Comecei a noite de sexta-feira no Café Com Estória, para deixar lá os cartazes alusivos á noite onde irei tocar em conjunto com o Cid e o Pedro, já no próximo sábado, dia 17. A banda sonora era boa, tocava o cd da Sharon Jones & The Dap Kings, ou seja, Funk do melhor...
De seguida fui, acompanhado pelo meu amigo Abel, ao Lux, para ver o Arthur Baker e o Trevor Jackson (Playgroup). Chegados ao bar do Lux, estava o Fernando aka Dexter a passar som, e como sempre, bom e variado...Who Made Who, Paperclip People aka Carl Craig, Black Leotard Front, entre outras pérolas...Havia quem não estivesse a ligar nenhuma, preferindo antes dormir no sofá/cama, mas fazia mal...Também encontrei lá o Mário João mais a namorada, a Ana, airmã e o cunhado dele, também tudo malta com muito bom gosto musical. Também por lá andavam o Del Costa, o Pedro Goya e o DJ Time...eheheh. Mais tarde encontrei na Discoteca o grande MP, já recuperado das noitadas no Porto...eheheheh .
De seguida entra Arthur Baker, e começou um set bastante eclético e cheio de coisas boas...no mesmo set ouviram-se coisas como Robert Owens-I´ll Be Your Friend, Joey Beltram-Energy Flash, Josh Wink-Higher State Of Consciousness, Tiefschwarz-Ghosttrack (Blackstrobe Mix), Primal Scream-Rocks, Rolling Stones-Satisfaction (tema que aliás fechou o set de Arthur Baker), uma versão marada de um tema dos Led Zeppellin...enfim...duas horas muito bem passadas. A seguir entrou Chris Cunningham, o conhecido realizador de vídeos, e entrou com temas estilo Aphex Twin, um pouco barulhentos...Decidimos ir para baixo.
Trevor Jackson já estava ao comando da cabine, para mais uma viagem sonora. Eu gostei bastante, apesar de não ter achado o set tão variado como o do ano passado...Já o meu amigo Abel não gostou muito...são gostos...eheheh. Ouviram-se coisas como Marc Romboy-Freakin`, Adamski-Killer, Cerrone-Supernature, Adonis-Rocking Down The House, Lifelike-Discopolis, Lindstrom-I Feel Space, uma versão instrumental do You Should Be Dancing dos Bee Gees e uma versão "toda fodida" do Voulez Vous dos Abba (que segundo as "más línguas" é uma coisa feita pelo Jesper Dahlback), permeadas por entre muita coisa mais virada para o Acid-House, Electro-House, Minimal Techno estilo Kompakt e algum Disco-Sound...A parte final foi um mano-a-mano entre Trevor Jackson e Oskar Melzer, onde cada um tocava uns 4 ou 5 discos cada...ouviram-se coisas como Nightcrawlers-Push The Feeling On (já não ouvia isto em discotecas há muito tempo...), a remistura de Carl Craig ao Angola da Cesária Évora ou o Can You Move dos Modern Romance...Mais uma noite excelente no Lux, cheia de gente, e completamente ao rubro. (o Abel só achou excelente a parte do Arthur Baker...eheheh).
No sábado, para contrastar, foi uma noite mais calma, pois fui ouvir o Abel ao La Bohémme, e, como sempre, o ecletismo de qualidade do costume. Ouvi também um tema feito por ele e por outro amigo nosso, que levou 10 anos a ser feito, uma coisa electrónico-ambiental um pouco influenciada por nomes como Brian Eno ou Pierre Boulez...gostei bastante. O La Bohémme costuma estar sempre animado, mas este sábado esteve mesmo muitíssimo animado! Encontrei também por lá o grande Simões, que foi lá deixar um cartaz para a festa que vai fazer no ADN, no dia 23 de Setembro, e como já não nos viamos há algum tempo, aproveitámos para pôr a conversa em dia. E parece que onde era o Marr vai abrir outro sítio que também vai apostar na qualidade...esperemos bem que sim.
segunda-feira, setembro 12, 2005
sexta-feira, setembro 09, 2005
Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.
Sexta, dia 9 de Setembro.
-Trevor Jackson, Arthur Baker, Chris Cunningham & Oskar Melzer present Return To New York @ Lux
Sábado, dia 10 de Setembro
-Abel Santos @ La Bohémme
Ecletic Grooves
-Lisboa Parade @ Docapesca, Algés
com: Ivan Smagghe, Brett Johnson, Kenny "Dope" Gonzalez, Del Costa & Pedro Goya, DJ Time, entre outros...
-Trevor Jackson, Arthur Baker, Chris Cunningham & Oskar Melzer present Return To New York @ Lux
Sábado, dia 10 de Setembro
-Abel Santos @ La Bohémme
Ecletic Grooves
-Lisboa Parade @ Docapesca, Algés
com: Ivan Smagghe, Brett Johnson, Kenny "Dope" Gonzalez, Del Costa & Pedro Goya, DJ Time, entre outros...
quarta-feira, setembro 07, 2005
Crónicas Nocturnas # 37
Na quinta-feira fui ao 1º dia da Festa das Vindimas...o habitual de sempre, ou seja, muita gente, muitas barracas a vender o belo do moscatel, e o Barril sempre cheio de gente...
A seguir fui á inauguração de uma nova discoteca em Palmela, a VIP, no local onde era o antigo Bar da Vila. Aquilo está completamente diferente, não tem mesmo nada a ver com o que era antigamente. A parte de cima está muito bem decorada, com bastantes assentos. A parte de baixo, a discoteca, também está bastante diferente. A música é que não é nada ao meu gosto...na parte de baixo, ou seja, na discoteca, predominam sonoridades mais ligadas ao House "mainstream", e na parte de cima temos, mais ao começo de noite, sonoridades Chill-Out, que com o avançar da noite começam a desaguar em Hip-Hop/R n B estilo MTV, Kizomba, Reggaeton e outros estilos comerciais. Pode ser que no futuro possam a vir ser tocadas por lá sonoridades diferentes...
Na sexta, após um jantar de anos, fui ao Baco, onde estava o meu amigo Fred_K a passar som dentro do que nos tem habituado, ou seja, Electro e derivados e algum Progressive-House de toada mais "funky". O Baco tava na boa-onda costumeira de sempre, um pouco mais fraco que o habitual, devido a eventos como a Festa das Vindimas ou o Avante...Entretanto o Abel foi lá ter comigo ao Baco, e também teve lá a ouvir um bocado as sonoridades debitadas pelo Fred.
De seguida fui com o Abel até ao ADN, onde iria estar ele ao comando da cabine de DJ. Por lá encontrei o grande Zé Pescador, e escusado será dizer que a acesa discussão acerca dos sets do Zé, que se viveu neste "blog", foi um dos temas principais da nossa conversa...devo esclarecer que nunca escondi ao Zé, e nem ao Cláudio e ao Bruno, a minha opinião acerca do que se passa aos sábados no ADN. Portanto o que eu tenho dito aqui no "blog" não é novidade nenhuma para nenhum deles...
Em relação ao set do Abel, foi eclético, como sempre. Indie-Rock, Punk-Funk, Electro e derivados, House, Metal...o gajo foi a todas...eheheheh. ADN bem composto, apesar da Festa das Vindimas e do Avante.
No sábado fui mais o Zye passar música no Baco, e correu bem...foi a 1ª vez que toquei no Baco com o Zye, e foi muito divertido. Após a meia-noite tive direito a que me fossem cantados os parabéns (pois é, já lá vão 31 aninhos...), e, como sempre, é daqueles momentos que me emocionam sempre...E Baco esteve sempre bom, com mais pessoal na esplanada do que exactamente lá dentro (não os censuro, se eu estivese como cliente também estava lá fora, que lá dentro estava um bocado para o quente...). Um muito obrigado ao Baco e a quem lá trabalha e o frequenta por me deixar entrar no meu dia de anos com o pé direito...eheheheh. Beijinhos também ás Sistas, que andam a gostar muito de LCD Soundsystem...
Acabada a sessão no Baco, fui ouvir o Cid e o Pedro Tiago ao Clube 56, e a casa tava composta, som agradável, dentro de uma linha mais virada para o Funky Electronic-House estilo Brett Johnson ou Derrick Carter, com algum Acid-House á mistura. Espero que voltem a apostar em mais noites destas brevemente...
No domingo foi o meu dia de anos, e houve festa ;).
Na terça, lá fui ao último dia da Festa das Vindimas, e lá fui, finalmente, ver o Mário João e o Miguel Marés aka Papafruta a passar som no Coreto do Largo do São João, em Palmela. A chuva que surgiu entretanto ia pondo em risco a actuação, mas, felizmente, acabou por não causar nenhum entrave de maior...Foram tocadas sonoridades mais ligadas ao Punk-Funk, ao Disco,ao Electro e derivados e a algum House mais ligado ás sonoridades de Chicago "circa" 1986/87/88. Foi muito giro, e pela 1ª vez soube o que era dançar á chuva...de facto, quando a música é boa, nada mais interessa, e coisas como o facto de se estar a apanhar uma molha tornam-se irrelevantes...não digo que o alcóol ingerido (Vindimas, já se sabe...) também não tenha ajudado...Estava muita gente a aderir, e segundo o que me foi dito, tanto sexta e sábado estiveram ao rubro...Pode ser que para o ano apostem com mais convicção num evento destes, em vez de se estar a ouvir "Jorges Nices"...Pena foi a determinada hora a GNR ter mandado cortar o som...Mas valeu a pena ouvir a última música tocada pelo Fred, que foi um final bastante giro para a sessão no Coreto. Pena foi o gajo a tocar ocasionalmente saxofone por cima das sonoridades debitadas...em cenas mais Disco ou Punk-Funk até nem destoava muito, mas em cenas mais Electro...caramba, são coisas que não têm mesmo nada a ver...Já as percussões ocasionais do Jean Vitre eram bem mais subtis, a até davam um andamento mais "disco-sound" á coisa, e ele até tinha o cuidado de as fazer em cima de músicas em que não destoavam...
Acaba o set, e poucos momentos depois cai uma forte chuvada, que me obrigou a mim e a muita gente a ir para debaixo de um pano que estava ao pé do palco principal. Achei graça que muito do pessoal começou a bater, espontaneamente, de forma percussiva no palco de madeira, o que quase criou uma espécie de ritual de índole tribal, uma quase "rave" feita unicamente com sons produzidos com uma mão a bater num objecto de madeira, prova que o espírito dos nossos antepassados mais primitivos vem ao de cima quase sem se dar por isso...
