quinta-feira, agosto 25, 2005

Crónicas Nocturnas # 35

Na sexta fui mais uma vez ouvir o meu amigo Abel ao La Bohémme, e como sempre, um set muito eclético, onde o começo andou muito por linguagens mais ligadas ao Punk-Funk, á New Wave e a algum Electro mais "Old School", mas, como é habitaul, depois foi desaguar noutras paragens.

No sábado fui mais uma vez ao Baco passar som, e mais uma noite que correu bem, com o Baco sempre bastante animado, sobretudo na esplanada (pudera, com o calor que estava...eu como cliente também gosto mais de estar na esplanada nas noites quentes de Verão...eheh). Mais uma noite em que andei por entre o Punk-Funk, Disco, Electro e derivados, Acid-House e outras sonoridades dançáveis (tenho reparado que consigo enquadrar bem nos meus sets algum do chamado Filtered-Disco-House françês...cenas estilo Bob Sinclar, Demon, Fantom, Jess & Crabbe, Superfunk, e, claro, Daft Punk, se bem que estes últimos sempre os toquei...é preciso é que tenham uma cadência lenta...é tão bom estar-se a passar novamente por uma fase em que não é tabu misturar-se vários estilos diferentes...). A seguir fui obrigado a ir para o ADN...duas amigas minhas "raptaram-me" a mala dos CDs, e lá tive de ir...Exceptuando o facto de o Zé Pescador ter tocado o Yeah! dos LCD Soundsystem, a oeste nada de novo...Gosto muito do Zé, respeito-o imenso, mas já não tenho muita paciência para ouvir cassetes...Mas o ambiente tava agradável e festivo, ao menos isso.

p.s. Há bocado o meu amigo Fred_K contou-me que a música do Crazy Frog foi banida da MTV alemã, devido ao facto da esmagadora maioria dos espectadores da MTV alemã achar a música extremamente irritante...fico contente de ver que não sou só eu e o Fred que a achamos irritante...eheheheh. Não deverá ser alheio a isto o facto de muita da música electrónica/dançante actual que compro e consumo hoje em dia ser de origem alemã...Get Physical, Systematic, Kompakt, Playhouse, Gigolo, Trapez, MBF, Mood Music, Gomma anyone?

sexta-feira, agosto 19, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Hoje, sexta:

Manuel Calapez @ Lounge

Strawberry Force Fields Forever & Pink Boy @ Lux


Amanhã, sábado:

Eduardo Martins @ Baco
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House & other stuff...

quinta-feira, agosto 18, 2005

Crónicas Nocturnas # 34

Na sexta fui ouvir o meu amigo Abel ao La Bohémme, e, como de costume, ouviu-se boa música dos mais diversos e variados estilos, o que é a imagem de marca do Abel. Também por lá estava a namorada dele, e estivemos os 3 a recordar muitas das nossas aventuras nos nossos tempos de escola primária e secundária.

No sábado fui ao casamento de um dos meus melhores amigos, e encontrei por lá muita malta amiga e/ou conhecida. Foi um casamento bastante divertido, pena é a música que habitualmente tem de se gramar nesta espécie de eventos...Na altura da refeição fomos presenteados com um cd a tocar músicas conhecidas (como a do filme Titanic...) em versão "pan pipes", e nem lá fora se podia escapar, porque em todo o lado deve de existir colunas naquele sítio...Vá lá que quando começou o "bailarico" só deixaram estar o som na parte de dentro, mas só se ouviram coisas execráveis...Apita o Comboio, Crazy Frog, Shakira, músicas das coreografias, etc...E também tivemos direito a uns momentos de "karaoke" (até o meu irmão, já um bocado "alegre", cantou...enfim...). O que vale é que estava bem disposto e levei tudo para a paródia, e no fim tivemos direito a música a sério, com o meu amigo Henri a passar som, coadjuvado por outros amigos meus...inclusivé o noivo, eheheheheh.

No domingo fui ao La Bohémme passar som, e enveredei por uma onda mais Punk-Funk, Dubbed Out Disco, Electro e cenas dos 70s & 80s...Teve-se bastante bem, casa composta. A seguir ainda fui mais o Paulo e o Abel a casa de um amigo meu, e tivemos a assistir a material inédito dos Pink Floyd que esse meu amigo tinha arranjado á pouco tempo em DVD. Foi um fim de noite diferente, mas muito agradável.

p.s. Todos os anos têm de existir temas que são os denominados "hits del verano", que geralmente são coisas horríveis, sem ponta por onde se lhe peguem...nos últimos anos temos gramado com coisas horríveis como o Aserere, os O-Zone ou o Papi Chulo, e sempre que pensamos que não pode aparecer nada pior, "voilá", eis que aparece algo ainda pior do que se ouviu nos últimos tempos...Este ano é o Crazy Frog e um tema que dizem os especialistas ser Reggaeton, mas que a mim soa mais como Kuduro cantado em espanhol, o inenarrável Gasolina, coisas do mais assombroso mau gosto que já tive o azar de ouvir. No caso do Crazy Frog custa-me ver o tema Axel F, do Harold Faltermeyer (que é o tema do filme Caça-Polícias, com o Eddie Murphy) ser tão horrivelmente vilipendiado, a transformar um engraçado tema de Electro "Old School" numa horrorosidade Eurodance...já não bastavam os execráveis Eiffel 65?. Já não há respeito pelas nossas memórias...

domingo, agosto 14, 2005

Hoje à noite em Setúbal

-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ La Bohémme

Electro e derivados, Punk-Funk, Dubbed-Out Disco, etc...


No Amo-te Setúbal uma festa ligada ao bar MXL, com Roger Urb (Lab), Safara, Rui & Jonhy The Volk.

Do que conheço do Roger Urb e do Safara, o som será bom...

segunda-feira, agosto 08, 2005

Sexta-Feira DFA - Sudoeste

Era mesmo este ano que eu não ia. Mais uma vez…fui. O Palco Planeta Sudoeste foi o principal responsável, a oportunidade de ver ao vivo quase todos os artistas (só faltaram os The Rapture) da editora nova-iorquina DFA (leia-se Death From Above) era quase única este ano, apenas uma deslocação a Benicassim seria capaz de compensar. O cartaz estava assim alinhado:

Lcd Soundsytem
Black Dice
The Juan Maclean
Hot Chip
Delia Gonzalez & Gavin Russom
+
James Murphy (Dj Set)
Marcus Lambkin (Dj Set)
Tim Sweeney (Dj Set)

A ordem dos concertos não estava muito clara e foram muitos os que pensaram que o primeiro concerto seria de Delia & Gavin. Foi precisamente o inverso, após o electrizante concerto dos Maximo Park, foram os Lcd a iniciar o check sound enquanto o Tim Sweeney montava pratos, mesa de mistura e ligações afins.

Quem esteve no Lux ou em Paredes de Coura 2004 sabia bem o que estava prestes a acontecer. Os Lcd em palco arrasam qualquer plateia [ quer dizer…isto faz-me lembrar uma cassete Beta dos New Order que tenho aqui – PFD 177 (Pumped Full os Drugs) – onde num quase home-video, pelos próprios, é filmado um concerto em Shinjuku (Japão) em 1985. Isto tudo para explicar a diferença entre públicos; aqui a audiência japonesa (da altura frise-se) ficou em silêncio absoluto quando a banda entrou em palco. Com a excepção de 2 ou 3 “úhu!” ou “yaaaahhh!” não se ouviu absolutamente nada. Bernard Summer diz: “Confusion”, toda gente bate palmas repentinamente e 3 segundos depois param e a música começa. ]. O concerto preencheu as expectativas apenas pecando por pouco, era um showcase e cada banda teve direito a 30 minutos cada. Desta vez o destaque de James Murphy foi para o baterista, o Pat (escolhe um membro por concerto). Fica o registo que o pessoal “mandou-se” ao ar com todas as músicas, sendo talvez o “Yeah!” a mais bem acolhida. O som pareceu-me melhor que no Lux, mais limpo; em Lisboa gravei bocados das músicas com a câmara e ficou tudo distorcido, aqui não.

Enquanto os Black Dice preparavam a actuação foi Tim Sweney quem se encarregou de manter o ritmo. Pouca gente (suponho) em Portugal ouviu falar dele, no entanto há uns meses descobri através do site da DFA o endereço www.beatsinspace.com, é um programa de rádio que pode ser ouvido na WKNYU ( a rádio universitária de Nova York ) da autoria do Tim. Começou em 1999 e todas as quintas-feiras tem dj sets de 2 horas e tal transmitidos ao vivo, da sua autoria ou com convidados – Trevor Jackson, Kaos, Optimo, Damien Lazarus, In Flagranti, Prins Thomas & Lindstrom, são alguns deles – estes ficam disponíveis on-line um dia depois. Aconselho a fazerem o download de alguns (eu já tenho o meu iPod cheio deles). As escolhas musicais foram eclécticas mas nunca fugindo ao Electro & Derivados, com incursões ao Neo-Italo, Disco e Acid House. Como lhe tinha enviado um mail com informações sobre o festival, acabei por falar com ele uns minutos acerca de música, da cena portuguesa e nova orquina. Espero reencontrá-lo por cá brevemente a pôr som.

Os Black Dice foram um desafio. Se a tenda ficou sempre composta durante a maior parte da noite, durante este concerto devo dizer que também eu fui dar uma volta pelo recinto. O nível de “noise” foi intenso e para os menos habituados ao experimentalismo electrónico foi um convite ao passeio.

O intervalo para The Juan Maclean foi animado pelo dj Set do James Murphy, mas foi nessa altura que estive de conversa com o Tim por isso não estava com muita atenção e um bocado longe da tenda para ouvir com detalhe, mas não fugiu à toada punk-funk, Electro & Derivados.

A actuação de The Juan Maclean conseguiu recuperar muitos dos refugiados da batalha electrónica dos Black Dice, tocando os temas do novo álbum onde se incluem as faixas previamente lançadas em 12”. Gostei bastante da postura do Juan com um tecladozito infatil ao pescoço (que tocava com atitude) e a boa interacção com os outros 2 elementos do grupo, um na percussão e o outro nas máquinas, teclados e theremin.

O dj Set que se seguiu foi o de Markus Lambkin, não conhecia e fiquei muito bem impressionado, criou um ambiente mais Club dentro da tenda talvez derivado do facto de se ter mudado de Nova Iorque para Berlim; o som foi mais pesado, uma espécie de house-todo-fodido, que o público recebeu bastante bem.

Já chegavam às 4 da manhã quando os Hot Chip entraram em palco. Conhecia apenas algumas músicas, e após o concerto fico a pensar porque é que não comprei o álbum. Andei a ler que eles gravam tudo de um modo caseiro, têm alguma aversão a estúdios, mas ao vivo isso não se nota. Com uma postura espevitada, o vocalista só me fazia lembrar o gajo dos DEVO. As músicas tiveram uma boa receptividade do público e provaram que podemos ter um banda muito boa mesmo com ar de cromos/nerds.

O último dj Set foi repartido entre James, Tim e o baixista dos Lcd Soundsystem, foi um set mais relaxado num tom descontraído com bootlegs ao vivo como planet rock vs. Around the world. O ambiente era excelente e apesar de serem quase 5 da manhã ainda estava muita gente para Delia & Gavin.

Bem, esta última actuação aproximou-se dos Black Dice, mas com mais um pouco de ordem. Ouvi e não sei se gostei ou não, talvez ainda não esteja preparado para apreciar. Pareceu-me uma espécie de divagação sonora dentro do “noise”, mas mais sistematizada. Quase estáticos em palco, durante a actuação de meia hora não houve qualquer momento de silêncio, sendo o ruído a ponte para cada faixa.

Com isto eram 5 e 30 da manhã e ainda tinha que fazer cento e tal km para norte, no entanto a viagem fez-se bem porque a noite correu como previsto. Excelente.

Uma nota para a camaradagem entre bandas, não foi só o público festivaleiro que assistiu aos concertos, as bandas da editora assistiram todas aos espectáculos dos companheiros DFA, sendo James Murphy o mais efusivo gesticulando, saltado e gritando como uma espécie de professor louco agradado com o resultado de uma experiência sua.

www.dfarecords.com


Mário João Camolas

domingo, agosto 07, 2005

Crónicas Nocturnas # 33

Na sexta, após um jantar de aniversário, fui ver o meu amigo Abel ao La Bohémme, e pronto, foi o ecletismo de qualidade a que ele já nos habituou.

De seguida fui ao Tasco do Kaneco, onde estava o meu amigo Pedro Lontro a passar som, numa toada mais Jazzy e Bossa-Nova. E a seguir fui para casa...

No sábado fui ao Baco passar som, e era a festa de aniversário do Baco...Já lá vão 9 anos desde que o Baco abriu, o que é de louvar, e é a prova viva de que as casas que vivem para a qualidade musical, para uma maneira de estar mais alternativa, e que não se preocupam com as futilidades tão habituais na esmagadora maioria dos estabelecimentos nocturnos setubalenses, são as que mais tempo e melhor sobrevivem...

