quinta-feira, junho 23, 2005

Alexandre Frota no Garage...A Quinta das Celebridades chega ao "after"...

Há sítios onde nós gostamos de ir, em que quase temos a certeza que tudo o que lá iremos encontrar será do nosso agrado...a música, as pessoas, os DJs, o ambiente...

Os "afters" no Paradise Garage são um sítio desses, em que à partida sabemos que iremos ouvir boa música, que nos é dada por bons DJs, como o Del Costa, o Pedro Goya, o Dj Time e até DJs de renome internacional como o Rob Mello ou o Brett Johnson...ou pelo menos era...

Fiquei a saber que este domingo irá lá estar, a passar música, num "after", o Alexandre Frota...sim, voçês estão a ler bem...o tal Alexandre Frota que desistiu de ser actor de telenovelas, e que se dedicou a ser actor e até realizador e produtor de filmes pornográficos, e que até há pouco tempo participou naquele programa horrível, pimbalhoso e nojento que dava pelo nome de Quinta das Celebridades, onde se via o quão baixo certas pessoas desciam, apenas com o intuito de serem famosos por 5 minutos ou ganhar dinheiro a qualquer custo, para não falar da completa atrasadice mental que qualquer conversa ouvida por lá revelava...A televisão pimba que a TVI nos quer impôr no seu "esplendor total".

A seguir a esse indivíduo ter saído do "quintal dos ranhosos", veio-se a descobrir que ele também tinha a mania que era DJ, e houve discotecas que, no afã de rentabilizar a "popularidade" que esse senhor supostamente ganhou, o contrataram para ir passar música a essas discotecas. Obviamente, eram discotecas que vivem à custa do circuito que eu aqui chamo "pop e (pseudo) fashion", e nesse circuito é habitual que coisas como estas sejam até bem recebidas e dêem algum lucro à casa em questão.

Entretanto, soube-se que o "pornógrafo" abordou quem de direito para sondar acerca de uma possível "actuação" num dos famosos "afters" do Garage. E, para choque de muita gente, a sugestão dele foi aceite. Ao que parece nesse domingo era suposto os DJs serem o Del Costa, o Pedro Goya e o Pedro Tabuada, mas parece que os dois primeiros recusaram-se terminantemente a tocar com tal "personagem", e parece que o Pedro Tabuada ainda não sabe do que se passa...

Ora, isto, na minha humilde opinião, é muito grave. Quem vai ao "after" à espera de ir ouvir DJs e consequente música de qualidade, e deparar com um actorzeco de filmes pornográficos ao comando da cabine a tocar sabe-se lá o quê, vai decerto ficar confuso, e desiludido com a noite em questão, e provavelmente com muitas pessoas que, numa sessão normal, nunca lá iriam estar. Porque é que numas sessões que sempre apostaram na qualidade, e onde sempre houve um esforço para a dar a quem dela queria usufruir, vem-se agora pôr tudo em causa com a contratação de alguém que nunca fez nada de relevante pela música de dança, seja cá em Portugal, seja no Brasil, e que surge como que uma afronta a quem já tanto contribuiu para a "Dance Scene" nacional e que sempre a apoiou, e que sempre tentou representar o melhor que pôde o nosso país...E tantos talentos que nós temos por cá que mereciam muito mais estar nessa cabine do que esse "pornógrafo". A única coisa de relevante que esse indivíduo terá feito é ter dado origem umas quantas sessões de "esgalhanço do pessegueiro" por parte de quem assiste às "obras de arte" dele...

Penso que se incorre num erro gravíssimo, pois o que tanto custou a conquistar nestes anos todos poderá ir de repente por àgua abaixo, só porque se cedeu ao mínimo denominador comum, e penso que isto poderá alienar quem sempre gostou de frequentar os "afters" do Garage. Depois desta aventura "pornográfica", será que os "afters" no Garage não ficarão a perder? Valerá a pena apostar em algo deste género, num frenesim de lucro imediato, para depois se verificar que se calhar as coisas nunca mais voltarão a ser o que eram? Valerá mesmo a pena destruir algo que tanto tempo demorou a contruir, só para se ter um "after" à pinha com o intuito de ver um qualquer gajo que, só porque participou num merdoso programa de televisão, conjuntamente com "fake jet set" português tem direito a estar numa cabine que, supostamente, não deveria estar acessível a qualquer um, mas sim a quem fez das tripas coração por merecer lá estar. E depois? After the "after", what will it be?

E isto tudo revela o que, infelizmente, há de mais mesquinho em Portugal, que é o não se saber nunca reconhecer o valor de quem realmente tem mérito e luta arduamente para conseguir o quer, e, com isso, tentar melhorar a vida de quem o rodeia(existem umas honrosas excepções a isto, mas infelizmente não passam disso mesmo...excepções), e também consequente aposta em tudo o que não tem qualidade, aposta-se em tudo o que é de consumo imediato, o que é efémero...Entristece-me muito ver um sítio que gostava de frequentar transformado numa "quinta das celebridades", um sítio que sempre apostou na qualidade a render-se ao que não tem qualidade, com o intuito de capitalizar a "celebridade" que uma certa pessoa adquiriu à custa de um qualquer programa de televisão feito por uma estação que não interessa nem ao Menino Jesus...

É de facto muito triste...

Crónicas Nocturnas # 26

Na sexta comecei a minha noite no La Bohémme, onde o Zye, passado algum tempo, veio ter comigo. Como sempre, estava bastante agradável, e lá metemos a conversa em dia com o Paulo.

A seguir fomos ao Baco, e tava uma também bastante agradável, estava o Zé a passar música, dentro de uma toada mais Dub/Reggae, com uns apontamentos de World Music pelo meio.

A seguir fomos à reabertura do Café Com Estória, que fica perto dos Belos (aka Rodoviária de Setúbal). Tocou lá uma banda de Jazz, os 4 por 4, e no intervalo, e após a actuação, passou música o meu parceiro nos Revolwers, o Mário João, dentro de uma onda mais virada para o Electro e derivados e o Punk-Funk, com algumas incursões por outros estilos dançantes de qualidade. Casa bastante composta, um espaço muito agradável e mais um sítio que recomendo vivamente na noite setubalense, que tem estado tão pobre em termos de novos sítios de teor mais alternativo...

Após o fecho do Estória, fomos ainda ao Tasco do Kaneco, onde estava o Abel a passar som durante os intervalos da actuação de uma banda de Flamenco, cujo nome agora não me recordo...

A seguir fomos acabar a noite no ADN, onde passaram música em conjunto o Pedro Lontro (residente do Tasco do Kaneco) e o Zé Pescador, e parece que o Zé Pescador se esmera mais quando toca em conjunto com alguém. Foi uma sessão bastante agradável, onde o Pop/Rock Alternativo conviveu com o Punk-Funk, o Big Beat, o Funk, etc...Uma sessão bastante eclética e de bom gosto.

No sábado eu e o Zye começámos a noite no Estória, onde mais uma vez esteve o Mário João a passar som, dentro da onda mais Electro e derivados, Punk-Funk, algum Acid-House e algum Pop/Rock alternativo dançável estilo BRMC ou Franz Ferdinand. Como sempre, muito boa onda, e com a casa bastante composta.

A seguir fomos ao Baco, onde estava o Fred K, o responsável pela Fusion, e ouviu-se bom Electro e derivados e algum Progressive-House. E mais uma vez, o Baco ao rubro e em ambiente de festa.

Depois do Baco, fomos ainda ao Tasco do Kaneco, onde estava, mais uma vez, o Abel a passar som. Chegámos quase em cima da hora do fecho, mas mesmo assim ouviu-se Soul, Jazz e Bossa Nova da melhor safra.

E a seguir, lá fomos para o "vale dos lençois"...eheheh.

sexta-feira, junho 17, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.

Sexta:

-Mário João Camolas (Revolwers) @ Café Com História (perto dos Belos aka Rodoviária),Setúbal

Electro e derivados, Punk-Funk e outras coisas dançáveis.

-Pedro Lontro e Zé Pescador @ ADN, Setúbal

Pop/Rock Alternativo, Punk-Funk, Big Beat, etc.

-Em Lisboa, no Lux, o DJ/Produtor de origem germânica Phonique (Poker Flat, Dessous, Crosstown Rebels, etc).

Sábado:

-Mário João Camolas (Revolwers) @ Café Com Estória (perto dos Belos aka Rodoviária), Setúbal

Electro e derivados, Punk-Funk e outras coisas dançáveis.

-Fred K (Fusion) @ Baco, Setúbal

Funk,Electro e derivados, Punk-Funk & Progressive.

-Abel Santos @ Tasco do Kaneco

Ecletic Grooves

-Mr. Simon @ Marr

Funk,House, Electro...

quinta-feira, junho 16, 2005

Crónicas Nocturnas # 25

Na quinta fui, em conjunto com o Zye, tocar no La Bohémme. Noite calma, som calmo,dentro do Funky Electronic House e de um Electro-Deep-House, e ainda tivémos por lá a companhia do DJ Time e do meu amigo Papabolos.

Na sexta, o Zye foi tocar ao Baco, e fui lá vê-lo. Foi mais uma noite de boa onda e de bom som, por entre o Electro e derivados e o Funky Electronic House. Quem lá esteve divertiu-se.

No sábado foi a minha vez de ir ao Baco passar som. Mas antes estive no jantar de anos do grande Bordeira, um dos "barmans" maravilha do Baco.Que contes muitos, e eu vá vendo ;). No Baco a noite começou de forma calma, e até pensei que se iria manter assim. Mas por volta da meia-noite e pouco começou a entrar bastante gente, e a esplanda estava completamente cheia (noites de Verão...). E mais uma vez voltei a ter o Baco ao rubro. Por volta da minha última hora e meia de set apagaram-se as luzes, e pôs-se a funcionar um mini-"strobe" que o Bordeira trouxe para o Baco (e já na noite em que o Zye lá esteve também o puseram a funcionar..).E deixem que vos diga, criou um efeito de uma daquelas noites "old school", em que se faziam festas num qualquer sítio apenas com boa música e um strobe a "bombar", um ambiente muito propício a que se toque sonoridades mais ligadas ao Acid-House (tanto o antigo como o novo), que foi o que fiz...e assim se ouviu Adonis, Bam Bam, Swag, Tomboy, Jesper Dahlback, Farley "Jackmaster" Funk, KIko, Josh Wink, Lil Louis, etc...E mais uma vez um muito obrigado pelo apoio e carinho que tenho sentido no Baco nestes últimos tempos...

A seguir, como estava bem disposto, decidi ir ao ADN, e até se teve bem, e, para minha surpresa (e felicidade), o Zé Pescador decidiu convidar o Abel para passar uns temas a meias com ele. Gostei muito da atitude do Zé Pescador, e espero que de vez em quando vá convidando mais malta para dividir, por pouco tempo que seja, o espaço com ele.

E assim se passou esse fim-de-semana prolongado...

p.s. Pelo que tenho ouvido dizer, parece que nestes próximos 2 fins-de-semana vão abrir ou reabrir mais espaços nocturnos novos em Setúbal...só posso desejar que pelo menos algum desses espaços tenha coragem e/ou abertura para fazer algo diferente do que se tem feito até agora. Acho que já chega de casas que se copiam umas às outras, sem qualquer espécie de inovação, sobretudo em termos musicais. Não vou voltar a repetir o que tenho dito noutro "posts" acerca dos problemas, que, na minha opinião, afectam a noite setubalense, pois quem lê o blog com alguma regularidade já sabe o que eu e o Jacque pensamos acerca disso...a ver vamos o que o futuro reserva.

p.s.2 Mete-me nojo as trocas e baldrocas que têm feito em relação à data destinada a que a Jacklyn toque no Xcêntriko...primeiro era para ser dia 3 de Junho, depois passou para 17, e agora para 24...Ainda por cima até parece que é de propósito, dado que no dia 24 vão acontecer umas quantas inaugurações e re-inaugurações. Muito estranho, de facto...Acho que a Jacklyn merecia mais respeito por parte de quem faz a programação musical da casa...

sexta-feira, junho 10, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje irá estar no Baco, em Setúbal para uma sessão de Electro e derivados e Funky Electronic-House, o Zye.

No novo Lab (onde era o Tapa Buracos), o Dj Roger Urb, com sonoridades entre o Deep/Soulfull/Funky House.

Em Lisboa, no Santiago Alquimista, o aniversário da loja Dark Fashion, com passagem de modelos e DJ sets de Abel Santos e Fernando Ribeiro dos Moonspell.

Também em Lisboa, mas no Lux, Strawberry Force Fields Forever (aka Dexter e Zé António Moura da Flur), apresentam a noite Acid-Can You Jack?.

Aqui vai o "press release" relativo a essa noite no Lux:

"Esta era a altura (meados dos anos 80) em que ron hardy, dj no music box de chicago, não tinha discos de house suficientes para um set completo, e então tocava-os juntamente com disco e funk.como os lfo em sheffield, em chicago eram marshall jefferson e dj pierre que passavam as fitas ou test-pressings ao dj para experimentar na pista de dança.