(Relativamente a isto, vejam as fotos que estão no site do Mário João... http://www.freewebs.com/disparo/imagem.htm )
p.s. De regresso ao Lux esta sexta...Trevor Jackson, responsável pela editora Output e mentor do projecto Playgroup...vem inserido numa noite Return To New York, e vem acompanhado pelo principal mentor destas noites, o conceituado DJ/Produtor Arthur Baker, o DJ Oskar Melzer, residente nas noites F.U.N. , em Berlim e também o realizador de vídeos Chris Cunningham, que aparentemente vem para um DJ set...mais uma noite a não perder no Lux.
Aqui fica a descrição que fiz do set do Trevor Jackson em Novembro passado:
"A seguir entrou um dos DJs mais esperados nos últimos tempos, Trevor Jackson, mentor dos Playgroup e dono da editora Output. Iniciou tb o set com sonoridades típicas de Chicago do final dos anos 80, mas cedo dispersou-se por outras sonoridades...Electro (tanto old school como new school), Disco-Sound, Punk-Funk, Detroit Techno clássico, New-Wave, Prince, David Bowie, Frankie Goes To Hollywood, Ellis Beggs & Howard e até o Self Control de R.A.F.(um clássico do Italo-Disco) , produções e remixes dele e temas editados pela Output...Gostei muito. Foi muito "dirty & sleazy", como o próprio gosta de dizer. Público completamente ao rubro..."
A seguir fui á inauguração de uma nova discoteca em Palmela, a VIP, no local onde era o antigo Bar da Vila. Aquilo está completamente diferente, não tem mesmo nada a ver com o que era antigamente. A parte de cima está muito bem decorada, com bastantes assentos. A parte de baixo, a discoteca, também está bastante diferente. A música é que não é nada ao meu gosto...na parte de baixo, ou seja, na discoteca, predominam sonoridades mais ligadas ao House "mainstream", e na parte de cima temos, mais ao começo de noite, sonoridades Chill-Out, que com o avançar da noite começam a desaguar em Hip-Hop/R n B estilo MTV, Kizomba, Reggaeton e outros estilos comerciais. Pode ser que no futuro possam a vir ser tocadas por lá sonoridades diferentes...
Na sexta, após um jantar de anos, fui ao Baco, onde estava o meu amigo Fred_K a passar som dentro do que nos tem habituado, ou seja, Electro e derivados e algum Progressive-House de toada mais "funky". O Baco tava na boa-onda costumeira de sempre, um pouco mais fraco que o habitual, devido a eventos como a Festa das Vindimas ou o Avante...Entretanto o Abel foi lá ter comigo ao Baco, e também teve lá a ouvir um bocado as sonoridades debitadas pelo Fred.
De seguida fui com o Abel até ao ADN, onde iria estar ele ao comando da cabine de DJ. Por lá encontrei o grande Zé Pescador, e escusado será dizer que a acesa discussão acerca dos sets do Zé, que se viveu neste "blog", foi um dos temas principais da nossa conversa...devo esclarecer que nunca escondi ao Zé, e nem ao Cláudio e ao Bruno, a minha opinião acerca do que se passa aos sábados no ADN. Portanto o que eu tenho dito aqui no "blog" não é novidade nenhuma para nenhum deles...
Em relação ao set do Abel, foi eclético, como sempre. Indie-Rock, Punk-Funk, Electro e derivados, House, Metal...o gajo foi a todas...eheheheh. ADN bem composto, apesar da Festa das Vindimas e do Avante.
No sábado fui mais o Zye passar música no Baco, e correu bem...foi a 1ª vez que toquei no Baco com o Zye, e foi muito divertido. Após a meia-noite tive direito a que me fossem cantados os parabéns (pois é, já lá vão 31 aninhos...), e, como sempre, é daqueles momentos que me emocionam sempre...E Baco esteve sempre bom, com mais pessoal na esplanada do que exactamente lá dentro (não os censuro, se eu estivese como cliente também estava lá fora, que lá dentro estava um bocado para o quente...). Um muito obrigado ao Baco e a quem lá trabalha e o frequenta por me deixar entrar no meu dia de anos com o pé direito...eheheheh. Beijinhos também ás Sistas, que andam a gostar muito de LCD Soundsystem...
Acabada a sessão no Baco, fui ouvir o Cid e o Pedro Tiago ao Clube 56, e a casa tava composta, som agradável, dentro de uma linha mais virada para o Funky Electronic-House estilo Brett Johnson ou Derrick Carter, com algum Acid-House á mistura. Espero que voltem a apostar em mais noites destas brevemente...
No domingo foi o meu dia de anos, e houve festa ;).
Na terça, lá fui ao último dia da Festa das Vindimas, e lá fui, finalmente, ver o Mário João e o Miguel Marés aka Papafruta a passar som no Coreto do Largo do São João, em Palmela. A chuva que surgiu entretanto ia pondo em risco a actuação, mas, felizmente, acabou por não causar nenhum entrave de maior...Foram tocadas sonoridades mais ligadas ao Punk-Funk, ao Disco,ao Electro e derivados e a algum House mais ligado ás sonoridades de Chicago "circa" 1986/87/88. Foi muito giro, e pela 1ª vez soube o que era dançar á chuva...de facto, quando a música é boa, nada mais interessa, e coisas como o facto de se estar a apanhar uma molha tornam-se irrelevantes...não digo que o alcóol ingerido (Vindimas, já se sabe...) também não tenha ajudado...Estava muita gente a aderir, e segundo o que me foi dito, tanto sexta e sábado estiveram ao rubro...Pode ser que para o ano apostem com mais convicção num evento destes, em vez de se estar a ouvir "Jorges Nices"...Pena foi a determinada hora a GNR ter mandado cortar o som...Mas valeu a pena ouvir a última música tocada pelo Fred, que foi um final bastante giro para a sessão no Coreto. Pena foi o gajo a tocar ocasionalmente saxofone por cima das sonoridades debitadas...em cenas mais Disco ou Punk-Funk até nem destoava muito, mas em cenas mais Electro...caramba, são coisas que não têm mesmo nada a ver...Já as percussões ocasionais do Jean Vitre eram bem mais subtis, a até davam um andamento mais "disco-sound" á coisa, e ele até tinha o cuidado de as fazer em cima de músicas em que não destoavam...
Acaba o set, e poucos momentos depois cai uma forte chuvada, que me obrigou a mim e a muita gente a ir para debaixo de um pano que estava ao pé do palco principal. Achei graça que muito do pessoal começou a bater, espontaneamente, de forma percussiva no palco de madeira, o que quase criou uma espécie de ritual de índole tribal, uma quase "rave" feita unicamente com sons produzidos com uma mão a bater num objecto de madeira, prova que o espírito dos nossos antepassados mais primitivos vem ao de cima quase sem se dar por isso...
(Relativamente a isto, vejam as fotos que estão no site do Mário João... http://www.freewebs.com/disparo/imagem.htm )
p.s. De regresso ao Lux esta sexta...Trevor Jackson, responsável pela editora Output e mentor do projecto Playgroup...vem inserido numa noite Return To New York, e vem acompanhado pelo principal mentor destas noites, o conceituado DJ/Produtor Arthur Baker, o DJ Oskar Melzer, residente nas noites F.U.N. , em Berlim e também o realizador de vídeos Chris Cunningham, que aparentemente vem para um DJ set...mais uma noite a não perder no Lux.
Aqui fica a descrição que fiz do set do Trevor Jackson em Novembro passado:
"A seguir entrou um dos DJs mais esperados nos últimos tempos, Trevor Jackson, mentor dos Playgroup e dono da editora Output. Iniciou tb o set com sonoridades típicas de Chicago do final dos anos 80, mas cedo dispersou-se por outras sonoridades...Electro (tanto old school como new school), Disco-Sound, Punk-Funk, Detroit Techno clássico, New-Wave, Prince, David Bowie, Frankie Goes To Hollywood, Ellis Beggs & Howard e até o Self Control de R.A.F.(um clássico do Italo-Disco) , produções e remixes dele e temas editados pela Output...Gostei muito. Foi muito "dirty & sleazy", como o próprio gosta de dizer. Público completamente ao rubro..."
terça-feira, setembro 06, 2005
DJ set @ Coreto do S.João, Festa das Vindimas, Palmela.
Pois é, sempre vai haver festa após o fogo de artifício...eheheheh
Selecção musical escolhida e misturada por:
DJ Miguel Marés aka Papafruta (Transistors)
&
Mário João Camolas (Revolwers)
Selecção musical escolhida e misturada por:
DJ Miguel Marés aka Papafruta (Transistors)
&
Mário João Camolas (Revolwers)
quarta-feira, agosto 31, 2005
Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.
Sexta-Feira, dia 2 de Setembro:
-Fred_K (Fusion) @ Baco
Downtempo, Funk, Electro e derivados, Funky-Progressive-House and other butt-movin`stuff.
-Mário João Camolas (Revolwers) @ Coreto do S. João, Festa das Vindimas, Palmela
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco & Phucked-Up House (começa á 1 da manhã).
-Abel Santos @ ADN
Ecletic Grooves.
Sábado, dia 3 de Setembro:
-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) e Zye (Fusion) @ Baco
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House, Funky Electronic-House & other stuff.
-Mário João Camolas (Revolwers) @ Coreto do S. João, em Palmela-Festa Das Vindimas
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco & Phucked Up House.
-CidJay e Pedro Tiago @ Club 56 (antigo Kopus)
Funky-Electronic-House, Acid-House & other funky stuff to shake your strut.
Fim de semana Fusion no Baco...eheheh
-Fred_K (Fusion) @ Baco
Downtempo, Funk, Electro e derivados, Funky-Progressive-House and other butt-movin`stuff.
-Mário João Camolas (Revolwers) @ Coreto do S. João, Festa das Vindimas, Palmela
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco & Phucked-Up House (começa á 1 da manhã).
-Abel Santos @ ADN
Ecletic Grooves.
Sábado, dia 3 de Setembro:
-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) e Zye (Fusion) @ Baco
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House, Funky Electronic-House & other stuff.
-Mário João Camolas (Revolwers) @ Coreto do S. João, em Palmela-Festa Das Vindimas
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco & Phucked Up House.