E foi uma noite de festa, apesar de coincidir com festivais como o Sudoeste ou o Andanças, eventos que se sabe de antemão que atraiem muitos dos clientes habituais do Baco e de outros sítios de teor mais alternativo. Esteve bastante gente no Baco a divertir-se com as sonoridades que eu por lá toquei, e por lá passaram também as Sistas ou o meu amigo Marco, que foram também festejar o aniversário de um dos bares favoritos deles...Até os parabéns se cantaram ao Baco...e espero cantá-los muitas mais vezes...E, escusado será dizer, o Calhotas e o Maré estavam muito contentes e eufóricos com isto tudo...E, para o ano, se tudo correr bem, o Baco fará 10 anos de existência, e espero que venham a ser festejados com a pompa e força que merecem...

sexta-feira, agosto 05, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Hoje, Sexta, dia 5 de Agosto:

- Abel Santos @ La Bohémme

Ecletic Grooves

-DFA @ Sudoeste

LCD Soundsystem, Juan Mc Lean, Black Dice, etc...


Amanhã, Sábado, dia 6 de Agosto:

-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ Baco

Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid House & other stuff...

-Zye (Fusion) @ La Bohémme

Downtempo, Electro, 80s & Funky Electronic House

terça-feira, agosto 02, 2005

Pump Up The Volume

Pump Up The Volume, um documentário sobre a evolução da música de dança/electrónica, mas numa perspectiva britânica. Gosto mais das partes 1 e metade da 2, que falam muito sobre o House de Chicago, mas no geral achei o documentário bastante interessante...Não sei se já o tinham visto...Divirtam-se...Convém fazer o "download" dos "rams"...

http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume.ram

http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume2.ram

http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume3.ram

segunda-feira, agosto 01, 2005

Crónicas Nocturnas # 32

Na sexta fui ao jantar de despedida de solteiro de um dos meus melhores amigos. O jantar foi agradável, e, de seguida, fomos a um bar que penso que se chama Caseiras...

O espaço, embora tenha um aspecto um bocado rústico, e fique um bocado fora de mão, é engraçado, e não sei se não seria um espaço engraçado para se fazer lá uma festazita...

De seguida fui para casa, pois para onde o restante pessoal queria ir, eu não tinha vontade nenhuma de ir...

No sábado fui a mais um jantar, desta vez de anos, do Marco, um dos meus habituais companheiros de noitadas. Também foi um jantar bastante agradável.

De seguida, fomos a um bar em Palmela ao qual eu já não ia há uns tempos, a Taverna...e devo de dizer que continua igual ao que sempre foi...O mesmo ambiente, as mesmas caras, enfim...

A seguir fomos para o Baco, onde se esteve bem. O DJ de serviço era um holandês amigo dos donos (que são os grandes Maré e Calhotas). Passou um somzito porreiro, se bem que houve uma ou outra malha que não gostei tanto...Por lá vi também uma das minhas amigas Sistas que já há algum tempo não via por estas andanças...a grande Belasista.

Depois, fomos ao ADN. Estava lá o Zé Pescador a passar som, como habitual, e ao começo da noite até esteve bem, mas depois enveredou por aquela "cassete" alternativa que tanto me irrita (não é a qualidade das músicas que está em questão, mas a sequência e a repetição "ad nauseaum" das mesmas...). Não fosse a Belasista a pedir Chemical Brothers e essa parte da noite teria sido bem mais chata do que foi (e o Don´t Leave Me This Way cantado pelos Communards, quase ao fim da noite também foi engraçado...).Ao menos o aniversariante estava a divertir-se, e isso é que interessa...Pena também foi os comportamentos pouco edificantes a que assisti aquando do fecho do ADN...enfim...há pessoas que não sabem estar...

p.s. Há certos sítios onde não se pode ir comer...Qualquer um dos restaurantes a que fui esteve-se bem em termos de serviço e comida, mas a conta ao fim...jesus...praticamente 20 euros em qualquer um dos restaurantes a que fui...Assim não há carteira que aguente...

E o ADN aos sábados é quase sempre uma grande seca...Tenho um enorme respeito pelo Zé Pescador, mas assim não dá...o ADN é um sítio onde se pode arriscar e inovar á vontade, e custa-me ver que quem está mais vezes á frente da cabine raramente o faça...É preciso estar sempre a ouvir os mesmos temas, e quase sempre na mesma sequência? O ADN assim quase parece uma casa pop e (pseudo) fashion, mas versão música alternativa...Ao menos ás sextas aposta-se em coisas diferentes, mas acho que aos sábados também se devia fazer o mesmo mais vezes...

sexta-feira, julho 29, 2005

quarta-feira, julho 27, 2005

Crónicas Nocturnas # 31

Na sexta fui mais o Zye ao Baco, para ouvirmos o nosso amigo Fred_K a passar som. Mais uma vez foi uma boa sessão por parte do Fred, tendo começado numa toada mais Dub, depois enveredou por linguagens mais ligadas ao Electro e derivados, e acabou a sessão com sonoridades mais Progressive. Baco á pinha e com um final de sessão ao rubro... Gostei bastante, apesar de não ser grande adepto de Progressive, mas o Fred não toca aquele Progressive que se ouve habitualmente noutros sítios...Como sempre, a boa-onda costumeira do Baco, que permite a quem lá passa música arriscar...

Acabada a sessão no Baco, fomos ver o nosso amigo Abel ao ADN...era suposto ele dividir a noite com o Zé Pescador, mas devido a problemas pessoais, não pôde comparecer...Mas o Abel sabe-se desenrascar sozinho...eheheheh. Muito eclético como sempre, diverso estilos musicais (o Abel diz que no geral acha chato tocar mais do que 3 ou 4 músicas seguidas do mesmo estilo...)...mais uma boa sessão do Abel, e ADN também ao rubro.

No sábado, fui mais o meu amigo Mário João tocar ao Estória, e correu bem...Tivemos sempre a casa bem composta, e tocámos o que quisémos sem qualquer espécie de pressão. Começámos numa toada mais Disco e Punk-Funk, e depois evoluímos para sonoridades mais ligadas ao Electro-House e a algum Acid-House, mas nada de muito "puxado". Já tinha saudades de passar música em conjunto com o Mário João, já há uns mesitos que não tocávamos em conjunto como Revolwers, e espero que a próxima seja o mais breve possível. (E Fred, se leres isto, um muito obrigado pelas tuas colunas JBL...deram-nos cá um jeitaço...eheheheh). Soube que o Zye também teve uma noite porreira lá no Baco...De seguida, fui para casa...

p.s. Ouvi dizer que na sexta-feira vários espaços mais ligados ao que eu aqui no fórum designo como "pop e (pseudo) fashion" foram fiscalizados, e que foram apreendidos uns quantos cds piratas ( parece que um dos DJs de uma das casas foi apanhado com 117 cds piratas...ui!). Em Setúbal, por volta de 2001, começou a surgir um agrupamento de DJs (mais ligados ao locais mais "mainstream", embora também os haja ligado a meios mais "underground"...) que começaram a sacar músicas através de programas como o Audiogalaxy, o E-Mule, o Kazaa ou o Soulseek, e de ganharem dinheiro dessa forma...ou seja, ganham dinheiro, mas não o investem para comprar os originais ( e segundo a lógica deles, porque haveriam de comprar, se está ali de borla na internet?). É claro que isto é um roubo, o artista, por maior ou menor qualidade que tenha sua música, merece ser ressarcido pelo seu trabalho...sejam os Tiefschwarz ou o Tiga, seja a Shakira ou o Quim Barreiros. Outra das consequências que isto traz é a diminuição dos "cachets" de que um DJ normalmente deveria usufruir, porque existem certos meninos que sacam tudo da internet, e tocam a preços quase simbólicos, e quem compra os originais por vezes tem dificuldade em passar som e receber o mínimo indispensável para pagar o investimento, porque os donos das casas pensam (e estão no direito deles...) "porque hei-de pagar 50 euros a este gajo se pago 20 ao outro que saca tudo da internet e que até passa a mesma coisa e tal..."E muitos destes meninos são DJs porque está na moda, geralmente até nem têm grande cultura musical, têm quase sempre tendência a nivelar os gostos das pessoas por baixo, e acham que ser DJ atrai garinas e tal...enfim, são o que eu designo como "wannabe DJs" ou "DJ Mp3".

Por estas duas razões concordo em absoluto que existam fiscalizações, e quantas mais existirem, mais depressa esta era do "wannabe DJ" chegará ao fim...quando começarem a chegar a casa sem os cds com as músicas que sacaram da internet, com uma multa pesada para pagar e com a eventual possibilidade de terem ir a tribunal esclarecer tudo (e, segundo a lei, pode-se punir o infractor até 3 anos por este tipo de crime...), hão-de pensar duas vezes em meterem-se nestas andanças...Ou então comecem a aplicar o que ganham na compra de originais...

Obviamente excluo deste lote quem tem os originais, seja em cd ou em vinil, em casa, e não os leva apenas para preservar o espólio já adquirido, ou devido a não haver pratos para se tocar vinil, e ver-se obrigado a passar o que tem em vinil para cd...e este é uma questão que a lei deve de resolver o mais rápido possível...

quarta-feira, julho 20, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Sexta:

-Fred_K (Fusion) @ Baco

Funk, Electro e derivados, Progressive, etc...


-Quarteto de Jazz @ Café Com Estória


-Abel Santos & Zé Pescador @ ADN

Ecletic and Alternative Grooves



Sábado:

-Revolwers @ Café Com Estória

Revolwers are:
Mário João Camolas & Eduardo Martins (Fusion)

Electro e derivados, Punk-Funk, Disco & Fucked-Up House


-Zye (Fusion) @ Baco

Lounge, Electro e derivados, Funky Electronic-House


-Abel Santos @ Tasco do Kaneco

Ecletic Grooves

domingo, julho 17, 2005

No meio das Serras

A saudável discussão que se desenvolveu neste Blog acerca da tentativa de “criar movida” aqui na zona Palmela-Setúbal, levou-me a pôr em causa a possibilidade de fazer uma “noite diferente” num estabelecimento nocturno virado para sonoridades mais “comerciais”.

Neste fim-de-semana tive a oportunidade, juntamente com um amigo, de fazer uma noite no Big P, na Sertã. A temática musical seria mistura de Mash-ups, House-todo-fodido - ao estilo Get physical/Kompakt – Electro-House e derivados ( punk funk, etc.). À partida estava receoso, porque já tive experiências desagradáveis numas noites em casas ditas de som comercial em que literalmente senti (sentimos, não é Eduardo?) o ódio da pista de dança na minha direcção. Ora, estas minhas dúvidas não se confirmaram de todo, olhando umas horas para trás só posso dizer que correu tudo muito bem. Começámos por volta da 1h e às 2.30 a discoteca estava à pinha. Ao olhar para a caras e corpos reparava numa espécie de apreensão / ambientação ao som, como se quisessem avançar mas com cautela. Aconteceu, por uma meia hora, aquele fenómeno estranho (não sei se característico de Portugal) em que todos ficam no limiar da pista de dança a olhar para esta, mas ninguém avança, como se estivesse uma fogueira gigante lá no meio e todos tivessem medo de se queimar. Foi aqui que percebi para que é que servem os fumos que se mandam lá para o meio para “abrir a pista”; servem para encobrir os mais destemidos. ex. Não está ninguém na pista – pfffffffffffffffffffffffffffffff – epá…já lá está gente!.

Bem, o que se passou deita por terra a teoria do “tens de pôr uma musiquinha que o pessoal conheça para isto arrancar…algo…assim…comercial”. Toda a gente arrancou com Michael Mayer e a partir daí nunca mais pararam: Tiga, Dj Hell, Mylo, Alter-Ego, Tiefschwarz, Chemical Brothers, Dj Naughty, Felix the Housecat, Patric Baumel, Dj T., Thomas Andersson, Vitalic…tudo resultou.
É óbvio que nem toda a gente gostou, há sempre os resistentes do vira do disco e toca o mesmo, mas o que interessa verdadeiramente foi que a maioria aderiu com som que não estavam habituados a ouvir.
Fez-se uma noite “diferente” com sucesso pleno. Acabei o meu set por volta das 5h15 e passei os pratos ao residente para a hora final, aconteceu assim porque quis que quem lá estivesse acabasse por ouvir algo novo e saísse com a sensação de bem-estar de quando vamos para casa com um noite em cheio. Devo dizer que não houve uma passagem bruta para uma música tipo “a do Simão em versão Kizomba” (Gisco) …manteve-se a onda, nada de foleirices.

Que conclusões podem ser tiradas?

A Sertã, como muitas outras Terras em Portugal, está um pouco isolada, logo a absorção da novidade é muito mais rápida do que num local constantemente bombardeado com informação. Como não existem ideias pré-definidas ou grupos de pressão não existe tanta resistência. Na minha opinião são estes os grupos que mais prejudicam a diversidade. A eles estão associados pessoas com poucos interesses à parte de fazer dinheiro – falo aqui de empresários ou gerentes – e outras com um certo ar snobe, orgulhosas em ser mais um no rebanho do mainstream, sempre ávidos de novas modas em que se possam copiar uns aos outros, para todas estas a música não passa de um acessório.

Ao Fred K, ao Eduardo, ao Zé, ao MP, ao Gisco e ao Bionic (e a quem quiser): comentem s.f.f.


Mário João

Crónicas Nocturnas # 30

Na quarta fui dar uma pequena volta a Setúbal, pois fui ter com o meu grande amigo Daniel Costa, que está, desde há pouco tempo, a passar som ás terças e quartas no Apache, um bar que fica por detrás da rua que vai dar ás traseiras do infame SpyClub. O ambiente estava composto, e o som que o Daniel tocava era bastante agradável, dentro de uma onda mais ligada ao Deep/Soulfull/Funky House. Já há uns tempos que não estava com ele, e deu para pôr-mos a conversa em dia. Mais uma boa opção para se ouvir bom House...também no Spy, na parte de cima, ás 3ªs feiras, o DJ Pedro Monchique tocará Deep-House, a começar já esta terça...

