há muita malta que gosta de se vestir á "70s" nestas alturas...eheheh. E soube bem, durante os dias 18, 25 e 27 de Fevereiro, estar no Clubíssimo a ouvir música electrónica que eu considero de qualidade, e com a casa sempre ao rubro e com bom ambiente. Esperemos que voltem a existir mais apostas neste sentido ali no Clubíssimo, em vez de se apostar em Amo-tes e Del Marés (que pelos vistos deram barraca...)

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Aviso Importante

Amanhã, por motivos de força maior, não haverá noite p0werup no ADN. Desde já, o meu, e da gerência do ADN, pedido de desculpas pelo incómodo que tal possa causar.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Cardápio Nocturno

Quinta, dia 23 de Fevereiro:

-Tiga @ Lux, Lisboa


Sexta, dia 24 de Fevereiro:

-Mike Stellar @ ADN, Setúbal


Sábado, dia 25 de Fevereiro:

-Eduardo Martins @ Baco, Setúbal

-Abel Santos @ ADN, Setúbal

-Indek House Tour presents D-Formation, Dee Green, Gonçalo M, DJ Kiká e David G @ VIP, Palmela

-Festa de Carnaval MXL @ Clubíssimo, setúbal (até ás 3:30 da manhã música de Carnaval a cargo de Nuno F, a partir dessa hora Djs Safara & Sukik)

-Boozoo Bajou @ Clube Mercado, Lisboa


Segunda, dia 27 de Fevereiro, Noite de Carnaval:

-Disco-Sound Carnaval Night Fever, com Miguel Marés aka Papa-Fruta e Eduardo Martins @ Baco, Setúbal

-DJs Omar & Shariff @ ADN, Setúbal

-Festa de Carnaval MXL @ Clubíssimo (até ás 3:30 da manhã música de Carnaval, a cargo de Nuno F, a partir dessa hora DJs Safara & Sukik)

-Luís Gomez, Pedro Tiago e Roger Urb @ SpyClub, na parte de cima (aka SpyDeck)

-Noite de Carnaval @ VIP, Palmela

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

"Electro" * vs Tribal/Progressive e o MP3 ilegal

Frequento alguns fóruns da internet que são mais virados para a música de dança/electrónica, e leio uns quantos comentários, provenientes de DJs e/ou produtores mais virados para as ondas Tribal/Progressive, que se queixam que cada vez mais só lhes põem á frente discos de "Electro", e que isto agora "é só Electro, já chateia" ou "o Electro é um raio de uma moda que nunca mais passa", entre outros comentários bem mais ofensivos. É a opinião deles, e estão no direito deles. E quem os ouça, até parece que já só se ouve "Electro" em tudo o que é sítio, e que o "Electro" é o estilo predominante na noite portuguesa. O que está muito longe da realidade. É mais que sabido que quem continua a encher a generalidade os grande eventos continuam a ser os DJs mais virados para as sonoridades Tribal/Progressive, o que eu acho bem, porque considero as ondas mais viradas para o Electro-Tech-Minimal-Acid não são tipicamente sonoridades para grandes eventos, são mais viradas para clube, e para um público de certa forma especializado e tendencialmente mais atento a coisas novas, ao contrário do House em geral, e das derivações Tribal/Progressive em particular, cada vez mais virado para as grandes massas, geralmente não tão atentas a coisas novas, e com preferência por ouvir coisas cuja fórmula seja tendencialmente mais fácil de assimilar.

Portanto, ao contrário do que afirmam os DJs/Produtores de Tribal/Progressive, a cena deles, em termos de noite, de eventos, continua de boa saúde. Mas a verdade é que dentro do estilo prefrido por eles, e tendo em atenção tanto as queixas dekles nesse sentido, como a observação atenta a algumas tabelas de vendas de lojas de discos, saiem cada vez menos coisas novas dentro do estilo deles, e, eu pergunto-me: Qual será a razão de tal?

Eu penso que o facto de, supostamente, cada vez se encontrar mais discos de "Electro" do que Tribal/Progressive nada tem a ver com a suposta predominância do "Electro" apregoada pelos tais DJs de Tribal/Progressive, e, segundo a MINHA OPINIÃO (quero realçar que é apenas uma opinião, que vale o que vale) tem a ver é com o seguinte:

O público que gosta e consome "Electro" é tendencialmente mais velho e mais conhecedor (ter em atenção que estou a generalizar), e tem, geralmente, mais respeito pelos artistas e pelas editoras, ou seja, adquire de forma legal as coisas que são editadas. Inclusivé, tendo em conta o que eu vejo no Lux, raramento vejo DJs como o Tiga, o Ivan Smagghe, o Michael Mayer, os Disorder, o Nelson Flip, o Expander, etc a usarem cds (obviamente que lá passam umas "promos" em cd, mas é pouca coisa...). E a maioria dos DJs mais virados para o "Electro" que eu conheço pessoalmente praticamente só usam vinil quando passam música...

Já o público que gosta e consome Tribal/Progressive é tendencialmente mais novo, e menos conhecedor (atenção, mais uma vez estou apenas a generalizar, conheço pessoalmente DJs mais virados para as ondas Tribal/Progressive com uma excelente cultura musical), e, para além disso, já quase nasceu com a ideia de que a música é de borla, á conta da cultura do mp3 sacado ilegalmente da internet. Ou seja, sacam tudo e mais alguma coisa da net, e os produtores e as editoras ficam em maus lençois, tendo, consequentemente, de editar menos coisas e de arriscar menos em novos artistas. É também o estilo onde mais existe pseudo-djs (também o há no "Electro", mas pelo que vejo, em muito menor nº).

Como é óbvio, isto, na minha opinião, repercute-se mais nas edições de Tribal/Progressive, do que nas de "Electro", pois se as editoras não vendem, deixam de editar como editavam, não apostam em coisas novas (os nomes dentro do Tribal/Progressive há já uns anos que não mudam muito...pelo menos tendo em conta ao que vou estando atento). Em contrapartida, nas editoras mais viradas para o "Electro", as vendas continuam relativamente boas, e costumam existir mais apostas em novos nomes.

E não esquecer que hoje em dia o House é um estilo praticamente "mainstream", já perdeu muita da aura "underground" que tinha, e apela hoje em dia muito mais facilmente ás massas do que o "Electro", e como tal, susceptível de ser mais facilmente absorvido pelas novas gerações do que o "Electro".

Espero não ter sido nem muito confuso, nem muito incoerente...


*uso aspas por entre a palavra Electro, pq é cada vez mais redutor chamar Electro a este tipo de sonoridades...

Crónicas Nocturnas # 61

Na quinta lá voltei á minha residência no ADN, para mais uma noite de som variado...Disco, Electro (seja "old school" ou "new school", Electro-Pop...), Punk-Funk/Post-Punk, Acid-House...o que me apetecer...eheheh.