-CidJay e Pedro Tiago @ Club 56 (antigo Kopus)
Funky-Electronic-House, Acid-House & other funky stuff to shake your strut.
Fim de semana Fusion no Baco...eheheh
domingo, agosto 28, 2005
Crónicas Nocturnas # 36
Na sexta fui fazer uma visita ao Café Com Estória, e até estava bastante animado. Encontrei por lá o Cid e o Pedro, eles foram lá combinar com a Patrícia para irem lá passa música, e convidaram-me também para ir tocar com eles nessa noite, que em princípio será a 17 de Setembro. Entretanto decidimos sair do Estória, e o Cid recebe um telefonema do responsável pelo Club 56 (antigo Kopus) a dizer que os "flyers" para a noite em que ele e o Pedro irão lá tocar (que será este sábado, dia 3 de Setembro) já estavam prontos.
Fomos então em direcção ao Club 56, fomos lá buscar os "flyers" e ainda bebemos por lá um copo. Aquilo tem uma decoração bem mais engraçada de que quando era Kopus, também mudaram a cabine de sítio...ficou com um ar mais de clube. É bom, para ver se quando agora lá fôr não me fazer lembrar muito aquela noite de má memória de quando aquilo era Kopus.
Entretanto saímos do Clube 56, e decidi ajudar o Cid e o Pedro a deixar os "flyers" nos diversos bares da avenida, e não só...Já há muito tempo que não visitava a zona pop e pseudo-fashion da noite setubalense, mas vejo que infelizmente continua na mesma...Todos os sítios pareciam tocar a mesma música, da esmagadora maioria das casas provinham sonoridades que andavam por entre Kuduro, Kizomba ou Reggaeton (que para mim basicamente é Kuduro cantado em espanhol...), e mesmo quando se ouviam sonoridades ligadas ao House, tinham uma cadência em tudo semelhante á dos Kuduros e derivados...Enfim...muito mau! E ainda por cima, no Extra-Café, não quiseram deixar o Cid entrar para poder pôr lá uns "flyers"...mais uma casa que tem á porta alguém que certamente estaria melhor á porta de um bar de alterne, e daqueles mesmo rascas...
A seguir fomos deixar "flyers" nos locais mais "underground", como o Baco ou o Bombar, onde as pessoas são mais abertas a coisas novas...
Depois fomos ao MXL, onde soava um Deep-House de qualidade, e um bom ambiente, que cada vez mais é heterogêneo e com boa-onda. E tenho a impressão que, á sua maneira, está a fazer evoluir certas mentalidades...Esperemos que continue a fazê-lo.
Acabámos a noite a distribuir "flyers" no ADN e no Tasco do Caneco, onde encontrei o Abel, que me disse que na próxima sexta, dia 2 de Setembro, irá tocar ao ADN. A seguir fui para casa...
No sábado comecei a noite na esplanada do Baco, muito sossegadinho, a beber uma garrafa de água e a ouvir o Moon Safari dos Air. Algum tempo depois telefonou-me uma amiga a perguntar se não queria ir com ela e outra amiga dela ao Lux. Eu disse que sim, e fui ter com elas ao MXL. Estivemos então um bocado no MXL, e depois fomos ter com outras pessoas ao Bombar, e de seguida...Lux.
Ao entrar no bar do Lux, estava a DJ Yen Sung a tocar sonoridades ligadas á Soul, ao R n B, ao Hip-Hop ou ao Broken Beat. Estava muito agradável, e deu para estar a falar calma e relaxadamente com as minhas amigas sobre vários assuntos. E gostei de ver o á-vontade de muitas pessoas, que aproveitam muito bem a mais recente decoração do Lux (da qual já falei aquando de ter ido ouvir o Tiga), em que os assentos são camas. As pessoas deitam-se, descalçam-se...enfim...estão como se estivessem em casa, e sabe bem estar num sítio em que as vibrações são muito positivas.
Com o avançar das horas, decidimos ir para a parte da discoteca, onde estava o Rui Vargas a iniciar o seu set. Começou numa toada Disco-Sound (coisas como Get Down Saturday Night do Olver Cheatham, por exemplo...), mudou depois para um Deep-House mais "electrificado", ouvi o que penso ser uma remistura (bastante boa) do Let`s Get Blown do Snoop Dogg numa toada "Deep-Electro-House" (esta inventei agora...)...Entretanto a pista estava a começar a encher, e Rui Vargas começou a tocar um Electro-House mais ritmado. Foi mais uma noite em que Rui Vargas provou ser um dos melhores DJs nacionais, tanto na selecção musical, que foi sempre excelente, como na capacidade de surpreender, e até de saber acalmar as hostes na altura certa...Ouviu-se Electro e derivados, Acid-House, Minimal Techno estilo Kompakt/Traum/Sender, o Home Computer dos Kraftwerk e até o Lose Control da Missy Elliot, que utiliza um "sample" do tema Clear, dos Cybotron, projecto a que estava ligado um, na altura, bastante jovem, Juan Atkins, que é um dos três grandes do Detroit Techno, em conjunto com Derrick May e Kevin Saunderson. (É obrigatório ouvir a antologia 20 Years Metroplex, com alguns dos trabalhos mais importantes de Juan Atkins que foi editada há poucos meses pela editora Tresor.).
Por lá encontrei os grandes Del Costa e Pedro Goya, e também outro pessoal amigo de Setúbal...não me surpreendi nada de os ver por lá, dado o estado calamitoso da noite setubalense. Mas pode ser que agora nos próximos tempos venham a existir surpresas agradáveis na noite setubalense e arredores...
Mais uma boa noite naquela que para mim é uma das melhores casas do país. E casa completamente á pinha, apesar de estarmos em pleno mês de Agosto...Se bem que estavam lá bastantes pessoas de outras nacionalidades...E a verdade é que o Rui Vargas é uma pessoa que cada vez mais atrai novos fãs...
p.s. Foi-me contado que, quase ao fim da noite de sexta, no ADN, o Zé Pescador tocou um tema qualquer que não foi do agrado das pessoas que lá estavam, e que foi fortemente vaiado, tendo ele desligado a música imediatamente...Só não sei é como é que isto ainda não tinha acontecido, dado as autênticas secas e muito habituais quebras de energia que um set do Zé Pescador provoca na maioria dos casos...Um amigo meu está sempre a dizer que o Zé Pescador é um corta-mocas, e de facto...
Fomos então em direcção ao Club 56, fomos lá buscar os "flyers" e ainda bebemos por lá um copo. Aquilo tem uma decoração bem mais engraçada de que quando era Kopus, também mudaram a cabine de sítio...ficou com um ar mais de clube. É bom, para ver se quando agora lá fôr não me fazer lembrar muito aquela noite de má memória de quando aquilo era Kopus.
Entretanto saímos do Clube 56, e decidi ajudar o Cid e o Pedro a deixar os "flyers" nos diversos bares da avenida, e não só...Já há muito tempo que não visitava a zona pop e pseudo-fashion da noite setubalense, mas vejo que infelizmente continua na mesma...Todos os sítios pareciam tocar a mesma música, da esmagadora maioria das casas provinham sonoridades que andavam por entre Kuduro, Kizomba ou Reggaeton (que para mim basicamente é Kuduro cantado em espanhol...), e mesmo quando se ouviam sonoridades ligadas ao House, tinham uma cadência em tudo semelhante á dos Kuduros e derivados...Enfim...muito mau! E ainda por cima, no Extra-Café, não quiseram deixar o Cid entrar para poder pôr lá uns "flyers"...mais uma casa que tem á porta alguém que certamente estaria melhor á porta de um bar de alterne, e daqueles mesmo rascas...
A seguir fomos deixar "flyers" nos locais mais "underground", como o Baco ou o Bombar, onde as pessoas são mais abertas a coisas novas...
Depois fomos ao MXL, onde soava um Deep-House de qualidade, e um bom ambiente, que cada vez mais é heterogêneo e com boa-onda. E tenho a impressão que, á sua maneira, está a fazer evoluir certas mentalidades...Esperemos que continue a fazê-lo.
Acabámos a noite a distribuir "flyers" no ADN e no Tasco do Caneco, onde encontrei o Abel, que me disse que na próxima sexta, dia 2 de Setembro, irá tocar ao ADN. A seguir fui para casa...
No sábado comecei a noite na esplanada do Baco, muito sossegadinho, a beber uma garrafa de água e a ouvir o Moon Safari dos Air. Algum tempo depois telefonou-me uma amiga a perguntar se não queria ir com ela e outra amiga dela ao Lux. Eu disse que sim, e fui ter com elas ao MXL. Estivemos então um bocado no MXL, e depois fomos ter com outras pessoas ao Bombar, e de seguida...Lux.
Ao entrar no bar do Lux, estava a DJ Yen Sung a tocar sonoridades ligadas á Soul, ao R n B, ao Hip-Hop ou ao Broken Beat. Estava muito agradável, e deu para estar a falar calma e relaxadamente com as minhas amigas sobre vários assuntos. E gostei de ver o á-vontade de muitas pessoas, que aproveitam muito bem a mais recente decoração do Lux (da qual já falei aquando de ter ido ouvir o Tiga), em que os assentos são camas. As pessoas deitam-se, descalçam-se...enfim...estão como se estivessem em casa, e sabe bem estar num sítio em que as vibrações são muito positivas.
Com o avançar das horas, decidimos ir para a parte da discoteca, onde estava o Rui Vargas a iniciar o seu set. Começou numa toada Disco-Sound (coisas como Get Down Saturday Night do Olver Cheatham, por exemplo...), mudou depois para um Deep-House mais "electrificado", ouvi o que penso ser uma remistura (bastante boa) do Let`s Get Blown do Snoop Dogg numa toada "Deep-Electro-House" (esta inventei agora...)...Entretanto a pista estava a começar a encher, e Rui Vargas começou a tocar um Electro-House mais ritmado. Foi mais uma noite em que Rui Vargas provou ser um dos melhores DJs nacionais, tanto na selecção musical, que foi sempre excelente, como na capacidade de surpreender, e até de saber acalmar as hostes na altura certa...Ouviu-se Electro e derivados, Acid-House, Minimal Techno estilo Kompakt/Traum/Sender, o Home Computer dos Kraftwerk e até o Lose Control da Missy Elliot, que utiliza um "sample" do tema Clear, dos Cybotron, projecto a que estava ligado um, na altura, bastante jovem, Juan Atkins, que é um dos três grandes do Detroit Techno, em conjunto com Derrick May e Kevin Saunderson. (É obrigatório ouvir a antologia 20 Years Metroplex, com alguns dos trabalhos mais importantes de Juan Atkins que foi editada há poucos meses pela editora Tresor.).