Na quinta, iniciei a minha noite no Café Com Estória, e estive lá a dar uns dedos de conversa com as minhas amigas Patrícia e Gisela. A seguir pus-me a caminho de Lisboa, mais exactamente a caminho do Lux, pois nessa noite iria lá estar o DJ/Produtor, e patrão da Turbo Records, o canadiano Tiga. Ao entrar no Lux, já o Tiago Miranda se encontrava ao comando da cabine do Bar do Lux. Deparei com uma decoração diferente desde a última vez que lá estive...Uma onda muito "Fetiche", com camas a fazerem de assento, e uma enorme gaiola ao pé do bar que está por baixo da cabine de som, e com alguns ecrãns a transmitirem imagens muito sugestivas...Gostei!.

O Tiago Miranda estava a tocar Funk, e continuou nesse estilo durante algum tempo, e a seguir começou a enveredar por sonoridades mais ligadas ao Punk-Funk, ao Rock, a algum Electro e derivados. Entretanto encontrei por lá o Fernando aka Dexter da Flur (e contei-lhe a aventura no Arrábida Klub Kaffé...)e também o meu amigo MP, o "dono" do blog Yeah Yeah Yeah, recentemente regressado de terras de Sua Majestade (infelizmente assoladas recentemente por um acto execrável de terrorismo...). Ficámos calmamente a conversar na parte de cima, até verificarmos que a parte da Discoteca já tinha sido aberta, e lá fomos para baixo...Já se encontrava o Pink Boy aka Nuno Rosa na cabine, e enquanto lá esteve, passou um excelente som. Ficámos na parte de cima, e assistimos á chegada do Tiga á cabine, e consegui arranjar coragem para ir ter com ele e apertar-lhe a mão...felizmente não é daquelas pessoas arrogantes, pareceu-me bastante simpático, e até me pareceu um pouco tímido...é bom quando alguém que respeitamos muito é uma pessoa, de certa forma, acessível.

Por volta das 3:10, Tiga inicia o seu set, com muitos aplausos...a pista do Lux estava completamente cheia, e Tiga iniciou assim uma viagem que me levou muitas vezes ao rubro. Tocou temas dele, como o Pleasure From The Bass, o Louder Than A Bomb, o Move My Body (que deverá ser o novo "single", e que já apareceu na última compilação da Bugged Out, que foi misturada por Erol Alkan), entre 3 ou 4 temas que ou eram temas novos dele, ou seriam vocalizados por ele...Também a remistura dele ao Washing Up do Tomas Andersson levou muita gente ao delírio completo, e também se ouviu por lá uma remistura ou bootleg do Hollaback Girl da Gwen Stefani (pelo menos usava um excerto do Ich Und Elaine dos 2raumwohnung), o The Big Fake de Traffic Signs aka Steve Bug, o Another Excuse (que é basicamente um remake dos DFA ao NY Excuse dos Soulwax)...o set andou sempre por sonoridades mais ligadas ao Electro-House, Electro-Techno, algum Electro mais puro e algum Acid-House, mas sempre com aquela atitude um pouco "Pop" que Tiga injecta quase sempre nos seus sets...Tocou também muita coisa desconhecida (coisa que eu gosto muito em DJs, que é mostrar coisas novas...). Enfim, gostei muito, e penso que o meu amigo MP também...O set do Tiga acabou por volta das 6:40 da manhã, e ao sair da cabine, apertei-lhe a mão novamente, disse-lhe que tinha gostado muito do set dele, e que esperava que ele voltasse muito brevemente...O Nuno Rosa voltou a pegar nos pratos, e re-iniciou com uma remistura ao Driving You Slow do The Gift, que me pareceu bastante engraçada...Mas tive de me ir embora, pois o cansaço já não perdoava...Tive pena de não ouvir o Dominique Keegan, mas o Tiga nunca mo permitiu...eheheheheh.

Na sexta fui ouvir o Zye ao Café Com Estória, e teve-se bastante bem, apesar de a noite ter estado um pouco calma. Ainda fui, com a Gisela, dar um "giro" pelos sítios mais "underground" de SEtúbal, para ajudar a distribuir uns "flyers" que publicitavam o evento do dia a seguir lá no Estória. Fomos ao La Bohémme, ao Baco (onde se encontrava o Cid a passar um bom House) e ao Bombar. Depois lá voltámos ao Estória, e lá ficámos, até a casa fechar. A seguir fomos para o ADN, onde estava uma nova dupla de DJs setubalense, os Dance Pop Trashers (é este o nome, se não estou em erro...se estiver, corrijam-me...), num set em que se misturou Electro e derivados com Punk-Funk, algum Techno e algum Indie-Rock...foi muito agradável...ouviu-se Vitalic, Underworld, Chemical Brothers, Bloc Party, !!!, Pixies, etc...Espero voltar a ouvi-los mais vezes...

No sábado, lá fui ao Café Com Estória, para iniciar a noite festiva que se viveu por lá...Fui eu que abri, por assim dizer, as "hostilidades". Comecei o set numa toada mais Dub, e pouco e pouco comecei a entrar numa onda mais virada para o Dubbed-Out Disco, Punk-Funk e coisas como o Angel Eyes dos Roxy Music, ou o White Horse dos Laidback, e comecei a evoluir, conforme a casa ia enchendo, para uma onda mais virada para o Electro-House. Aí continuei, até á chegada dos Teenage Fuckfest, que é o projecto em conjunto do Pedro Viegas com o guitarrista China, onde o China toca guitarra eléctrica por cima dos discos tocados pelo Pedro Viegas...começaram a actuação deles numa toada se calhar um pouco lenta demais para a hora que era, mas cedo enveredaram por coisas mais dançáveis...ora numa toada mais House, ora numa toada mais Breakbeat...foi bom. A seguir, e a terminar a noite, o Fred, que tocou um set entre o Electro e derivados e Progressive-House, e que também foi bom. Foi uma noite espectacular, em que me diverti muito, e sei que os responsáveis pelo Café Com Estória também gostaram muito. Desde já um muito obrigado a quem passou pelo Estória nessa noite e pelo consequente apoio a este evento, espero que se tenham divertido bastante, e esperemos que venham a existir mais eventos deste género por lá, dado que se viu que, desde que as coisas sejam bem organizadas e publicitadas, as coisas correm bem.

p.s.Parece que a noite lá na Big P, na Sertã, com o meu amigo e companheiro dos Revolwers, também correu bastante bem.

terça-feira, julho 12, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Quinta-Feira, dia 14 de Julho:

-Tiga & Dominique Keegan @ Lux

Sexta-Feira, dia 15 de Julho:

-Zye (Fusion) @ Café Com Estória (perto da Rodoviária aka Belos).

-CidJay @ Baco

Sábado, dia 16 de Julho:

-Teenage Fuckfast (com Pedro Viegas e Escaravelho Pscicadélico), Fred_K (Fusion) e Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ Café Com Estória.

-D Solve + Revolwer (aka Mário João Camolas, o meu parceiro nos Revolwers... na Big P, na Sertã.

-Midnight Pool Party com DJ Heather (www.ilovedjheather.com | Chicago USA), Del Costa & Pedro Goya (Classic | MFF | Dubdelight) e DJ Time (Dubdelight - Special Birthday Set) @ Tróia Beach Caffe, SolTroia

domingo, julho 10, 2005

Crónicas Nocturnas # 29

Saí na segunda-feira á noite, para ter uma reunião conjunta, de modo a preparar as coisas para a festa que vai haver no Café Com Estória, no dia 16 de Julho, em que irei estar eu, o Fred, o Pedro Viegas e o China (com o projecto Teenage Fuckfast) a passar som. Fizemos a reunião num bar que fica perto da casa do Fred, o Arrábida Klub Kaffé, um espaço bastante engraçado. Conhecemos nessa noite o simpatíquissimo dono do estabelecimento, e ficou acordado que no sábado eu e o Fred lá iríamos passar som...Ao começo da noite estaria lá alguém a passar uma sonoridade mais ligada ao que eles definem como "Chill-House" (que eu defino como Deep-House...).

Na quinta, eu mais o Zye decidimos sair, e começámos por ir ao recém-aberto Lounge Caffé (espaço onde era o antigo Design), e a pessoa que o está a gerir está a ser co-adjuvada pelo grande Pedro Monchique. Decoração muito gira, sóbria, o ambiente estava giro, e estava a ser tocado uma onda mais Lounge/Chill-Out/Downtempo bastante agradável. O Pedro Monchique disse-me que aos fins-de-semana têm de tocar umas coisas mais "acessíveis", mas fiquei bem impressionado com o espaço...Quem quiser ouvir sonoridades mais calmas durante a semana, já sabe onde pode ir...

De seguida fomos visitar outro bar também recentemente aberto, o Very-Light, e de facto é um espaço com muita luminosidade...Tanta, de facto, que parece que é prejudicial à saúde certas pessoas, pois causa-lhes amnésias...Á porta, estava um dos casais que é dono do bar, e o DJ residente. O Zye tinha estado na inauguração do Bar, e nessa noite ele havia sido apresentado ao elemento feminino desse casal que estava nessa altura á porta do bar, e tinha ficado em aberto a possibilidade de o Zye ir lá passar som numa quinta-feira (mas isso entretanto ficou em "águas de bacalhau", e não duvido que o DJ residente tenha tido algo a haver com isso...). O Zye, como pessoa bem educada e formada que é, foi cumprimentar a senhora em questão, mas ao fazê-lo, a tal senhora emite a seguinte declaração: "Mas eu conheço-o?". Obviamente, o Zye ficou um bocado surpreendido, e referiu que haviam sido apresentados na semana anterior, e que ele tinha ficado de um dia destes lá ir passar som, mas ela argumentou que já não se recordava de tal...enfim...a senhora, coitada, deve de sofrer de amnésia...se calhar convém ir visitar o médico de família o quanto antes, porque ter amnésia deve de ser chato...uma pesoa esquece-se das coisas e tal...Enfim...Em relação ao espaço em si, a decoração não é nada sóbria, é muito pseudo-fashion, com as cores amarela, verde-alface e branca a predominarem, e com demasiada iluminação para o meu gosto. O atendimento também não era dos melhores, o gajo que estava no bar parecia que se estava a "cagar" para os clientes, parecia mais preocupado em falar com os amigos. E o ambiente...parecia o "cabaret da coxa"...só lá faltavam uns gajos fardados de marinheiro para compôr ainda mais o ambiente...A música que lá tocava também não lembrava a ninguém (excepto um tema de Moloko que deve de ter sido tocado por acidente...), e escusado será dizer que não ficámos por lá muito tempo...ficámos com medo que tanta luz e cor berrante nos causasse também amnésia...

De seguida fomos ao Baco, que estava, como sempre, na boa-onda do costume, e por lá estivémos um bocado a conversar com pessoal amigo.

Depois fomos fazer uma visita ao La Bohémme, que já tínhamos saudades de lá ir, e também tava tudo porreiro, "as usual". E a seguir...vale dos lençois...

Na sexta o Zye foi tocar ao Baco, e estive a ouvi-lo um bocado antes de ir para o ADN, onde iria tocar com o grande Daniel Lopes aka Benny Bagassi. O Baco estava bastante animado, e o Zye tava a passar som porreiro.

Entretanto eu e o Daniel fomos para o ADN, com o intuito de começar a nosa sessão. Começámos a sessão com sonoridades mais ligadas ao Big Beat, estilo de sonoridade que o Daniel gosta muito, e eu também já tinha saudades de tocar uns discos dentro dessa onda...Wiseguys, Freddy Fresh, Norman Cook, Freestylers, Deejay Punk-Roc, etc...Conforme a casa foi enchendo, começámos pouco a pouco a enveredar por uma linha mais ligada ao Electro e derivados, e acabámos a noite já a tocar sonoridades mais ligadas ao Electro-Techno (Vitalic, Alter Ego, etc). Foi mais uma noite completamente ao rubro no ADN, parecia uma noite de sábado, e para quem passa música, é muito agradável verificar que as pessoas estão a gostar e a divertirem-se com as sonoridades que se estão a tocar...E da minha parte, e da do Daniel, agredecemos imenso o apoio que nos deram durante a noite inteira, e só espero que possamos lá voltar o mais breve possível, e que se tenham divertido tanto ou mais quanto nós nos divertimos a passar música.