Na sexta, em conjunto, com o Zye, o Mário João e a Joana, começámos a noite no Baco. Boa-onda e pessoal bem-disposto, como sempre, e com sonoridades mais viradas para o Rock Alternativo.

A seguir fomos para a VIP, onde íamos todos passar som. A Joana iniciou a sessão,primeiro com umas sonoridades mais Deep-House e algum Broken Beat, mas logo enveredou para ondas mais ligadas ao Electro e ao Punk-Funk...bom som. Depois entrou o Zye, a passar sonoridades por entre o Funky-Electronic-House e o Electro-Tech-Minimal-Acid, mas sempre numa toada muito "groovy". A seguir entrei eu e o Mário João como Revolwers...não era o que estava inicialmente planeado, mas apeteceu-nos matar saudades de passarmos som em conjunto...de ondas mais Electro-Tech-Acid-Minimal até ondas mais Punk-Funk ou mais "rockeiras", passámos o que nos apeteceu. Pena o afluênccia ter estado um pouco aquém do esperado, mas não deixou de ser uma noite agradável...quem lá esteve, gostou do som, e um muito obrigado a quem lá esteve e se divertiu.

No sábado eu e o Miguel aka Papa-Fruta fomos passar som ao Baco, e tal como o nome da festa indicava, era uma noite onde as sonoridades Disco-Sound (com umas pontuais paragens no Funk...James Brown é Deus) iriam predominar, com o "staff" e DJs vestidos a preceito...eheheheh. Noite muito divertida, com o pessoal a aderir muito bem. Começou-se a noite a passar cenas mais "underground", temas como Carry On, Turn Me On dos Space, Fate da Chaka Khan, What I Got Is What You Need dos Unique, Is It In de Jimmy Bo Horne, I´m Sot Hot For You dos Eastside Connection, House Party de Fred Wesley ou I Don´t Want You Back de Ramona Brooks. Mas com o passar do tempo, e com o perssoal cada vez mais animado, era hora de se passar uns clássicos, como Le Freak ou Good Times dos Chic, Sex Machine de James Brown, Last Night A DJ Saved My Life dos Indeep, Bad Girls da Donna Summer, You Should Be Dancing dos Bee Gees, Funkytown dos Lipps Inc e até YMCA ou In The Navy dos Village People...eheheheh. Finalizou-se a noite em grande com o tema Love Boat...eheheheh "Love, exciting and new...come aboard, we`re expecting you..."...eheheheh.E, mais uma vez, muito obrigado a quem lá esteve e se divertiu.

Saídos dos 70s, fomos parar aos 80s...eheheh, ou pelo menos ouvir sonoridades que retiram muitas influências da décade de 80...eheheh. Fomos á festa do MXL no Clubíssimo, onde ao comando da cabine estavam o Safara, a Susana aka Sukik e o Miguel Kellen, um jovem de Lisboa (penso eu...se estiver enganado, corrijam-me), que também costuma passar som no Estado Líquido. Quando eu e o Mário entrámos, deparámos com uma pista muito bem composta, a dançar freneticamente ao tema Good To Me dos Zoo Brazil. O resto da noite manteve-se dentro das coordenadas sonoras mais ligadas ao Electro-Tech-Minimal-Acid, como nomes como John Dahlback, Chloe, Tiga, The Egg, Digitalism, Tiefschwarz, DJ T, Trentemoller, Steve Bug, Alter Ego entre outros (e ouvi uns quantos temas que não conheço de lado nenhum...o que para mim é bom, gosto de ser surpreendido). Pelo meio ainda se ouviu o Blue Monday dos New Order, o Personal Jesus dos Depeche Mode, o Knights Of The Jaguar dos Aztec Mystic de DJ Rolando e até um tema que eu já não ouvia ser passado em clube há mais de 10 anos...o Magic Melody.

E, como tem sido apanágio nas festas do MXL, bom ambiente, e bastante heterogêneo, sempre boa-onda. O "staff" era bastante simpático, bem-educado e prestável..certos "staffs" de certas casas nocturnas têm umas coisitas a aprender com aqueles jovens que lá estavam ontem a trabalhar. E o método escolhido para se consumir é porreiro (e já utilizado em anteriores festas do MXL)...vai-se comprar senhas para depois as trocarmos por bebidas nos bares...um método bem melhor que a merda dos cartões de consumo, que só dão é chatices. Portanto, mais uma boa festa com o selo MXL. E também não reparei em ninguém a estranhar a minha vestimenta...eheheh...estava com uma camisa verde com aquelas golas tipo asa-delta (cortesia do guarda-roupa do meu avô...eheh) e com um blusão desportivo de côr tipo azul-fluorescente...enfim...quis-me vestir a preceito para a noite Disco-Sound no Baco....eheheh.

Há mais ou menos um ano escrevi aqui no blog que se devia apostar em festas ou até mesmo num clube a passar música de teor mais "underground" neste espaço onde outrora foi o Clubíssimo...parece que cada vez mais vamos tendo público para isso, e fico muito contente por ver pessoal mais jovem a aderir a estas ondas mais viradas para o Electro-Tech-Minimal-Acid.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Cardápio Nocturno

Quinta, dia 16 de Fevereiro:

-Eduardo Martins @ ADN, Setúbal - noites p0werup

-Radioactive Man @ Lux, Lisboa


Sexta, dia 17 de Fevereiro:

-Ju One, Zye, Mário João Camolas aka Disparo e Eduardo Martins @ VIP, Palmela

consumo mínimo 5 euros

-Pedro Viegas e Ivan @ ADN, Setúbal

-Henri Sanrame @ XII-A (aka Bar do Gustavo), Barreiro

-The Hacker @ Sabotage Club, Lisboa

-Henrik Schwarz (live-act) @ Lux, Lisboa


Sábado,dia 18 de Fevereiro:

- Disco-Sound-Setúbal Night Fever Party com Eduardo Martins & Miguel Marés aka Pap La Fruit @ Baco, Setúbal

-Festa do MXL com Safara, Sukik, Takeshi e Djs convidados @ Clubíssimo, Setúbal


p.s. Dia 24 de Fevereiro (sexta) Mike Stellar @ ADN, Setúbal

Dia 25 de Fevereiro (sábado) Abel Santos @ ADN, Setúbal

Dia 25 de Fevereiro (sábado) Indek House Tour presents D-Formation, Dee Green, Gonçalo M, DJ Kiká e David G @ VIP, Palmela

Dia 25 de Fevereiro (sábado) Festa de Carnaval MXL @ Clubíssimo (até ás 3:30 da manhã música de Carnaval, a partir dessa hora Djs Safara & Sukik)

Dia 27 de Fevereiro (segunda, noite de Carnaval) DJs Omar & Shariff @ ADN, Setúbal

Dia 27 de Fevereito (segunda, noite de Carnaval) Festa de Carnaval MXL @ Clubíssimo (até ás 3:30 da manhã música de Carnaval, a partir dessa hora DJs Safara & Sukik)

Dia 27 de Fevereiro (segunda, noite de Carnaval)Luís Gomez, Pedro Tiago e Roger Urb @ SpyClub, na parte de cima (aka SpyDeck)

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

1992

Dê eu voltas e mais voltas á minha cabeça, o ano de 1992 é daqueles anos que me vem sempre á memória, e é um ano que eu guardo sempre com muito carinho.