Por lá encontrei os grandes Del Costa e Pedro Goya, e também outro pessoal amigo de Setúbal...não me surpreendi nada de os ver por lá, dado o estado calamitoso da noite setubalense. Mas pode ser que agora nos próximos tempos venham a existir surpresas agradáveis na noite setubalense e arredores...
Mais uma boa noite naquela que para mim é uma das melhores casas do país. E casa completamente á pinha, apesar de estarmos em pleno mês de Agosto...Se bem que estavam lá bastantes pessoas de outras nacionalidades...E a verdade é que o Rui Vargas é uma pessoa que cada vez mais atrai novos fãs...
p.s. Foi-me contado que, quase ao fim da noite de sexta, no ADN, o Zé Pescador tocou um tema qualquer que não foi do agrado das pessoas que lá estavam, e que foi fortemente vaiado, tendo ele desligado a música imediatamente...Só não sei é como é que isto ainda não tinha acontecido, dado as autênticas secas e muito habituais quebras de energia que um set do Zé Pescador provoca na maioria dos casos...Um amigo meu está sempre a dizer que o Zé Pescador é um corta-mocas, e de facto...
sábado, agosto 27, 2005
Cardápio Nocturno para hoje, sábado.
-Mazgani @ Café com Estória (perto dos Belos, aka Rodoviária)
-Mr. Simon @ Marr (última noite em que o Marr vai estar aberto)
House, Electro & other stuff
-Roger Urb @ Lab (última noite em que o Lab vai estar aberto-hoje é a noite de liquidação total, bebidas a preços especiais)
Deep/Soulfull/Funky House
-Sasse aka Freestyle Man (Mood Music) @ Cais do Rio, Vila Real de Sto António, Algarve
Electro e derivados
-Mr. Simon @ Marr (última noite em que o Marr vai estar aberto)
House, Electro & other stuff
-Roger Urb @ Lab (última noite em que o Lab vai estar aberto-hoje é a noite de liquidação total, bebidas a preços especiais)
Deep/Soulfull/Funky House
-Sasse aka Freestyle Man (Mood Music) @ Cais do Rio, Vila Real de Sto António, Algarve
Electro e derivados
quinta-feira, agosto 25, 2005
Crónicas Nocturnas # 35
Na sexta fui mais uma vez ouvir o meu amigo Abel ao La Bohémme, e como sempre, um set muito eclético, onde o começo andou muito por linguagens mais ligadas ao Punk-Funk, á New Wave e a algum Electro mais "Old School", mas, como é habitaul, depois foi desaguar noutras paragens.
No sábado fui mais uma vez ao Baco passar som, e mais uma noite que correu bem, com o Baco sempre bastante animado, sobretudo na esplanada (pudera, com o calor que estava...eu como cliente também gosto mais de estar na esplanada nas noites quentes de Verão...eheh). Mais uma noite em que andei por entre o Punk-Funk, Disco, Electro e derivados, Acid-House e outras sonoridades dançáveis (tenho reparado que consigo enquadrar bem nos meus sets algum do chamado Filtered-Disco-House françês...cenas estilo Bob Sinclar, Demon, Fantom, Jess & Crabbe, Superfunk, e, claro, Daft Punk, se bem que estes últimos sempre os toquei...é preciso é que tenham uma cadência lenta...é tão bom estar-se a passar novamente por uma fase em que não é tabu misturar-se vários estilos diferentes...). A seguir fui obrigado a ir para o ADN...duas amigas minhas "raptaram-me" a mala dos CDs, e lá tive de ir...Exceptuando o facto de o Zé Pescador ter tocado o Yeah! dos LCD Soundsystem, a oeste nada de novo...Gosto muito do Zé, respeito-o imenso, mas já não tenho muita paciência para ouvir cassetes...Mas o ambiente tava agradável e festivo, ao menos isso.
p.s. Há bocado o meu amigo Fred_K contou-me que a música do Crazy Frog foi banida da MTV alemã, devido ao facto da esmagadora maioria dos espectadores da MTV alemã achar a música extremamente irritante...fico contente de ver que não sou só eu e o Fred que a achamos irritante...eheheheh. Não deverá ser alheio a isto o facto de muita da música electrónica/dançante actual que compro e consumo hoje em dia ser de origem alemã...Get Physical, Systematic, Kompakt, Playhouse, Gigolo, Trapez, MBF, Mood Music, Gomma anyone?
No sábado fui mais uma vez ao Baco passar som, e mais uma noite que correu bem, com o Baco sempre bastante animado, sobretudo na esplanada (pudera, com o calor que estava...eu como cliente também gosto mais de estar na esplanada nas noites quentes de Verão...eheh). Mais uma noite em que andei por entre o Punk-Funk, Disco, Electro e derivados, Acid-House e outras sonoridades dançáveis (tenho reparado que consigo enquadrar bem nos meus sets algum do chamado Filtered-Disco-House françês...cenas estilo Bob Sinclar, Demon, Fantom, Jess & Crabbe, Superfunk, e, claro, Daft Punk, se bem que estes últimos sempre os toquei...é preciso é que tenham uma cadência lenta...é tão bom estar-se a passar novamente por uma fase em que não é tabu misturar-se vários estilos diferentes...). A seguir fui obrigado a ir para o ADN...duas amigas minhas "raptaram-me" a mala dos CDs, e lá tive de ir...Exceptuando o facto de o Zé Pescador ter tocado o Yeah! dos LCD Soundsystem, a oeste nada de novo...Gosto muito do Zé, respeito-o imenso, mas já não tenho muita paciência para ouvir cassetes...Mas o ambiente tava agradável e festivo, ao menos isso.
p.s. Há bocado o meu amigo Fred_K contou-me que a música do Crazy Frog foi banida da MTV alemã, devido ao facto da esmagadora maioria dos espectadores da MTV alemã achar a música extremamente irritante...fico contente de ver que não sou só eu e o Fred que a achamos irritante...eheheheh. Não deverá ser alheio a isto o facto de muita da música electrónica/dançante actual que compro e consumo hoje em dia ser de origem alemã...Get Physical, Systematic, Kompakt, Playhouse, Gigolo, Trapez, MBF, Mood Music, Gomma anyone?
sexta-feira, agosto 19, 2005
Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.
Hoje, sexta:
Manuel Calapez @ Lounge
Strawberry Force Fields Forever & Pink Boy @ Lux
Amanhã, sábado:
Eduardo Martins @ Baco
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House & other stuff...
Manuel Calapez @ Lounge
Strawberry Force Fields Forever & Pink Boy @ Lux
Amanhã, sábado:
Eduardo Martins @ Baco
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid-House & other stuff...
quinta-feira, agosto 18, 2005
Crónicas Nocturnas # 34
Na sexta fui ouvir o meu amigo Abel ao La Bohémme, e, como de costume, ouviu-se boa música dos mais diversos e variados estilos, o que é a imagem de marca do Abel. Também por lá estava a namorada dele, e estivemos os 3 a recordar muitas das nossas aventuras nos nossos tempos de escola primária e secundária.
No sábado fui ao casamento de um dos meus melhores amigos, e encontrei por lá muita malta amiga e/ou conhecida. Foi um casamento bastante divertido, pena é a música que habitualmente tem de se gramar nesta espécie de eventos...Na altura da refeição fomos presenteados com um cd a tocar músicas conhecidas (como a do filme Titanic...) em versão "pan pipes", e nem lá fora se podia escapar, porque em todo o lado deve de existir colunas naquele sítio...Vá lá que quando começou o "bailarico" só deixaram estar o som na parte de dentro, mas só se ouviram coisas execráveis...Apita o Comboio, Crazy Frog, Shakira, músicas das coreografias, etc...E também tivemos direito a uns momentos de "karaoke" (até o meu irmão, já um bocado "alegre", cantou...enfim...). O que vale é que estava bem disposto e levei tudo para a paródia, e no fim tivemos direito a música a sério, com o meu amigo Henri a passar som, coadjuvado por outros amigos meus...inclusivé o noivo, eheheheheh.
No domingo fui ao La Bohémme passar som, e enveredei por uma onda mais Punk-Funk, Dubbed Out Disco, Electro e cenas dos 70s & 80s...Teve-se bastante bem, casa composta. A seguir ainda fui mais o Paulo e o Abel a casa de um amigo meu, e tivemos a assistir a material inédito dos Pink Floyd que esse meu amigo tinha arranjado á pouco tempo em DVD. Foi um fim de noite diferente, mas muito agradável.
p.s. Todos os anos têm de existir temas que são os denominados "hits del verano", que geralmente são coisas horríveis, sem ponta por onde se lhe peguem...nos últimos anos temos gramado com coisas horríveis como o Aserere, os O-Zone ou o Papi Chulo, e sempre que pensamos que não pode aparecer nada pior, "voilá", eis que aparece algo ainda pior do que se ouviu nos últimos tempos...Este ano é o Crazy Frog e um tema que dizem os especialistas ser Reggaeton, mas que a mim soa mais como Kuduro cantado em espanhol, o inenarrável Gasolina, coisas do mais assombroso mau gosto que já tive o azar de ouvir. No caso do Crazy Frog custa-me ver o tema Axel F, do Harold Faltermeyer (que é o tema do filme Caça-Polícias, com o Eddie Murphy) ser tão horrivelmente vilipendiado, a transformar um engraçado tema de Electro "Old School" numa horrorosidade Eurodance...já não bastavam os execráveis Eiffel 65?. Já não há respeito pelas nossas memórias...
No sábado fui ao casamento de um dos meus melhores amigos, e encontrei por lá muita malta amiga e/ou conhecida. Foi um casamento bastante divertido, pena é a música que habitualmente tem de se gramar nesta espécie de eventos...Na altura da refeição fomos presenteados com um cd a tocar músicas conhecidas (como a do filme Titanic...) em versão "pan pipes", e nem lá fora se podia escapar, porque em todo o lado deve de existir colunas naquele sítio...Vá lá que quando começou o "bailarico" só deixaram estar o som na parte de dentro, mas só se ouviram coisas execráveis...Apita o Comboio, Crazy Frog, Shakira, músicas das coreografias, etc...E também tivemos direito a uns momentos de "karaoke" (até o meu irmão, já um bocado "alegre", cantou...enfim...). O que vale é que estava bem disposto e levei tudo para a paródia, e no fim tivemos direito a música a sério, com o meu amigo Henri a passar som, coadjuvado por outros amigos meus...inclusivé o noivo, eheheheheh.