No sábado, fui mais o Fred ao Arrábida Klub Kaffé, conforme o combinado com o simpatiquíssimo dono. Ao chegarmos lá, foi-nos dito que teríamos de ser nós a começar a noite, o que nos deixou um pouco atrapalhados, porque não vínhamos exactamente com as sonoridades mais "chill-house" pretendidas, mas lá nos desenrascámos...Entretanto, durante essa parte da nossa sessão, o dono diz que por volta das 11:30, Meia-Noite, tem que entrar para passar sonoridades mais comerciais, porque era esse o esquema habitual lá da casa...Entretanto, um dos cds com que estávamos a tocar não tinha o "pitch" a funcionar, e o outro de vez em quando embirrava e não lia determinados cds (os cds eram originais...), e só havia quatro colunas no espaço em questão...duas no chão, e duas penduradas no tecto...Entretanto o dono chega, para tocar música mais "comercial", e diz para lá irmos ter com ele á cabine para aí uma hora e meia depois para voltarmos a tocar(e assim que ele começou a tocar, a aderência foi instantânea...enfim...)...Assim fizemos, e decidimos ir para a parte da esplanada...a noite estava quente, e não se ouvia aquela música horrorosa. Por lá ficámos, em conjunto com outros amigo nossos em amena cavaqueira, até ser mais ou menos horas de voltarmos...Ao voltarmos, deparamo-nos com uma das coisas mais surreais que já vi. Estava o pessoal a dançar, mas ao mesmo tempo que estava o pessoal a dançar, aparecem dois gajos a montar colunas e a montar um equipamento novo na cabine...ou seja, de 4 colunas passou-se a ter umas 12, e a meio do set mudaram-se os leitores de cds...Obviamente com interrupções no som, com paragens de música (vulgo "brancas"), e equalizações de som ali a meio do set...E o mais impressionante é que ninguém protestava!!!Se fosse em qualquer outra casa , "underground" ou "comercial", aquilo seria considerado inadmissível, e os protestos ouvir-se-iam imediatamente...Talvez o facto de o dono ser daquelas pessoas que de facto é muito acessível e simpática, e fazer questão de conhecer pelo nome a esmagadora maioria dos frequentadores da casa ajude a esse facto...Por volta da uma e tal voltámos e entrar na cabine para ir passar música, e desta vez já com leitores de cds porreiros, e com bem mais som...Tocámos temas mais acessíveis, tendo em conta o público em questão (Tiga, Mylo, Tiefschwarz, Marc Romboy, etc..), mas mesmo assim pouca gente aderiu ás sonoridades que tocámos...Estava a noite a chegar ao fim, e chegou lá um moço que penso ser o DJ residente da casa, a dizer que o dono tinha-lhe pedido para ser ele a acabar a noite. Lá começou ele, e tocou daqueles "Slows" de Kizomba para a malta poder dançar toda agarradinha...enfim...Parece que em certos sítios os "Slows" estão a voltar novamente...pena não ser com certos temas dos anos 70 e 80...E no fim da noite, á saída do bar, houve uma cena de pancadaria á antiga portuguesa...Mas isso até em sítios supostamente mais "jet-set" como o Coconuts acontece...

Enfim...um sábado á noite bastante surrealista...

De referir que tanto o dono, como quem trabalha no Arrábida Klub Kaffé, é tudo de uma simpatia extrema, tudo muito bem educado e prestável, e o espaço em si também é muito giro, muito agradável (o Zye diz que faz-lhe lembrar certos bares no Algarve), e é um sítio que também pode ser frequentado de dia...se puderem visitar, não hesitem, serão bem tratados...pena é a música...que é horripilante...Sinceramente, não faço grandes tenções de lá voltar a tocar, mas para lá ir beber um copo com amigos não é, de todo, mau sítio (sobretudo na esplanada...).

sexta-feira, julho 08, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Sexta, dia 8 de Junho:

-No ADN, Setúbal:

Daniel Lopes (Transistors)
Eduardo Martins (Revolwers/Fusion)

Big Beat meets Electro


-Zye @ Baco, Setúbal

Electro e derivados e Funky Electronic-House


Sábado, dia 9 de Julho:

-No Arrábida Klub Kaffé, Quinta do Anjo

Fred_K (Fusion)
Eduardo Martins (Revolwers/Fusion)

Electro-House

-Hype @ Lisboa

Chemical Brothers, Spektrum, DJ Dolores, The Gift, Dezperados, entre outros...

- Molhe @ Madeira

Del Costa e Pedro Goya

quarta-feira, julho 06, 2005

Crónicas Nocturnas # 28

Na sexta fui ao Baco passar som, e, mais uma vez, tive uma noite fantástica lá, com o pessoal a aderir bem ás sonoridades em que tenho apostado mais por lá, como o Electro e derivados, o Punk-Funk, o chamado Dubbed-Out Disco e o Acid-House. Nessa noite conheci pessoalmente o B.Q. Design, também conhecido por +1, que é amigo do João da Concorrência, que é uma das cabeças pensantes que está por detrás do blog Eurosom, dos VEC (Volante Euro Continental) e à Ástato. Entregou-me também uma cópia do tema Hi! Love To Dance, dos VEC, com duas remisturas, uma do próprio +1, outra da Ana. Gostei do tema e das remisturas, e até toquei a do +1. Pareceu-me um moço 5 estrelas :) . Mais uma vez Baco ao rubro.

De seguida fui com pessoal amigo ao ADN, onde estava o projecto conjunto entre o Pedro Viegas e o China, os Teenage Fuckfest, onde aos temas mais virados para o Breakbeat, Punk-Funk, House, etc que o Viegas toca, se junta a guitarra com efeitos do China, criando um efeito deveras engraçado...muita vez até parece que a guitarra faz mesmo parte do que está a ser tocado...Gostei.(no dia 16 de Julho, no Café Com Estória, irei lá estar a passar som, em conjunto com este mesmo projecto do Viegas e do China, e com o Fred_K).

No sábado fui, em conjunto com o Zye, ao Baco, e por lá encontrei montes de pessoal amigo, inclusivé as minhas amigas Sistas, que já não via há uns 2 meses...Ficaram bastante surpreendidas ao verem-me, porque me acharam mais magro (é sinal que a dieta está a resultar...eheheh). Aos comandos da cabine do Baco estava nessa noite a grande DJ Joana, sempre com som de qualidade. Começou a noite com umas sonoridades mais Downtempo, evoluiu para um Deep-House, e acabou já a noite com Electro e derivados e cenas estilo Daft Punk e Chemical Brothers. Muito boa onda, e com o público ao rubro.

A seguir fomos á festa que estava a decorrer no MXL...estava um ambiente engraçado, com um Deep-House agradável, e com muita gente que normalmente estaria no ADN...e que antes estava também no Baco...

domingo, julho 03, 2005

Kasualydades 3

Porque será que continuam a abrir novos bares pop & pseudo fashion, iguais aos seus vizinhos do lado?

Para quando um bar temático?

Visto sair música nova (de qualidade) todas as semanas, porque continuam a massacrar temas do mais banal possível?

Quando é que os novos donos das novas casas, se apercebem que dificilmente alguém deixará de frequentar o seu sítio "habitual" se continuarem a fazer as coisas iguais aos restantes?

Quando é que se verá inovação na noite setubalense?


Jacque Nylv em Kasualydades

sábado, julho 02, 2005

Cardápio Nocturno para hoje, sábado.

-Abel Santos @ Tasco do Kaneco, Setúbal

Ecletic Grooves

-Miguel Santiago @ La Bohémme, Setúbal

Lounge/Downtempo/Alternative

- Joana @ Baco, Setúbal

Downtempo, Broken Beat, House, Electro...

-Concerto de Jazz @ Café Com Estória, Setúbal (perto dos Belos, aka Rodoviária).

-Amo-te Setúbal com DJ Jacklyn.

-Strawberry Force Fields Forever @ Passos Manuel, Porto

Acid-House, Shefield & Minimal Techno.

-DJ Time & Pedro Cazanova @ After no Garage, Lisboa

House, Electro e derivados, Acid-House...

sexta-feira, julho 01, 2005

Cardápio Nocturno para hoje.

Hoje, sexta-feira, dia 1 de Julho:

-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ Baco, Setúbal

Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House e mais outras coisitas...

-Abel Santos @ Tasco do Kaneco, Setúbal

Ecletic Grooves

-Gin & Juice Night @ Lab, Setúbal (agora no antigo Tapa Buracos, para quem ainda não foi...)

Roger Urb é o DJ resident...Deep/Soulfull/Funky House

-Pedro Viegas (Hot-Hat/Journeys) @ ADN, Setúbal

Funk, House, Electro, Breakbeat...

-Amo-te Setúbal (antigo Clubíssimo/.Club)

DJ residente-Jacklyn...Deep/Funky/Electro House

-Henri Sanrame @ XII-A (aka Bar do Gustavo) @ Barreiro

Deep/Electro/Funky/Progressive House.


-Infusion @ Opart, Lisboa

quinta-feira, junho 30, 2005

Crónicas Nocturnas # 27

Na sexta, eu e o Zye começámos a noite no Café Com Estória, onde estava o DJ Magau a passar sonoridades mais dentro de um "downtempo jazzy". Ambiente agradável.

De seguida fomos ao Baco, onde estava o americano DJ Eric a tocar sonoridades ligadas ao Rockabilly e Rock n Roll dos anos 50, e também estava bastante agradável, e a malta pareceu-me que estava a aderir bem, até porque não é muito usual ouvir-se esse estilo de ondas aqui por Setúbal.

Depois fomos ao La Bohémme, onde estava o Abel a passar som, e estava bastante agradável, e o som sempre muito eclético, como é habitual no Abel.

De seguida fomos ao ADN, onde estava o Zé António Moura da Flur, aka Major Eléctrico, a passar som conjuntamente com o Mr. Simon. Se fechássemos os olhos, até parecia que estávamos no bar do Lux a ouvir música. O set a meias entre o Zé António Moura e o Mr. Simon foi bastante eclético...Electro, Disco, Italo-Disco, Acid-House, Punk-Funk, Punk-Rock, etc...até o Supernature do Cerrone se ouviu, também se ouviram versões maradas do Billie Jean do Michael Jackson, do Drop It Like It`s Hot do Snoop Dogg & Pharrel e do Kiss do Prince...O pessoal gostou bastante, ADN ao rubro, excelente selecção musical...esperemos que se volte a repetir o mais brevemente possível. E é de louvar que tanto o Mr. Simon como o Pedro Viegas apostem quase sempre em trazer convidados com eles, o que tem criado uma dinâmica muito especial a certas noites de sexta-feira no ADN...era giro ver também algo deste género a certos sábados no ADN, mas já tenho visto passos nesse sentido nos últimos tempos...

Acabada a excelente sessão no ADN, eu, o Zye, o Abel e o Marco decidimos ir dar uma olhada no que se passava em redor da festa de inauguração do Amo-te Setúbal (onde era o antigo Clubíssimo), mas sem grandes pretensões de entrar na casa. Chegados lá, deparamo-nos com o seguinte espectáculo perto da porta de entrada...duas gajas á porrada uma com a outra (é sempre giro ver duas gajas à porrada...eheheh), e por pouco não descalçavam as sandálias de salto alto que usavam para se agredirem com ainda mais eficácia...enfim...Dava para ver que a casa estava cheia, mas ouvia muita gente a queixar-se do tempo que perdeu a pagar cartões e coisas do género...mas quando é que deixam de lado este método dos cartões, que é tão chato...porque não fazem como no Lux, em que existe uma bilheteira à porta, onde se compra um bilhete que tem 12 senhas no valor de 1 euro, e assim compra-se o bilhete, gastam-se as senhas, e depois quem quiser ir embora, vai-se...sem que tenha de estar a gramar com filas idiotas...

No sábado fui ao Estória passar som, e gostei bastante de lá ter ido. Foi uma onda mais calma do que no Baco, e o espaço é acolhedor...Toquei maioritariamente Dubbed-Out Disco, Electro-Pop, Electro Old School, Italo-Disco (novo e velho), Deep Electro House e Punk-Funk...Foi uma excelente oportunidade para tocar coisas que por vezes em outros sítios não tenho oportunidade de as tocar. O ambiente esteve sempre muito agradável e composto.

Acabada a sessão, ainda dei um salto ao Baco, para ver se apanhava ainda o Zye por lá a passar som, mas quando cheguei, já a música estava desligada, mas ainda deu para estar na conversa com o pessoal lá do Baco.

A seguir fomos ao ADN, e gostei bastante. Há já muito tempo que não apanhava uma noite tão inspirada do Zé Pescador, e gostei de praticamente tudo o que ele tocou (menos de um daqueles temas estilo Kusturica, mas também foi a única coisa...). De resto foi bastante equilibrado nos clássicos e nas novidades...Pulp-Common People, Blur-Girls & Boys, Depeche Mode-Enjoy The Silence, Sex Pistols-Anarchy In The UK, David Bowie-Let`s Dance, Chemical Brothers-Believe & Galvanize, The Killers-Somebody Told Me... Quase ao fim (foi a antepnúltima música...), Duran Duran-Save a Prayer...se tivesse acabado ali o set, teria sido com chave de ouro (mas acabou com Sérgio Godinho, que também soube bem). Espero que a inspiração lhe venha mais vezes...

sexta-feira, junho 24, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Sexta:

-Abel Santos @ La Bohémme, Setúbal

Ecletic Grooves.

-Eric and the Doowoop 60`s @ Baco, Setúbal

Rockabilly, Rock n Roll, Doowoop, 50s/60s Soul.

-Major Eléctrico & Mr. Simon @ ADN, Setúbal

House, Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House...

-Jacklyn @ Xcêntriko, Setúbal

Deep-House,Funky Electronic-House, Electro-House.

-Inauguração do Amo-te Setúbal, no espaço onde era o Clubíssimo e/ou .Club.

-Captain Comatose & Freeform Five @ Lux, Lisboa.

Sábado:

-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ Café Com Estória, Setúbal (perto dos Belos aka Rodoviária)

Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House e outras coisas dançáveis.

-Zye @ Baco, Setúbal

Electro e derivados e Funky Electronic-House.

p.s. Ouvi por aí uns "zuns-zuns" de que a Jacklyn irá ser a residente do Amo-te Setúbal...a ser verdade fico muito contente, por ver que finalmente alguém aposta na qualidade. Já chega de se apostar em conceitos que já estão à beira da ruptura.

quinta-feira, junho 23, 2005

Alexandre Frota no Garage...A Quinta das Celebridades chega ao "after"...