Existem várias razões para isso:

-Em 1992 atingi a idade adulta (18 anos, o que não significa que de facto sejamos adultos aos 18...aliás, hoje com 31 anos, por vezes ainda não me sinto um adulto...eheheh).

-1992 foi o ano em que saí pela primeira vez á noite (já tinha ido a matinés, tanto no Laurindos como na Fábrica, mas isso não conta...eheheh). Foi na Cubata, e gostei da sensação de estar num sítio como aquele á noite, a+pesar de a música não ser totalmente ao meu gosto (não esquecer que, ao contrário de Lisboa, na altura não existiam discotecas especializadas num só estilo de música, e então ouvia-se de tudo...o denominado Hardcore Techno, Hip-Hop, Rock, Pop, Slows, a Marcha do Vitória, e, por vezes até coisas estilo Marco Paulo...devia ser para a malta se rir um bocado...tudo na mesma noite)...achei foi estranho que a uma determinada hora da noite um dos DJs se pusesse ao microfone, e dissesse "senhoras e senhores, e agora vamos aos slows"...altura em que prontamente sai da pista e eu e os meus amigos pacientemente ficámos á espera que aquilo acabasse, para voltarmos outra vez a dançar a coisas de jeito...eheheh.

-As coisas que eu ouvia com atenção em 1992...tanto ouvia o denominado Harcore Techno belga e/ou holandês e também italiano (nomes como Praga Khan, Frank De Wulf, LA Style, Channel 22, T99, Cubic 22, Digital Boy, Human Resource, CJ Bolland, Quadrophonia, Terra Wan, etc), como o denominado (na altura) Hardcore Techno inglês, cujo "beat" era mais virado para o Breakbeat (Prodigy, Altern 8, SL 2, A Homeboy, a Hippie & a Funky Dread, Shades Of Rhythm, etc), como o então emergente Trance (The Age Of Love, Dance 2 Trance, etc), como Hip-Hop (Public Enemy, Beastie Boys, LL Cool J, A Tribe Called Quest, N.W.A. , Ice Cube), como Indie/Alternative Rock (Nirvana, Sonic Youth, Pearl Jam, Happy Mondays, Inspiral Carpets, etc), e até cenas mais comerciais, como os 2 Unlimited, a Rozalla, os 2 In a Room, ou os Snap...já na altura tinha gostos variados...eheheh...e também gostava (e ainda gosto...) de AC DC...eheheh.

E como esquecer a célebre "cassete do Luís Pedro"...o Luís Pedro era um gajo que vivia no Padre Nabeto, e que na altura gostava do denominado Hardcore Techno e de Hip-Hop...então um dos lados da cassete era mais virado para o Hardcore Techno, com temas como Anastasia dos T99 ou Gimme A Fat Beat dos Digital Boy, o outro lado era mais virado para o Hip-Hop e até algum Hip-House, com temas como Mamma Said Knock You Out do LL Cool J ou Put Your Hands Together dos D Mob...

Também não posso esquecer as célebres compilações Reactivate, as compilações da XL Recordings, as compilações Turn Up The Bass, nem os célebres programas como o 4º Bairro, que dava na Rádio Comercial algures entre as 3 e as 4 da tarde, se a memória não me engana, ou o Som da Frente, do António Sérgio, ou os programas do Tó Pereira (mais tarde DJ Vibe) na Rádio Energia, e até mesmo o Superpista na Rádio Cidade.

Nessa altura começou a existir a dicotomia Música de Dança vs Rock, em que o pessoal que gostava de Rock via com maus olhos a Música de Dança, pois achavam que era só "pum pum pum" e barulho sem conteúdo...o mais giro foi ver alguns deles, passado uns anos, a começarem a gostar de música electrónica e a frequentarem festas a ela ligada...pela boca morre o peixe, já diziam os antigos...

-A maneira como eu e o pessoal com quem me dava nos vestíamos. A nossa loja favorita na altura era a Porfírios (embora a Levis também tivesse coisas giras...), pois era lá onde íamos buscar a roupa que mais gostávamos de usar, ou seja as denominadas calças pata-de-elefante, que eram muito largueironas, ou calças com cores diferentes na parte dos fundilhos, uns modelos mais lagueirões, outros nem tanto. Também havia quem gostasse de jardineiras. Também usávamos muito as camisas com cores psicadélicas, e, geralmente, apertadas até ao colarinho...lá mais para o final de 19992 também se começou a usar camisas aos quadrados (o Grunge começava a dar o ar da sua graça...). Os sapatos geralmente eram ou Doc Martens, ou o que na altura se chamava sapato á caçador (não sei o nome específico deles). Em termos de ténis, as preferências iam para os ténis da LA Gear, Reebok ou Pony. E os penteados eram com a cabeça rapada nos lados e atrás, com poupas, ou com o cabelo todo penteado para trás. Éramos denominados como o pessoal ou do Acid, ou do Techno, ou do Rap...Na altura também começava a despontar o denominado estilo á "surfista"...E lembro-me de nas muito frequentadas na altura matinés do Laurindos ou da Fábrica (ás vezes íamos á Naufrágio, na Moita...), estes diferentes estilos conviverem todos alegremente...tanto se via malta mais Acid/Rap, como "surfistas" (a maioria da banheira...), pessoal do Rock e o pessoal de zionas como Poçeirão ou Lagameças, que na altura eram denominados de "Caramelos".

Foi um ano giro, 1992...

(Pois é, hoje deu-me para a nostalgia...).

domingo, fevereiro 12, 2006

Crónicas Nocturnas # 60

Na quarta fui, em conjunto com o meu amigo Henri e a namorada dele, ao Pavilhão Atlântico, para ver os Depeche Mode. A primeira parte foi feita pelos Bravery, um grupo norte-americano, cujo som é um pouco "ensombrado" por fantasmas dos The Cure e Joy Division/New Order, por entre outros nomes ligados tanto ao "Post-Punk" como ao Electro-Pop. Foi agradável, melhor do que estava á espera, dado as críticas negativas que li acerca da prestação deles em paredes de Coura...