Jefferson, que nunca tinha ouvido coisas da salsoul e ouvia fundamentalmente rock, produz «go wild rhythm track» ainda sem saber muito bem a importância que viria a ter como produtor,mas o seu primeiro highlight foi «i've lost control» com sleezy d: "«i've lost control» veio do rock. Tentei utilizar um pouco de jimi hendrix na equação." «i've lost control» é o «star spangled banner» da house."

A primeira encarnação da house de chicago era uma experiência em progresso. Os temas eram compostos com o objectivo funcional de fazer dançar, utilizando para tal pouco mais do que uma caixa-de-ritmos.no início era verdadeiramente o ritmo, o fascínio com o groove simples e eficaz que provocou o termo "jack", alusão ao modo espasmódico como as pessoas dançavam,semelhante a sofrer pequenas descargas eléctricas.Pouco a pouco o ritmo foi sendo preenchido com outros elementos que eram já obviamente um retomar do disco do princípio da década de 80.

Mas é precisamente na pausa em que a house começou a dar os primeiros passos que se concentra esta antologia da soul jazz, procurando a faceta mais experimental do movimento, muito ligada ao music box. Danny krivit sobre ron hardy: "as pessoas que iam lá ouvi-lo utilizavam as suas caixas-de-ritmos e sintetizadores novos para tentar reproduzir o que ouviam no clube.a maioria eram dj's, não músicos, e faziam a música de improviso." Não é necessário gostar de house para fazer lock groove com estes temas que representam a música electrónica de dança no seu estado mais rude. A sua pulsação futurista tem um impacto sonoro semelhante ao de há 20 anos,quando o minimalismo crú representava um corte abrupto com a música de dança repleta de cosmética e excesso de glamour.

O quê:strawberry force fields forever é uma noite mensal dedicada a acid-house e techno;

«acid: can you jack? chicago acid and experimental house 1985-95» é uma nova compilação da soul jazz records (distribuição sabotage).

onde e quando:strawberry force fields forever acontece todos os meses no lux (lisboa) e passos manuel (porto), em alternância;a sessão «acid: can you jack?» acontecerá no dia 10 de junho no lux e 2 de julho no passos manuel,e servirá de pretexto para apresentar a compilação."

Entretanto, amanhã, sábado, estarei eu no Baco para uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Dubbed-Out Disco, Acid-House e outras coisas dançáveis...

quinta-feira, junho 09, 2005

Crónicas Nocturnas # 24

Na sexta saí mais o Zye, e começámos por ir ao Baco. Nessa noite ia estar um moço que eu conheço pela alcunha de Papa, a tocar umas sonoridades mais "chill-out", e enquanto lá estivemos até termos ido à reabertura do Lab, assim foi.

O Lab reabriu onde era o antigo Tapa Buracos, e alia agora um bom som dentro das sonoridades mais Deep/Soulfull/Funky House com a boa comida...uma casa que tanto alimenta a alma como o corpo...eheheh. Por lá estava o Roger Urb a passar som, com o usual bom gosto que lhe é conhecido. A decoração está bastante gira, e está-se bastante bem dentro daquele espaço. De realçar que pelo menos enquanto eu e o Zye estivemos lá, não sentimos nenhum calor lá dentro. Decididamente uma casa a frequentar, e a mudança de espaço em nada desfavoreceu o Lab. Por lá encontrei o Paulinho, irmão do Del Costa, e tive por lá a pôr a conversa em dia com ele, pois já não o via há uns tempos.

A seguir voltámos outra vez para o Baco, mas agora o Papa já estava a tocar uma onda mais dentro do Psy-Trance, e, apesar de não ser grande apreciador desse tipo de sonoridades, até gostei de ouvir o que ele tocou...Por lá também encontrei os meus amigos Marco e Paulinho, e ficámos por lá até termos decidido ir ao ADN.

Chegados ao ADN, estava o Pedro Viegas ao comando da cabine, e mais uma vez foi uma sessão de bom gosto musical e eclético...Funk, Punk-Funk, Electro, House, Breakbeat...de tudo um pouco se ouviu.

No sábado fui ao jantar de aniversário de um dos meus melhores amigos, o Sérgio Pintado. Fomos a um restaurante, de nome "A Francesinha", que fica ao pé da Universidade Moderna (onde tirei o meu curso...). Quem quiser experimentar um francesinha, já sabe onde pode ir ;).

A seguir fomos ao Tasco do Caneco, onde é DJ o meu amigo Pedro Lontro aka Pantera. Muito boa onda, e sonoridades entre o Lounge/Downtempo, Jazz-Funk, Funk,Rock Alternativo, etc...
Mais um espaço que é bastante agradável e foge ao estéreotipo habitual da monótona noite setubalense. E depois...fui para casa.

p.s. Hoje, véspera de feriado, irei estar, em conjunto com o Zye, a passar som no La Bohémme.

terça-feira, maio 31, 2005

Crónicas Nocturnas # 23

Na quarta, dado que era véspera de feriado, fui novamente convidado para ir ao Baco passar som. Foi uma noite calma, algo de que estava à espera, dado que estávamos em plena semana académica, e nessa noite iriam actuar os Blasted Mechanism no "campus" do Politécnico de Setúbal. Obviamente não deixou de me dar prazer lá tocar, dado que tive a oportunidade de tocar sonoridades um pouco mais calmas do que as que normalmente toco nas minhas habituais sessões no Baco.

Saindo do Baco, fui ainda ter com o meu amigo Zye, que estava a passar som no La Bohémme, e ainda apanhei a parte final do set dele.

De seguida fomos ao SpyClub. Sim, a uma das catedrais do "pop e (pseudo) fashion" setubalense, mas foi por uma boa causa...Era o aniversário do Luís Gomez a.k.a. Malvadinho, e ia lá passar som, conjuntamente com a Jacklyn, com o Pedro Tiago e o SidJay. Entrámos no Spy, e fomos imediatamente para a parte de cima (a parte de baixo não se encontrava a funcionar...). Lá em cima estava um ambiente bastante composto e até bastante agradável, e apanhámos o início de set da Jacklyn, set de que gostei bastante, a passear por entre o Funky Electronic-House e o Electro e derivados, e inclusivé um clássico do Detroit Techno, o Bounce Your Body To The Box do grande Kevin Saunderson. A seguir entrou o aniversariante, numa onda mais Funky/Deep-House, também bastante agradável. A seguir, e para finalizar, o Pedro Tiago, numa toada mais Funky Electronic-House, permeado por entre algum Acid-House. A adesão do público até não foi má, mas infelizmente não estão ainda muito habituados a este género de sonoridades, e a pouco e pouco a casa foi vazando, mas é muito bom que se aposte em noites destas, porque é aqui que está o futuro da noite setubalense...e isto é como tudo, ao começo estranha-se, mas depois entranha-se.

Na sexta sai com o Zye, e começámos a noite no La Bohémme. Nessa noite, ao comando da cabine estava a São, que estava a tocar uma onda mais dentro de sonoridades Lounge/Downtempo, bastante agradáveis por sinal.

A seguir demos um salto ao Baco, onde estava um moço a passar Reggae, Dub e alguma World Music. Também foi agradável. No Baco ainda encontrámos o SidJay, e durante um bocado estivemos a "filosofar" acerca do estado da noite setubalense...

Depois fomos ao ADN, onde estava a tocar o Abel, e foi uma noite bastante boa. O mote da noite era tocar música com "feeling" Funk, o que no caso do Abel é mais uma desculpa para se poder tocar de tudo um pouco...Funk, Disco-Sound, Hip-Hop, Electro Old School, Acid-House, Jazz, Deep-House, Rock...de tudo um pouco se ouviu, num "cocktail" bastante dançável. E felizmente a casa esteve bastante composta, apesar de ser dia de Super Bock Super Rock, que, quer se queira, quer não, acaba sempre por atrair muito público que costuma frequentar espaços como o ADN, o Baco, etc...

No sábado, eu, o Abel e o Gino voltámos ao Portão Bar, no Barreiro, e foi uma noite bombástica...
Ao começo a casa estava muito sossegada, e iniciámos o nosso set por entre sonoridades mais dedicadas ao Indie-Rock...A seguir começámos a enveredar por uma onda mais ligada ao Punk-Funk, ao New Wave e ao Electro-Punk. Por volta da 1:30/2:00 da manhã o Portão começou e encher, e já estava um ambiente de festa. Chegou a uma altura que praticamente só tocávamos Punk-Funk (daquele mais ritmado...), Electro-Punk, Punk e até Metal...Não estávamos à espera de tamanha enchente, dado que era mais um dia de Super Bock Super Rock...Fica-se muito contente quando uma noite ultrapassa, e de que maneira, as nossas expectativas...

sexta-feira, maio 27, 2005

Cardápio Nocturno para este fim-de-semana

Hoje, no ADN, Setúbal, iremos ter o Abel Santos, para uma sessão eclética...espera-se uma noite bastante dançável...

Amanhã, em Setúbal, no Baco, iremos ter o Zye, que andará por caminhos do Electro e derivados e o Electronic Funky-House.

Amanhã, no Barreiro, no Portão-Bar, Los 3 Amigos DJs (eu, o Abel Santos e o Gino), para uma sessão de tendência mais rockeira (Electro-Punk, Punk-Funk, New-Wave, Punk, Indie, etc...).

Também no Barreiro, Henri Sanrame no XII-A (mais conhecido como Bar do Gustavo), para uma House Session.

quarta-feira, maio 25, 2005

Cardápio Nocturno para hoje.

Hoje irei estar no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Disco e Acid-House.

No La Bohémme irá estar o Zye para uma sessão entre o Lounge/Downtempo, Electro e Funky Electronic-House.

No SpyClub irão estar hoje os DJs SidJay, Pedro Tiago, Jacklynne e Luís Gomez...decerto uma sessão de Funky Electronic House.

terça-feira, maio 24, 2005

O "lado negro da força"...

Soube há pouco tempo de algo que me deixou um pouco revoltado...

Os DJs e Produtores setubalenses Del Costa e o Pedro Goya abordaram recentemente o responsável por uma certa e determinada casa nocturna setubalense, com o intuito de lá realizarem uma festa. Acontece que essa pessoa lhes pediu uma quantia completamente absurda, sem nexo nenhum para que se pudesse realizar tal evento...Claro está que recusaram, qualquer pessoa com bom senso recusaria...Tudo bem que essa pessoa é que sabe o que há-de pedir, mas é uma atitude que demonstra uma enorme falta de respeito por quem tem posto o nome Setúbal nos circuitos internacionais...

O Del Costa é só um dos DJs nacionais com maior número de internacionalizações, o Pedro Goya uma das grandes esperanças nacionais em termos de DJing e Produção, e já editaram em conjunto discos (ou estão à beira de editar...) por editoras consagradas internacionalmente como a Brique Rouge, a Exun, a Classic ou a Music For Freaks...É assim que honramos quem tanto tem feito para que a cidade de Setúbal evolua? É pedir quantias absurdas para se realizar uma simples festa que em nada afectaria o percurso normal da casa em si (se calhar até a melhoraria e traria outras pessoas à casa...), e que traria felicidade a muita gente farta da noite monótona de Setúbal o caminho a seguir? Claro que não.

Isto só me faz chegar à conclusão que o "lado negro da força" continua a predominar demasiado na noite setubalense, havendo muitos "Darth Vaders" que só põem empecilhos a uma normal evolução da noite setubalense...O que vale é que as forças rebeldes que se encontram dentro do "lado benigno da força" estão cada vez mais no bom caminho e começam a não ter medo de fazer mostrar aos "Darth Vaders" que também eles poderão trilhar com mais sucesso os caminhos do "lado benigno da força" do que os do "lado negro da força"...

segunda-feira, maio 23, 2005

Crónicas Nocturnas # 22

Sexta fui ver o Zye ao Baco, e devo dizer que se portou bastante bem, e o público aderiu bem ao som dele. Passeou por entre o Electro e o Funky Electronic-House, e foi agradável. Era também o dia de anos da Elisa, que nos tempos livres é "barmaid" lá no Baco, e por volta da meia-noite foi-lhe cantado em uníssono os "Parabéns A Voçê", com direito a bolo e velas apagadas...que contes muitos mais, Elisa, e que a malta vá vendo...

A seguir fui mais o Zye ao ADN ver os "Sheiks" Omar e Sharif, a.k.a. Pedro Viegas e Zé Pescador. Foi giro, o ADN estava à pinha, pena terem abusado um pouco naquelas sonoridades estilo No Smoking Band do Kusturica ou Dazkarieh, estilo de som que eu não aprecio muito, mas prontos...