No domingo fui ao La Bohémme passar som, e enveredei por uma onda mais Punk-Funk, Dubbed Out Disco, Electro e cenas dos 70s & 80s...Teve-se bastante bem, casa composta. A seguir ainda fui mais o Paulo e o Abel a casa de um amigo meu, e tivemos a assistir a material inédito dos Pink Floyd que esse meu amigo tinha arranjado á pouco tempo em DVD. Foi um fim de noite diferente, mas muito agradável.
p.s. Todos os anos têm de existir temas que são os denominados "hits del verano", que geralmente são coisas horríveis, sem ponta por onde se lhe peguem...nos últimos anos temos gramado com coisas horríveis como o Aserere, os O-Zone ou o Papi Chulo, e sempre que pensamos que não pode aparecer nada pior, "voilá", eis que aparece algo ainda pior do que se ouviu nos últimos tempos...Este ano é o Crazy Frog e um tema que dizem os especialistas ser Reggaeton, mas que a mim soa mais como Kuduro cantado em espanhol, o inenarrável Gasolina, coisas do mais assombroso mau gosto que já tive o azar de ouvir. No caso do Crazy Frog custa-me ver o tema Axel F, do Harold Faltermeyer (que é o tema do filme Caça-Polícias, com o Eddie Murphy) ser tão horrivelmente vilipendiado, a transformar um engraçado tema de Electro "Old School" numa horrorosidade Eurodance...já não bastavam os execráveis Eiffel 65?. Já não há respeito pelas nossas memórias...
domingo, agosto 14, 2005
Hoje à noite em Setúbal
-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ La Bohémme
Electro e derivados, Punk-Funk, Dubbed-Out Disco, etc...
No Amo-te Setúbal uma festa ligada ao bar MXL, com Roger Urb (Lab), Safara, Rui & Jonhy The Volk.
Do que conheço do Roger Urb e do Safara, o som será bom...
Electro e derivados, Punk-Funk, Dubbed-Out Disco, etc...
No Amo-te Setúbal uma festa ligada ao bar MXL, com Roger Urb (Lab), Safara, Rui & Jonhy The Volk.
Do que conheço do Roger Urb e do Safara, o som será bom...
segunda-feira, agosto 08, 2005
Sexta-Feira DFA - Sudoeste
Era mesmo este ano que eu não ia. Mais uma vez…fui. O Palco Planeta Sudoeste foi o principal responsável, a oportunidade de ver ao vivo quase todos os artistas (só faltaram os The Rapture) da editora nova-iorquina DFA (leia-se Death From Above) era quase única este ano, apenas uma deslocação a Benicassim seria capaz de compensar. O cartaz estava assim alinhado:
Lcd Soundsytem
Black Dice
The Juan Maclean
Hot Chip
Delia Gonzalez & Gavin Russom
+
James Murphy (Dj Set)
Marcus Lambkin (Dj Set)
Tim Sweeney (Dj Set)
A ordem dos concertos não estava muito clara e foram muitos os que pensaram que o primeiro concerto seria de Delia & Gavin. Foi precisamente o inverso, após o electrizante concerto dos Maximo Park, foram os Lcd a iniciar o check sound enquanto o Tim Sweeney montava pratos, mesa de mistura e ligações afins.
Quem esteve no Lux ou em Paredes de Coura 2004 sabia bem o que estava prestes a acontecer. Os Lcd em palco arrasam qualquer plateia [ quer dizer…isto faz-me lembrar uma cassete Beta dos New Order que tenho aqui – PFD 177 (Pumped Full os Drugs) – onde num quase home-video, pelos próprios, é filmado um concerto em Shinjuku (Japão) em 1985. Isto tudo para explicar a diferença entre públicos; aqui a audiência japonesa (da altura frise-se) ficou em silêncio absoluto quando a banda entrou em palco. Com a excepção de 2 ou 3 “úhu!” ou “yaaaahhh!” não se ouviu absolutamente nada. Bernard Summer diz: “Confusion”, toda gente bate palmas repentinamente e 3 segundos depois param e a música começa. ]. O concerto preencheu as expectativas apenas pecando por pouco, era um showcase e cada banda teve direito a 30 minutos cada. Desta vez o destaque de James Murphy foi para o baterista, o Pat (escolhe um membro por concerto). Fica o registo que o pessoal “mandou-se” ao ar com todas as músicas, sendo talvez o “Yeah!” a mais bem acolhida. O som pareceu-me melhor que no Lux, mais limpo; em Lisboa gravei bocados das músicas com a câmara e ficou tudo distorcido, aqui não.
Enquanto os Black Dice preparavam a actuação foi Tim Sweney quem se encarregou de manter o ritmo. Pouca gente (suponho) em Portugal ouviu falar dele, no entanto há uns meses descobri através do site da DFA o endereço www.beatsinspace.com, é um programa de rádio que pode ser ouvido na WKNYU ( a rádio universitária de Nova York ) da autoria do Tim. Começou em 1999 e todas as quintas-feiras tem dj sets de 2 horas e tal transmitidos ao vivo, da sua autoria ou com convidados – Trevor Jackson, Kaos, Optimo, Damien Lazarus, In Flagranti, Prins Thomas & Lindstrom, são alguns deles – estes ficam disponíveis on-line um dia depois. Aconselho a fazerem o download de alguns (eu já tenho o meu iPod cheio deles). As escolhas musicais foram eclécticas mas nunca fugindo ao Electro & Derivados, com incursões ao Neo-Italo, Disco e Acid House. Como lhe tinha enviado um mail com informações sobre o festival, acabei por falar com ele uns minutos acerca de música, da cena portuguesa e nova orquina. Espero reencontrá-lo por cá brevemente a pôr som.
Os Black Dice foram um desafio. Se a tenda ficou sempre composta durante a maior parte da noite, durante este concerto devo dizer que também eu fui dar uma volta pelo recinto. O nível de “noise” foi intenso e para os menos habituados ao experimentalismo electrónico foi um convite ao passeio.
O intervalo para The Juan Maclean foi animado pelo dj Set do James Murphy, mas foi nessa altura que estive de conversa com o Tim por isso não estava com muita atenção e um bocado longe da tenda para ouvir com detalhe, mas não fugiu à toada punk-funk, Electro & Derivados.
A actuação de The Juan Maclean conseguiu recuperar muitos dos refugiados da batalha electrónica dos Black Dice, tocando os temas do novo álbum onde se incluem as faixas previamente lançadas em 12”. Gostei bastante da postura do Juan com um tecladozito infatil ao pescoço (que tocava com atitude) e a boa interacção com os outros 2 elementos do grupo, um na percussão e o outro nas máquinas, teclados e theremin.
O dj Set que se seguiu foi o de Markus Lambkin, não conhecia e fiquei muito bem impressionado, criou um ambiente mais Club dentro da tenda talvez derivado do facto de se ter mudado de Nova Iorque para Berlim; o som foi mais pesado, uma espécie de house-todo-fodido, que o público recebeu bastante bem.
Já chegavam às 4 da manhã quando os Hot Chip entraram em palco. Conhecia apenas algumas músicas, e após o concerto fico a pensar porque é que não comprei o álbum. Andei a ler que eles gravam tudo de um modo caseiro, têm alguma aversão a estúdios, mas ao vivo isso não se nota. Com uma postura espevitada, o vocalista só me fazia lembrar o gajo dos DEVO. As músicas tiveram uma boa receptividade do público e provaram que podemos ter um banda muito boa mesmo com ar de cromos/nerds.
O último dj Set foi repartido entre James, Tim e o baixista dos Lcd Soundsystem, foi um set mais relaxado num tom descontraído com bootlegs ao vivo como planet rock vs. Around the world. O ambiente era excelente e apesar de serem quase 5 da manhã ainda estava muita gente para Delia & Gavin.
Bem, esta última actuação aproximou-se dos Black Dice, mas com mais um pouco de ordem. Ouvi e não sei se gostei ou não, talvez ainda não esteja preparado para apreciar. Pareceu-me uma espécie de divagação sonora dentro do “noise”, mas mais sistematizada. Quase estáticos em palco, durante a actuação de meia hora não houve qualquer momento de silêncio, sendo o ruído a ponte para cada faixa.
Com isto eram 5 e 30 da manhã e ainda tinha que fazer cento e tal km para norte, no entanto a viagem fez-se bem porque a noite correu como previsto. Excelente.
Uma nota para a camaradagem entre bandas, não foi só o público festivaleiro que assistiu aos concertos, as bandas da editora assistiram todas aos espectáculos dos companheiros DFA, sendo James Murphy o mais efusivo gesticulando, saltado e gritando como uma espécie de professor louco agradado com o resultado de uma experiência sua.
www.dfarecords.com
Mário João Camolas
Lcd Soundsytem
Black Dice
The Juan Maclean
Hot Chip
Delia Gonzalez & Gavin Russom
+
James Murphy (Dj Set)
Marcus Lambkin (Dj Set)
Tim Sweeney (Dj Set)
A ordem dos concertos não estava muito clara e foram muitos os que pensaram que o primeiro concerto seria de Delia & Gavin. Foi precisamente o inverso, após o electrizante concerto dos Maximo Park, foram os Lcd a iniciar o check sound enquanto o Tim Sweeney montava pratos, mesa de mistura e ligações afins.
Quem esteve no Lux ou em Paredes de Coura 2004 sabia bem o que estava prestes a acontecer. Os Lcd em palco arrasam qualquer plateia [ quer dizer…isto faz-me lembrar uma cassete Beta dos New Order que tenho aqui – PFD 177 (Pumped Full os Drugs) – onde num quase home-video, pelos próprios, é filmado um concerto em Shinjuku (Japão) em 1985. Isto tudo para explicar a diferença entre públicos; aqui a audiência japonesa (da altura frise-se) ficou em silêncio absoluto quando a banda entrou em palco. Com a excepção de 2 ou 3 “úhu!” ou “yaaaahhh!” não se ouviu absolutamente nada. Bernard Summer diz: “Confusion”, toda gente bate palmas repentinamente e 3 segundos depois param e a música começa. ]. O concerto preencheu as expectativas apenas pecando por pouco, era um showcase e cada banda teve direito a 30 minutos cada. Desta vez o destaque de James Murphy foi para o baterista, o Pat (escolhe um membro por concerto). Fica o registo que o pessoal “mandou-se” ao ar com todas as músicas, sendo talvez o “Yeah!” a mais bem acolhida. O som pareceu-me melhor que no Lux, mais limpo; em Lisboa gravei bocados das músicas com a câmara e ficou tudo distorcido, aqui não.