Em relação ao que me levou lá, ou seja, os Depeche Mode... gostei muito do concerto...o Dave Gahan continua a ser um animal de palco, e a cenografia, os vídeos e a iluminação eram deslumbrantes...só o som pecou um pouco, mas as condições acústicas do Pavilhão Atlântico, já se sabe, não são das melhores...mas não foi nada que tivesse ensombrado o grande concerto que foi. Dado que esta digressão serve para apresentar o novo álbum, é normal que se tenham ouvido bastantes temas deste último, e que certos temas clássicos, como Strangelove ou Master & Servant tenham ficado fora do alinhamento, mas é perfeitamente compreensível, os Depeche Mode têm uma discografia vasta, e algo tinha de ficar de fora...mas tivémos direito a clássicos como Personal Jesus, Behind The Wheel, Enjoy The Silence, I Feel You, Never Let Me Down, A Question Of Time, Policy Of Truth, Everything Counts, I Just Can`t Get Enough, World In My Eyes, Home, Walking In My Shoes ou Shake The Disease (este num arranjo mais íntimo que na versão original, e vocalizado por Martin Gore). Quem não conseguiu ir, tem agora o dia 28 de Julho para os ir ver em Alvalade, e aconselho a não perderem essa oportunidade...aposto que não se irão arrepender.

Na quinta lá fui mais uma vez ao ADN, e noite esteve gira, com o pessoal a curtir as sonoridades por mim passadas...muito obrigado a quem lá esteve, e só posso esperar que tenham gostado, e que lá voltem.

Na sexta fui distribuir cartazes tanto para a noite na VIP, na próxima sexta, dia 17 (com o Zye, a Joana, o Mário João e comigo), como para a festa Disco-Sound no Baco, no próxima sábado, dia 18 (com o Miguel aka Papa-Fruta e comigo).

Iniciei o meu périplo pelo Bombar, que estava ainda calmo, mas na sua boa-onda costumeira. De seguida fui ao Baco, também ainda calminho, e também, obviamente, com a boa-onda costumeira. Já por lá estava o Papal a passar boas e agradáveis sonoridades dentro de uma linha mais Chill-Out. Depois fui ao Tasco do Kaneco, onde se encontrava o Abel a passar som, dentro de uma linha entre o Jazz, o Funk e o Blues. Depois ainda fui ao La Bohémme, que também estava muito agradável.

A seguir, fui ao MXL, onde encontrei o Mário João, e onde supostamente estaria o Pedro Tiago a passar som, dado que era o aniversário dele (Pedro, parabéns, e que contes muitos mais) mas não, estava o Rui Pedro aka Takeshi, que me informou que o Pedro só ia passar som mais tarde. O Rui estava a passar uma onda mais Electro, com alguns temas estilo o Chiclete dos Táxi ou o Paixão dos Hérois do Mar á mistura, e onde também se ouviram alguns clássicos da denominada cena "Electroclash" como o Sunglasses At Night de Tiga & Zyntherius (Zyntherius aka Jori Hullkonnen), tema que, de certa forma, trouxe o Tiga para a ribalta. A seguir entrou o Pedro Tiago, para um set mais virado para o Funky Electronic House, com alguns apontamentos de Acid-House, e, enquanto durou, gostei de ouvir. Agora, ó Rui, não leves a mal o que vou aqui dizer, mas porque é que não deixaste o Pedro passar som até á hora de fecho da casa? Afinal era o aniversário do rapaz...enfim...

A seguir, fomos para o ADN, onde estava o Henri a passar som. A casa ainda estava calma, mas depressa começou a encher, e penso que o pessoal aderiu bem ás sonoridades passadas pelo Henri, que andou sempre por estilos variados de música, onde tanto se ouviu cenas mais ligadas ao Electro-Tech-Minimal-Acid, como ao Punk-Funk, como ao House, como a cenas mais "rockeiras" e até algum Detroit Techno...giro foi aquela sequência entre um tema mais virado para o House que usava de forma distorcida o "riff" de guitarra do Money For Nothing dos Dire Straits com um discurso anti-MTV e o tema MTV Makes Me Wanna Smoke Crack do Beck..ficou muito gira a sequência...e também se ouviram temas de nomes como Booka Shade, M.A.N.D.Y. , Franz Ferdinand, Lifelike, David Bowie, Depeche Mode...som bastante variado, como se pode verificar...eheheh.

No sábado lá fui mais uma vez ao Baco, e mais uma noite que me correu bastante bem. Iniciei o set com uns temas mais virados para o Downtempo, mas depressa fui para cenas mais Disco, Electro-Funk e Punk-Funk, e, mais para o fim da noite, cenas mais viradas para uma linha mais Electro-Tech-Minimal-Acid. No fim, lá houve a devida homenagem aos Depeche Mode, com temas 3 temas deles tocados de seguida...Personal Jesus, Strangelove e Never Let Me Down (o Bela estava todo contente...eheheh). Mais uma vez Baco ao rubro,e, mais uma vez, muito obrigado pelo apoio e carinho que o pessoal frequentador do Baco (e não só) me tem dado...espero que se tenham divertido...e próximo sábado, já sabem...eu e o Miguel vamos dar-vos Disco-Sound para a carola..."night fever, night fever...you know how to do it" ;)...eheheheh. E, depois, fui para casa...sentia-me cansado (também, desde quarta-feira que andava em "festa"...eheheh).

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Cardápio Nocturno

Quinta, dia 9 de Fevereiro:

-Eduardo Martins @ ADN, Setúbal-noites p0werup

-M.A.N.D.Y. @ Lux, Lisboa


Sexta, dia 10 de Fevereiro:

-Pedro Tiago @ MXL, Setúbal

-Henri Sanrame presents Electric Dreams @ ADN, Setúbal

-Festa Trance da Magic Gate Sounds, com live-acts de Quantum Leap e de Synthom e DJ sets de Jinks, Juggler, Digitalgirl, Sky, Duende e Otiram (entrada 5 gates) @ VIP, Palmela


Sábado, dia 11 de Fevereiro:

-Eduardo Martins @ Baco, Setúbal

-Locic Soul presents Frontline & DJ Rod @ VIP, Palmela

-Rory Phillips (Trash UK) @ Lux, Lisboa


p.s. Dia 17 de Fevereiro (sexta) Ju One, Zye, Mário João Camolas aka Disparo e Eduardo Martins @ VIP, Palmela

Dia 17 de Fevereiro (sexta) Pedro Viegas @ ADN, Setúbal

Dia 18 de Fevereiro (sábado) Disco-Sound-Setúbal Night Fever Party com Eduardo Martins & Miguel Marés aka Pap La Fruit @ Baco, Setúbal

Dia 18 de Fevereiro (sábado)Festa do MXL com Safara, Sukik e Djs convidados @ Clubíssimo, Setúbal

Dia 24 de Fevereiro (sexta) Mike Stellar @ ADN, Setúbal

Dia 25 de Fevereiro (sábado) Abel Santos @ ADN, Setúbal

Dia 25 de Fevereiro (sábado) Indek House Tour presents D-Formation, Dee Green, Gonçalo M, DJ Kiká e David G @ VIP, Palmela

Dia 25 de Fevereiro (sábado) Festa de Carnaval MXL @ Clubíssimo (até ás 3:30 da manhã música de Carnaval, a partir dessa hora Djs Safara & Sukik)

domingo, fevereiro 05, 2006

Crónicas Nocturnas # 59

Na quinta, após uma jantarada daquelas tão habituais na Casa da Madeira aka Madeirense, lá fui passar som ao ADN. Mais uma vez esteve-se bem, pena a chuva ter afectado um pouco a afluência de pessoal, mas não é por isso que não deixa de haver festa..eheheh.