No sábado fui mais uma vez ao Baco passar som, e foi mais uma noite bombástica...antes da meia-noite já o Baco estava bastante composto, e foi mais uma noite ao rubro, e foi mais uma daquelas noites que me deixou muito satisfeito, e que é definitivamente para recordar. Sabe muito bem ver as pessoas a aderirem bem ás sonoridades que toco, e um muito obrigado, a todos os níveis, pelo apoio que tenho tido e sentido lá no Baco.

Em termos de sonoridades, tanto passei Disco (tanto originais, como re-edits estilo Ray Mang, Idjut Boys ou Dancin` Days), Punk-Funk (LCD Soundsystem, Le Tigre, Headman, Outhud), Electro e derivados e outras coisas ligadas (Booka Shade, Tiga, Ewan Pearson, Riton, Mr. Oizo, Phonique, Hugg & Pepp, Daft Punk, Vitalic, Etienne de Crécy, Steve Bug, o Believe dos Chemical Brothers) como Acid-House moderno e antigo (Tomboy, Essit Muzique, Jef K, Jack Frost, Abe Duque, Marc Romboy, Adonis), tendo finalizado a sessão com a "New York Mix" do Relax dos Frankie Goes To Hollywood...um final em beleza.

E a seguir fui para casa...Decididamente não havia nada que me estimulasse a fazer uma visita a outro estabelecimento nocturno...

sábado, maio 21, 2005

Fusion Goes Clubbing@Baco (again)

Hoje irei estar no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House, Disco e outras coisas dançáveis...

p.s.No La Bohémme irá estar o Abel Santos, para mais uma das suas sessões ecléticas.

sexta-feira, maio 20, 2005

Hoje à noite em Setúbal

No Baco, Zye para mais uma sessão por entre o Downtempo, Electro e Funky Electronic-House.

No ADN, os DJs Sheiks, Omar e Sharif, com sonoridades dançáveis e divertidas.

quinta-feira, maio 19, 2005

História do Electro-Parte 3

Tal como prometi (já há algum tempo, é verdade...), aqui vai a 3ª e última parte da História do Electro.

Após uma década de 80 em força, e uma década de 90 numa relativa obscuridade, o Electro voltou a ganhar forte preponderância na década inicial do século XXI.

Logo por volta do final dos anos 90 começaram a existir indícios do que se iria passar. Foi aí que começaram a surgir coisas como o Champagne E.P. do Hacker e Miss Kittin, o Space Invaders Are Smoking Grass de I-F, o àlbum Darkdancer dos Les Rhythmes Digitales ou o àlbum I Know Elektrikboy de Thee Madkat Courtship (aka Felix Da Housecat), trabalhos em que se começava a notar uma forte de influência de sonoridades mais ligadas tanto ao Electro-Pop como ao Electro Old School de colheita anos 80. Também em nomes ligados ao "French Touch" como Air, Daft Punk, Superfunk, Mirwais ou Etienne de Crécy se notavam fortes influências de sonoridades mais ligadas aos anos 80. Também muitos dos trabalhos editados por editoras como a International Deejay Gigolo de DJ Hell, a Psi49net de Anthony Rother, a Environ de Morgan Geist ou a 20/20 Vision de Ralph Lawson também começavam, de certa forma, a indicar o caminho que a 1ª metade do secúlo XXI iria percorrer. Também nesta altura surgiram dois àlbuns que remisturavam temas dos Telex...

No ano 2000 foram editados trabalhos como o Innerstrings dos Blackstrobe (editado pela Output de Trevor Jackson) e o Emerge dos Fischerspooner (editado pela International Deejay Gigolo de DJ Hell), dois trabalhos que vieram a demonstrar que a chegada do Electro e derivados a um novo patamar estava mesmo ao bater da porta. Logo no ano 2000, Dave Clarke, um dos mais famosos DJs de Techno inglês, foi dos 1ºs a apostar nesse tema dos Fischerspooner, o que não era anormal, dado a paixão que esse DJ tem pelo Electro, tendo até sido um dos nomes que mais força deu ás sonoridades Electro durante a década de 90.

Já no ano 2000 são também editados dois àbuns em que os anos 80 se encontram bastante presentes, embora não sejam Electro : Tempovision de Etiénne de Crécy (embora de uma forma bastante subtil), e Strange Attitude de Benjamin Diamond. E o tema Music da Madonna, produzido pelo françês Mirwais soava mais a Electro Old School que outra coisa...

Em 2001 é editado o álbum Discovery dos Daft Punk, também fortemente influenciado por sonoridades muito ligadas aos anos 80, ou seja, um álbum com muitas influências de Electro, cheio de "vocoders" e com uma sonoridade bastante pop. Mas é entre meados e fim desse ano que surgem os álbuns e/ou temas chave do ressurgimento em força do Electro : Ladytron-604, Felix Da Housecat-Kittenz And Thee Glitz, Fischerspooner-#1, The Hacker & Miss Kittin - First Album, Playgroup-Playgroup, Little Computer People-Electro Pop (nos àlbuns), Adult.-Hand To Phone, Tiga & Zyntherius-Sunglasses At Night, Blackstrobe-Me & Madonna, Green Velvet-La La Land, David Carretta-Vicious Games, Metro Area-4 e Vitalic-Poney E.P. (onde vinha o demolidor La Rock 01). Inclusivé os Depeche Mode e os New Order voltaram a editar àlbuns esse ano...

Tem-se de pereceber que ligado a este ressurgimento do Electro está ligados o seguinte factor:

-A música de dança estava a passar por uma enorme fase de estagnação, em que praticamente só vivia à base de grandes nomes, mas que tocavam "sets" massacrantes e secantes, sem nada de novo ou fresco. Ora o "ressuscitar" do Electro injectou a mais que necessária frescura, e voltou a levar muita gente a escutar e/ou produzir com prazer música electrónica.

Em 2002 os "media" começaram a chamar a este novo movimento Electroclash, nome de um festival de Nova Iorque, idealizado por Larry Tee, em que participavam nomes ligados ao Electro-Pop, Electro-Punk e até ao de novo re-emergente Punk-Funk. Nunca concordei com esta designação, dado que era um nome de um festival, e de repente começou-se a apelidar de Electroclash coisas que já eram antigas, como o Sweet Dreams dos Eurythmics, ou coisas que não eram Electro de todo, como os temas de gente como os Rapture, mais ligados ao Punk-Funk.

E, subitamente, estilos como o House, o Techno, o Punk começaram a ser fortemente influenciados por estas sonoridades mais ligadas ao Electro. E nomes como David Carretta, Kiko ou Terence Fixmer começaram também a produzir temas fortemente influenciados por Electronic Body Music (EBM). E a cena do chamado Neo Italo-Disco também sofreu um enorme impulso com o ressurgimento do Electro, com nomes como Metro Area, Daniel Wang, Legowelt, Bangkok Impact/Putsch 79 ou Alden Tyrell. Inclusivé nomes ligados ao Italo-Disco original como Alexander Robotnick voltaram a surgir na cena musical...

Também nomes mais ligados ao Minimal Techno, como Michael Mayer, Justus Kohncke, Mathew Jonson ou Superpitcher não foram alheios a este ressurgimento do Electro.

Estrelas pop como Madonna ou Kylie Minogue tanmbém não ficaram alheias a este novo ressurgimento. O tema Can`t Get You Out Of My Head era muito devedor das produções electrónicas de Giorgio Moroder, e no vídeo existiam referências subtis aos Kraftwerk, que também decidiram regressar com àlbum de originais há dois anos. E não esquecer que a Kylie Minogue tem sabido escolher nos últimos tempos remisturadores ligados ao Electro e derivados como Riton, Alter Ego, Whitey ou Mylo...

Não esquecer outros nomes importantes como DJ T, M.A.N.D.Y., Steve Barnes, Tiefschwarz, Mu, Kiki, Ellen Allien, 2 Many DJs, Jesper Dahlback, Peaches, Electronicat, o 2º àlbum dos Goldfrapp...

Esta nova força adquirida pelo Electro também foi, na minha modesta opinião, a catalizadora do ressurgimento da cenaPost-Punk/Punk-Funk e do House de Chicago "circa" 1987/88.

Veio também criar um novo conceito de DJ set, em que se mistura sem qualquer problema temas antigos com temas novos, e esses temas podem ser de diversos estilos, o que não causa monotonia.

E num mesmo tema pode-se ouvir "arpeggios" tipicamente "moroderianos" misturado com um baixo tipicamente Joy Division/New Order.

Será que este ressurgimento do Electro veio para ficar, ou será uma moda passageira? Na minha opinião veio para ficar...mas só o futuro o dirá...

Compilações indispensáveis para quem queira perceber este ressurgimento do Electro:

Futurism vols. 1 e 2
Rebelfuturism vol. 1
American Gigolo mixed by Tiga
As compilações da Gigolo da nº 4 até à nº 6
DJ Kicks de Playgroup
DJ Kicks de Tiga
How To Kill The DJ mixado por Ivan Smagghe
Nag Nag Nag

terça-feira, maio 17, 2005

Tristezas...

Foi uma semana que começou mal, esta...

Faleceu aquele que, na minha opinião, era um dos melhores jornalistas musicais do nosso país, o grande Fernando Magalhães.

Não o conhecia pessoalmente, mas costumava ler com bastante interesse tudo o que ele escrevia ( e o humor com que ele escrevia certos textos era impagável...), e também gostava bastante das participações dele no Fórum Sons.

E foi também hoje noticiado que a uma das minhas artistas pop favoritas, a Kylie Minogue, foi-lhe detectado um cancro nos seios...

Foi uma semana que não começou nada bem...

domingo, maio 15, 2005

Crónicas Nocturnas # 21

Na quinta fui, mais o meu grande amigo Flávio, jantar ao novo restaurante que abriu ao lado do Baco, que se especializa nas comidas indianas e italianas, e devo de dizer que gostei muito, e que o recomendo vivamente. Comeu-se bem, fomos bem atendidos, "staff" muito simpático...vão lá que não se irão arrepender.

A seguir demos uma voltinha por Setúbal...começámos por ir ao Roda do Leme (que está na mesma...), a seguir fomos ao ID, em que estava a tocar um cd, que me pareceu "mixado" com temas horrorosos, em que a única música de jeito era o Let`s Get Ill dos P-Diddy, e na sequência dessa vinha o inenarrável Summer Jam...que raio de sequência...A seguir fomos beber um copo ao Baco, que estava na boa-onda do costume...

A seguir dirigimo-nos a Lisboa, para irmos ao Lux, pois nessa noite iria lá estar o grande Laurent Garnier. Entrámos no Lux, e estivémos no bar a ouvir temas de bandas como Whithey, LCD Soundsystem ou Radio 4, até que por volta das duas e tal foi aberto o acesso para a Discoteca. Por lá se encontrava já Rui Vargas a iniciar a sessão, desta feita com um palco montado na parte de baixo (Laurent Garnier gosta de ter contacto próximo com o público que o ouve). Rui Vargas tocou 3 discos, e a seguir passou os comandos para Laurent Garnier, que assim iniciou uma autêntica viagem musical...foram ouvidos temas como #37 da dupla Del Costa e Pedro Goya (só prova que estes meus conterrâneos estão no bom caminho...), The Chase de Giorgio Moroder, Break Dance Electric Boogie dos West Street Mob, Planet Claire dos B 52s, uma remistura do Break On Through dos Doors, Join In The Chant dos Nitzer Ebb, Can You Feel It de Mr. Fingers, Neue Luthersche Fraktur de Michael Mayer, On Repeat dos LCD Soundsystem ou Crispy Bacon do próprio Garnier...como se pode ver, muito eclético (House, Detroit e Minimal Techno, Electro e derivados, Hip-Hop, EBM, New-Wave, Disco-Sound, etc...) e muita qualidade. (ainda por lá ouvi temas de Derrick May e Jeff Mills cujos nomes não me consigo recordar neste momento...).
Momento da noite : quando Laurent Garnier toca o French Kiss do Lil Louis e a seguir passa o Love To Love You Baby da Donna Summer...uma sequência altamente orgásmica...

Mais uma noite para recordar...que volte outra vez. O ambiente estava muito bom, muita gente, muitas miúdas giras...e era uma quinta-feira...

Na sexta fui mais uma vez passar música ao Baco, e foi novamente uma noite com muito boa-onda, e onde as sonoridades que toco parecem-me sempre bem recebidas por quem frequenta o Baco. A seguir fui, em conjunto com o meu amigo Zye ao ADN, onde estavam o Mr. Simon e a Carla Menitra a passar música. Quando entrámos Carla Menitra tocava um Hip-Hop de qualidade, e antes de o Simões entrar, ainda tocou temas como I Feel For You da Chakha Khan ou (Jus`) Knee Deep dos Funkadelic. O Simões entrou depois com o Funky Town dos Lipps Inc, e a seguir enveredou por sonoridades mais House. Quando a Carla Menitra reentrou, voltou a tocar Hip-Hop, tendo a partir daí a noite esfriado um pouco, pois parece que quem estava no ADN quereria ouvir coisas mais mexidas, o que levou a que o pessoal a pouco e pouco fosse saíndo do ADN. No fim tocou dois temas de R n B que, não sendo maus, começavam-me a trazer recordações de certos sítios que eu não gosto de frequentar...À saída do ADN, uma pessoa ligada ao ADN dizia-me que aquilo não era bem música para ali. Apesar de ter gostado de praticamente tudo o que ouvi, sou obrigado a concordar com essa pessoa...