Enquanto os Black Dice preparavam a actuação foi Tim Sweney quem se encarregou de manter o ritmo. Pouca gente (suponho) em Portugal ouviu falar dele, no entanto há uns meses descobri através do site da DFA o endereço www.beatsinspace.com, é um programa de rádio que pode ser ouvido na WKNYU ( a rádio universitária de Nova York ) da autoria do Tim. Começou em 1999 e todas as quintas-feiras tem dj sets de 2 horas e tal transmitidos ao vivo, da sua autoria ou com convidados – Trevor Jackson, Kaos, Optimo, Damien Lazarus, In Flagranti, Prins Thomas & Lindstrom, são alguns deles – estes ficam disponíveis on-line um dia depois. Aconselho a fazerem o download de alguns (eu já tenho o meu iPod cheio deles). As escolhas musicais foram eclécticas mas nunca fugindo ao Electro & Derivados, com incursões ao Neo-Italo, Disco e Acid House. Como lhe tinha enviado um mail com informações sobre o festival, acabei por falar com ele uns minutos acerca de música, da cena portuguesa e nova orquina. Espero reencontrá-lo por cá brevemente a pôr som.
Os Black Dice foram um desafio. Se a tenda ficou sempre composta durante a maior parte da noite, durante este concerto devo dizer que também eu fui dar uma volta pelo recinto. O nível de “noise” foi intenso e para os menos habituados ao experimentalismo electrónico foi um convite ao passeio.
O intervalo para The Juan Maclean foi animado pelo dj Set do James Murphy, mas foi nessa altura que estive de conversa com o Tim por isso não estava com muita atenção e um bocado longe da tenda para ouvir com detalhe, mas não fugiu à toada punk-funk, Electro & Derivados.
A actuação de The Juan Maclean conseguiu recuperar muitos dos refugiados da batalha electrónica dos Black Dice, tocando os temas do novo álbum onde se incluem as faixas previamente lançadas em 12”. Gostei bastante da postura do Juan com um tecladozito infatil ao pescoço (que tocava com atitude) e a boa interacção com os outros 2 elementos do grupo, um na percussão e o outro nas máquinas, teclados e theremin.
O dj Set que se seguiu foi o de Markus Lambkin, não conhecia e fiquei muito bem impressionado, criou um ambiente mais Club dentro da tenda talvez derivado do facto de se ter mudado de Nova Iorque para Berlim; o som foi mais pesado, uma espécie de house-todo-fodido, que o público recebeu bastante bem.
Já chegavam às 4 da manhã quando os Hot Chip entraram em palco. Conhecia apenas algumas músicas, e após o concerto fico a pensar porque é que não comprei o álbum. Andei a ler que eles gravam tudo de um modo caseiro, têm alguma aversão a estúdios, mas ao vivo isso não se nota. Com uma postura espevitada, o vocalista só me fazia lembrar o gajo dos DEVO. As músicas tiveram uma boa receptividade do público e provaram que podemos ter um banda muito boa mesmo com ar de cromos/nerds.
O último dj Set foi repartido entre James, Tim e o baixista dos Lcd Soundsystem, foi um set mais relaxado num tom descontraído com bootlegs ao vivo como planet rock vs. Around the world. O ambiente era excelente e apesar de serem quase 5 da manhã ainda estava muita gente para Delia & Gavin.
Bem, esta última actuação aproximou-se dos Black Dice, mas com mais um pouco de ordem. Ouvi e não sei se gostei ou não, talvez ainda não esteja preparado para apreciar. Pareceu-me uma espécie de divagação sonora dentro do “noise”, mas mais sistematizada. Quase estáticos em palco, durante a actuação de meia hora não houve qualquer momento de silêncio, sendo o ruído a ponte para cada faixa.
Com isto eram 5 e 30 da manhã e ainda tinha que fazer cento e tal km para norte, no entanto a viagem fez-se bem porque a noite correu como previsto. Excelente.
Uma nota para a camaradagem entre bandas, não foi só o público festivaleiro que assistiu aos concertos, as bandas da editora assistiram todas aos espectáculos dos companheiros DFA, sendo James Murphy o mais efusivo gesticulando, saltado e gritando como uma espécie de professor louco agradado com o resultado de uma experiência sua.
www.dfarecords.com
Mário João Camolas
domingo, agosto 07, 2005
Crónicas Nocturnas # 33
Na sexta, após um jantar de aniversário, fui ver o meu amigo Abel ao La Bohémme, e pronto, foi o ecletismo de qualidade a que ele já nos habituou.
De seguida fui ao Tasco do Kaneco, onde estava o meu amigo Pedro Lontro a passar som, numa toada mais Jazzy e Bossa-Nova. E a seguir fui para casa...
No sábado fui ao Baco passar som, e era a festa de aniversário do Baco...Já lá vão 9 anos desde que o Baco abriu, o que é de louvar, e é a prova viva de que as casas que vivem para a qualidade musical, para uma maneira de estar mais alternativa, e que não se preocupam com as futilidades tão habituais na esmagadora maioria dos estabelecimentos nocturnos setubalenses, são as que mais tempo e melhor sobrevivem...
E foi uma noite de festa, apesar de coincidir com festivais como o Sudoeste ou o Andanças, eventos que se sabe de antemão que atraiem muitos dos clientes habituais do Baco e de outros sítios de teor mais alternativo. Esteve bastante gente no Baco a divertir-se com as sonoridades que eu por lá toquei, e por lá passaram também as Sistas ou o meu amigo Marco, que foram também festejar o aniversário de um dos bares favoritos deles...Até os parabéns se cantaram ao Baco...e espero cantá-los muitas mais vezes...E, escusado será dizer, o Calhotas e o Maré estavam muito contentes e eufóricos com isto tudo...E, para o ano, se tudo correr bem, o Baco fará 10 anos de existência, e espero que venham a ser festejados com a pompa e força que merecem...
De seguida fui ao Tasco do Kaneco, onde estava o meu amigo Pedro Lontro a passar som, numa toada mais Jazzy e Bossa-Nova. E a seguir fui para casa...
No sábado fui ao Baco passar som, e era a festa de aniversário do Baco...Já lá vão 9 anos desde que o Baco abriu, o que é de louvar, e é a prova viva de que as casas que vivem para a qualidade musical, para uma maneira de estar mais alternativa, e que não se preocupam com as futilidades tão habituais na esmagadora maioria dos estabelecimentos nocturnos setubalenses, são as que mais tempo e melhor sobrevivem...
E foi uma noite de festa, apesar de coincidir com festivais como o Sudoeste ou o Andanças, eventos que se sabe de antemão que atraiem muitos dos clientes habituais do Baco e de outros sítios de teor mais alternativo. Esteve bastante gente no Baco a divertir-se com as sonoridades que eu por lá toquei, e por lá passaram também as Sistas ou o meu amigo Marco, que foram também festejar o aniversário de um dos bares favoritos deles...Até os parabéns se cantaram ao Baco...e espero cantá-los muitas mais vezes...E, escusado será dizer, o Calhotas e o Maré estavam muito contentes e eufóricos com isto tudo...E, para o ano, se tudo correr bem, o Baco fará 10 anos de existência, e espero que venham a ser festejados com a pompa e força que merecem...
sexta-feira, agosto 05, 2005
Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.
Hoje, Sexta, dia 5 de Agosto:
- Abel Santos @ La Bohémme
Ecletic Grooves
-DFA @ Sudoeste
LCD Soundsystem, Juan Mc Lean, Black Dice, etc...
Amanhã, Sábado, dia 6 de Agosto:
-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ Baco
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid House & other stuff...
-Zye (Fusion) @ La Bohémme
Downtempo, Electro, 80s & Funky Electronic House
- Abel Santos @ La Bohémme
Ecletic Grooves
-DFA @ Sudoeste
LCD Soundsystem, Juan Mc Lean, Black Dice, etc...
Amanhã, Sábado, dia 6 de Agosto:
-Eduardo Martins (Revolwers/Fusion) @ Baco
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco, Acid House & other stuff...
-Zye (Fusion) @ La Bohémme
Downtempo, Electro, 80s & Funky Electronic House
terça-feira, agosto 02, 2005
Pump Up The Volume
Pump Up The Volume, um documentário sobre a evolução da música de dança/electrónica, mas numa perspectiva britânica. Gosto mais das partes 1 e metade da 2, que falam muito sobre o House de Chicago, mas no geral achei o documentário bastante interessante...Não sei se já o tinham visto...Divirtam-se...Convém fazer o "download" dos "rams"...
http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume.ram
http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume2.ram
http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume3.ram
http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume.ram
http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume2.ram
http://www.music-101.com/images/pictures/pumpupthevolume3.ram
segunda-feira, agosto 01, 2005
Crónicas Nocturnas # 32
Na sexta fui ao jantar de despedida de solteiro de um dos meus melhores amigos. O jantar foi agradável, e, de seguida, fomos a um bar que penso que se chama Caseiras...
O espaço, embora tenha um aspecto um bocado rústico, e fique um bocado fora de mão, é engraçado, e não sei se não seria um espaço engraçado para se fazer lá uma festazita...
De seguida fui para casa, pois para onde o restante pessoal queria ir, eu não tinha vontade nenhuma de ir...
No sábado fui a mais um jantar, desta vez de anos, do Marco, um dos meus habituais companheiros de noitadas. Também foi um jantar bastante agradável.
De seguida, fomos a um bar em Palmela ao qual eu já não ia há uns tempos, a Taverna...e devo de dizer que continua igual ao que sempre foi...O mesmo ambiente, as mesmas caras, enfim...
A seguir fomos para o Baco, onde se esteve bem. O DJ de serviço era um holandês amigo dos donos (que são os grandes Maré e Calhotas). Passou um somzito porreiro, se bem que houve uma ou outra malha que não gostei tanto...Por lá vi também uma das minhas amigas Sistas que já há algum tempo não via por estas andanças...a grande Belasista.