Na sexta fui, em conjunto com o Abel, passar som no Tasco do Kaneco, e correu bastante bem, a noite esteve bastante animada. Dado a especificidade do espaço e do pessoal que o frequenta, obviamente passei sonoridades algo diferentes do que costumo passar noutros sítios. Assim sendo, eu e o Abel passámos sonoridades mais ligadas ao Jazz, Funk, Soul, Disco-Sound de teor mais Funky ou Jazzístico, Rock, Blues, Bossa-Nova e outras sonoridades congéneres. E de vez em quando sabe bem variar o ménu habitual...eheheh. Por lá também apareceram o Mário João e o Simões, que andava a mostrar o roteiro nocturno setubalense de teor mais "underground" ao João Cari.

Acabada a sessão no Tasco do Kaneco, fomos para o ADN, onde estavam o Simões e o João Cari a passar som. Foi uma noite bastante agradável, com o Simões e o João Cari a passar cenas por entre o Funk, Electro-Funk, Hip-Hop, Disco-Sound, Breakbeat e re-edits de temas de Prince, Cure, etc. Pena foi a mesa de mistura de vez em quando dar de si, e lá tinham tanto o Simões como o João Cari de a pôr a funcionar ao murro...eheheheheheh. Ossos do ofício...Mas não foi nada que comprometesse a boa-onda musical já instalada.

No sábado comecei a noite no Tasco do Kaneco, onde, dado ser o aniversário do dono, o Filipe, ainda se encontrava tudo a jantar. Estive por lá um bocado em conversa com o Abel e outro pessoal.

Depois fui para o Baco, onde iria estar o meu amigo Miguel aka Papa-Fruta aka Pap La Fruit a passar som. Começou a noite numa toada mais Downtempo/Chill-Out, com bastantes temas dos Air, uma das bandas favoritas do Miguel. Mas com o passar da noite foi evoluindo para sonoridades mais ligadas ao Punk-Funk e ao Electro-Tech-Acid, com nomes como Jacques Lu Cont, Tiga, LCD Soundsystem, Mylo, Soulwax, Fischerspooner, Daft Punk, etc...E mais uma noite em que o Baco esteve completamente ao rubro...houve alturas em que mal se podia mexer lá dentro. E a bola de espelhos, com a respectiva luz a incidir sobre ela que o Miguel lá montou, deu de facto outra aparência á casa. O Bela e o Bordeira achavam que dava um ar um bocado 70s/80s á casa...eheheheh. Mais uma noite em grande lá no Baco...Miguel Papa, tens de voltar mais vezes ao Baco ;). E, se tudo correr bem, dia 18 lá estarei eu mais ele a fazermos a noite Disco.Sound lá no Baco...eheheheh. O fim da sessão foi engraçada, com os genéricos de séries de televisão como o Dallas, Cheers, Alf ou McGyver...eheheheheh.

De seguida fui para o SpyClub, onde, na parte de cima estariam o Luís Gomez aka Malva, o Pedro Tiago, a Sukik aka Susana e o Safara a passar som. Mais uma vez, nenhum deles desiludiu, sempre a pasarem bom som. O Malva numa onda mais Electronic-Funky-House, o Pedro Tiago mais virado para o Acid-House e a Susana e o Safara mais virados para as ondas Electro-Tech-Acid-Minimal. Quando cheguei, o ambiente ainda estava calmo, mas, com o passar do tempo, foi ficando bastante animado, e desligou-se a música com a parte de cima do Spy ainda ao rubro. Também houve um ou outro problema técnico, mas, mais uma vez, nada que afectasse a boa-onda já instalada. Achei graça que quando fui lá abaixo para pagar o cartão, o Cláudio estava a passar o Louder Than A Bomb do Tiga, seguido do Mandarine Girl dos Booka Shade, o que tornou a espera para pagar o cartão bem mais suportável. Pena foi a seguir ter passado uma tribalada...Mas também já foi quando estava a acabar de pagar o cartão. Cláudio, gostei bastante de te ter ouvido a passar isso, mas há uma coisa...Electro-Tech-Minimal-Acid não liga com Tribal, e, aliás, esse género de sonoridades mais Electro-Tech-Minimal-Acid surgiram quase como que uma reacção contra as ondas Dark/Tribal/Progressive e/ou Mainstream House...Mas pronto, é de louvar que passes coisas diferentes, e espero que continues no bom caminho. E não fiques chateado com a minha crítica.

terça-feira, janeiro 31, 2006

Cardápio Nocturno

Quinta, dia 2 de Fevereiro :

-Eduardo Martins @ ADN, Setúbal-noites p0werup

-The Wighnomy Brothers, Billy Dalessandro & Sonic Crew @ Lux, Lisboa


Sexta, dia 3 de Fevereiro:

-Abel Santos & Eduardo Martins @ Tasco do Kaneco, Setúbal

-Mr. Simon & João Cari @ ADN, Setúbal

-Henri Sanrame @ XII-A (aka Bar do Gustavo), Barreiro

-Marc Romboy e Dj Who & Undercover DJ @ Sabotage Club, Lisboa (antigo ABS)


Sábado, dia 4 de Fevereiro:

-Mr. Simon @ La Bohémme, Setúbal

-Pap La Fruit @ Baco, Setúbal

-Luís Gomez, Pedro Tiago, Safara & Sukik @ parte de cima do SpyClub aka SpyDeck, Setúbal

- Indek House Tour 2006 presents Hugo Rizzo, DJ Kiká, Gonçalo M, Dee Green e Mike Morales @ VIP Club, Palmela


p.s. Dia 10 de Fevereiro (sexta) Pedro Tiago & CidJay @ MXL, Setúbal

Dia 10 de Fevereiro (sexta) Electric Dreams by Henri Sanrame @ ADN, Setúbal

Dia 11 de Fevereiro (sábado) Eduardo Martins @ Baco, Setúbal

Dia 11 de Fevereiro (sábado) Logic Soul presents Frontline & DJ Rod @ VIP Club, Palmela

Dia 17 de Fevereiro (sexta) Ju One, Zye, Eduardo Martins e Mário João Camolas aka Disparo @ VIP Club, Palmela

Dia 18 de Fevereiro (sábado) Disco-Sound Party @ Baco, Setúbal

Dia 25 de Fevereiro (sábado) Abel Santos @ ADN, Setúbal

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Crónicas Nocturnas # 58

Na quinta recomeçaram as noites p0wer up, a meu cargo, no ADN, e, desta vez, a noite esteve animada...prometem ser mais animadas do que tinham sido até então...é uma questão de se esperar para ver. Passei vários estilos diferentes...Disco, Punk-Funk, Electro e coisas a ele ligadas, sempre numa onda variada. Gostei também muito de ver por lá a dupla de DJs setubalense Del Costa & Pedro Goya, que foram lá dar um salto, antes de terem ido ao Lux ver o Luciano (que, segundo ouvi dizer, portou-se muito bem). Portanto, pessoal, já sabem, se quiserem ir-me ouvir a passar som, ás quintas lá estarei no ADN. Também se por algum imprevisto não possa comparecer ao ADN numa quinta, avisarei sempre aqui no blog.