No sábado, eu e o Zye fomos tocar ao La Bohémme, para mais uma sessão por entre o Downtempo, o Electro e derivados, algum House e anos 80...E devo de dizer que correu bastante bem. E a seguir fomos para casa, que não havia nada que nos despertasse muito a atenção na noite setubalense...

sábado, maio 14, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje irei estar em conjunto com o Zye para mais uma sessão no La Bohémme.

No Beach Club, em Troia, estará o SidJay, para uma House Session.

No Marr, estará o Mr. Simon.

E no Lux, em Lisboa, a francesa Chloe, habitual cúmplice de Ivan Smagghe nas noites How To Kill The DJ em Paris. A não perder.

sexta-feira, maio 13, 2005

Fusion Goes Clubbing@Baco

Hoje irei estar no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Disco-Sound, Acid-House e outras coisas dançáveis.

p.s.No La Bohémme irá estar o Abel Santos, no ADN irá estar o Mr. Simon em conjunto com a Carla Menitra, e num bar que é o Quartel, perto do Outão, irão estar o SidJay e o Pedro Tiago para mais uma sessão de House de qualidade.

domingo, maio 08, 2005

Crónicas Nocturnas # 20

Na quarta, eu e o Zye decidimos ir beber um copo ao La Bohémme. Só que ao chegarmos à porta, vimos que o La Bohémme se encontrava fechado, devido a certas circustâncias de força maior.

Decidimos então ir visitar dois dos novos bares que entretanto abriram na noite setubalense, o Mix Club e o X-Tra Café.

Chegámos ao Mix Club, e gostámos bastante do espaço. Côr branca, bem iluminado, com uma cabine de DJ bem situada e bem apetrechada. Estive a falar com o DJ residente, o grande Pedro Monchique, que me disse que o bar tem estado a funcionar bem e que tem tentado apostar mais num House de qualidade. Ficou no ar uma possibilidade de lá se ir fazer umas coisas giras.

A seguir fomos ver o X-Tra Café. Assim que entrámos, todos os olhares se viraram para nós, o que me deu vontade de rir. São aqueles tais olhares censurantes a tudo o que é diferente ou que se comporta de forma diferente do normal por aqueles sítios, e de que já falei neste blog...decerto uma das razões porque existe cada vez mais a gente a procurar espaços alternativos...O espaço até está engraçadito, mas não passa de um bar/café igual a tantos outros da noite setubalense. A cabine do DJ então é quase inexistente, é no extremo direito do balcão e se o DJ fôr alto ainda se arrisca a bater com a cabeça na esquina...Comentámos entre nós que este deve de ser o bar para onde vai a malta que vê a entrada recusada nos restantes bares "pop e (pseudo) fashion"...Eheheheh.

A seguir fomos beber um copo ao Baco, onde acabámos a nossa (curta) deambulação nocturna.

Na sexta, eu e o Zye fomos tocar ao La Bohémme, e mais uma vez correu bastante bem. Tocámos sonoridades por entre o Downtempo, o Electro e derivados (tendência mais soft), algum House e no fim da noite alguns "hits" dos anos 80...

A seguir fomos ao ADN, onde estava o Pedro Viegas a passar som. Onda bastante eclética, com Breakbeat, Electro, Funk e Hip-Hop. Ouvi por lá uma versão do Insane In The Brain dos Cypress Hill que nunca tinha ouvido. Mais uma noite com boa onda, e com malta que decerto decidiu escapar a certos olhares censurantes...e fizeram muito bem.

No sábado fui ao Baco para mais uma das minhas habituais sessões que andam sempre por entre o Punk-Funk, Disco-Sound, Electro e derivados e Acid-House. Mais uma noite com boa onda, e com o pessoal a aderir bem ao que eu toquei. Também no Baco voltei a ver malta que se anda a escapar aos olhares censurantes...Foi também o dia de anos de um dos barmans maravilha do Baco, o João Gabriel (que contes muitos mais, ragazzo), motivo extra para festejar. Ao lado do Baco abriu agora um restaurante que tanto confecciona comida indiana como italiana...Esperemos que tenham sorte, e a ver se também vou lá um dia destes comer.

A seguir fui ao Newave, para mais um aniversário, desta vez do grande Sid. O Newave estava com um ambiente bastante bom, pois estavam por lá grande parte dos DJs e apreciadores de House (e outras sonoridades dançáveis...) de Setúbal, que criam logo um ambiente "cool" e boa onda. Quando cheguei já os grandes Manu, Simões e Jacklynne haviam tocado, encontrando-se o aniversariante na cabine, que nos proporcionou uma viagem por sonoridades House de qualidade, com um ou outro tema a roçarem sonoridades mais pesadas, mas sempre agradável e "groovy". A seguir entrou o grande Pedro Tiago, que enveredou por sonoridades mais ligadas ao Funky Electronic House "à lá Brett Johnson" e também ao Acid-House. Depois finalizou-se a sessão com todos os DJs que participaram a tocarem um disco cada um. Mais uma noite bem passada. Não terá sido desta vez que se ouviu New Wave no Newave (se bem que se ouviram temas com "basslines" muito devedoras dessa época), mas em contrapartida ouviu-se House de qualidade.

Ao sair do Newave, ainda passei à porta do SpyClub, donde saia uma qualquer tribalada ranhosa, e fiquei a pensar o seguinte...com tanto DJ de Setúbal e arredores a passar música dançável de qualidade (seja no Electro e derivados, seja no House, seja no Breakbeat, etc), porque é que ninguém aposta num espaço alternativo que feche mais tarde, ou porque é que o próprio SpyClub, com dois pisos diferentes, não aposta em sonoridades mais alternativas num deles (de preferência no da parte de cima...)?É que pelo que vejo existem pessoas em número suficiente para encher um "dancefloor" numa casa dessas, e pelos vistos parece cada vez mais haver procura por casas de teor mais alternativo por parte de muita gente, onde geralmente existe mais tolerância por parte de quem as frequenta... São daqueles pensamentos que me assaltam por vezes...

sexta-feira, maio 06, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje, sexta, vou estar, em conjunto com o Zye, no La Bohémme, sonoridades por entre algum Lounge/Downtempo, Electro e derivados, Punk-Funk, House, 80s, etc...

Também, no ADN, Pedro Viegas (Journeys/Hot Hat) para mais uma sessão que andará por entre o Funk, Rock, Electro e Breakbeat.

Amanhã, sábado, Fusion Goes Clubbing @ Baco, pois irei estar eu no Baco para mais uma sessão por entre o Punk-Funk, Electro e derivados, Acid-House e outras coisas igualmente dançáveis.

No La Bohémme estará o Abel Santos para mais uma das suas sessões ecléticas.

No Desassossego estará o Gino, para mais uma das suas sessões "rockeiras", mas que às vezes descambam (mas no bom sentido, claro está...) para outras coisas...

No Newave estarão o SidJay, o Pedro Tiago, a Jacklynne e o Simões, mais conhecido por Mr. Simon, para uma sessão em que deverão predominar as linguagens mais ligadas ao House, e quem sabe se até não se irá ouvir New Wave no Newave, dado que o Simões também gosta bastante de artistas ligados a esse movimento, tal como B 52s, Blondie, Duran Duran, etc...Ah, e dêem os parabéns ao SidJay, que faz anos.

domingo, maio 01, 2005

Crónicas Nocturnas # 19

Bem, este foi um fim-de-semana bastante movimentado...

Quinta fui, em conjunto com o Abel, ao Lux , para vermos um dos pioneiros e também lenda viva do Hip-Hop, o grande (em todos os sentidos) Afrika Bambaataa.

Chegamos ao Lux, e estava o Tiago Miranda, no Bar, a passar som, com sonoridades que vão do Funk, ao Disco-Sound, ao Punk-Funk e ao Hip-Hop, muito em consonânca com o espírito da noite, diga-se de passagem.

Por volta da 1:30 da manhã abre a Discoteca, e a Yen Sung inicia a sessão, também por entre sonoridades ligadas ao Funk e ao Hip-Hop (tocou um tema de que gosto bastante, o You´re All I Need To Get By da Mary J Blige em conjunto com o Method Man dos Wu-Tang Clan), antes de passar os comandos a Afrika Bambaataa, que aliás fez bastante vezes papel de "Master Of Cerrimonies", ao apelar e incitar ao movimento corporal do público presente, que por sua vez inicia o set com um tema de Electro Old-School, o Let The Music Play da Shannon. A partir daí foi uma viagem musical por entre estilos como o Funk, o Disco-Sound, o Hip-Hop Old School, o Electro Old School, Breakbeat, algum Dancehall, algum Funk Carioca e uma remistura breakbeat do You Shook Me All Night Long dos AC DC, e no fim desse tema ouviu-se ainda a inconfundível voz de John Bon Jovi a cantar You Give Love A Bad Name...eheheheheheh, mas foi só ameaça mesmo. Sem surpresas, um dos nomes mais ouvidos no set foi o padrinho do Funk, o grande James Brown, de quem Afrika Bambaataa é grande fã. Durante o set de Afrika Bambaataa assistiu-se a uma enorme "battle" de Breakdance, e diga-se de passagem que os "combatentes" eram todos bastante bons. Fez-me lembrar quando também eu dançava Breakdance há un 20 anos atrás...Agora já não tenho nem corpo nem elasticidade para tal...Durante vários momentos foi como se tivéssemos sido transportados para uma qualquer festa de Hip-Hop do início dos ano 80...

Findo o set de Afrika Bambaataa, começou o Mr. Cheeks, também dentro de uma toada mais "funky". Estivemos a ouvi-lo um bocado, mas depois decidimos ir ver como estava o Bar. Nessa altura já se encontrava o Nuno Rosa ao comando da cabine do Bar, e os temas que ele estava a tocar foram-nos fazer ficando lá no Bar. Foi um set por entre o Electro-House, o Acid-House, o Punk-Funk e também coisas como Somebody´s Watching Me dos Rockwell, Join In The Chant dos Nitzer Ebb ou Atomic dos Blondie, tema que fechou a sessão.

Excelente noite, e Lux completamente à pinha nos dois pisos...

Na sexta fui tocar em conjunto com o Henri ao ADN, e foi uma noite que nos correu muito bem, tanto a nível musical como a nível de público. Tanto eu como o Henri conseguimos encadear bem um com o outro, e andámos em sonoridades que percorreram diversos estilos como o Punk-Funk, o Disco-Sound, o Electro e derivados, Acid-House e até Breakbeat. E um grande obrigado a toda a gente que nos foi lá apoiar e/ou dançar ao ADN, esperemos que tenham gostado da nossa sessão, e que a possamos repetir brevemente...Pena o ADN ter de fechar tão cedo, porque quando desligámo a música a casa estava completamente à pinha, mas a lei é para se cumprir...

No sábado, de regresso ao Lux, mas desta vez com o Zye, e para ver outro grande senhor, o françês Ivan Smagghe, que felizmente desta vez não perdeu o avião.

Chegámos ao Lux por volta da uma e pouco da manhã, e estava o Nuno Rosa na cabine do Bar, mas desta vez a passar coisas dentro do Indie-Rock, do Punk-Funk e alguns temas dos anos 80, como o Tears Are Not Enough dos ABC ou Shout dos Tears For Fears, mas nas suas versões 12".
Por volta das duas abriu a Discoteca, e lá fomos nós. Rui Vargas já se encontrava ao comando da cabine, e até às 3:30 demonstrou o porquê de ser considerado um dos melhores DJs nacionais. No início começou por tocar uns temas muito devedores de sonoridades mais ligadas ao Disco-Sound, mas depois evoluiu para temas mais ligados ao Electro-House e ao Acid-House. Às 3:30 entrega o comando da cabine ao grande Ivan Smagghe, e foi um set brutal, mas no bom sentido. Dotado de um grande sentido do que faz mover uma pista de dança, Ivan Smagghe moveu-se com um grande à-vontade por entre estilos como o Electro-House, o Electro-Techno, o Minimal Techno/House típico de editoras como a Kompakt, a Sender ou a Poker Flat, o Acid-House e até temas fortemente influenciados pela EBM. E só consegui reconhecer dois dos temas que ele tocou, e já sei que vou passar uns mesitos a comprar coisas que esse SENHOR tocou nessa noite...Público completamente em delírio. A parte da Discoteca esteve quase sempre a abarrotar, e o Zye, que foi por uns poucos minutos ver como estava o Bar, disse-me que também se encontrava muito movimentado. Às 7:40 acaba a sessão, já num 2º "encore", com um tema que soava a uma mistura entre os Blackstrobe (um dos projectos de que Ivan Smagghe faz parte) e os Depeche Mode. Novo tema dos Blackstrobe? Outro dos temas fortes da noite, que tanto foi tocado por Rui Vargas como por Ivan Smagghe, foi um tema de Acid-House típico em que se ouvia constantemente a palavra "Ecstasy". Será uma produção antiga ou uma moderna a emular esse género de sonoridades?

