Hoje, dia 31 de Março, temos os Micro Audio Waves, no Cine-Teatro Luísa Tody, para uma actuação ao vivo.
Amanhã, sexta, dia 1 de Abril, temos Mr. Simon e Isilda Sanches da Rádio Oxigênio a fazerem um DJ set no ADN.
Sábado, dia 2 de Abril, temos Fred K (Fusion) no Baco, e temos também uma festa de Drum n Bass na Casa Mãe Rota dos Vinhos, com Magau, Mee K, Spam e Alif. Temos também, mas em Lisboa, no Lux, Steve Bug.
quinta-feira, março 31, 2005
quarta-feira, março 30, 2005
Fusion Goes Clubbing@Mexe Café, Bairro Alto
Hoje estarei, mais o meu amigo Fred K, a passar som no Mexe-Café, no Bairro Alto.
Podem esperar por sonoridades entre o Electro e derivados e o Acid-House.
Podem esperar por sonoridades entre o Electro e derivados e o Acid-House.
domingo, março 27, 2005
Crónicas Nocturnas # 14
Mais um fim-de-semana movimentado q.b., e ainda por cima prolongado...
Na quinta fui mais um grande amigo meu ao La Bohémme. Estava lá o meu amigo Abel a passar som, o que é garantia de ecletismo e qualidade musical. Por lá também encontrei um casal amigo meu, e aproveitámos para pôr a conversa em dia. Por lá ficámos até ao fim da sessão, mas a seguir decidimos ir para casa, pois não havia nada de interessante noutros sítios.
Na sexta fui, um pouco inesperadamente, passar som ao Baco, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk e Acid-House. Mais uma noite de boa-onda e com o pessoal a vibrar com as sonoridades que eu debitava, e com os barmans-maravilha a fazerem por vezes de Light-Jockeys. Isto tudo apesar da chuva que caía lá fora. A seguir ao Baco fui ao ADN. Era uma noite de apresentação do que penso ser uma nova revista, de nome Bíblia, com os DJs Vaipes e Rui Maia (dos X-Wife, banda do DJ Kitten) ao comando da cabine. Foi uma noite de tendência mais "rockeira", com alguns apontamentos Electro e até de Techno, Drum n Bass e Reggae pelo meio. Foi uma noite divertida, em que se ouviu Tiga, Radio 4, The Rapture, Ramones, Miss Kittin, e , para finalizar a sessão, o grande mestre Carlos Paredes (infelizmente falecido o ano passado...).
No sábado fui ao Baco, mas desta vez para ouvir a DJ Joana, uma moça que tem uma boa selecção musical, e variada q.b. . Começou com umas sonoridades mais dentro do Broken Beat, depois passou para o Deep-House, e a seguir enveredou por sonoridades mais dentro do Electro. Ouviu-se Blue 6, Martin Solveig, The Killers, Scissor Sisters, Daft Punk, Chemical Brothers, Fischerspooner, etc...Sempre boa-onda. O grupo de amigos com quem estava, além de estarem a gostar do som, também estavam a gostar bastante das clientes do sexo feminino. De facto o Baco tem cada vez mais míudas giras e cheias de pinta. A seguir fui ao Desassossego ter com os meus amigos Abel e Gino, que estavam por lá a passar som. Estavam numa onda de Rock mais "old school", mas bastante agradável de se ouvir. A seguir fomos para o ADN, em que lá estava o residente, Zé Pescador, a passar som em conjunto com o Max do Bombar. Teve-se bem, apesar de um ou outro tema tocado não serem muito do meu agrado. Para variar, ADN sempre á pinha, e a continuar a ser frequentado por malta que costuma ou costumava frequentar os sítios "pop e (pseudo) fashion".
E assim vai a noite setubalense de teor mais "underground"...De boa saúde, e com tendência a melhorar ainda mais...