Na sexta eu e o Zye, em conjunto com mais duas amigas nossas, começámos a noite no La Bohémme, que estava bastante animado, e com a boa-onda do costume. A seguir fomos ao Tasco do Kaneco, onde agora o Abel é o DJ residente, e também estava bastante animado. Por lá estivémos, até ser hora de rumarmos em direcção á VIP, em Palmela.

Chegados à VIP, fomos preparar o nosso material, e ver se estava tudo a funcionar dentro dos conformes. Quem iniciou a noite foi o Zye, com sonoridades tanto a percorrer o Funky-Electronic-House como algum Electro-Tech-Acid. A seguir entrei eu, numa linha mais Electro-Tech-Minimal-Acid. E a seguir foi a vez do Mário João, também a seguir mais ou menos as minhas coordenadas, mas com alguns apontamentos mais "rockeiros". E, finalmente, foi a vez do Pedro Tiago, que andou por entre linguagens mais viradas para o Acid-House e para algum Funky-Electronic-House. No fim, ainda passámos uns discos cada um, e a VIP esteve animada até ás tantas da manhã (desligou-se a música seriam umas 8 da matina...eheheh). Gostei muito de ter visto por lá as minhas amigas Sistas (que, ao que parece, gostaram muito das casas de banho da VIP), em cuja homenagem passei a remistura de Etiénne de Crécy & Alex Gopher ao Aerodynamic dos Kraftwerk (umas das bandas de eleição das Sistas), e também novamente o Pedro Goya, para além de outro pessoal amigo.Muito obrigado a quem apareceu e se divertiu com as sonoridades por nós passadas, e só podemos esperar que tenham gostado. Foi uma noite muito agradável lá na VIP, e, em princípio, eu, o Zye, o Mário e a Joana estaremos na VIP dia 17 de Fevereiro, para mais uma noite de bom som e muito divertimento.

No sábado decidi não sair...tava engripado, e ainda não me sentia totalmente recuperado da noite anterior. E asim até deu para ficar a ouvir a entrevista que eu e o Mário demos ao programa Setúbal Dance Night...fiquei com a sensação que estivemos bastante bem, e se algum leitor do blog a ouviu também, que diga de sua justiça...eheheheh.

E não é que hoje á tarde caiu aqui na nossa zona um nevão? Coisa não muito usual aqui para estas bandas...

terça-feira, janeiro 24, 2006

Cardápio Nocturno

Quinta, dia 26 de Janeiro:

-Eduardo Martins @ ADN, Setúbal-noites p0werup

-Luciano @ Lux, Lisboa


Sexta, dia 27 de Janeiro:

-Zye, Eduardo Martins, Mário João Camolas aka Disparo & Pedro Tiago present Acid Disco @ VIP Club, Palmela

Cartaz:

Entrada livre, com 5 euros de consumo mínimo.

-Pedro Viegas @ ADN, Setúbal


Sábado, dia 28 de Janeiro:

-DJ Dixon @ Lux, Lisboa


p.s. Dia 3 de Fevereiro (sexta), Mr. Simon & João Cari @ ADN, Setúbal

Dia 10 de Fevereiro (sexta), Pedro Tiago & CidJay @ MXL, Setúbal

Dia 10 de Fevereiro (sexta), Henri Sanrame @ ADN, Setúbal

Revolwers @ Rádio Voz, Setúbal

A entrevista que eu e o Mário João demos para o programa Setúbal Dance Night, apresentado pelo DJ/radialista Pedro Monchique, irá ser transmitida este sábado (dia 28 de Janeiro) algures entre as 22:00 hs e as 0:00 hs (horário a que o programa é transmitido), e a repetição da transmissão ocorrerá no domingo, algues entre as 18 :00 hs e as 20:00 hs, na Rádio Voz de Setúbal, na frequência 100.6 .

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Crónicas Nocturnas # 57

Na quinta fui, primeiro que tudo, colocar os cartazes alusivos á festa em que irei participar na discoteca VIP, em Palmela, já na próxima sexta, dia 27 de Janeiro, e coloquei cartazes em locais como o Bombar, o Baco, o La Bohémme ou o Café Com Estória. Em qualquer dos sítios ambiente estava calmo, apesar de estar sempre numa onda porreira e descontraída. No Café Com Estória encontrei ainda a Sukik e a Susie, que iam começar a preparar as coisas para o a exposição/instalação artística em que iriam participar no dia a seguir.

A seguir lá fui a caminho do Lux, onde iriam estar os novos "reis" do Disco-Sound de qualidade (e não só...), Lindstrom & Prins Thomas (o albúm deles, homónimo, foi, para mim, um dos discos de 2005...ouçam-no quando puderem). Lá dentro, na parte do bar, eu e o Mário João estivémos a ouvir o Nuno Rosa e o Kaspar a passarem um excelente set, mais virado para o Disco-Sound e coisas que andam á volta...foram ouvidos temas de nomes como Faze Action, LCD Soundsystem, Lindstrom, Prins Thomas, Black Science Orchestra, entre outros.

A seguir fomos para a parte de baixo, onde apanhámos o Tiago Miranda no comando da cabine de som, também a passar coisas muito viradas para o Disco. Entretanto começa a sessão de Lindstrom e Prins Thomas...Prins Thomas passava discos, enquanto Lindstrom tocava com um teclado e disparava som através de um portátil...muito por entre o Disco mais cósmico e o Italo-Disco de boa colheita...Muito interessante e bem conseguido, com alguns momentos bastante intensos...um misto entre "live-act" e um dj set. Gostei.

Entretanto passada pouco mais de uma hora, começa Prins Thomas a passar música sozinho, e foi uma autêntica viagem musical...Disco ("tradicional", cósmico ou Italo), Acid-House, Detroit Techno, Punk-Funk, Rock e muitos re-edits...Já li umas críticas a acharem mal quando Prins Thomas deixava acabar a música (notava-se que o fazia de propósito, não por distracção), mas quem critica não percebe quais as influências musicais e até de atitude por detrás deles, que vem da tradição de DJs como Larry Levan, François K ou David Mancuso, que davam (e no caso de François K e David Mancuso ainda dão...) mais importância á selecção musical do que á técnica, se bem que no departamento técnico, Prins Thomas também não falhava..apenas misturava quando achava que necessitava de misturar o tema. Foi giro ouvir temas como o Stuck In The Middle With You dos Stealers Wheel, a remistura de Carl Craig ao City Life de Terry Brookes & Aaron Soul, ou a re-edits a nomes como Gloria Gaynor ou Doors. Mais uma grande noite no Lux. E para quem critica, que leia o seguinte site: http://www.discopia.com/ ...penso que vai ficar bastante elucidado acerca do que está por detrás do "lifestyle" mais ligado ao Disco-Sound e coisas a ele ligadas. E já agora ler os dois últimos posts deste muito estimado blog http://hitdabreakz.blogspot.com , que também acho relevantes para este género de discussão...