Enfim...duas grandes noites no Lux.

p.s. São indivíduos como o Afrika Bambaataa e o Ivan Smagghe, cada um dentro do seu estilo, que muito fazem pela missão de educar e divertir ao mesmo tempo quem os ouve, e são para mim o exemplo a seguir... Tenho muita pena que muita gente que trabalha (e frequenta) na noite setubalense não se dê ao trabalho de ir ver nomes destes. A esmagadora maioria dos DJs ( e também outras pessoas ligadas à noite) que trabalham na noite setubalense deveriam ir ouvir nomes como estes, para ver se alargam os seus horizontes musicais, e que vejam que não devem ter medo de arriscar. E sente-se na noite de Setúbal uma vontade de mudança, porque, como estou farto de mencionar aqui no blog, cada vez mais se vê nos sítios "underground" pessoas que costumam ou costumavam andar por sítios "pop e (pseudo) fashion", o que indicia uma cada vez maior saturação na frequência de sítios desses. E a muitas dessas pessoas deve-lhes saber bem o poderem divertir-se sem olhares censurantes...Só não se apercebe destes sinais quem não quer ou quem é cego...E na noite em que estive no ADN estiveram lá pessoas dessas, e que enquanto lá estiveram se divertiram, o que para mim é muito positivo...

Se calhar está na altura de se começar a apostar em casas e pessoas com outro tipo de mentalidade, porque me parece que certos modelos de casas, certos modelos de DJing e certos modos de percepcionar a noite estão à beira da ruptura...E quem pensa que é em abrir casas "pop e (pseudo) fashion" que se vai encher de dinheiro, está muito enganado...Porque aí o mercado já está mais que explorado...

sexta-feira, abril 29, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje, sexta, estarei, em conjunto com o meu amigo Henri Sanrame, no ADN. Será uma sessão mais virada para o Electro e derivados, Acid-House e outras coisas igualmente dançáveis.

No Baco estará o Zye, para uma sessão entre o Lounge, o Electro e derivados e Funky Electronic-House.

No La Bohémme estará o Abel Santos, para mais uma das suas sessões ecléticas.

Amanhã, sábado, Ivan Smagghe no Lux...a não perder. (A ver se não perde o avião desta vez...)

Amanhã, estará no Baco o Abel Santos, e , no XII-A, no Barreiro, estará o Henri Sanrame.

segunda-feira, abril 25, 2005

Crónicas Nocturnas # 18

No sábado lá fui eu e os meus grandes amigos Gino e Abel para mais uma "Los 3 Amigos DJs" session no Portão Bar, em que mais uma vez demos asas às nossas tendências mais "rockeiras", e mais uma noite de boa onda. De Tiga a Metallica, de Cure a Ramones, de Franz Ferdinand a Sex Pistols, de Supernova a Bloc Party, de LCD Soundsystem a Daft Punk, de tudo um pouco se tocou...

No domingo fui mais o meu grande amigo Zye para tocarmos no La Bohémme, e foi a noite de estreia do Zye lá no La Bohémme, e portou-se bastante bem. Andámos por entre sonoridades mais ligadas ao Electro e derivados, ao Punk-Funk e algum House mais electrónico facção Brett Johnson, mas sempre numa onda calma, nada de som muito a abrir...O La Bohémme esteve sempre bastante composto, e às 22, ao contrário de muitos outros sítios, já se encontrava bastante movimentado...

Saímos do La Bohémme, já acompanhados pelo Abel, e fomos ao Desassossego. Antes, porém, passámos à porta do Estúdio 4, e vimos por lá uma cena bizarra...malta aos pulos lá dentro, a abanarem os candeeiros da casa, e a ouvirem música do mais pimba que podia haver, mesmo daquela digna de bailaricos...Reparámos também que o antigo Peste reabriu, não memorizei o nome, mas também não me pareceu nada de especial...

Chegámos ao Desassossego, que ainda estava animado, e em que o Gino estava a tocar música portuguesa dos anos 80...Zeca Afonso (ou não fosse véspera de 25 de Abril),Heróis Do Mar, Adelaide Ferreira, Táxi, Jáfumega, Trabalhadores do Comércio, GNR, Manuela Moura Guedes, etc...Muito boa onda, com aqueles temas que nos fazem sentir nostálgicos...Gostei.

A seguir fomos a uma bomba de gasolina ao pé do Bonfim, porque havia malta que estava com fome...Estava de porta fechada, mas ainda bem, porque os cromos que lá estavam a trabalhar tavam a ouvir O-Zone...bleurgh!!!

E a seguir fomos todos para casa dormir...

sexta-feira, abril 22, 2005

Cardápio Nocturno

No sábado vou estar, em conjunto com os meus amigos Abel e Gino, no Portão Bar, no Barreiro, para mais uma noite "Los 3 Amigos DJs", onde damos azo a tendências mais "rockeiras"...Electro-Punk, Punk-Funk, New-Wave, Indie, Punk, Rock n Roll, algum Electro-Pop e alguns Hits dos anos 70/80/90...

Nessa mesma noite, no Baco, em Setúbal estará a DJ Joana, para mais uma sessão eclética, que decerto englobará Broken Beat, algum Deep-House, Big Beat e Electro.

Nessa mesma noite, mas em Lisboa, no Clube Lua, a dupla de DJs belga The Glimmers (ex Glimmer Twins), o alemão DJ Kaos e o nosso Dinis, das noites Flashdance. (The Glimmers editaram recentemente um cd mixado, desta feita um DJ Kicks, que está muito bom, assim como o DJ Kaos que lançou também há pouco tempo o álbum Hello Stranger, também bastante recomendável).

No domingo, véspera do feriado de 25 de Abril, estaremos eu e o meu amigo Zye no La Bohémme para uma sessão eclética...

(dia 28, Afrika Bambaataa no Lux, dia 29, eu e o meu amigo Henri Sanrame no ADN, dia 30, Ivan Smagghe no Lux).

domingo, abril 17, 2005

Crónicas Nocturnas # 17

Este foi um fim-de-semana calmo. Saí apenas no sábado, e andei a distribuir cartazes para uma festa que vou fazer em conjunto com o meu grande amigo Henri, no ADN, no dia 29 deste mês.

Fui acompanhado nessa missão pelo meu grande amigo Jacque Nylv, e percorremos os locais mais adequados onde postar os nossos cartazes...

Primeiro fomos ao La Bohemme, onde estava o meu grande amigo Abel a passar som, sempre dentro das sonoridades ecléticas e de qualidade tão habituais nele (no dia 24 deste mês eu e o meu grande amigo Zye estaremos a passar som no La Bohémme).

A seguir fomos ao Bombar, também sempre com boa onda, com o Max a fazer de DJ, a tocar Hip-Hop português e algum Grunge clássico como Pearl Jam.

E depois fomos à minha cada vez mais segunda casa, o Baco, onde estava o grande Benny Bagassi a passar sonoridades entre o Big Beat e o Electro e derivados. E, como de costume, por lá estava também o meu grande amigo Marco. Por lá encontrei também o grande Del Costa, mais os grandes Pedro Tiago e Cid...uma autêntica convenção em ponto pequeno de DJs setubalenses que passam House de qualidade (faltava por lá o Henri Sanrame, o Daniel Costa, a Jacklynne, o Pedro Goya, o DJ Time, o Safara e o Roger Urb para o ramalhete ficar completo...).

A seguir regressamos ao Bohémme, também não faltava muito para a casa fechar...A seguir fomos ao Desassossego onde estava o meu grande amigo Gino a passar som, também já quase a fechar...

E a seguir, fomos acabar a noite no ADN...Sítio cada vez mais a rebentar pelas costuras, e cada vez com mais público não muito habitual naquele sítio, o que para mim é bom, é sinal de mudança de mentalidades. O grande Zé Pescador lá estava ao comando da cabine, passou muita coisa porreira, mas também passou daqueles temas estilo Kusturica que a mim não me agradam lá muito, parecem uma espécie de "pimba" alternativo...E finalizou a noite com o Creep dos Radiohead. Gosto muito de Radiohead, mas não para fim de noite...é para mim uma banda para se ouvir no recato da nossa casa, e em certos e determinados momentos...Enfim, são maneiras de estar na vida...

We've got a funkytown

A noite estava combinada e na hora marcada fizemo-nos ao caminho, tinhamos um objectivo: correr os pontos chave da scene underground setubalense de maneira a publicitar um evento electrónico.

Ponto 1. La Bohémme

Entre dedos de conversa, fomos caminhando por entre as ruas cheias de história, batemos na porta e entrámos.
"Ola, boa noite, estão bons?".
Somos recebidos com uma simpatia por excelência, fazendo-nos sentir bem... muito bem situados.
É impressionante a qualidade de sítios "não tão conhecidos", que não têm medo de apostar na qualidade, não caindo na estupidez da chamada quantidade... exagerada, sem fundamento.
Um sítio em que estamos entre amigos, onde passamos uma noite agradável e falamos de assuntos interessantes... sempre com uma banda sonora de dar parabéns ao DJ, por cada faixa colocada. E o nosso amigo Abel, sabe fazer isso como ninguém, com uma cultura musical de excelência.
Mas tivemos de sair, com alguma pena nossa, mas dissemos um até já....

Ponto 2. Bombar

A zona histórica da Fonte Nova continua a mexer, desta vez no Bombar, decidimos parar para beber um copo. Um sitio a ter em conta.

Ponto 3. Baco

As batidas electrónicas faziam-se ouvir do outro lado da estrada...
É bom sinal, cada vez mais se verificar pessoal a aderir a sonoridades diferentes, sejam elas quais forem, talvez sinal que as coisas estão a evoluir/a mudar de alguma forma. Talvez por isso se veja cada vez mais frequentadores da zona pop & (pseudo) fashion setubalense, nos sítios cotados por underground.
Enquanto ficamos na porta, vemos a chegar os amigos: Pedro, Costa e Cid, para também eles virem beber um copo, e ouvirem um pouco de som. Sim, porque um apaixonado de música, não é na zona pop & (pseudo) fashion que a vai encontrar... Sendo que as pessoas estão cada vez mais fartas d'lhos hits del verano, que insistem em continuar a passar por lá...
Quando é que as mentalidades mudam de vez? Quando é que os donos das casas começam a perceber que são muitos os sítios comerciais...?
Mas voltando ao Baco, ficámos por lá, a curtir o electro, com uma muito boa onda.
Sendo que por lá, todas as noites são boa onda.

Ponto 4. La bohémme

Decidimos voltar ao ponto de partida, para ouvir o fim de noite do nosso amigo Abel. A sua variedade sonora, "cai que nem ginjas" no bar, excusado será dizer que o bom ambiente respirava-se.
Uns clientes franceses, questionaram o DJ pelo nome de uma faixa, mais instrumental que tinha acabado de ser tocada, curiosamente de uma colectânea francesa de Lounge...
Ao acabar a sessão, decidimos ir ate ao Desassossego. Estava lá o Gino, para mais uma sessão mais rockeira, para depois irmos ate ao ADN.
Não teria lógica corrermos os bares mais underground setubalenses e não irmos ao ADN.

Ponto 5. Desassossego

A visita foi rápida pois o bar já estava pra fechar, dando ainda tempo para mais um copo e pormos a conversa em dia com o Gino.
O Desassossego, mais um sítio a ter em conta, para quem gosta de sonoridades mais rockeiras.

Ponto 6. ADN

Entramos com dificuldade no ADN, pois a casa estava à pinha, super cheio, com um ambiente de pura curtição. Naquela altura, pessoalmente, só pedia algo mais dançável, pois a casa pedia a isso, com a pista a transbordar, podendo-se puxar ainda mais pelo público. Ao nos dirigirmos para a parte mais "calma", verificamos se encontrar por lá, um grande grupo de habituais frequentadores e frequentadoras da zona pop & (pseudo) fashion. E entre nós não contivemos os risos. É boa onda, ver tudo animado e a curtir a noite, provavelmente por ali se sentirem à vontade, sem pressões insignificantes só vistas nas zonas pseudo, em que os olhares são constantes...
Ficamos até ao fim de mais uma sessão de sábado à noite do ADN, com o dj Zé Pescador.

Com todas estas voltas, chegámos à grande conclusão que o underground setubalense está de muito boa saúde e recomenda-se (cada vez mais). E parece que algum do público (pseudo) fashion já começou a perceber isso.

Uma noite em que a qualidade predominou.