Depois, fomos ao ADN. Estava lá o Zé Pescador a passar som, como habitual, e ao começo da noite até esteve bem, mas depois enveredou por aquela "cassete" alternativa que tanto me irrita (não é a qualidade das músicas que está em questão, mas a sequência e a repetição "ad nauseaum" das mesmas...). Não fosse a Belasista a pedir Chemical Brothers e essa parte da noite teria sido bem mais chata do que foi (e o Don´t Leave Me This Way cantado pelos Communards, quase ao fim da noite também foi engraçado...).Ao menos o aniversariante estava a divertir-se, e isso é que interessa...Pena também foi os comportamentos pouco edificantes a que assisti aquando do fecho do ADN...enfim...há pessoas que não sabem estar...
p.s. Há certos sítios onde não se pode ir comer...Qualquer um dos restaurantes a que fui esteve-se bem em termos de serviço e comida, mas a conta ao fim...jesus...praticamente 20 euros em qualquer um dos restaurantes a que fui...Assim não há carteira que aguente...
E o ADN aos sábados é quase sempre uma grande seca...Tenho um enorme respeito pelo Zé Pescador, mas assim não dá...o ADN é um sítio onde se pode arriscar e inovar á vontade, e custa-me ver que quem está mais vezes á frente da cabine raramente o faça...É preciso estar sempre a ouvir os mesmos temas, e quase sempre na mesma sequência? O ADN assim quase parece uma casa pop e (pseudo) fashion, mas versão música alternativa...Ao menos ás sextas aposta-se em coisas diferentes, mas acho que aos sábados também se devia fazer o mesmo mais vezes...
O espaço, embora tenha um aspecto um bocado rústico, e fique um bocado fora de mão, é engraçado, e não sei se não seria um espaço engraçado para se fazer lá uma festazita...
De seguida fui para casa, pois para onde o restante pessoal queria ir, eu não tinha vontade nenhuma de ir...
No sábado fui a mais um jantar, desta vez de anos, do Marco, um dos meus habituais companheiros de noitadas. Também foi um jantar bastante agradável.
De seguida, fomos a um bar em Palmela ao qual eu já não ia há uns tempos, a Taverna...e devo de dizer que continua igual ao que sempre foi...O mesmo ambiente, as mesmas caras, enfim...
A seguir fomos para o Baco, onde se esteve bem. O DJ de serviço era um holandês amigo dos donos (que são os grandes Maré e Calhotas). Passou um somzito porreiro, se bem que houve uma ou outra malha que não gostei tanto...Por lá vi também uma das minhas amigas Sistas que já há algum tempo não via por estas andanças...a grande Belasista.
Depois, fomos ao ADN. Estava lá o Zé Pescador a passar som, como habitual, e ao começo da noite até esteve bem, mas depois enveredou por aquela "cassete" alternativa que tanto me irrita (não é a qualidade das músicas que está em questão, mas a sequência e a repetição "ad nauseaum" das mesmas...). Não fosse a Belasista a pedir Chemical Brothers e essa parte da noite teria sido bem mais chata do que foi (e o Don´t Leave Me This Way cantado pelos Communards, quase ao fim da noite também foi engraçado...).Ao menos o aniversariante estava a divertir-se, e isso é que interessa...Pena também foi os comportamentos pouco edificantes a que assisti aquando do fecho do ADN...enfim...há pessoas que não sabem estar...
p.s. Há certos sítios onde não se pode ir comer...Qualquer um dos restaurantes a que fui esteve-se bem em termos de serviço e comida, mas a conta ao fim...jesus...praticamente 20 euros em qualquer um dos restaurantes a que fui...Assim não há carteira que aguente...
E o ADN aos sábados é quase sempre uma grande seca...Tenho um enorme respeito pelo Zé Pescador, mas assim não dá...o ADN é um sítio onde se pode arriscar e inovar á vontade, e custa-me ver que quem está mais vezes á frente da cabine raramente o faça...É preciso estar sempre a ouvir os mesmos temas, e quase sempre na mesma sequência? O ADN assim quase parece uma casa pop e (pseudo) fashion, mas versão música alternativa...Ao menos ás sextas aposta-se em coisas diferentes, mas acho que aos sábados também se devia fazer o mesmo mais vezes...
sexta-feira, julho 29, 2005
quarta-feira, julho 27, 2005
Crónicas Nocturnas # 31
Na sexta fui mais o Zye ao Baco, para ouvirmos o nosso amigo Fred_K a passar som. Mais uma vez foi uma boa sessão por parte do Fred, tendo começado numa toada mais Dub, depois enveredou por linguagens mais ligadas ao Electro e derivados, e acabou a sessão com sonoridades mais Progressive. Baco á pinha e com um final de sessão ao rubro... Gostei bastante, apesar de não ser grande adepto de Progressive, mas o Fred não toca aquele Progressive que se ouve habitualmente noutros sítios...Como sempre, a boa-onda costumeira do Baco, que permite a quem lá passa música arriscar...
Acabada a sessão no Baco, fomos ver o nosso amigo Abel ao ADN...era suposto ele dividir a noite com o Zé Pescador, mas devido a problemas pessoais, não pôde comparecer...Mas o Abel sabe-se desenrascar sozinho...eheheheh. Muito eclético como sempre, diverso estilos musicais (o Abel diz que no geral acha chato tocar mais do que 3 ou 4 músicas seguidas do mesmo estilo...)...mais uma boa sessão do Abel, e ADN também ao rubro.
No sábado, fui mais o meu amigo Mário João tocar ao Estória, e correu bem...Tivemos sempre a casa bem composta, e tocámos o que quisémos sem qualquer espécie de pressão. Começámos numa toada mais Disco e Punk-Funk, e depois evoluímos para sonoridades mais ligadas ao Electro-House e a algum Acid-House, mas nada de muito "puxado". Já tinha saudades de passar música em conjunto com o Mário João, já há uns mesitos que não tocávamos em conjunto como Revolwers, e espero que a próxima seja o mais breve possível. (E Fred, se leres isto, um muito obrigado pelas tuas colunas JBL...deram-nos cá um jeitaço...eheheheh). Soube que o Zye também teve uma noite porreira lá no Baco...De seguida, fui para casa...
p.s. Ouvi dizer que na sexta-feira vários espaços mais ligados ao que eu aqui no fórum designo como "pop e (pseudo) fashion" foram fiscalizados, e que foram apreendidos uns quantos cds piratas ( parece que um dos DJs de uma das casas foi apanhado com 117 cds piratas...ui!). Em Setúbal, por volta de 2001, começou a surgir um agrupamento de DJs (mais ligados ao locais mais "mainstream", embora também os haja ligado a meios mais "underground"...) que começaram a sacar músicas através de programas como o Audiogalaxy, o E-Mule, o Kazaa ou o Soulseek, e de ganharem dinheiro dessa forma...ou seja, ganham dinheiro, mas não o investem para comprar os originais ( e segundo a lógica deles, porque haveriam de comprar, se está ali de borla na internet?). É claro que isto é um roubo, o artista, por maior ou menor qualidade que tenha sua música, merece ser ressarcido pelo seu trabalho...sejam os Tiefschwarz ou o Tiga, seja a Shakira ou o Quim Barreiros. Outra das consequências que isto traz é a diminuição dos "cachets" de que um DJ normalmente deveria usufruir, porque existem certos meninos que sacam tudo da internet, e tocam a preços quase simbólicos, e quem compra os originais por vezes tem dificuldade em passar som e receber o mínimo indispensável para pagar o investimento, porque os donos das casas pensam (e estão no direito deles...) "porque hei-de pagar 50 euros a este gajo se pago 20 ao outro que saca tudo da internet e que até passa a mesma coisa e tal..."E muitos destes meninos são DJs porque está na moda, geralmente até nem têm grande cultura musical, têm quase sempre tendência a nivelar os gostos das pessoas por baixo, e acham que ser DJ atrai garinas e tal...enfim, são o que eu designo como "wannabe DJs" ou "DJ Mp3".
Por estas duas razões concordo em absoluto que existam fiscalizações, e quantas mais existirem, mais depressa esta era do "wannabe DJ" chegará ao fim...quando começarem a chegar a casa sem os cds com as músicas que sacaram da internet, com uma multa pesada para pagar e com a eventual possibilidade de terem ir a tribunal esclarecer tudo (e, segundo a lei, pode-se punir o infractor até 3 anos por este tipo de crime...), hão-de pensar duas vezes em meterem-se nestas andanças...Ou então comecem a aplicar o que ganham na compra de originais...
Obviamente excluo deste lote quem tem os originais, seja em cd ou em vinil, em casa, e não os leva apenas para preservar o espólio já adquirido, ou devido a não haver pratos para se tocar vinil, e ver-se obrigado a passar o que tem em vinil para cd...e este é uma questão que a lei deve de resolver o mais rápido possível...
Acabada a sessão no Baco, fomos ver o nosso amigo Abel ao ADN...era suposto ele dividir a noite com o Zé Pescador, mas devido a problemas pessoais, não pôde comparecer...Mas o Abel sabe-se desenrascar sozinho...eheheheh. Muito eclético como sempre, diverso estilos musicais (o Abel diz que no geral acha chato tocar mais do que 3 ou 4 músicas seguidas do mesmo estilo...)...mais uma boa sessão do Abel, e ADN também ao rubro.