Há sítios onde nós gostamos de ir, em que quase temos a certeza que tudo o que lá iremos encontrar será do nosso agrado...a música, as pessoas, os DJs, o ambiente...

Os "afters" no Paradise Garage são um sítio desses, em que à partida sabemos que iremos ouvir boa música, que nos é dada por bons DJs, como o Del Costa, o Pedro Goya, o Dj Time e até DJs de renome internacional como o Rob Mello ou o Brett Johnson...ou pelo menos era...

Fiquei a saber que este domingo irá lá estar, a passar música, num "after", o Alexandre Frota...sim, voçês estão a ler bem...o tal Alexandre Frota que desistiu de ser actor de telenovelas, e que se dedicou a ser actor e até realizador e produtor de filmes pornográficos, e que até há pouco tempo participou naquele programa horrível, pimbalhoso e nojento que dava pelo nome de Quinta das Celebridades, onde se via o quão baixo certas pessoas desciam, apenas com o intuito de serem famosos por 5 minutos ou ganhar dinheiro a qualquer custo, para não falar da completa atrasadice mental que qualquer conversa ouvida por lá revelava...A televisão pimba que a TVI nos quer impôr no seu "esplendor total".

A seguir a esse indivíduo ter saído do "quintal dos ranhosos", veio-se a descobrir que ele também tinha a mania que era DJ, e houve discotecas que, no afã de rentabilizar a "popularidade" que esse senhor supostamente ganhou, o contrataram para ir passar música a essas discotecas. Obviamente, eram discotecas que vivem à custa do circuito que eu aqui chamo "pop e (pseudo) fashion", e nesse circuito é habitual que coisas como estas sejam até bem recebidas e dêem algum lucro à casa em questão.

Entretanto, soube-se que o "pornógrafo" abordou quem de direito para sondar acerca de uma possível "actuação" num dos famosos "afters" do Garage. E, para choque de muita gente, a sugestão dele foi aceite. Ao que parece nesse domingo era suposto os DJs serem o Del Costa, o Pedro Goya e o Pedro Tabuada, mas parece que os dois primeiros recusaram-se terminantemente a tocar com tal "personagem", e parece que o Pedro Tabuada ainda não sabe do que se passa...

Ora, isto, na minha humilde opinião, é muito grave. Quem vai ao "after" à espera de ir ouvir DJs e consequente música de qualidade, e deparar com um actorzeco de filmes pornográficos ao comando da cabine a tocar sabe-se lá o quê, vai decerto ficar confuso, e desiludido com a noite em questão, e provavelmente com muitas pessoas que, numa sessão normal, nunca lá iriam estar. Porque é que numas sessões que sempre apostaram na qualidade, e onde sempre houve um esforço para a dar a quem dela queria usufruir, vem-se agora pôr tudo em causa com a contratação de alguém que nunca fez nada de relevante pela música de dança, seja cá em Portugal, seja no Brasil, e que surge como que uma afronta a quem já tanto contribuiu para a "Dance Scene" nacional e que sempre a apoiou, e que sempre tentou representar o melhor que pôde o nosso país...E tantos talentos que nós temos por cá que mereciam muito mais estar nessa cabine do que esse "pornógrafo". A única coisa de relevante que esse indivíduo terá feito é ter dado origem umas quantas sessões de "esgalhanço do pessegueiro" por parte de quem assiste às "obras de arte" dele...

Penso que se incorre num erro gravíssimo, pois o que tanto custou a conquistar nestes anos todos poderá ir de repente por àgua abaixo, só porque se cedeu ao mínimo denominador comum, e penso que isto poderá alienar quem sempre gostou de frequentar os "afters" do Garage. Depois desta aventura "pornográfica", será que os "afters" no Garage não ficarão a perder? Valerá a pena apostar em algo deste género, num frenesim de lucro imediato, para depois se verificar que se calhar as coisas nunca mais voltarão a ser o que eram? Valerá mesmo a pena destruir algo que tanto tempo demorou a contruir, só para se ter um "after" à pinha com o intuito de ver um qualquer gajo que, só porque participou num merdoso programa de televisão, conjuntamente com "fake jet set" português tem direito a estar numa cabine que, supostamente, não deveria estar acessível a qualquer um, mas sim a quem fez das tripas coração por merecer lá estar. E depois? After the "after", what will it be?

E isto tudo revela o que, infelizmente, há de mais mesquinho em Portugal, que é o não se saber nunca reconhecer o valor de quem realmente tem mérito e luta arduamente para conseguir o quer, e, com isso, tentar melhorar a vida de quem o rodeia(existem umas honrosas excepções a isto, mas infelizmente não passam disso mesmo...excepções), e também consequente aposta em tudo o que não tem qualidade, aposta-se em tudo o que é de consumo imediato, o que é efémero...Entristece-me muito ver um sítio que gostava de frequentar transformado numa "quinta das celebridades", um sítio que sempre apostou na qualidade a render-se ao que não tem qualidade, com o intuito de capitalizar a "celebridade" que uma certa pessoa adquiriu à custa de um qualquer programa de televisão feito por uma estação que não interessa nem ao Menino Jesus...

É de facto muito triste...

Crónicas Nocturnas # 26

Na sexta comecei a minha noite no La Bohémme, onde o Zye, passado algum tempo, veio ter comigo. Como sempre, estava bastante agradável, e lá metemos a conversa em dia com o Paulo.

A seguir fomos ao Baco, e tava uma também bastante agradável, estava o Zé a passar música, dentro de uma toada mais Dub/Reggae, com uns apontamentos de World Music pelo meio.

A seguir fomos à reabertura do Café Com Estória, que fica perto dos Belos (aka Rodoviária de Setúbal). Tocou lá uma banda de Jazz, os 4 por 4, e no intervalo, e após a actuação, passou música o meu parceiro nos Revolwers, o Mário João, dentro de uma onda mais virada para o Electro e derivados e o Punk-Funk, com algumas incursões por outros estilos dançantes de qualidade. Casa bastante composta, um espaço muito agradável e mais um sítio que recomendo vivamente na noite setubalense, que tem estado tão pobre em termos de novos sítios de teor mais alternativo...

Após o fecho do Estória, fomos ainda ao Tasco do Kaneco, onde estava o Abel a passar som durante os intervalos da actuação de uma banda de Flamenco, cujo nome agora não me recordo...

A seguir fomos acabar a noite no ADN, onde passaram música em conjunto o Pedro Lontro (residente do Tasco do Kaneco) e o Zé Pescador, e parece que o Zé Pescador se esmera mais quando toca em conjunto com alguém. Foi uma sessão bastante agradável, onde o Pop/Rock Alternativo conviveu com o Punk-Funk, o Big Beat, o Funk, etc...Uma sessão bastante eclética e de bom gosto.

No sábado eu e o Zye começámos a noite no Estória, onde mais uma vez esteve o Mário João a passar som, dentro da onda mais Electro e derivados, Punk-Funk, algum Acid-House e algum Pop/Rock alternativo dançável estilo BRMC ou Franz Ferdinand. Como sempre, muito boa onda, e com a casa bastante composta.

A seguir fomos ao Baco, onde estava o Fred K, o responsável pela Fusion, e ouviu-se bom Electro e derivados e algum Progressive-House. E mais uma vez, o Baco ao rubro e em ambiente de festa.

Depois do Baco, fomos ainda ao Tasco do Kaneco, onde estava, mais uma vez, o Abel a passar som. Chegámos quase em cima da hora do fecho, mas mesmo assim ouviu-se Soul, Jazz e Bossa Nova da melhor safra.

E a seguir, lá fomos para o "vale dos lençois"...eheheh.

sexta-feira, junho 17, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Sexta:

-Mário João Camolas (Revolwers) @ Café Com História (perto dos Belos aka Rodoviária),Setúbal

Electro e derivados, Punk-Funk e outras coisas dançáveis.

-Pedro Lontro e Zé Pescador @ ADN, Setúbal

Pop/Rock Alternativo, Punk-Funk, Big Beat, etc.

-Em Lisboa, no Lux, o DJ/Produtor de origem germânica Phonique (Poker Flat, Dessous, Crosstown Rebels, etc).

Sábado:

-Mário João Camolas (Revolwers) @ Café Com Estória (perto dos Belos aka Rodoviária), Setúbal

Electro e derivados, Punk-Funk e outras coisas dançáveis.

-Fred K (Fusion) @ Baco, Setúbal

Funk,Electro e derivados, Punk-Funk & Progressive.

-Abel Santos @ Tasco do Kaneco

Ecletic Grooves

-Mr. Simon @ Marr

Funk,House, Electro...

quinta-feira, junho 16, 2005

Crónicas Nocturnas # 25

Na quinta fui, em conjunto com o Zye, tocar no La Bohémme. Noite calma, som calmo,dentro do Funky Electronic House e de um Electro-Deep-House, e ainda tivémos por lá a companhia do DJ Time e do meu amigo Papabolos.

Na sexta, o Zye foi tocar ao Baco, e fui lá vê-lo. Foi mais uma noite de boa onda e de bom som, por entre o Electro e derivados e o Funky Electronic House. Quem lá esteve divertiu-se.

No sábado foi a minha vez de ir ao Baco passar som. Mas antes estive no jantar de anos do grande Bordeira, um dos "barmans" maravilha do Baco.Que contes muitos, e eu vá vendo ;). No Baco a noite começou de forma calma, e até pensei que se iria manter assim. Mas por volta da meia-noite e pouco começou a entrar bastante gente, e a esplanda estava completamente cheia (noites de Verão...). E mais uma vez voltei a ter o Baco ao rubro. Por volta da minha última hora e meia de set apagaram-se as luzes, e pôs-se a funcionar um mini-"strobe" que o Bordeira trouxe para o Baco (e já na noite em que o Zye lá esteve também o puseram a funcionar..).E deixem que vos diga, criou um efeito de uma daquelas noites "old school", em que se faziam festas num qualquer sítio apenas com boa música e um strobe a "bombar", um ambiente muito propício a que se toque sonoridades mais ligadas ao Acid-House (tanto o antigo como o novo), que foi o que fiz...e assim se ouviu Adonis, Bam Bam, Swag, Tomboy, Jesper Dahlback, Farley "Jackmaster" Funk, KIko, Josh Wink, Lil Louis, etc...E mais uma vez um muito obrigado pelo apoio e carinho que tenho sentido no Baco nestes últimos tempos...

A seguir, como estava bem disposto, decidi ir ao ADN, e até se teve bem, e, para minha surpresa (e felicidade), o Zé Pescador decidiu convidar o Abel para passar uns temas a meias com ele. Gostei muito da atitude do Zé Pescador, e espero que de vez em quando vá convidando mais malta para dividir, por pouco tempo que seja, o espaço com ele.

E assim se passou esse fim-de-semana prolongado...

p.s. Pelo que tenho ouvido dizer, parece que nestes próximos 2 fins-de-semana vão abrir ou reabrir mais espaços nocturnos novos em Setúbal...só posso desejar que pelo menos algum desses espaços tenha coragem e/ou abertura para fazer algo diferente do que se tem feito até agora. Acho que já chega de casas que se copiam umas às outras, sem qualquer espécie de inovação, sobretudo em termos musicais. Não vou voltar a repetir o que tenho dito noutro "posts" acerca dos problemas, que, na minha opinião, afectam a noite setubalense, pois quem lê o blog com alguma regularidade já sabe o que eu e o Jacque pensamos acerca disso...a ver vamos o que o futuro reserva.

p.s.2 Mete-me nojo as trocas e baldrocas que têm feito em relação à data destinada a que a Jacklyn toque no Xcêntriko...primeiro era para ser dia 3 de Junho, depois passou para 17, e agora para 24...Ainda por cima até parece que é de propósito, dado que no dia 24 vão acontecer umas quantas inaugurações e re-inaugurações. Muito estranho, de facto...Acho que a Jacklyn merecia mais respeito por parte de quem faz a programação musical da casa...

sexta-feira, junho 10, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje irá estar no Baco, em Setúbal para uma sessão de Electro e derivados e Funky Electronic-House, o Zye.

No novo Lab (onde era o Tapa Buracos), o Dj Roger Urb, com sonoridades entre o Deep/Soulfull/Funky House.

Em Lisboa, no Santiago Alquimista, o aniversário da loja Dark Fashion, com passagem de modelos e DJ sets de Abel Santos e Fernando Ribeiro dos Moonspell.

Também em Lisboa, mas no Lux, Strawberry Force Fields Forever (aka Dexter e Zé António Moura da Flur), apresentam a noite Acid-Can You Jack?.

Aqui vai o "press release" relativo a essa noite no Lux:

"Esta era a altura (meados dos anos 80) em que ron hardy, dj no music box de chicago, não tinha discos de house suficientes para um set completo, e então tocava-os juntamente com disco e funk.como os lfo em sheffield, em chicago eram marshall jefferson e dj pierre que passavam as fitas ou test-pressings ao dj para experimentar na pista de dança.

Jefferson, que nunca tinha ouvido coisas da salsoul e ouvia fundamentalmente rock, produz «go wild rhythm track» ainda sem saber muito bem a importância que viria a ter como produtor,mas o seu primeiro highlight foi «i've lost control» com sleezy d: "«i've lost control» veio do rock. Tentei utilizar um pouco de jimi hendrix na equação." «i've lost control» é o «star spangled banner» da house."