Jacque Nylv na Underground Scene Setubalense

segunda-feira, abril 11, 2005

Crónicas Nocturnas # 16

Quinta à noite fui aos anos do meu grande amigo Mário João, meu companheiro nos Revolwers. (Pois é, pá, 25 anitos...eheheheheh. Que contes muitos mais. E os bolos que a tua avó faz...ai ai...).
Foi uma noite muito agradável e bem passada, a comer muitos bolos, com o cd mixado pelo Felix Da Housecat que veio na Mixmag (uma revista de qualidade muito duvidosa, mas que de vez em quando traz uns cds jeitosos...) e com o How To Kill The DJ parte 2 mixado pelos Optimo a proporcionarem a banda sonora perfeita para a noite em questão...

No sábado fui mais uma vez passar música no Baco, cada vez mais a minha segunda casa...Como sempre, mais uma noite de boa-onda e com o pessoal a aderir bem às sonoridades que toquei por lá. Tive sempre bem acompanhado durante a noite, ora pelo Zye, ora pelas Sistas, ora pelo Marco...e o Gino também apareceu por lá para ir comprar tabaco, antes de se ir fazer à vida para o Desassossego, sítio a que me dirigi após ter saído do Baco, para o ouvir tocar. E a seguir...casa.

p.s. Temas que têm sido bastante apreciados nos meus últimos sets:

Tiga - Louder Than A Bomb
Tiefschwarz - Issst
Chemical Brothers -Galvanize/The Big Jump/Believe
Daft Punk - Robot Rock/Burnin`
N & W - Randomizer
Benny Benassi - Satisfaction
Marc Romboy vs Blake Baxter - Freakin`
LCD Soundsystem - Daft Punk Is Playing In My House (tanto o original como a remistura dos Soulwax)
Franz Ferdinand - Matinée (Headman Mix)
Kaos - Now & Forever
Liquid Liquid - Cavern
Sylvester - Band Of Gold (The Glimmers Dub)
Traffic Signs - The Big Fake
Qualquer produção do Abe Duque
Qualquer produção que envolva os primos Jesper e John Dahlback

etc, etc...

sexta-feira, abril 08, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje, sexta, dia 8 de Março, no ADN, Pedro Viegas (Journeys/Hot Hat) convida Rui Murka (Frágil), para uma DJ session. Como é apanágio de Rui Murka, espera-se uma sessão eclética e de muito bom gosto. A não perder.

Amanhã, sábado, dia 9 de Março, eu, Eduardo Martins, estarei no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançáveis.

p.s. Abriu ou vai abrir um bar dançante novo, de nome Mix-Club, na Av. Luísa Tody nº357 (ao lado do Hardurio), aparentemente mais dedicado às sonoridades House, com o Dj Pedro Monchique, residente, aos comandos da cabine de som.

domingo, abril 03, 2005

Crónicas Nocturnas # 15

Na quarta fui mais o meu grande amigo Fred K passar som no Mexe-Café, no Bairro Alto. Sítio muito giro, com uma cabine de DJ no alto, quase como se fosse um palco, e com um dono um pouco excêntrico, mas muito simpático. Foi uma noite com boa-onda, apesar de o espaço ficar cheio de repente, e vazar de repente, e estar sempre assim a noite toda, até à hora do fecho. As sonoridades predominantes estuveram por entre o Electro e algum Acid-House, com alguns temas de Progressive-House pelo meio, estilo pelo qual o meu amigo Fred está cada vez mais apaixonado. E é engraçado ver uma casa que consegue numa quarta-feira ter mais gente do que certas casas de Setúbal a um fim-de-semana...Saudações para o Pedro e o Cid, que apareceram por lá para irem beber um copo connosco.

Na quinta fui, mais o meu grande amigo Zye, assistir a um concerto dos Micro Audio Waves. Já os tinha visto em Novembro do ano passado, no Festival Número, que decorreu no Lux (noite essa em que Trevor Jackson estreou-se em grande no Lux...para quando o regresso desse grande SENHOR ?), e tinha ficado bastante bem impressionado com a actuação deles. E não me voltaram a decepcionar, se bem que o Cine-Teatro Luísa Tody não me pareça o sítio mais adequado para se assistir a um concerto deles. Giro também foi termos assistido ao concerto no palco, e não na plateia, mas a verdade é que teve muito mais sentido assim, para que pudesse haver uma maior proximidade entre público e artistas. A vocalista, Cláudia apresentou-se sempre muito bem humorada, e com um forte carisma. Flak ocasionalmente dava um ar da sua graça, com uma ou outra postura tipo "guitar hero", e Carlos Morgado nos sintetizadores, com uma postura algo discreta, mas que deu azo a uns dos momentos mais hilariantes da noite, quando pegava no baixo, e o instrumento criava um "feedback" um pouco estranho, o que parecia divertir bastante a vocalista. À saída estavam cópias do álbum deles à venda por 6 euros, e não me fiz rogado, adquiri logo um.

Na sexta, também com o Zye, fui ao La Bohemme, por lá encontrando-se novamente o meu grande amigo Abel a passar som (o Abel é quase como que o DJ residente daquela casa). Como sempre, música de qualidade, e muito ecletismo musical. Entretanto houve uma ocasião em que tive de ir à casa de banho, e quando regressei, fiquei muito surpreendido por ver que lá estava o grande Zé António Moura da Flur, acompanhado com o meu amigo Mr. Simon e pela grande radialista Isilda Sanches (da Rádio Oxigênio), que iriam horas depois fazer uma "DJing Session" no ADN. Por lá fiquei um bocado a conversar com o Zé António Moura (Major Eléctrico/Strawberry Force Fields Forever). Foi uma agradável surpresa, não esperava nada vê-lo por ali. Entretanto lá fiquei mais o Zye no Bohémme até ao fecho da casa, e a seguir rumámos ao ADN. Quando lá chegámos, já o Simões e a Isilda Sanches estavam bem embalados na sua "Dj Session", que foi bastante eclética e variada. Punk-Funk, Electro, Disco-Sound, Reggae, Hip-Hop de teor mais "old school". Ouviu-se por lá Le Tigre, B 52s, Tiefschwarz, Eminem, Salt n Pepa, M (Pop Pop Pop Muzik...), Lipps Inc, House Of Pain, LCD Soundsystem, G.L.O.B.E. & Whiz Kid, Playgroup, The Killers, etc...Muito variado, como se pode ver...Mais uma noite de boa-onda, e completamente ao rubro no ADN, e novamente com malta que frequenta ou frequentava espaços "pop e (pseudo) fashion"...o que para mim é positivo.

No sábado, uma amiga minha, a Susana, ia fazer 20 anos, e fui convidado para ir passar som na festa dela. Foi uma noite muito gira, muito animada. Felizmente que a chuva que esteve presente durante o dia inteiro, decidiu dar tréguas á noite. Pena foi as bebidas alcóolicas terem acabado um pouco mais cedo do que se estava à espera, mas não faz mal...ainda havia muitos Trinaranjus e Coca-Colas...eheheheheh. Ninguém morreu à sede. Para além de mim, tocou o meu grande amigo Gino, que foi quem iniciou a noite, com um set mais alternativo. A seguir entrou um moço que se auto-denominava como Dj Alface, que iniciou o set com o All Night Long do Lionel Ritchie, e acabou já no Electro. A seguir entrei eu, para tocar um pequeno set por entre o Electro-House e o Acid-House. O Louder Than A Bomb do Tiga faz estragos...A seguir entrou a grande Jacklynne, também para uma sessão entre o Electro-House, Funky-Electronic-House e algum Detroit Techno. A seguir entrou a dupla de DJs Irresponsáveis, para uma sessão mais virada para o Electro-Techno. A seguir, acalmaram-se os ânimos com sonoridades mais Deep-House tocadas pelos DJs Safara e Rui Pedro, que é o residente do MXL (finalmente alguém dá uso áqueles CDJs, e já não era sem tempo, e a julgar pela boa qualidade dos temas que o Rui tocou, o MXL parece bem entregue... espero que seja para continuar...força Rui). Depois todos os DJs da festa tocaram um tema cada um, e no fim existiu um despique de temas "pimba" entre a dupla Irresponsáveis e o meu amigo Gino, a ver quem é que tocava o tema mais horroroso...eeheheheh. Completamente hilariante. Mas redimiram-se quando a última música a ser tocada foi Love Will Tear Us Apart dos Joy Division.

p.s. Que contes muito mais, Susana, e que a malta vá vendo.

quinta-feira, março 31, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje, dia 31 de Março, temos os Micro Audio Waves, no Cine-Teatro Luísa Tody, para uma actuação ao vivo.

Amanhã, sexta, dia 1 de Abril, temos Mr. Simon e Isilda Sanches da Rádio Oxigênio a fazerem um DJ set no ADN.

Sábado, dia 2 de Abril, temos Fred K (Fusion) no Baco, e temos também uma festa de Drum n Bass na Casa Mãe Rota dos Vinhos, com Magau, Mee K, Spam e Alif. Temos também, mas em Lisboa, no Lux, Steve Bug.

quarta-feira, março 30, 2005

Fusion Goes Clubbing@Mexe Café, Bairro Alto

Hoje estarei, mais o meu amigo Fred K, a passar som no Mexe-Café, no Bairro Alto.

Podem esperar por sonoridades entre o Electro e derivados e o Acid-House.

domingo, março 27, 2005

Crónicas Nocturnas # 14

Mais um fim-de-semana movimentado q.b., e ainda por cima prolongado...

Na quinta fui mais um grande amigo meu ao La Bohémme. Estava lá o meu amigo Abel a passar som, o que é garantia de ecletismo e qualidade musical. Por lá também encontrei um casal amigo meu, e aproveitámos para pôr a conversa em dia. Por lá ficámos até ao fim da sessão, mas a seguir decidimos ir para casa, pois não havia nada de interessante noutros sítios.

Na sexta fui, um pouco inesperadamente, passar som ao Baco, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk e Acid-House. Mais uma noite de boa-onda e com o pessoal a vibrar com as sonoridades que eu debitava, e com os barmans-maravilha a fazerem por vezes de Light-Jockeys. Isto tudo apesar da chuva que caía lá fora. A seguir ao Baco fui ao ADN. Era uma noite de apresentação do que penso ser uma nova revista, de nome Bíblia, com os DJs Vaipes e Rui Maia (dos X-Wife, banda do DJ Kitten) ao comando da cabine. Foi uma noite de tendência mais "rockeira", com alguns apontamentos Electro e até de Techno, Drum n Bass e Reggae pelo meio. Foi uma noite divertida, em que se ouviu Tiga, Radio 4, The Rapture, Ramones, Miss Kittin, e , para finalizar a sessão, o grande mestre Carlos Paredes (infelizmente falecido o ano passado...).

No sábado fui ao Baco, mas desta vez para ouvir a DJ Joana, uma moça que tem uma boa selecção musical, e variada q.b. . Começou com umas sonoridades mais dentro do Broken Beat, depois passou para o Deep-House, e a seguir enveredou por sonoridades mais dentro do Electro. Ouviu-se Blue 6, Martin Solveig, The Killers, Scissor Sisters, Daft Punk, Chemical Brothers, Fischerspooner, etc...Sempre boa-onda. O grupo de amigos com quem estava, além de estarem a gostar do som, também estavam a gostar bastante das clientes do sexo feminino. De facto o Baco tem cada vez mais míudas giras e cheias de pinta. A seguir fui ao Desassossego ter com os meus amigos Abel e Gino, que estavam por lá a passar som. Estavam numa onda de Rock mais "old school", mas bastante agradável de se ouvir. A seguir fomos para o ADN, em que lá estava o residente, Zé Pescador, a passar som em conjunto com o Max do Bombar. Teve-se bem, apesar de um ou outro tema tocado não serem muito do meu agrado. Para variar, ADN sempre á pinha, e a continuar a ser frequentado por malta que costuma ou costumava frequentar os sítios "pop e (pseudo) fashion".

E assim vai a noite setubalense de teor mais "underground"...De boa saúde, e com tendência a melhorar ainda mais...

sexta-feira, março 25, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje estarei no Baco a passar som, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançáveis.

No ADN, sei que é hoje uma apresentação qualquer de uma revista nova, e estarão lá a passar som um tal de DJ Vaipes e um dos membros dos X-Wife (mas não é o DJ Kitten).

domingo, março 20, 2005

Crónicas Nocturnas # 13

Esta semana as minhas crónicas nocturnas começam na quarta-feira, pois na quarta-feira fui deixar uns "flyers" relativos ao evento em que iria participar no dia a seguir, quinta-feira. Passei pelo La Bohémme, pelo Baco e pelo Desassossego, que estavam calmos. Os dias de semana em Setúbal, ao contrário de Lisboa, não são lá muito concorridos. Mas como nós sabemos, Lisboa é hoje em dia uma cidade que quase nunca dorme. Passei de raspão por alguns sítios "pop e (pseudo) fashion", onde também não se passava grande coisa (em termos de público, que nessas casas nunca se passa nada...). De música comercial da treta ao mau rock, eis a escolha musical dessas casas...