Na quinta fui mais um grande amigo meu ao La Bohémme. Estava lá o meu amigo Abel a passar som, o que é garantia de ecletismo e qualidade musical. Por lá também encontrei um casal amigo meu, e aproveitámos para pôr a conversa em dia. Por lá ficámos até ao fim da sessão, mas a seguir decidimos ir para casa, pois não havia nada de interessante noutros sítios.
Na sexta fui, um pouco inesperadamente, passar som ao Baco, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk e Acid-House. Mais uma noite de boa-onda e com o pessoal a vibrar com as sonoridades que eu debitava, e com os barmans-maravilha a fazerem por vezes de Light-Jockeys. Isto tudo apesar da chuva que caía lá fora. A seguir ao Baco fui ao ADN. Era uma noite de apresentação do que penso ser uma nova revista, de nome Bíblia, com os DJs Vaipes e Rui Maia (dos X-Wife, banda do DJ Kitten) ao comando da cabine. Foi uma noite de tendência mais "rockeira", com alguns apontamentos Electro e até de Techno, Drum n Bass e Reggae pelo meio. Foi uma noite divertida, em que se ouviu Tiga, Radio 4, The Rapture, Ramones, Miss Kittin, e , para finalizar a sessão, o grande mestre Carlos Paredes (infelizmente falecido o ano passado...).
No sábado fui ao Baco, mas desta vez para ouvir a DJ Joana, uma moça que tem uma boa selecção musical, e variada q.b. . Começou com umas sonoridades mais dentro do Broken Beat, depois passou para o Deep-House, e a seguir enveredou por sonoridades mais dentro do Electro. Ouviu-se Blue 6, Martin Solveig, The Killers, Scissor Sisters, Daft Punk, Chemical Brothers, Fischerspooner, etc...Sempre boa-onda. O grupo de amigos com quem estava, além de estarem a gostar do som, também estavam a gostar bastante das clientes do sexo feminino. De facto o Baco tem cada vez mais míudas giras e cheias de pinta. A seguir fui ao Desassossego ter com os meus amigos Abel e Gino, que estavam por lá a passar som. Estavam numa onda de Rock mais "old school", mas bastante agradável de se ouvir. A seguir fomos para o ADN, em que lá estava o residente, Zé Pescador, a passar som em conjunto com o Max do Bombar. Teve-se bem, apesar de um ou outro tema tocado não serem muito do meu agrado. Para variar, ADN sempre á pinha, e a continuar a ser frequentado por malta que costuma ou costumava frequentar os sítios "pop e (pseudo) fashion".
E assim vai a noite setubalense de teor mais "underground"...De boa saúde, e com tendência a melhorar ainda mais...
sexta-feira, março 25, 2005
Cardápio Nocturno
Hoje estarei no Baco a passar som, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançáveis.
No ADN, sei que é hoje uma apresentação qualquer de uma revista nova, e estarão lá a passar som um tal de DJ Vaipes e um dos membros dos X-Wife (mas não é o DJ Kitten).
No ADN, sei que é hoje uma apresentação qualquer de uma revista nova, e estarão lá a passar som um tal de DJ Vaipes e um dos membros dos X-Wife (mas não é o DJ Kitten).
domingo, março 20, 2005
Crónicas Nocturnas # 13
Esta semana as minhas crónicas nocturnas começam na quarta-feira, pois na quarta-feira fui deixar uns "flyers" relativos ao evento em que iria participar no dia a seguir, quinta-feira. Passei pelo La Bohémme, pelo Baco e pelo Desassossego, que estavam calmos. Os dias de semana em Setúbal, ao contrário de Lisboa, não são lá muito concorridos. Mas como nós sabemos, Lisboa é hoje em dia uma cidade que quase nunca dorme. Passei de raspão por alguns sítios "pop e (pseudo) fashion", onde também não se passava grande coisa (em termos de público, que nessas casas nunca se passa nada...). De música comercial da treta ao mau rock, eis a escolha musical dessas casas...