A primeira encarnação da house de chicago era uma experiência em progresso. Os temas eram compostos com o objectivo funcional de fazer dançar, utilizando para tal pouco mais do que uma caixa-de-ritmos.no início era verdadeiramente o ritmo, o fascínio com o groove simples e eficaz que provocou o termo "jack", alusão ao modo espasmódico como as pessoas dançavam,semelhante a sofrer pequenas descargas eléctricas.Pouco a pouco o ritmo foi sendo preenchido com outros elementos que eram já obviamente um retomar do disco do princípio da década de 80.

Mas é precisamente na pausa em que a house começou a dar os primeiros passos que se concentra esta antologia da soul jazz, procurando a faceta mais experimental do movimento, muito ligada ao music box. Danny krivit sobre ron hardy: "as pessoas que iam lá ouvi-lo utilizavam as suas caixas-de-ritmos e sintetizadores novos para tentar reproduzir o que ouviam no clube.a maioria eram dj's, não músicos, e faziam a música de improviso." Não é necessário gostar de house para fazer lock groove com estes temas que representam a música electrónica de dança no seu estado mais rude. A sua pulsação futurista tem um impacto sonoro semelhante ao de há 20 anos,quando o minimalismo crú representava um corte abrupto com a música de dança repleta de cosmética e excesso de glamour.

O quê:strawberry force fields forever é uma noite mensal dedicada a acid-house e techno;

«acid: can you jack? chicago acid and experimental house 1985-95» é uma nova compilação da soul jazz records (distribuição sabotage).

onde e quando:strawberry force fields forever acontece todos os meses no lux (lisboa) e passos manuel (porto), em alternância;a sessão «acid: can you jack?» acontecerá no dia 10 de junho no lux e 2 de julho no passos manuel,e servirá de pretexto para apresentar a compilação."

Entretanto, amanhã, sábado, estarei eu no Baco para uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Dubbed-Out Disco, Acid-House e outras coisas dançáveis...

quinta-feira, junho 09, 2005

Crónicas Nocturnas # 24

Na sexta saí mais o Zye, e começámos por ir ao Baco. Nessa noite ia estar um moço que eu conheço pela alcunha de Papa, a tocar umas sonoridades mais "chill-out", e enquanto lá estivemos até termos ido à reabertura do Lab, assim foi.

O Lab reabriu onde era o antigo Tapa Buracos, e alia agora um bom som dentro das sonoridades mais Deep/Soulfull/Funky House com a boa comida...uma casa que tanto alimenta a alma como o corpo...eheheh. Por lá estava o Roger Urb a passar som, com o usual bom gosto que lhe é conhecido. A decoração está bastante gira, e está-se bastante bem dentro daquele espaço. De realçar que pelo menos enquanto eu e o Zye estivemos lá, não sentimos nenhum calor lá dentro. Decididamente uma casa a frequentar, e a mudança de espaço em nada desfavoreceu o Lab. Por lá encontrei o Paulinho, irmão do Del Costa, e tive por lá a pôr a conversa em dia com ele, pois já não o via há uns tempos.

A seguir voltámos outra vez para o Baco, mas agora o Papa já estava a tocar uma onda mais dentro do Psy-Trance, e, apesar de não ser grande apreciador desse tipo de sonoridades, até gostei de ouvir o que ele tocou...Por lá também encontrei os meus amigos Marco e Paulinho, e ficámos por lá até termos decidido ir ao ADN.

Chegados ao ADN, estava o Pedro Viegas ao comando da cabine, e mais uma vez foi uma sessão de bom gosto musical e eclético...Funk, Punk-Funk, Electro, House, Breakbeat...de tudo um pouco se ouviu.

No sábado fui ao jantar de aniversário de um dos meus melhores amigos, o Sérgio Pintado. Fomos a um restaurante, de nome "A Francesinha", que fica ao pé da Universidade Moderna (onde tirei o meu curso...). Quem quiser experimentar um francesinha, já sabe onde pode ir ;).

A seguir fomos ao Tasco do Caneco, onde é DJ o meu amigo Pedro Lontro aka Pantera. Muito boa onda, e sonoridades entre o Lounge/Downtempo, Jazz-Funk, Funk,Rock Alternativo, etc...
Mais um espaço que é bastante agradável e foge ao estéreotipo habitual da monótona noite setubalense. E depois...fui para casa.

p.s. Hoje, véspera de feriado, irei estar, em conjunto com o Zye, a passar som no La Bohémme.

terça-feira, maio 31, 2005

Crónicas Nocturnas # 23

Na quarta, dado que era véspera de feriado, fui novamente convidado para ir ao Baco passar som. Foi uma noite calma, algo de que estava à espera, dado que estávamos em plena semana académica, e nessa noite iriam actuar os Blasted Mechanism no "campus" do Politécnico de Setúbal. Obviamente não deixou de me dar prazer lá tocar, dado que tive a oportunidade de tocar sonoridades um pouco mais calmas do que as que normalmente toco nas minhas habituais sessões no Baco.

Saindo do Baco, fui ainda ter com o meu amigo Zye, que estava a passar som no La Bohémme, e ainda apanhei a parte final do set dele.

De seguida fomos ao SpyClub. Sim, a uma das catedrais do "pop e (pseudo) fashion" setubalense, mas foi por uma boa causa...Era o aniversário do Luís Gomez a.k.a. Malvadinho, e ia lá passar som, conjuntamente com a Jacklyn, com o Pedro Tiago e o SidJay. Entrámos no Spy, e fomos imediatamente para a parte de cima (a parte de baixo não se encontrava a funcionar...). Lá em cima estava um ambiente bastante composto e até bastante agradável, e apanhámos o início de set da Jacklyn, set de que gostei bastante, a passear por entre o Funky Electronic-House e o Electro e derivados, e inclusivé um clássico do Detroit Techno, o Bounce Your Body To The Box do grande Kevin Saunderson. A seguir entrou o aniversariante, numa onda mais Funky/Deep-House, também bastante agradável. A seguir, e para finalizar, o Pedro Tiago, numa toada mais Funky Electronic-House, permeado por entre algum Acid-House. A adesão do público até não foi má, mas infelizmente não estão ainda muito habituados a este género de sonoridades, e a pouco e pouco a casa foi vazando, mas é muito bom que se aposte em noites destas, porque é aqui que está o futuro da noite setubalense...e isto é como tudo, ao começo estranha-se, mas depois entranha-se.

Na sexta sai com o Zye, e começámos a noite no La Bohémme. Nessa noite, ao comando da cabine estava a São, que estava a tocar uma onda mais dentro de sonoridades Lounge/Downtempo, bastante agradáveis por sinal.

A seguir demos um salto ao Baco, onde estava um moço a passar Reggae, Dub e alguma World Music. Também foi agradável. No Baco ainda encontrámos o SidJay, e durante um bocado estivemos a "filosofar" acerca do estado da noite setubalense...

Depois fomos ao ADN, onde estava a tocar o Abel, e foi uma noite bastante boa. O mote da noite era tocar música com "feeling" Funk, o que no caso do Abel é mais uma desculpa para se poder tocar de tudo um pouco...Funk, Disco-Sound, Hip-Hop, Electro Old School, Acid-House, Jazz, Deep-House, Rock...de tudo um pouco se ouviu, num "cocktail" bastante dançável. E felizmente a casa esteve bastante composta, apesar de ser dia de Super Bock Super Rock, que, quer se queira, quer não, acaba sempre por atrair muito público que costuma frequentar espaços como o ADN, o Baco, etc...

No sábado, eu, o Abel e o Gino voltámos ao Portão Bar, no Barreiro, e foi uma noite bombástica...
Ao começo a casa estava muito sossegada, e iniciámos o nosso set por entre sonoridades mais dedicadas ao Indie-Rock...A seguir começámos a enveredar por uma onda mais ligada ao Punk-Funk, ao New Wave e ao Electro-Punk. Por volta da 1:30/2:00 da manhã o Portão começou e encher, e já estava um ambiente de festa. Chegou a uma altura que praticamente só tocávamos Punk-Funk (daquele mais ritmado...), Electro-Punk, Punk e até Metal...Não estávamos à espera de tamanha enchente, dado que era mais um dia de Super Bock Super Rock...Fica-se muito contente quando uma noite ultrapassa, e de que maneira, as nossas expectativas...

sexta-feira, maio 27, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana

Hoje, no ADN, Setúbal, iremos ter o Abel Santos, para uma sessão eclética...espera-se uma noite bastante dançável...

Amanhã, em Setúbal, no Baco, iremos ter o Zye, que andará por caminhos do Electro e derivados e o Electronic Funky-House.

Amanhã, no Barreiro, no Portão-Bar, Los 3 Amigos DJs (eu, o Abel Santos e o Gino), para uma sessão de tendência mais rockeira (Electro-Punk, Punk-Funk, New-Wave, Punk, Indie, etc...).

Também no Barreiro, Henri Sanrame no XII-A (mais conhecido como Bar do Gustavo), para uma House Session.

quarta-feira, maio 25, 2005

Cardápio Nocturno para hoje.

Hoje irei estar no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Disco e Acid-House.

No La Bohémme irá estar o Zye para uma sessão entre o Lounge/Downtempo, Electro e Funky Electronic-House.

No SpyClub irão estar hoje os DJs SidJay, Pedro Tiago, Jacklynne e Luís Gomez...decerto uma sessão de Funky Electronic House.

terça-feira, maio 24, 2005

O "lado negro da força"...

Soube há pouco tempo de algo que me deixou um pouco revoltado...

Os DJs e Produtores setubalenses Del Costa e o Pedro Goya abordaram recentemente o responsável por uma certa e determinada casa nocturna setubalense, com o intuito de lá realizarem uma festa. Acontece que essa pessoa lhes pediu uma quantia completamente absurda, sem nexo nenhum para que se pudesse realizar tal evento...Claro está que recusaram, qualquer pessoa com bom senso recusaria...Tudo bem que essa pessoa é que sabe o que há-de pedir, mas é uma atitude que demonstra uma enorme falta de respeito por quem tem posto o nome Setúbal nos circuitos internacionais...

O Del Costa é só um dos DJs nacionais com maior número de internacionalizações, o Pedro Goya uma das grandes esperanças nacionais em termos de DJing e Produção, e já editaram em conjunto discos (ou estão à beira de editar...) por editoras consagradas internacionalmente como a Brique Rouge, a Exun, a Classic ou a Music For Freaks...É assim que honramos quem tanto tem feito para que a cidade de Setúbal evolua? É pedir quantias absurdas para se realizar uma simples festa que em nada afectaria o percurso normal da casa em si (se calhar até a melhoraria e traria outras pessoas à casa...), e que traria felicidade a muita gente farta da noite monótona de Setúbal o caminho a seguir? Claro que não.

Isto só me faz chegar à conclusão que o "lado negro da força" continua a predominar demasiado na noite setubalense, havendo muitos "Darth Vaders" que só põem empecilhos a uma normal evolução da noite setubalense...O que vale é que as forças rebeldes que se encontram dentro do "lado benigno da força" estão cada vez mais no bom caminho e começam a não ter medo de fazer mostrar aos "Darth Vaders" que também eles poderão trilhar com mais sucesso os caminhos do "lado benigno da força" do que os do "lado negro da força"...

segunda-feira, maio 23, 2005

Crónicas Nocturnas # 22

Sexta fui ver o Zye ao Baco, e devo dizer que se portou bastante bem, e o público aderiu bem ao som dele. Passeou por entre o Electro e o Funky Electronic-House, e foi agradável. Era também o dia de anos da Elisa, que nos tempos livres é "barmaid" lá no Baco, e por volta da meia-noite foi-lhe cantado em uníssono os "Parabéns A Voçê", com direito a bolo e velas apagadas...que contes muitos mais, Elisa, e que a malta vá vendo...

A seguir fui mais o Zye ao ADN ver os "Sheiks" Omar e Sharif, a.k.a. Pedro Viegas e Zé Pescador. Foi giro, o ADN estava à pinha, pena terem abusado um pouco naquelas sonoridades estilo No Smoking Band do Kusturica ou Dazkarieh, estilo de som que eu não aprecio muito, mas prontos...

No sábado fui mais uma vez ao Baco passar som, e foi mais uma noite bombástica...antes da meia-noite já o Baco estava bastante composto, e foi mais uma noite ao rubro, e foi mais uma daquelas noites que me deixou muito satisfeito, e que é definitivamente para recordar. Sabe muito bem ver as pessoas a aderirem bem ás sonoridades que toco, e um muito obrigado, a todos os níveis, pelo apoio que tenho tido e sentido lá no Baco.

Em termos de sonoridades, tanto passei Disco (tanto originais, como re-edits estilo Ray Mang, Idjut Boys ou Dancin` Days), Punk-Funk (LCD Soundsystem, Le Tigre, Headman, Outhud), Electro e derivados e outras coisas ligadas (Booka Shade, Tiga, Ewan Pearson, Riton, Mr. Oizo, Phonique, Hugg & Pepp, Daft Punk, Vitalic, Etienne de Crécy, Steve Bug, o Believe dos Chemical Brothers) como Acid-House moderno e antigo (Tomboy, Essit Muzique, Jef K, Jack Frost, Abe Duque, Marc Romboy, Adonis), tendo finalizado a sessão com a "New York Mix" do Relax dos Frankie Goes To Hollywood...um final em beleza.