Na quinta lá fui ao República passar som com o Moon e o Lord Khryst, pena foi que a afluência de público não foi a esperada, e soube mais tarde que pessoas amigas minhas foram até lá com a intenção de entrar, mas que o porteiro lhes pediu 10 Euros á porta...Mas isto tem alguma lógica num dia de semana, pelo menos em Setúbal? Fora certos casos, cada vez tem menos razão de ser aos fins-de-semana, quanto mais a dias de semana...Enfim, será algo a esclarecer com o dono e com o próprio porteiro no caso de virem a existir futuros eventos. Mas fora isso, foi uma noite bastante agradável, em que qualquer um de nós tocou o que quis e bem nos apeteceu, sem qualquer espécie de pressões, tudo dentro do Electro e derivados, e até algum Techno de qualidade. Esperemos que se repita, mas num dia mais forte, e com certas arestas a limar...

Na sexta não me sentia lá muito bem, e achei por bem ficar em casa. Mas no sábado saí, para ir mais uma vez tocar ao Baco. Lá voltei para mais uma sessão de Electro e derivados e algum Punk-Funk e Acid-House. Mais uma vez muito boa onda e sempre considerável adesão ao som que eu toco por parte de quem frequenta o Baco. Por vezes fica-se com a impressão que não está muita gente, mas é devido ao tempo estar melhor e estar muita gente na esplanada, mas da esplanada ouve-se bem o som...eu sei porque de Verão passo muitas noites quentes na esplanada do Baco...eheheh. Nesta noite apareceram por lá uns ingleses que cantavam tão alto, que por vezes abafavam o som da música. A nossa cerveja dá conta deles... A seguir fui mais um grande amigo meu ao Desassossego, onde estava o Gino a passar som, e como sempre, uma sessão de bom Rock pesado e/ou alternativo. A seguir rumámos até ao ADN, onde estava o Pedro Viegas a passar som, em conjunto com um baixista e um percursionista. O som estava agradável, o ADN estava á pinha (como aliás tem estado, felizmente, nos últimos tempos, pelo menos sempre que lá vou...). Enfim, estava um ambiente festivo. Continuo é a não gostar muito de ouvir malta a tocar percussões por cima de sonoridades que não têm muito a ver, apesar de o Pedro Viegas ter tocado uns quantos temas mais "housey", certamente para facilitar a vida ao percussionista, mas quando tocava temas mais Breakbeat ou até mais Electro, o percussionista insistia em acompanhar, e para mim são sonoridades que não pedem percussionistas...mas pronto, é o meu gosto pessoal. E fico espantado por cada vez mais ver no ADN pessoas que costumam ou costumavam frequentar o espectro mais "pop e (pseudo) fashion" da noite setubalense, e a divertirem-se bastante, quem sabe por se sentirem livres do espartilho do "socialmente correcto" que predomina nos sítios "pop e (pseudo) fashion". O meu amigo Gino até comentou comigo que cada vez mais via no ADN pessoas que ele não conhecia de lado nenhum...Será um sinal de que as pessoas estão cada vez mais fartas da estagnação reinante em muitos sítios? Penso que quem gere casas nocturnas ou quem tem tenções de abrir alguma futuramente deverá reflectir acerca disto de uma forma bastante ponderada...

p.s. Há uns tempos uma pessoa conhecida minha foi passar som num dia de semana a uma dessas casas "pop e (pseudo) fashion", e um dos donos/gerentes disse-lhe que não podia pagar muito dinheiro, porque apesar de a casa estar sempre apinhada de gente, não eram pessoas que consumissem muito, e que muita da clientela habitual da casa em questão faz por aparentar bem mais do que o que realmente é...Não é com essa malta que a noite de Setúbal vai andar para a frente. Obviamente terão sempre de existir espaços para essas pessoas que vivem do "faz-de-conta", que também têm direito de se divertirem á sua maneira, mas o problema é que em Setúbal existem casas dessas a mais...Ouvi dizer que vai abrir um bar novo, de nome Extra-Café, ou lá o que é, e tudo indica que vai ser mais um a competir com os restantes bares "pop & (pseudo) fashion". Das duas uma, ou é moda durante uns tempos e depois vai-se abaixo, ou então deita abaixo um dos outros bares, que aliás é o que mais cedo ou mais tarde acontece com todos os estabelecimentos dessa estirpe (excepto o Absurdo, que é o que existe há mais tempo, tem uma clientela certa, e sabe inovar o necessário q.b. para se conseguir manter...). O futuro dirá se a minha análise é ou não a mais correcta...

sábado, março 19, 2005

Hoje fui ás compras # 11

E lá voltei mais uma vez á Flur para ir comprar umas coisitas...De realçar que agora têm um colaborador novo, de nome Pedro, que também é uma simpatia, e que antes trabalhava na Anana. Mas vamos ao que interessa:

CDs:

-Daft Punk - Human After All (Virgin/EMI)
Aí está os esperado 3º albúm dos Daft Punk, que apesar de estar um bom albúm, para mim não está ao nível nem do Homework nem do Discovery. Nota-se alguma repetição de ideias, e o albúm parece uma mescla entre os dois albúns anteriores. Mas a verdade é que se torna complicado competir com portentos como os Blackstrobe, os Tiefschwarz, o Abe Duque, etc...Mas como já disse, não deixa de ser um bom albúm, e a capacidade de criarem "hits" para pistas de dança continua intacta. Neste albúm os Daft Punk parecem ter deixado vir ao de cima nalguns temas a sua faceta mais "rockeira", conferir em temas como Robot Rock ou Television Rules The Nation, que são excelentes temas para pôr uma pista de dança ao rubro. Outros temas que também resultarão bastante bem serão temas Human After All, The Brainwasher e Technologic. Mas esperemos que os Daft Punk surjam mais frescos num próximo albúm...

-Kaos - Hello Stranger (K7)
Aí está o albúm de estreia de Kaos, muito virado para uma fusão entre Disco-Sound, Punk-Funk e algum Electro. Este albúm conta com os préstimos de gente tão distinta como Daniel Wang, Erlend Oye ou Captain Comatose. Albúm muito divertido, agradável e fresco. Temas como Feel Like I Feel, My Reputation ou Bang The Box prometem aquecer pistas de dança mais esclarecidas (o single retirado do albúm, Boogie Boy, já o está a fazer...).

-Vários - Pop Fiction (act one) (Hot Banana)
Albúm que compila vários trabalhos da editora Hot Banana, do françês Kiko. Quem conhece os trabalhos desta editora, sabe que anda dentro de sonoridades que disseminam por entre o Electro, o Neo Italo Disco e a Electronic Body Music. Além do próprio Kiko e projectos a si lidados, participam, tanto em produções originais, como em remisturas, nomes como David Carreta, Trevor Jackson, Alexander Robotnick ou The Hacker. Excelentes temas para dançar.

-Miss Kittin - Happy Violentine (Mute)
Cd-single que compila as várias remisturas feitas a este tema de Miss Kittin, e todas bastante boas. Remisturaram este tema nomes como LFO, Michael Mayer, Marco Passarani (prestes a editar um albúm novo pela Peacefrog) e Mad Professor.

Vinis:

-Marc Romboy & Blake Baxter - Freakin´ (Systematic)
Mais uma bomba dançante editada pela Systematic. Um híbrido entre Electro e Acid-House, vocalizado por Blake Baxter (a voz de What Happened, de Abe Duque) que promete criar muito calor na pista de dança. No lado B traz uma remistura mais pesada, por Rob Acid.

-N & W - Randomizer/Analogue Acid (Art Of Disco/Yellow)
Mais dois temas em que existe uma bastante bem conseguida colisão entre Electro e Acid-House, e que também nos prometem fazer-nos mexer na pista de dança.

- Hell feat. Billie Ray Martin - Je Regrette Everything-remixes (International Deejay Gigolo)
Mais um tema retirado do albúm NY Muscle, de DJ Hell, mas que se apresenta remisturado por Superpitcher e Jesper Dahlback. A remistura de Superpitcher é extremamente dançável, mais virada para o Electro-House. Em contrapartida, a remistura de Jesper Dahlback, e ao contrário do que seria de esperar, é um pouco mais calma, encontra-se mais perto do Electro-Pop. Qualquer uma das duas remisturas são bastante boas.

- Alden Tyrell - Other World Robots/Disco Lunar Module Remix (Clone)
Mais um excelente tema de Alden Tyrell, que traz como bónus uma remistura de Spencer Flipsson a Disco Lunar Module. Mais duas viagens pelo Neo Italo Disco de cariz mais espacial.

- Franz Ferdinand - Michael (US Edition) (Domino)
Este máxi apenas teve edição nos Estados Unidos, mas nem por isso deixou de aparecer aqui na Europa...eheheh. Além do tema Michael, traz a muito procurada remistura de Headman ao tema Dark Of The Matinée, e também a remistura de Playgroup a This Fire. Qualquer uma das duas remisturas estão excelentes, aumentado ainda mais o já evidente potencial dançante dos Franz Ferdinand.

p.s. Só para relembrar que amanhã estarei no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançáveis...

quinta-feira, março 17, 2005

Cardápio Nocturno

Hoje, dia 17 estarei, em conjunto com os DJs Moon e Lord Khryst no República (antigo Jonhy B), para uma sessão de Electro e derivados e Funky Electronic-House. Organização da Synth Pro.

No sábado, dia 19 estarei no Baco, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk & Acid-House.

Na sexta, dia 18 estarão no ADN Pedro Tiago e Cidjay para mais uma Funky-House Session.

domingo, março 13, 2005

Crónicas Nocturnas # 12

Foi um fim de semana de contrastes, este que passou...

Na sexta, eu e um amigo meu, no Kopus, sentimos na pele a podridão, a falta de rectidão e a crise de valores que cada vez mais marca presença na noite de Setúbal. Mas quero realçar desde já que a pessoa que nessa noite estava á frente do Kopus foi muito bem educada para connosco, foi correcta, ouviu-nos com atenção, respeitou-nos, e é óbvio que tudo o que se passou a ultrapassou completamente, por estar metida numa situação de que não estava á espera...

Após algumas confusões entre datas, ficou acordado que eu e o meu amigo iríamos passar som ao Kopus esta sexta que passou, dia 11 Março. Chegamos lá, com o nosso material, e perguntamos pelo dono. É-nos dito que o dono se encontra adoentado, não podendo estar presente nessa noite. E é-nos dito para irmos ter com o DJ residente (que não é o verdadeiro DJ residente, esse encontra-se de férias). Fomos ter com o DJ, e ele diz-nos que só tinha ordens para nos deixar tocar apenas quando chegasse o "nosso pessoal". Não percebi o que ele quis dizer com aquilo, mas caguei para isso. A seguir pergunta-me se eu tinha o seguro em dia, ao mesmo tempo que toca com os dedos numa das agulhas de um dos pratos Technics. Pensei que ele estaria a querer-me avisar que a agulha estaria fragilizada, mas não era esse o caso...as agulhas eram dele, e pediu-me para ter cuidado com elas, que eram muito caras...pensei cá para mim "só as trouxeste porque quiseste, ninguém te obrigou a isso, e decerto que a casa tem agulhas...". A seguir, conforme foi chegando público (bastante jovem, diga-se de passagem...por vezes faziam-me recordar os recreios quando andava na escola secundária...), o DJ tocava uma música horrível e já mais que gasta (já nem no SpyClub tocam temas daqueles...). Eu, pessoalmente, sou adepto de se tentar educar e divertir ao mesmo tempo quem me ouve, e prefiro arriscar vazar a pista do que tocar "mais do mesmo", e sou adepto de tentar mostrar coisas novas... E o tempo passava, e não havia meio de nos deixarem ir para a cabine fazer o nosso trabalho. Ao lado do DJ encontrava-se um jovem, que fazia de "light-jockey". Entretanto a pista começa a vazar. Para nossa surpresa, o DJ mete o jovem a passar som, e a seguir vem ter connosco para nos dizer que o jovem só vai tocar 4 ou 5 música, e que a seguir entramos nós, e que era chato estarmos a tocar para uma pista quase vazia. Entretanto, a pista volta a ficar mais composta, mas o jovem continua a tocar bem para além das 4 ou 5 músicas, e o DJ nada nos diz...aparentando que queria evitar falar connosco. Entretanto o meu amigo diz que vai lá abaixo. E o DJ vem depois ter comigo, a dizer "pá, eles só querem disto, o que queres?" Querendo o público o que se estava a tocar, ou não, fomos ao Kopus com intenção de fazer uma noite diferente, de mostrar o nosso trabalho, e temos confiança nas nossas capacidades de tentar virar a nosso favor cenários desfavoráveis...Entretanto o meu amigo diz que a pessoa que estava a cargo do Kopus naquela noite queria falar connosco. Mais uma vez quero realçar a boa educação, o respeito, a simpatia e a seriedade da pessoa em questão. Ouviu-nos com toda a atenção do mundo, e achou melhor que deveríamos vir passar som noutra altura, e até ficou com os nossos contactos, e pediu-nos as mais sinceras desculpas. Mas esperemos que essa pessoa não fique ofendida connosco, pois não queremos nunca mais voltar ao Kopus, nem como DJs, nem como clientes, porque temos o nosso orgulho, e esse orgulho foi ferido, não fomos respeitados pelo DJ, que apesar de ter já uns anos disto, não tem nada que ter atitudes menos correctas. E tenho pena, porque o staff do Kopus é constituído por pessoas bastante simpáticas e trabalhadoras, sempre sorridentes e aparentemente contentes com o bom trabalho que lá estão a prestar. Aliás, esse é um dos pontos fortes do Kopus, o staff. Agora penso que o Kopus devia tentar a pouco e pouco atrair um outro tipo de clientela, porque esta que eles têm agora não é muito fiável nem em termos económicos nem em termos de fidelidade a uma casa, e poderão deixar, sem qualquer aviso, o Kopus numa situação crítica. Pena também não estar lá o verdadeiro DJ residente e o dono, também pessoas que eu tenho como sérias, porque se eles lá estivessem, tenho a certeza absoluta que não se teria passado o que se passou...Nunca na minha vida me senti tão humilhado e gozado como nesta noite. Senti que me faltaram (e ao meu amigo...) ao respeito e que não nos deixaram fazer o nosso trabalho, que nós achamos válido, pese embora certas opiniões contrárias. Aliás isto demonstra a tacanhez, aposta no facilitismo, e alguma falta de valores (embora continue, felizmente, a existir quem os tem) existente na esmagadora maioria das casas da noite setubalense. Se não se mostrar coisas novas aos jovens, a noite de Setúbal nunca vai sair da cepa torta...