Na sexta, após o jantar de anos do meu primo, fui, em conjunto com o Zye, ver a exposição/instalação artística ao Café Com Estória...foi muito giro, e gostei bastante do filme que passou, que mostrava vários locais de Setúbal (pelo menos pareceu-me que eram todos em Setúbal), mas tudo com uma montagem bastante engraçada, cortesia da minha amiga Filipa Stylita. O som passado pela Sukik e por outro moço cujo nome não fixei também estava bom, numa onda mais Electro-Tech-Acid. Por lá também encontrei o Mário João.

A seguir fui ao Tasco do Kaneco, onde estava o Abel a passar som (o Abel agora é o residente, pois o Pedro Lontro foi viver para Valência...), e enquanto lá estivémos, a toada musical esteve sempre muito virada para o Funk e para o Disco-Sound de teor mais jazzístico...boa onda.

A seguir dirgimo-nos ao SpyClub, para aquela que é bem capaz de ter sido uma das melhores noites num clube nestes últimos tempos em Setúbal. Ao chegarmos, deparámos já com uma casa a começar a ficar composta e a dançar ás sonoridades debitadas pelo DJ Time, numa onda mais Electro-Tech-Acid-Minimal. Por lá encontrei também o Simões, que também estava a curtir o som passado pelo DJ Time (o Simões vai estar, em conjunto com o João Cari, no ADN, no dia 3 de Fevereiro).

Já com a casa a começar a ficar bem composta, entra em cena a dupla Del Costa & Pedro Goya, que nos presentearam com um dos melhores sets que tenho ouvido deles nos últimos tempos. Também dentro de uma onda mais Electro-Tech-Minimal-Acid, mas sempre com um grande "groove" e com um balanço muito "funky", e a arriscar (com bastante sucesso, diga-se de passagem), sem quase recorrer a temas mais óbvios (únicas concessões neste departamento com a remistura do Tiga ao Tribulations dos LCD Soundsystem e o Freakin` do Marc Romboy & Blake Baxter). Com o decorrer do set deles a casa foi enchendo e enchendo, até estar absolutamente á pinha, e, consequentemente, ao rubro.

A seguir, já com o público num estado bastante frenético, entrou Rui Vargas, e mais uma vez voltou a provar a razão de ser considerado um dos melhores DJs portugueses. Também andou por entre sonoridades mais ligadas ao Electro-Tech-Minimal-Acid, mas de vez em quando passava tanto coisas mais ligadas ao Detroit Techno, como ao Italo-Disco. Obviamente, manteu o nível de energia deixado pela dupla setubalense, que era elevado, e asim continuou até a música ter sido desligada.

Nunca deixo de achar giro (e de ficar contente, obviamente) ver pessoal que sempre me habituei a ver dançar coisas mais fáceis, a aderir convictamente a sonoridades como as passadas pelo Dj Time, pelo Del Costa & Pedro Goya e pelo Rui Vargas...é que se fechássemos os olhos, até parecia que estávamos algures num daqueles clubes germânicos mais vanguardistas ou no Lux. O ambiente também estava excelente, muito heterogêneo, muito festivo...Enfim, tal como já referi, umas das melhores noites nos últimos tempos em clube. E, é claro, o facto de lá estar muito pessoal amigo e conhecido também ajuda a que uma pessoa se sinta melhor, embora eu até seja um gajo que não tem qualquer espécie de problemas em ir ou estar sozinho para/em qualquer sítio, desde que saiba que vá ouvir boa música.

Também achei graça aos DJs de casas onde predominam sonoridades mais comerciais a dançarem a sonoridades deste género...se até gostam, porque não passam mais? Não se sentiriam mais realizados do que andar sempre a passar as mesmas "playlists" noite após noite após noite após noite (i´m stuck in a loop...in a loop...in a loop...in a loop...). É que não é complicado tocar coisas deste género a seguir a um qualquer tema de R n B ou Reggaetton...experimentem a seguinte sequência...Daddy Yankee-La Gasolina (se bem que eu, pessoalmente, nunca passaria este tema...)...Gwen Stefani-Hollaback Girl...Snoop Dogg-Drop It Like It´s Hot...Missy Elliot-Loose Control...Tiga-Hot In Herre...Mylo-In My Arms...Tiga-You Gonna Want Me...a partir daí, já podem passar o Electro-Tech-Acid-Funky-Minimal que quiserem, já conseguiram pôr de certeza o pessoal todo aos saltos...eheheheh. E exceptuando o La Gasolina, já ouvi todos os outros temas a serem passados no Lux...

E espero bem que esta noite no SpyClub tenha abertos os olhos e os ouvidos a muito boa gente...Quem anda sempre a dizer que música supostamente mais "à frente" não resulta, então que tire conclusões do que se tem passado em Setúbal desde 24 de Setembro...É verdade que o facto de haver grandes nomes ou determinado bar ligados a certos eventos tem, de certa forma, ajudado á coisa, mas a verdade é que as pessoas têm aparecido e enchido os ditos eventos e têm ido para lá ouvir música de qualidade...se é preciso recorrer a nomes conhecidos, que seja.

No sábado lá fui passar som ao Baco, e mais uma vez correu-me bastante bem. Notei foi a falta de algum pessoal amigo, de certeza ainda a recuperarem da estrondosa noite anterior. Mais uma vez uma noite porreir e com muito boa-onda no Baco, com o pessoal, mais uma vez, a aderir bem ás sonoridades por mim passadas. Do Funk/Disco-Sound ao Hip-Hop mais "old school", do Electro-Tech-Minimal-Acid ao Punk-Funk, de tudo um pouco passei. E, mais uma vez, um muito obrigado pelo carinho e apoio que me têm demonstrado, e quero também agradecer ao Fred por ter emprestado as colunas ao Baco...o que obviamente fez com que o som soasse bem.