E a seguir fui para casa...Decididamente não havia nada que me estimulasse a fazer uma visita a outro estabelecimento nocturno...

sábado, maio 21, 2005

Fusion Goes Clubbing@Baco (again)

Hoje irei estar no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House, Disco e outras coisas dançáveis...

p.s.No La Bohémme irá estar o Abel Santos, para mais uma das suas sessões ecléticas.

sexta-feira, maio 20, 2005

Hoje à noite em Setúbal

No Baco, Zye para mais uma sessão por entre o Downtempo, Electro e Funky Electronic-House.

No ADN, os DJs Sheiks, Omar e Sharif, com sonoridades dançáveis e divertidas.

quinta-feira, maio 19, 2005

História do Electro-Parte 3

Tal como prometi (já há algum tempo, é verdade...), aqui vai a 3ª e última parte da História do Electro.

Após uma década de 80 em força, e uma década de 90 numa relativa obscuridade, o Electro voltou a ganhar forte preponderância na década inicial do século XXI.

Logo por volta do final dos anos 90 começaram a existir indícios do que se iria passar. Foi aí que começaram a surgir coisas como o Champagne E.P. do Hacker e Miss Kittin, o Space Invaders Are Smoking Grass de I-F, o àlbum Darkdancer dos Les Rhythmes Digitales ou o àlbum I Know Elektrikboy de Thee Madkat Courtship (aka Felix Da Housecat), trabalhos em que se começava a notar uma forte de influência de sonoridades mais ligadas tanto ao Electro-Pop como ao Electro Old School de colheita anos 80. Também em nomes ligados ao "French Touch" como Air, Daft Punk, Superfunk, Mirwais ou Etienne de Crécy se notavam fortes influências de sonoridades mais ligadas aos anos 80. Também muitos dos trabalhos editados por editoras como a International Deejay Gigolo de DJ Hell, a Psi49net de Anthony Rother, a Environ de Morgan Geist ou a 20/20 Vision de Ralph Lawson também começavam, de certa forma, a indicar o caminho que a 1ª metade do secúlo XXI iria percorrer. Também nesta altura surgiram dois àlbuns que remisturavam temas dos Telex...

No ano 2000 foram editados trabalhos como o Innerstrings dos Blackstrobe (editado pela Output de Trevor Jackson) e o Emerge dos Fischerspooner (editado pela International Deejay Gigolo de DJ Hell), dois trabalhos que vieram a demonstrar que a chegada do Electro e derivados a um novo patamar estava mesmo ao bater da porta. Logo no ano 2000, Dave Clarke, um dos mais famosos DJs de Techno inglês, foi dos 1ºs a apostar nesse tema dos Fischerspooner, o que não era anormal, dado a paixão que esse DJ tem pelo Electro, tendo até sido um dos nomes que mais força deu ás sonoridades Electro durante a década de 90.

Já no ano 2000 são também editados dois àbuns em que os anos 80 se encontram bastante presentes, embora não sejam Electro : Tempovision de Etiénne de Crécy (embora de uma forma bastante subtil), e Strange Attitude de Benjamin Diamond. E o tema Music da Madonna, produzido pelo françês Mirwais soava mais a Electro Old School que outra coisa...

Em 2001 é editado o álbum Discovery dos Daft Punk, também fortemente influenciado por sonoridades muito ligadas aos anos 80, ou seja, um álbum com muitas influências de Electro, cheio de "vocoders" e com uma sonoridade bastante pop. Mas é entre meados e fim desse ano que surgem os álbuns e/ou temas chave do ressurgimento em força do Electro : Ladytron-604, Felix Da Housecat-Kittenz And Thee Glitz, Fischerspooner-#1, The Hacker & Miss Kittin - First Album, Playgroup-Playgroup, Little Computer People-Electro Pop (nos àlbuns), Adult.-Hand To Phone, Tiga & Zyntherius-Sunglasses At Night, Blackstrobe-Me & Madonna, Green Velvet-La La Land, David Carretta-Vicious Games, Metro Area-4 e Vitalic-Poney E.P. (onde vinha o demolidor La Rock 01). Inclusivé os Depeche Mode e os New Order voltaram a editar àlbuns esse ano...

Tem-se de pereceber que ligado a este ressurgimento do Electro está ligados o seguinte factor:

-A música de dança estava a passar por uma enorme fase de estagnação, em que praticamente só vivia à base de grandes nomes, mas que tocavam "sets" massacrantes e secantes, sem nada de novo ou fresco. Ora o "ressuscitar" do Electro injectou a mais que necessária frescura, e voltou a levar muita gente a escutar e/ou produzir com prazer música electrónica.

Em 2002 os "media" começaram a chamar a este novo movimento Electroclash, nome de um festival de Nova Iorque, idealizado por Larry Tee, em que participavam nomes ligados ao Electro-Pop, Electro-Punk e até ao de novo re-emergente Punk-Funk. Nunca concordei com esta designação, dado que era um nome de um festival, e de repente começou-se a apelidar de Electroclash coisas que já eram antigas, como o Sweet Dreams dos Eurythmics, ou coisas que não eram Electro de todo, como os temas de gente como os Rapture, mais ligados ao Punk-Funk.

E, subitamente, estilos como o House, o Techno, o Punk começaram a ser fortemente influenciados por estas sonoridades mais ligadas ao Electro. E nomes como David Carretta, Kiko ou Terence Fixmer começaram também a produzir temas fortemente influenciados por Electronic Body Music (EBM). E a cena do chamado Neo Italo-Disco também sofreu um enorme impulso com o ressurgimento do Electro, com nomes como Metro Area, Daniel Wang, Legowelt, Bangkok Impact/Putsch 79 ou Alden Tyrell. Inclusivé nomes ligados ao Italo-Disco original como Alexander Robotnick voltaram a surgir na cena musical...

Também nomes mais ligados ao Minimal Techno, como Michael Mayer, Justus Kohncke, Mathew Jonson ou Superpitcher não foram alheios a este ressurgimento do Electro.

Estrelas pop como Madonna ou Kylie Minogue tanmbém não ficaram alheias a este novo ressurgimento. O tema Can`t Get You Out Of My Head era muito devedor das produções electrónicas de Giorgio Moroder, e no vídeo existiam referências subtis aos Kraftwerk, que também decidiram regressar com àlbum de originais há dois anos. E não esquecer que a Kylie Minogue tem sabido escolher nos últimos tempos remisturadores ligados ao Electro e derivados como Riton, Alter Ego, Whitey ou Mylo...

Não esquecer outros nomes importantes como DJ T, M.A.N.D.Y., Steve Barnes, Tiefschwarz, Mu, Kiki, Ellen Allien, 2 Many DJs, Jesper Dahlback, Peaches, Electronicat, o 2º àlbum dos Goldfrapp...

Esta nova força adquirida pelo Electro também foi, na minha modesta opinião, a catalizadora do ressurgimento da cenaPost-Punk/Punk-Funk e do House de Chicago "circa" 1987/88.

Veio também criar um novo conceito de DJ set, em que se mistura sem qualquer problema temas antigos com temas novos, e esses temas podem ser de diversos estilos, o que não causa monotonia.

E num mesmo tema pode-se ouvir "arpeggios" tipicamente "moroderianos" misturado com um baixo tipicamente Joy Division/New Order.

Será que este ressurgimento do Electro veio para ficar, ou será uma moda passageira? Na minha opinião veio para ficar...mas só o futuro o dirá...

Compilações indispensáveis para quem queira perceber este ressurgimento do Electro:

Futurism vols. 1 e 2
Rebelfuturism vol. 1
American Gigolo mixed by Tiga
As compilações da Gigolo da nº 4 até à nº 6
DJ Kicks de Playgroup
DJ Kicks de Tiga
How To Kill The DJ mixado por Ivan Smagghe
Nag Nag Nag

terça-feira, maio 17, 2005

Tristezas...

Foi uma semana que começou mal, esta...

Faleceu aquele que, na minha opinião, era um dos melhores jornalistas musicais do nosso país, o grande Fernando Magalhães.

Não o conhecia pessoalmente, mas costumava ler com bastante interesse tudo o que ele escrevia ( e o humor com que ele escrevia certos textos era impagável...), e também gostava bastante das participações dele no Fórum Sons.

E foi também hoje noticiado que a uma das minhas artistas pop favoritas, a Kylie Minogue, foi-lhe detectado um cancro nos seios...

Foi uma semana que não começou nada bem...

domingo, maio 15, 2005

Crónicas Nocturnas # 21

Na quinta fui, mais o meu grande amigo Flávio, jantar ao novo restaurante que abriu ao lado do Baco, que se especializa nas comidas indianas e italianas, e devo de dizer que gostei muito, e que o recomendo vivamente. Comeu-se bem, fomos bem atendidos, "staff" muito simpático...vão lá que não se irão arrepender.

A seguir demos uma voltinha por Setúbal...começámos por ir ao Roda do Leme (que está na mesma...), a seguir fomos ao ID, em que estava a tocar um cd, que me pareceu "mixado" com temas horrorosos, em que a única música de jeito era o Let`s Get Ill dos P-Diddy, e na sequência dessa vinha o inenarrável Summer Jam...que raio de sequência...A seguir fomos beber um copo ao Baco, que estava na boa-onda do costume...

A seguir dirigimo-nos a Lisboa, para irmos ao Lux, pois nessa noite iria lá estar o grande Laurent Garnier. Entrámos no Lux, e estivémos no bar a ouvir temas de bandas como Whithey, LCD Soundsystem ou Radio 4, até que por volta das duas e tal foi aberto o acesso para a Discoteca. Por lá se encontrava já Rui Vargas a iniciar a sessão, desta feita com um palco montado na parte de baixo (Laurent Garnier gosta de ter contacto próximo com o público que o ouve). Rui Vargas tocou 3 discos, e a seguir passou os comandos para Laurent Garnier, que assim iniciou uma autêntica viagem musical...foram ouvidos temas como #37 da dupla Del Costa e Pedro Goya (só prova que estes meus conterrâneos estão no bom caminho...), The Chase de Giorgio Moroder, Break Dance Electric Boogie dos West Street Mob, Planet Claire dos B 52s, uma remistura do Break On Through dos Doors, Join In The Chant dos Nitzer Ebb, Can You Feel It de Mr. Fingers, Neue Luthersche Fraktur de Michael Mayer, On Repeat dos LCD Soundsystem ou Crispy Bacon do próprio Garnier...como se pode ver, muito eclético (House, Detroit e Minimal Techno, Electro e derivados, Hip-Hop, EBM, New-Wave, Disco-Sound, etc...) e muita qualidade. (ainda por lá ouvi temas de Derrick May e Jeff Mills cujos nomes não me consigo recordar neste momento...).
Momento da noite : quando Laurent Garnier toca o French Kiss do Lil Louis e a seguir passa o Love To Love You Baby da Donna Summer...uma sequência altamente orgásmica...

Mais uma noite para recordar...que volte outra vez. O ambiente estava muito bom, muita gente, muitas miúdas giras...e era uma quinta-feira...

Na sexta fui mais uma vez passar música ao Baco, e foi novamente uma noite com muito boa-onda, e onde as sonoridades que toco parecem-me sempre bem recebidas por quem frequenta o Baco. A seguir fui, em conjunto com o meu amigo Zye ao ADN, onde estavam o Mr. Simon e a Carla Menitra a passar música. Quando entrámos Carla Menitra tocava um Hip-Hop de qualidade, e antes de o Simões entrar, ainda tocou temas como I Feel For You da Chakha Khan ou (Jus`) Knee Deep dos Funkadelic. O Simões entrou depois com o Funky Town dos Lipps Inc, e a seguir enveredou por sonoridades mais House. Quando a Carla Menitra reentrou, voltou a tocar Hip-Hop, tendo a partir daí a noite esfriado um pouco, pois parece que quem estava no ADN quereria ouvir coisas mais mexidas, o que levou a que o pessoal a pouco e pouco fosse saíndo do ADN. No fim tocou dois temas de R n B que, não sendo maus, começavam-me a trazer recordações de certos sítios que eu não gosto de frequentar...À saída do ADN, uma pessoa ligada ao ADN dizia-me que aquilo não era bem música para ali. Apesar de ter gostado de praticamente tudo o que ouvi, sou obrigado a concordar com essa pessoa...

No sábado, eu e o Zye fomos tocar ao La Bohémme, para mais uma sessão por entre o Downtempo, o Electro e derivados, algum House e anos 80...E devo de dizer que correu bastante bem. E a seguir fomos para casa, que não havia nada que nos despertasse muito a atenção na noite setubalense...

sábado, maio 14, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje irei estar em conjunto com o Zye para mais uma sessão no La Bohémme.

No Beach Club, em Troia, estará o SidJay, para uma House Session.

No Marr, estará o Mr. Simon.

E no Lux, em Lisboa, a francesa Chloe, habitual cúmplice de Ivan Smagghe nas noites How To Kill The DJ em Paris. A não perder.

sexta-feira, maio 13, 2005

Fusion Goes Clubbing@Baco

Hoje irei estar no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Disco-Sound, Acid-House e outras coisas dançáveis.

p.s.No La Bohémme irá estar o Abel Santos, no ADN irá estar o Mr. Simon em conjunto com a Carla Menitra, e num bar que é o Quartel, perto do Outão, irão estar o SidJay e o Pedro Tiago para mais uma sessão de House de qualidade.

domingo, maio 08, 2005

Crónicas Nocturnas # 20

Na quarta, eu e o Zye decidimos ir beber um copo ao La Bohémme. Só que ao chegarmos à porta, vimos que o La Bohémme se encontrava fechado, devido a certas circustâncias de força maior.