Em contrapartida, no sábado fui, com mais dois amigo meus, ao Portão Bar, no Barreiro, para a nossa residência mensal que por lá temos. E lá sentimo-nos respeitados e apreciados, e o mais importante...confiança total em nós. Lá podemos tocar o que bem queremos e nos apetece, tendo em conta, é claro, quem se encontra á nossa frente, mas não tocamos um único tema que não gostemos, não temos pressões de espécie nenhuma. Tanto temos a liberdade total para tocarmos coisas novas e frescas, como coisas que, não sendo tão novas, são desconhecidas. E lá damos aso ás nossas tendências mais "rockeiras", tocamos coisas mais centradas no Punk-Funk, no Electro mais "rockeiro", no Electro-Pop, no New-Wave ou no Indie-Rock,(The Clash, Sex Pistols, LCD Soundsystem, Riton, Adult., Rapture, Radio 4, Human League, Depeche Mode, Chemical Brothers, Prodigy, Dirty Minds, B 52s, etc foram alguns dos nomes mais ouvidos e/ou tocados no Portão Bar) mas sempre numa onda bastante dançável e frenética. Ontem foi uma noite bastante movimentada (até ás minhas amigas Sistas por lá apareceram...eheheheh), e ao contrário de Setúbal (excepto certas noites no Baco ou no ADN), as vários "tribos urbanas" convivem pacificamente, tanto se vendo pessoal do "streetwear", como pessoal "freak", como pessoal "beto", como pessoal "punk", etc...e tudo a conviver pacificamente. E em muitos sítios do Barreiro, toquem House, ou toquem sonoridades alternativas, ou toquem sonoridades comerciais, a afluência de público é bastante heterogênea, não se vendo aquela coisa ridícula de se ter porteiros num bar, tão habitual em Setúbal...

Para quando mais sítios e/ou noites de qualidade, com pessoas de qualidade, em Setúbal?E para quando a mais que necessária mudança de mentalidades?

quinta-feira, março 10, 2005

Cardápio Nocturno da Semana





O Electro vai-se fazer ouvir... em Setúbal... e no Barreiro.


Jacque Nylv

domingo, março 06, 2005

Crónicas Nocturnas # 11

Mais um fim-de-semana movimentado q.b. .

Na sexta, começei por ir, mais um grande amigo meu ao Baco. Nessa noite estava lá um DJ a passar sonoridades dentro do Rock Alternativo (Muse, Smashing Pumpkins, Faith No More, etc), e estava uma casa bastante agradável. Também no Baco falei com outros amigos meus acerca de futuras propostas de trabalho.

A seguir ao Baco, fomos ao Lab, para festejar o aniversário do Rogério Martins aka Roger Urb, e foi uma festa e tanto. Lab completamente á pinha, bom som dentro das sonoridades Deep/Soulfull House, acompanhadas á percussão pelo Zé Reis, mas também houve revisitações ao albúm Homework dos Daft Punk, e no fim até ouvi um ou outro tema a roçar o Electro-House.

A seguir fomos ao ADN, para uma sessão com Pedro Viegas e Dinis, das noites Flashdance. Pedro Viegas iniciou a sessão com sonoridades mais dentro do Funk, e por lá continuou, até entregar o comando da cabine a Dinis. Dinis, como é habitual, proporcionou-nos uma sessão muito eclética. Iniciou a sessão em sintonia com o que o Pedro Viegas tinha tocado até então, ou seja Funk, mas depressa começou enveredar por temas estilo "mash-up" ou "bastard-pop", que é a mistura de 2 ou mais temas num só (ex: misturar a estrutura rítmica do Billie Jean do Michael Jackson com a voz das Destiny´s Child ou do Sean Paul), temas esses também de toada "funky". Depois começou a enveredar por um Hip-Hop mais Old-School, intercalado com uns temas de R n B, de Dancehall, Hip-House e até o Galvanize dos Chemical Brothers. Nota-se que Dinis domina algumas técnicas do Djing de Hip-Hop, sobretudo o "scratch" e a rapidez no efectuar de passagens. A seguir, começou e enveredar pelo Electro, mas sempre com temas muito "funky", como o Where´s The Party At do Phonique ou Still In The Groove (Hi-Fi Serious Remake) dos Reckless, e também revisitou o albúm Homework, dos Daft Punk, com o tema Burnin. Decididamente um albúm que nunca passará de moda...Depois enveredou pelo Breakbeat, e ouviram-se também temas que serão ou remixes ou "bootlegs" Breakbeat do (You Gotta) Fight For Your Rights To Party dos Beastie Boys e Walk Like An Egypcian das Bangles. No fim da sessão já se passeava por entre Electro e Acid-House. Como e pode ver, uma sessão bastante variada, muito "funky" e muito dançável. Esperemos que voltem a existir mais "flashdances" destes no ADN...

No sábado, fui mais uma vez ao Baco para uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas. Mais uma vez uma noite com o público ao rubro, e com malta a dizer-me que não sabiam como iriam aguentar o Zé Pescador no ADN depois de uma sessão daquelas...Só posso dizer a quem assiste ás minhas noites no Baco ( e noutros sítios...) e que vibram com elas, o meu muito obrigado pelo vosso apoio, e que espero que se continuem a divertir, da minha parte faço sempre os possíveis para que as noites em que eu toco sejam bastante divertidas e que fujam aos lugares comuns habituais de certos sítios. E é giro reparar como os temas e/ou remisturas de Tiefschwarz, Tiga, Paper Faces/Thin White Duke, Chemical Brothers, Daft Punk, Mylo, LCD Soundsystem, !!!, Outhud, Benny Benassi, Alter Ego, Headman, Playgroup, e algum Electro-House estilo Get Physical resultam sempre bem. E noto que o pessoal no Baco também adere bastante ao Acid-House. Gosto bastante de ir ao Baco passar som, e lá tenho a absoluta liberdade de tocar o que me apetece, tendo em conta, é claro, as pessoas que tenho á minha frente.

A seguir fui para casa...nada me interessava na noite setubalense que me fizesse lá ficar...

quinta-feira, março 03, 2005

Hoje fui ás compras # 10

Eheheheh, lá voltei mais uma vez a ir ás compras. Para variar, lá fui novamente á Flur, e onde mais uma vez voltei a ser excelentemente recebido e atendido pelo Zé António Moura e pelo Fernando aka Dexter. Também vi por lá o Nuno Di Rosso, quem eu considero um excelente DJ, que também deveria ter maior projecção aqui em Portugal...

Vamos então ás minhas compras:

CD:

-Hiltemeyer Inc - Sendling 70 (Gomma)
Mais um excelente disco da Gomma, onde as influências de um Disco-Sound mais espacial, do Italo-Disco e do Electro se misturam para dar origem a uma autêntica "trip" sonora. É um daqueles discos que nos faz viajar, mas não é daquelas viagens contemplativas, antes pelo contrário, é daquelas viagens que também nos fazem dançar.

-Mylo - Destroy Rock & Roll (Breastfed)
Obviamente, e ao contrário do que o título indica, Mylo nada tem contra o Rock & Roll (se tivesse, não fazia remisturas a bandas como os Killers, eheheh), e até usa temas Rock como o Bette Davie´s Eyes da Kim Carnes em seu proveito. O albúm de Mylo é um "cocktail" onde cabem ingredientes do Electro, do Downtempo estilo Royksopp, do Disco-Sound e do Rock. E é um "cocktail" que é agradável e que sabe bem.

Vinil:

- Various - Chris Duckenfield presents Bad Acid (Music For Freaks)
É uma compilação de Acid-House moderno, que na versão em CD é mixada por Chris Duckenfield, um dos membros dos Swag, e que aliás contribuem com um tema para esta compilação. É um Acid-House que respeita as raízes, mas que já acrescenta toques modernos, sobretudo da parte do cada vez mais forte e omnipresente Electro e do movimento House Electrónico de que de editoras como a Music For Freaks, a Classic ou a Brique Rouge fazem parte. Temas extremamente dançáveis, com um "groove" muito funky. A não perder.

- Various - Trax Records 20th Anniversary (Trax)
Mais uma compilação da Trax, que traz 16 clássicos de House de Chicago dos primórdios (1985 a 1988). Mais uma compilação que vem mostrar a força que temas com quase 20 anos continuam a ter, temas como Marshal Jefferson- Move Your Body, Adonis - No Way Back, Mr. Fingers - Can You Feel It, Frankie Kuckles - Your Love, Jamie Principle - Baby Wants To Ride, Sleazy D - I´ve Lost Control, etc. Muito do House moderno empalidece em comparação com a força que estes clássicos continuam a ter...

- Outhud - One Life To Leave (K7)
Máxi dos Outhud, grupo em que existe a participação tanto de membros dos !!! como dos LCD Soundsystem, e onde se dá forte ênfase ao "groove" do Funk, mas um Funk que gosta de flirtar tanto com o Electro como com o Pós-Punk como com algum Dub. O albúm está para breve, e espera-se algo de bombástico...

- In Flagranti - Nonplusultra E.P. (Codek)
Mais um E.P. em que os temas andam á volta de sonoridades Disco-Not-Disco/Punk-Funk, ou seja, mais 3 bombas cheias de "groove".

- Felix Da Housecat - Ready To Wear (Emperor Norton)
Um dos melhores temas do albúm Devin Dazzle & The Neon Fever, que, para além do original, traz mais duas remisturas, uma de Benny Benassi, outra de Paper Faces (Jacques Lu Cont, também conhecido como Thin White Duke, Zoot Woman, Les Rhythmes Digitales, etc...). A remistura de Benny Benassi faz lembrar um bocado o Call On Me do Eric Prydz, mas não se ouve mal. Mas a bomba aqui é a remistura de Paper Faces. Jacques Lu Cont não falha, mais uma vez, e dá-nos mais um "arrebenta-pistas". É um dos produtores favoritos de Felix de Housecat, portanto não se admirem de ouvir no sets dele muitas produções e/ou remisturas de Jacques Lu Cont.

De assinalar também a excelente compilação que vinha com a Dance Club deste mês, que é parte do catálogo da editora Classic misturado pela dupla setubalense Del Costa & Pedro Goya. Está uma compilação muito "groovy", com temas de Brett Johnson, Derrick Carter, Tiefschwarz, Dave Barker, Style Of Eye e dos próprios Del Costa & Pedro Goya. Aparentemente, para além de irem editar na Classic, irão também editar pela Music For Freaks e há quem diga que poderão editar também pela Get Physical. Irão tocar este próximo domingo á tarde no Coconuts, em conjunto com DJ Time e com os já míticos Phil Weeks e DJ Sneak.

p.s. Este sábado, no Baco, Eduardo Martins, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançantes. Era para ter havido esta sexta uma festa com o Eduardo e com o Zye no Kopus-Club, mas teve de ser adiada para a próxima sexta-feira, dia 11 de Março. Em contrapartida irá haver uma festa de Reggae no Kopus, e no ADN estará o Pedro Viegas (Journeys/Hot Hat) e o Dinis (Lux/Fluid/Lounge/Flashdance), e será uma noite mais virada para o Breakbeat e coisas á volta...