No sábado, fui mais o meu amigo Mário João tocar ao Estória, e correu bem...Tivemos sempre a casa bem composta, e tocámos o que quisémos sem qualquer espécie de pressão. Começámos numa toada mais Disco e Punk-Funk, e depois evoluímos para sonoridades mais ligadas ao Electro-House e a algum Acid-House, mas nada de muito "puxado". Já tinha saudades de passar música em conjunto com o Mário João, já há uns mesitos que não tocávamos em conjunto como Revolwers, e espero que a próxima seja o mais breve possível. (E Fred, se leres isto, um muito obrigado pelas tuas colunas JBL...deram-nos cá um jeitaço...eheheheh). Soube que o Zye também teve uma noite porreira lá no Baco...De seguida, fui para casa...
p.s. Ouvi dizer que na sexta-feira vários espaços mais ligados ao que eu aqui no fórum designo como "pop e (pseudo) fashion" foram fiscalizados, e que foram apreendidos uns quantos cds piratas ( parece que um dos DJs de uma das casas foi apanhado com 117 cds piratas...ui!). Em Setúbal, por volta de 2001, começou a surgir um agrupamento de DJs (mais ligados ao locais mais "mainstream", embora também os haja ligado a meios mais "underground"...) que começaram a sacar músicas através de programas como o Audiogalaxy, o E-Mule, o Kazaa ou o Soulseek, e de ganharem dinheiro dessa forma...ou seja, ganham dinheiro, mas não o investem para comprar os originais ( e segundo a lógica deles, porque haveriam de comprar, se está ali de borla na internet?). É claro que isto é um roubo, o artista, por maior ou menor qualidade que tenha sua música, merece ser ressarcido pelo seu trabalho...sejam os Tiefschwarz ou o Tiga, seja a Shakira ou o Quim Barreiros. Outra das consequências que isto traz é a diminuição dos "cachets" de que um DJ normalmente deveria usufruir, porque existem certos meninos que sacam tudo da internet, e tocam a preços quase simbólicos, e quem compra os originais por vezes tem dificuldade em passar som e receber o mínimo indispensável para pagar o investimento, porque os donos das casas pensam (e estão no direito deles...) "porque hei-de pagar 50 euros a este gajo se pago 20 ao outro que saca tudo da internet e que até passa a mesma coisa e tal..."E muitos destes meninos são DJs porque está na moda, geralmente até nem têm grande cultura musical, têm quase sempre tendência a nivelar os gostos das pessoas por baixo, e acham que ser DJ atrai garinas e tal...enfim, são o que eu designo como "wannabe DJs" ou "DJ Mp3".
Por estas duas razões concordo em absoluto que existam fiscalizações, e quantas mais existirem, mais depressa esta era do "wannabe DJ" chegará ao fim...quando começarem a chegar a casa sem os cds com as músicas que sacaram da internet, com uma multa pesada para pagar e com a eventual possibilidade de terem ir a tribunal esclarecer tudo (e, segundo a lei, pode-se punir o infractor até 3 anos por este tipo de crime...), hão-de pensar duas vezes em meterem-se nestas andanças...Ou então comecem a aplicar o que ganham na compra de originais...
Obviamente excluo deste lote quem tem os originais, seja em cd ou em vinil, em casa, e não os leva apenas para preservar o espólio já adquirido, ou devido a não haver pratos para se tocar vinil, e ver-se obrigado a passar o que tem em vinil para cd...e este é uma questão que a lei deve de resolver o mais rápido possível...
quarta-feira, julho 20, 2005
Cardápio Nocturno para este fim-de-semana.
Sexta:
-Fred_K (Fusion) @ Baco
Funk, Electro e derivados, Progressive, etc...
-Quarteto de Jazz @ Café Com Estória
-Abel Santos & Zé Pescador @ ADN
Ecletic and Alternative Grooves
Sábado:
-Revolwers @ Café Com Estória
Revolwers are:
Mário João Camolas & Eduardo Martins (Fusion)
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco & Fucked-Up House
-Zye (Fusion) @ Baco
Lounge, Electro e derivados, Funky Electronic-House
-Abel Santos @ Tasco do Kaneco
Ecletic Grooves
-Fred_K (Fusion) @ Baco
Funk, Electro e derivados, Progressive, etc...
-Quarteto de Jazz @ Café Com Estória
-Abel Santos & Zé Pescador @ ADN
Ecletic and Alternative Grooves
Sábado:
-Revolwers @ Café Com Estória
Revolwers are:
Mário João Camolas & Eduardo Martins (Fusion)
Electro e derivados, Punk-Funk, Disco & Fucked-Up House
-Zye (Fusion) @ Baco
Lounge, Electro e derivados, Funky Electronic-House
-Abel Santos @ Tasco do Kaneco
Ecletic Grooves
domingo, julho 17, 2005
No meio das Serras
A saudável discussão que se desenvolveu neste Blog acerca da tentativa de “criar movida” aqui na zona Palmela-Setúbal, levou-me a pôr em causa a possibilidade de fazer uma “noite diferente” num estabelecimento nocturno virado para sonoridades mais “comerciais”.
Neste fim-de-semana tive a oportunidade, juntamente com um amigo, de fazer uma noite no Big P, na Sertã. A temática musical seria mistura de Mash-ups, House-todo-fodido - ao estilo Get physical/Kompakt – Electro-House e derivados ( punk funk, etc.). À partida estava receoso, porque já tive experiências desagradáveis numas noites em casas ditas de som comercial em que literalmente senti (sentimos, não é Eduardo?) o ódio da pista de dança na minha direcção. Ora, estas minhas dúvidas não se confirmaram de todo, olhando umas horas para trás só posso dizer que correu tudo muito bem. Começámos por volta da 1h e às 2.30 a discoteca estava à pinha. Ao olhar para a caras e corpos reparava numa espécie de apreensão / ambientação ao som, como se quisessem avançar mas com cautela. Aconteceu, por uma meia hora, aquele fenómeno estranho (não sei se característico de Portugal) em que todos ficam no limiar da pista de dança a olhar para esta, mas ninguém avança, como se estivesse uma fogueira gigante lá no meio e todos tivessem medo de se queimar. Foi aqui que percebi para que é que servem os fumos que se mandam lá para o meio para “abrir a pista”; servem para encobrir os mais destemidos. ex. Não está ninguém na pista – pfffffffffffffffffffffffffffffff – epá…já lá está gente!.
Bem, o que se passou deita por terra a teoria do “tens de pôr uma musiquinha que o pessoal conheça para isto arrancar…algo…assim…comercial”. Toda a gente arrancou com Michael Mayer e a partir daí nunca mais pararam: Tiga, Dj Hell, Mylo, Alter-Ego, Tiefschwarz, Chemical Brothers, Dj Naughty, Felix the Housecat, Patric Baumel, Dj T., Thomas Andersson, Vitalic…tudo resultou.
É óbvio que nem toda a gente gostou, há sempre os resistentes do vira do disco e toca o mesmo, mas o que interessa verdadeiramente foi que a maioria aderiu com som que não estavam habituados a ouvir.
Fez-se uma noite “diferente” com sucesso pleno. Acabei o meu set por volta das 5h15 e passei os pratos ao residente para a hora final, aconteceu assim porque quis que quem lá estivesse acabasse por ouvir algo novo e saísse com a sensação de bem-estar de quando vamos para casa com um noite em cheio. Devo dizer que não houve uma passagem bruta para uma música tipo “a do Simão em versão Kizomba” (Gisco) …manteve-se a onda, nada de foleirices.
Que conclusões podem ser tiradas?
A Sertã, como muitas outras Terras em Portugal, está um pouco isolada, logo a absorção da novidade é muito mais rápida do que num local constantemente bombardeado com informação. Como não existem ideias pré-definidas ou grupos de pressão não existe tanta resistência. Na minha opinião são estes os grupos que mais prejudicam a diversidade. A eles estão associados pessoas com poucos interesses à parte de fazer dinheiro – falo aqui de empresários ou gerentes – e outras com um certo ar snobe, orgulhosas em ser mais um no rebanho do mainstream, sempre ávidos de novas modas em que se possam copiar uns aos outros, para todas estas a música não passa de um acessório.
Ao Fred K, ao Eduardo, ao Zé, ao MP, ao Gisco e ao Bionic (e a quem quiser): comentem s.f.f.
Mário João
Neste fim-de-semana tive a oportunidade, juntamente com um amigo, de fazer uma noite no Big P, na Sertã. A temática musical seria mistura de Mash-ups, House-todo-fodido - ao estilo Get physical/Kompakt – Electro-House e derivados ( punk funk, etc.). À partida estava receoso, porque já tive experiências desagradáveis numas noites em casas ditas de som comercial em que literalmente senti (sentimos, não é Eduardo?) o ódio da pista de dança na minha direcção. Ora, estas minhas dúvidas não se confirmaram de todo, olhando umas horas para trás só posso dizer que correu tudo muito bem. Começámos por volta da 1h e às 2.30 a discoteca estava à pinha. Ao olhar para a caras e corpos reparava numa espécie de apreensão / ambientação ao som, como se quisessem avançar mas com cautela. Aconteceu, por uma meia hora, aquele fenómeno estranho (não sei se característico de Portugal) em que todos ficam no limiar da pista de dança a olhar para esta, mas ninguém avança, como se estivesse uma fogueira gigante lá no meio e todos tivessem medo de se queimar. Foi aqui que percebi para que é que servem os fumos que se mandam lá para o meio para “abrir a pista”; servem para encobrir os mais destemidos. ex. Não está ninguém na pista – pfffffffffffffffffffffffffffffff – epá…já lá está gente!.
Bem, o que se passou deita por terra a teoria do “tens de pôr uma musiquinha que o pessoal conheça para isto arrancar…algo…assim…comercial”. Toda a gente arrancou com Michael Mayer e a partir daí nunca mais pararam: Tiga, Dj Hell, Mylo, Alter-Ego, Tiefschwarz, Chemical Brothers, Dj Naughty, Felix the Housecat, Patric Baumel, Dj T., Thomas Andersson, Vitalic…tudo resultou.
É óbvio que nem toda a gente gostou, há sempre os resistentes do vira do disco e toca o mesmo, mas o que interessa verdadeiramente foi que a maioria aderiu com som que não estavam habituados a ouvir.
Fez-se uma noite “diferente” com sucesso pleno. Acabei o meu set por volta das 5h15 e passei os pratos ao residente para a hora final, aconteceu assim porque quis que quem lá estivesse acabasse por ouvir algo novo e saísse com a sensação de bem-estar de quando vamos para casa com um noite em cheio. Devo dizer que não houve uma passagem bruta para uma música tipo “a do Simão em versão Kizomba” (Gisco) …manteve-se a onda, nada de foleirices.
Que conclusões podem ser tiradas?
A Sertã, como muitas outras Terras em Portugal, está um pouco isolada, logo a absorção da novidade é muito mais rápida do que num local constantemente bombardeado com informação. Como não existem ideias pré-definidas ou grupos de pressão não existe tanta resistência. Na minha opinião são estes os grupos que mais prejudicam a diversidade. A eles estão associados pessoas com poucos interesses à parte de fazer dinheiro – falo aqui de empresários ou gerentes – e outras com um certo ar snobe, orgulhosas em ser mais um no rebanho do mainstream, sempre ávidos de novas modas em que se possam copiar uns aos outros, para todas estas a música não passa de um acessório.
Ao Fred K, ao Eduardo, ao Zé, ao MP, ao Gisco e ao Bionic (e a quem quiser): comentem s.f.f.
Mário João
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