Na quinta lá fui ao República passar som com o Moon e o Lord Khryst, pena foi que a afluência de público não foi a esperada, e soube mais tarde que pessoas amigas minhas foram até lá com a intenção de entrar, mas que o porteiro lhes pediu 10 Euros á porta...Mas isto tem alguma lógica num dia de semana, pelo menos em Setúbal? Fora certos casos, cada vez tem menos razão de ser aos fins-de-semana, quanto mais a dias de semana...Enfim, será algo a esclarecer com o dono e com o próprio porteiro no caso de virem a existir futuros eventos. Mas fora isso, foi uma noite bastante agradável, em que qualquer um de nós tocou o que quis e bem nos apeteceu, sem qualquer espécie de pressões, tudo dentro do Electro e derivados, e até algum Techno de qualidade. Esperemos que se repita, mas num dia mais forte, e com certas arestas a limar...
Na sexta não me sentia lá muito bem, e achei por bem ficar em casa. Mas no sábado saí, para ir mais uma vez tocar ao Baco. Lá voltei para mais uma sessão de Electro e derivados e algum Punk-Funk e Acid-House. Mais uma vez muito boa onda e sempre considerável adesão ao som que eu toco por parte de quem frequenta o Baco. Por vezes fica-se com a impressão que não está muita gente, mas é devido ao tempo estar melhor e estar muita gente na esplanada, mas da esplanada ouve-se bem o som...eu sei porque de Verão passo muitas noites quentes na esplanada do Baco...eheheh. Nesta noite apareceram por lá uns ingleses que cantavam tão alto, que por vezes abafavam o som da música. A nossa cerveja dá conta deles... A seguir fui mais um grande amigo meu ao Desassossego, onde estava o Gino a passar som, e como sempre, uma sessão de bom Rock pesado e/ou alternativo. A seguir rumámos até ao ADN, onde estava o Pedro Viegas a passar som, em conjunto com um baixista e um percursionista. O som estava agradável, o ADN estava á pinha (como aliás tem estado, felizmente, nos últimos tempos, pelo menos sempre que lá vou...). Enfim, estava um ambiente festivo. Continuo é a não gostar muito de ouvir malta a tocar percussões por cima de sonoridades que não têm muito a ver, apesar de o Pedro Viegas ter tocado uns quantos temas mais "housey", certamente para facilitar a vida ao percussionista, mas quando tocava temas mais Breakbeat ou até mais Electro, o percussionista insistia em acompanhar, e para mim são sonoridades que não pedem percussionistas...mas pronto, é o meu gosto pessoal. E fico espantado por cada vez mais ver no ADN pessoas que costumam ou costumavam frequentar o espectro mais "pop e (pseudo) fashion" da noite setubalense, e a divertirem-se bastante, quem sabe por se sentirem livres do espartilho do "socialmente correcto" que predomina nos sítios "pop e (pseudo) fashion". O meu amigo Gino até comentou comigo que cada vez mais via no ADN pessoas que ele não conhecia de lado nenhum...Será um sinal de que as pessoas estão cada vez mais fartas da estagnação reinante em muitos sítios? Penso que quem gere casas nocturnas ou quem tem tenções de abrir alguma futuramente deverá reflectir acerca disto de uma forma bastante ponderada...
p.s. Há uns tempos uma pessoa conhecida minha foi passar som num dia de semana a uma dessas casas "pop e (pseudo) fashion", e um dos donos/gerentes disse-lhe que não podia pagar muito dinheiro, porque apesar de a casa estar sempre apinhada de gente, não eram pessoas que consumissem muito, e que muita da clientela habitual da casa em questão faz por aparentar bem mais do que o que realmente é...Não é com essa malta que a noite de Setúbal vai andar para a frente. Obviamente terão sempre de existir espaços para essas pessoas que vivem do "faz-de-conta", que também têm direito de se divertirem á sua maneira, mas o problema é que em Setúbal existem casas dessas a mais...Ouvi dizer que vai abrir um bar novo, de nome Extra-Café, ou lá o que é, e tudo indica que vai ser mais um a competir com os restantes bares "pop & (pseudo) fashion". Das duas uma, ou é moda durante uns tempos e depois vai-se abaixo, ou então deita abaixo um dos outros bares, que aliás é o que mais cedo ou mais tarde acontece com todos os estabelecimentos dessa estirpe (excepto o Absurdo, que é o que existe há mais tempo, tem uma clientela certa, e sabe inovar o necessário q.b. para se conseguir manter...). O futuro dirá se a minha análise é ou não a mais correcta...