Após ter saído do Baco, fui ainda dar um saltinho ao Tasco do Kaneco, onde por lá estive a ouvir o final de set do Abel, e com quem ainda fiquei um bom bocado na conversa. A seguir, casa...sentia-me cansado.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Cardápio Nocturno

Quinta, dia 19 de Janeiro :

-Lindstrom & Prins Thomas @ Lux, Lisboa


Sexta, dia 20 de Janeiro:

-Exposição/Instalação Artística+ DJ set by Sukik @ Café Com Estória, Setúbal (perto dos Belos aka Rodoviária)

-DJ Papal @ Baco, Setúbal

-Rui Maia (X-Wife) @ ADN, Setúbal

-Henri Sanrame @ XII-A (aka Bar do Gustavo), Barreiro

-Private Party com DJ Time, Del Costa & Pedro Goya e Rui Vargas @ Spy Club, Setúbal


Sábado, dia 21 de Janeiro:

-Eduardo Martins @ Baco, Setúbal

-Miguel Martins Trio (Jazz) @ Café Com Estória (perto dos Belos aka Rodoviária)


p.s.Dia 27 de Janeiro (sexta) Acid Disco, com Zye, Eduardo Martins, Mário João Camolas e Pedro Tiago @ VIP, Palmela

Dia 3 de Fevereiro (sexta), The Sound Scientists presents Mr. Simon e João Cari @ ADN, Setúbal

Dia 10 de Fevereiro (sexta), Pedro Tiago e CidJay @ MXL

Dia 10 de Fevereiro (sexta), Henri Sanrame @ ADN

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Aviso Importante

Devido ao falecimento súbito de um dos trabalhadores da Rádio Voz, a transmissão da entrevista que eu e o Mário João demos terá de ser adiada para o sábado a seguir, ou seja, dia 28 de Janeiro. Os nossos mais sinceros pêsames para a família do trabalhador em questão.

Revolwers @ Rádio Voz, Setúbal

Eu e o Mário João estivemos há bocado a gravar uma entrevista para o programa Setúbal Dance Night, apresentado pelo DJ/radialista Pedro Monchique, que irá ser transmitida no sábado algures entre as 22:00 hs e as 0:00 hs (horário a que o programa é transmitido), e cuja repetição ocorrerá no domingo, algues entre as 18 :00 hs e as 20:00 hs, na Rádio Voz de Setúbal, na frequência 100.6 .

No fundo ouvir-se-á o set que gravámos especialmente para esta entrevista, e, quem estiver interessado, poderá obtê-lo através do seguinte "link" : http://www.megaupload.com/pt/?d=PLL45DXI

domingo, janeiro 15, 2006

Crónicas Nocturnas # 56

Na sexta comecei a noite no La Bohémme, sempre na boa-onda costumeira, e ao som do "Dj Shuffle", ou seja, quando não há DJ no Bohémme, o Paulo põe um cd ao gosto dele a tocar, e põe-no no modo "shuffle".

A seguir fui ao Tasco do Kaneco, onde estava o Pedro aka Pantera a passar som, dentro de uma onda muito Funk, e mesmo quando a ela fugia, a música negra nunca deixava de ser a força motora do set. Entretanto chegou lá o Abel, que também se pôs a passar som em conjunto com o Pedro, também dentro das mesmas coordenadas sonoras. Tasco do Kaneco muito animado também, e com boa-onda.

A seguir passei pelo Baco, mas a porta já se encontrava fechada, de modo a que me dirigi para o ADN.

No ADN estava já o Mário a passar som. Quando cheguei, a casa estava a meio-gás, mas depresa se começou a compor, até finalmente ter ficado cheia. Estava um ambiente muito porreiro, um amigo meu até comentou que parecia que estávamos numa festa privada...eheheh. O Mário também esteve muito bem, a passar os temas certos na altura certa, a pôr a casa ao rubro, e a quebrar o ritmo (para a malta descansar um pouco...eheheh) nas alturas certas. Tecnicamente está cada vez melhor, não tem medo de arriscar, e sente-se que cada vez mais se sente mais seguro aos comandos de uma cabine de som. Temas como Drug Queen dos Duoteque, You´re Not On The Guest List de Marcos dos Santos, a remistura de Erol Alkan ao Do You Want To dos Franz Ferdinand, a versão "toda-fodida" do Voulez Vous feita pelos Wasters Of The Scene, Fa Fa Fa dos Datarock, Freakin`de Marc Romboy e Blake Baxter, Itchy Feet de Tomboy, Jukebox Baby de Alan Vega, a remistura de Justice ao NY Excuse dos Soulwax, o Neon Strobe do Tomas Barfod, a remistura de Tiga ao Tribulations dos LCD Soundsystem, a remistura de Jacques Lu Cont ao Loose Control da Missy Elliott, um re-edit dos Optimo a um tema dos T Rex, entre outros temas, puseram a pista de dança do ADN em polvorosa...Muito bom.

No sábado também comecei a noite no La Bohémme, onde esteve o Simões a passar som. Sempre bom som, variado, a andar por entre nomes como Lindstrom, Prins Thomas, Tiga, Etiénne de Crécy, Stooges, Michael Jackson, LCD Soundsystem, The Kills, Soulwax, Tiefschwarz, a remistura de Erol Alkan ao Do You Want To dos Franz Ferdinand, entre outras coisas boas. Mais uma vez La Bohémme bem composto e com boa-onda. Entretanto o Mário também foi lá ter comigo, e por lá ficámos a ouvir o Simões.

A seguir fomos ao Baco, onde estava a Joana a passar bom som. Baco também bastante animado e com a boa-onda costumeira. Coordenadas sonoras por entre nomes como Tiga, Tiefschwarz, Spektrum, Soulwax, LCD Soundsystem, Fischerspooner, Justice, entre outros. E também sinto a Joana cada vez mais segura de si...Força Joana, que estás no bom caminho.

A seguir fomos para o ADN, onde estava o Zé Pescador a passar som. E há que louvar o Zé...não tem nada a ver com o Zé de há uns meses atrás. Arrisca, passa som sempre bastante animado, seja numa onda mais electrónica, seja numa onda mais "rockeira"...Vitalic, Warning Siren dos Tiefschwarz (vocalizado por Matty Saffer, membro dos Rapture), Juan McLean, LCD Soundsystem, Beck, Franz Ferdinand, Bloc Party, Jestofunk, Duran Duran, David Bowie, entre outras coisas dançáveis...tudo sem quebras de energia. Assim sim. ADN completamente á pinha, muito animado, com uns banhos de cerveja á mistura...eheheheh. Força Zé, e continua a não ter medo de arriscar, de manter a energia em alta, e de ser variado.

2006 em Setúbal e arredores promete...

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Cardápio Nocturno

Quinta, dia 12 de Janeiro:

-Nathan Fake @ Lux, Lisboa


Sexta, dia 13 de Janeiro:

-Abel Santos @ La Bohémme, Setúbal

-Mário João Camolas aka Disparo @ ADN, Setúbal

http://www.freewebs.com/disparo


Sábado, dia 14 de Janeiro:

- Joana @ Baco, Setúbal

-Mr. Simon @ La Bohémme, Setúbal


p.s.Dia 20 de Janeiro (sexta), Papal @ Baco, Setúbal

Dia 20 de Janeiro (sexta), Rui Maia (X-Wife) @ ADN, Setúbal

Dia 20 de Janeiro (sexta), Dj Time, Del Costa & Pedro Goya, Rui Vargas @ SpyClub, Setúbal

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Dia 21 de Janeiro (sábado), Eduardo Martins @ Baco, Setúbal

Dia 27 de Janeiro (sexta), Zye, Eduardo Martins, Mário João Camolas & Pedro Tiago @ VIP, Palmela