Decidimos então ir visitar dois dos novos bares que entretanto abriram na noite setubalense, o Mix Club e o X-Tra Café.

Chegámos ao Mix Club, e gostámos bastante do espaço. Côr branca, bem iluminado, com uma cabine de DJ bem situada e bem apetrechada. Estive a falar com o DJ residente, o grande Pedro Monchique, que me disse que o bar tem estado a funcionar bem e que tem tentado apostar mais num House de qualidade. Ficou no ar uma possibilidade de lá se ir fazer umas coisas giras.

A seguir fomos ver o X-Tra Café. Assim que entrámos, todos os olhares se viraram para nós, o que me deu vontade de rir. São aqueles tais olhares censurantes a tudo o que é diferente ou que se comporta de forma diferente do normal por aqueles sítios, e de que já falei neste blog...decerto uma das razões porque existe cada vez mais a gente a procurar espaços alternativos...O espaço até está engraçadito, mas não passa de um bar/café igual a tantos outros da noite setubalense. A cabine do DJ então é quase inexistente, é no extremo direito do balcão e se o DJ fôr alto ainda se arrisca a bater com a cabeça na esquina...Comentámos entre nós que este deve de ser o bar para onde vai a malta que vê a entrada recusada nos restantes bares "pop e (pseudo) fashion"...Eheheheh.

A seguir fomos beber um copo ao Baco, onde acabámos a nossa (curta) deambulação nocturna.

Na sexta, eu e o Zye fomos tocar ao La Bohémme, e mais uma vez correu bastante bem. Tocámos sonoridades por entre o Downtempo, o Electro e derivados (tendência mais soft), algum House e no fim da noite alguns "hits" dos anos 80...

A seguir fomos ao ADN, onde estava o Pedro Viegas a passar som. Onda bastante eclética, com Breakbeat, Electro, Funk e Hip-Hop. Ouvi por lá uma versão do Insane In The Brain dos Cypress Hill que nunca tinha ouvido. Mais uma noite com boa onda, e com malta que decerto decidiu escapar a certos olhares censurantes...e fizeram muito bem.

No sábado fui ao Baco para mais uma das minhas habituais sessões que andam sempre por entre o Punk-Funk, Disco-Sound, Electro e derivados e Acid-House. Mais uma noite com boa onda, e com o pessoal a aderir bem ao que eu toquei. Também no Baco voltei a ver malta que se anda a escapar aos olhares censurantes...Foi também o dia de anos de um dos barmans maravilha do Baco, o João Gabriel (que contes muitos mais, ragazzo), motivo extra para festejar. Ao lado do Baco abriu agora um restaurante que tanto confecciona comida indiana como italiana...Esperemos que tenham sorte, e a ver se também vou lá um dia destes comer.

A seguir fui ao Newave, para mais um aniversário, desta vez do grande Sid. O Newave estava com um ambiente bastante bom, pois estavam por lá grande parte dos DJs e apreciadores de House (e outras sonoridades dançáveis...) de Setúbal, que criam logo um ambiente "cool" e boa onda. Quando cheguei já os grandes Manu, Simões e Jacklynne haviam tocado, encontrando-se o aniversariante na cabine, que nos proporcionou uma viagem por sonoridades House de qualidade, com um ou outro tema a roçarem sonoridades mais pesadas, mas sempre agradável e "groovy". A seguir entrou o grande Pedro Tiago, que enveredou por sonoridades mais ligadas ao Funky Electronic House "à lá Brett Johnson" e também ao Acid-House. Depois finalizou-se a sessão com todos os DJs que participaram a tocarem um disco cada um. Mais uma noite bem passada. Não terá sido desta vez que se ouviu New Wave no Newave (se bem que se ouviram temas com "basslines" muito devedoras dessa época), mas em contrapartida ouviu-se House de qualidade.

Ao sair do Newave, ainda passei à porta do SpyClub, donde saia uma qualquer tribalada ranhosa, e fiquei a pensar o seguinte...com tanto DJ de Setúbal e arredores a passar música dançável de qualidade (seja no Electro e derivados, seja no House, seja no Breakbeat, etc), porque é que ninguém aposta num espaço alternativo que feche mais tarde, ou porque é que o próprio SpyClub, com dois pisos diferentes, não aposta em sonoridades mais alternativas num deles (de preferência no da parte de cima...)?É que pelo que vejo existem pessoas em número suficiente para encher um "dancefloor" numa casa dessas, e pelos vistos parece cada vez mais haver procura por casas de teor mais alternativo por parte de muita gente, onde geralmente existe mais tolerância por parte de quem as frequenta... São daqueles pensamentos que me assaltam por vezes...

sexta-feira, maio 06, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje, sexta, vou estar, em conjunto com o Zye, no La Bohémme, sonoridades por entre algum Lounge/Downtempo, Electro e derivados, Punk-Funk, House, 80s, etc...

Também, no ADN, Pedro Viegas (Journeys/Hot Hat) para mais uma sessão que andará por entre o Funk, Rock, Electro e Breakbeat.

Amanhã, sábado, Fusion Goes Clubbing @ Baco, pois irei estar eu no Baco para mais uma sessão por entre o Punk-Funk, Electro e derivados, Acid-House e outras coisas igualmente dançáveis.

No La Bohémme estará o Abel Santos para mais uma das suas sessões ecléticas.

No Desassossego estará o Gino, para mais uma das suas sessões "rockeiras", mas que às vezes descambam (mas no bom sentido, claro está...) para outras coisas...

No Newave estarão o SidJay, o Pedro Tiago, a Jacklynne e o Simões, mais conhecido por Mr. Simon, para uma sessão em que deverão predominar as linguagens mais ligadas ao House, e quem sabe se até não se irá ouvir New Wave no Newave, dado que o Simões também gosta bastante de artistas ligados a esse movimento, tal como B 52s, Blondie, Duran Duran, etc...Ah, e dêem os parabéns ao SidJay, que faz anos.

domingo, maio 01, 2005

Crónicas Nocturnas # 19

Bem, este foi um fim-de-semana bastante movimentado...

Quinta fui, em conjunto com o Abel, ao Lux , para vermos um dos pioneiros e também lenda viva do Hip-Hop, o grande (em todos os sentidos) Afrika Bambaataa.

Chegamos ao Lux, e estava o Tiago Miranda, no Bar, a passar som, com sonoridades que vão do Funk, ao Disco-Sound, ao Punk-Funk e ao Hip-Hop, muito em consonânca com o espírito da noite, diga-se de passagem.

Por volta da 1:30 da manhã abre a Discoteca, e a Yen Sung inicia a sessão, também por entre sonoridades ligadas ao Funk e ao Hip-Hop (tocou um tema de que gosto bastante, o You´re All I Need To Get By da Mary J Blige em conjunto com o Method Man dos Wu-Tang Clan), antes de passar os comandos a Afrika Bambaataa, que aliás fez bastante vezes papel de "Master Of Cerrimonies", ao apelar e incitar ao movimento corporal do público presente, que por sua vez inicia o set com um tema de Electro Old-School, o Let The Music Play da Shannon. A partir daí foi uma viagem musical por entre estilos como o Funk, o Disco-Sound, o Hip-Hop Old School, o Electro Old School, Breakbeat, algum Dancehall, algum Funk Carioca e uma remistura breakbeat do You Shook Me All Night Long dos AC DC, e no fim desse tema ouviu-se ainda a inconfundível voz de John Bon Jovi a cantar You Give Love A Bad Name...eheheheheheh, mas foi só ameaça mesmo. Sem surpresas, um dos nomes mais ouvidos no set foi o padrinho do Funk, o grande James Brown, de quem Afrika Bambaataa é grande fã. Durante o set de Afrika Bambaataa assistiu-se a uma enorme "battle" de Breakdance, e diga-se de passagem que os "combatentes" eram todos bastante bons. Fez-me lembrar quando também eu dançava Breakdance há un 20 anos atrás...Agora já não tenho nem corpo nem elasticidade para tal...Durante vários momentos foi como se tivéssemos sido transportados para uma qualquer festa de Hip-Hop do início dos ano 80...

Findo o set de Afrika Bambaataa, começou o Mr. Cheeks, também dentro de uma toada mais "funky". Estivemos a ouvi-lo um bocado, mas depois decidimos ir ver como estava o Bar. Nessa altura já se encontrava o Nuno Rosa ao comando da cabine do Bar, e os temas que ele estava a tocar foram-nos fazer ficando lá no Bar. Foi um set por entre o Electro-House, o Acid-House, o Punk-Funk e também coisas como Somebody´s Watching Me dos Rockwell, Join In The Chant dos Nitzer Ebb ou Atomic dos Blondie, tema que fechou a sessão.

Excelente noite, e Lux completamente à pinha nos dois pisos...

Na sexta fui tocar em conjunto com o Henri ao ADN, e foi uma noite que nos correu muito bem, tanto a nível musical como a nível de público. Tanto eu como o Henri conseguimos encadear bem um com o outro, e andámos em sonoridades que percorreram diversos estilos como o Punk-Funk, o Disco-Sound, o Electro e derivados, Acid-House e até Breakbeat. E um grande obrigado a toda a gente que nos foi lá apoiar e/ou dançar ao ADN, esperemos que tenham gostado da nossa sessão, e que a possamos repetir brevemente...Pena o ADN ter de fechar tão cedo, porque quando desligámo a música a casa estava completamente à pinha, mas a lei é para se cumprir...

No sábado, de regresso ao Lux, mas desta vez com o Zye, e para ver outro grande senhor, o françês Ivan Smagghe, que felizmente desta vez não perdeu o avião.

Chegámos ao Lux por volta da uma e pouco da manhã, e estava o Nuno Rosa na cabine do Bar, mas desta vez a passar coisas dentro do Indie-Rock, do Punk-Funk e alguns temas dos anos 80, como o Tears Are Not Enough dos ABC ou Shout dos Tears For Fears, mas nas suas versões 12".
Por volta das duas abriu a Discoteca, e lá fomos nós. Rui Vargas já se encontrava ao comando da cabine, e até às 3:30 demonstrou o porquê de ser considerado um dos melhores DJs nacionais. No início começou por tocar uns temas muito devedores de sonoridades mais ligadas ao Disco-Sound, mas depois evoluiu para temas mais ligados ao Electro-House e ao Acid-House. Às 3:30 entrega o comando da cabine ao grande Ivan Smagghe, e foi um set brutal, mas no bom sentido. Dotado de um grande sentido do que faz mover uma pista de dança, Ivan Smagghe moveu-se com um grande à-vontade por entre estilos como o Electro-House, o Electro-Techno, o Minimal Techno/House típico de editoras como a Kompakt, a Sender ou a Poker Flat, o Acid-House e até temas fortemente influenciados pela EBM. E só consegui reconhecer dois dos temas que ele tocou, e já sei que vou passar uns mesitos a comprar coisas que esse SENHOR tocou nessa noite...Público completamente em delírio. A parte da Discoteca esteve quase sempre a abarrotar, e o Zye, que foi por uns poucos minutos ver como estava o Bar, disse-me que também se encontrava muito movimentado. Às 7:40 acaba a sessão, já num 2º "encore", com um tema que soava a uma mistura entre os Blackstrobe (um dos projectos de que Ivan Smagghe faz parte) e os Depeche Mode. Novo tema dos Blackstrobe? Outro dos temas fortes da noite, que tanto foi tocado por Rui Vargas como por Ivan Smagghe, foi um tema de Acid-House típico em que se ouvia constantemente a palavra "Ecstasy". Será uma produção antiga ou uma moderna a emular esse género de sonoridades?

Enfim...duas grandes noites no Lux.

p.s. São indivíduos como o Afrika Bambaataa e o Ivan Smagghe, cada um dentro do seu estilo, que muito fazem pela missão de educar e divertir ao mesmo tempo quem os ouve, e são para mim o exemplo a seguir... Tenho muita pena que muita gente que trabalha (e frequenta) na noite setubalense não se dê ao trabalho de ir ver nomes destes. A esmagadora maioria dos DJs ( e também outras pessoas ligadas à noite) que trabalham na noite setubalense deveriam ir ouvir nomes como estes, para ver se alargam os seus horizontes musicais, e que vejam que não devem ter medo de arriscar. E sente-se na noite de Setúbal uma vontade de mudança, porque, como estou farto de mencionar aqui no blog, cada vez mais se vê nos sítios "underground" pessoas que costumam ou costumavam andar por sítios "pop e (pseudo) fashion", o que indicia uma cada vez maior saturação na frequência de sítios desses. E a muitas dessas pessoas deve-lhes saber bem o poderem divertir-se sem olhares censurantes...Só não se apercebe destes sinais quem não quer ou quem é cego...E na noite em que estive no ADN estiveram lá pessoas dessas, e que enquanto lá estiveram se divertiram, o que para mim é muito positivo...

Se calhar está na altura de se começar a apostar em casas e pessoas com outro tipo de mentalidade, porque me parece que certos modelos de casas, certos modelos de DJing e certos modos de percepcionar a noite estão à beira da ruptura...E quem pensa que é em abrir casas "pop e (pseudo) fashion" que se vai encher de dinheiro, está muito enganado...Porque aí o mercado já está mais que explorado...