Na quinta lá fui ao República passar som com o Moon e o Lord Khryst, pena foi que a afluência de público não foi a esperada, e soube mais tarde que pessoas amigas minhas foram até lá com a intenção de entrar, mas que o porteiro lhes pediu 10 Euros á porta...Mas isto tem alguma lógica num dia de semana, pelo menos em Setúbal? Fora certos casos, cada vez tem menos razão de ser aos fins-de-semana, quanto mais a dias de semana...Enfim, será algo a esclarecer com o dono e com o próprio porteiro no caso de virem a existir futuros eventos. Mas fora isso, foi uma noite bastante agradável, em que qualquer um de nós tocou o que quis e bem nos apeteceu, sem qualquer espécie de pressões, tudo dentro do Electro e derivados, e até algum Techno de qualidade. Esperemos que se repita, mas num dia mais forte, e com certas arestas a limar...
Na sexta não me sentia lá muito bem, e achei por bem ficar em casa. Mas no sábado saí, para ir mais uma vez tocar ao Baco. Lá voltei para mais uma sessão de Electro e derivados e algum Punk-Funk e Acid-House. Mais uma vez muito boa onda e sempre considerável adesão ao som que eu toco por parte de quem frequenta o Baco. Por vezes fica-se com a impressão que não está muita gente, mas é devido ao tempo estar melhor e estar muita gente na esplanada, mas da esplanada ouve-se bem o som...eu sei porque de Verão passo muitas noites quentes na esplanada do Baco...eheheh. Nesta noite apareceram por lá uns ingleses que cantavam tão alto, que por vezes abafavam o som da música. A nossa cerveja dá conta deles... A seguir fui mais um grande amigo meu ao Desassossego, onde estava o Gino a passar som, e como sempre, uma sessão de bom Rock pesado e/ou alternativo. A seguir rumámos até ao ADN, onde estava o Pedro Viegas a passar som, em conjunto com um baixista e um percursionista. O som estava agradável, o ADN estava á pinha (como aliás tem estado, felizmente, nos últimos tempos, pelo menos sempre que lá vou...). Enfim, estava um ambiente festivo. Continuo é a não gostar muito de ouvir malta a tocar percussões por cima de sonoridades que não têm muito a ver, apesar de o Pedro Viegas ter tocado uns quantos temas mais "housey", certamente para facilitar a vida ao percussionista, mas quando tocava temas mais Breakbeat ou até mais Electro, o percussionista insistia em acompanhar, e para mim são sonoridades que não pedem percussionistas...mas pronto, é o meu gosto pessoal. E fico espantado por cada vez mais ver no ADN pessoas que costumam ou costumavam frequentar o espectro mais "pop e (pseudo) fashion" da noite setubalense, e a divertirem-se bastante, quem sabe por se sentirem livres do espartilho do "socialmente correcto" que predomina nos sítios "pop e (pseudo) fashion". O meu amigo Gino até comentou comigo que cada vez mais via no ADN pessoas que ele não conhecia de lado nenhum...Será um sinal de que as pessoas estão cada vez mais fartas da estagnação reinante em muitos sítios? Penso que quem gere casas nocturnas ou quem tem tenções de abrir alguma futuramente deverá reflectir acerca disto de uma forma bastante ponderada...
p.s. Há uns tempos uma pessoa conhecida minha foi passar som num dia de semana a uma dessas casas "pop e (pseudo) fashion", e um dos donos/gerentes disse-lhe que não podia pagar muito dinheiro, porque apesar de a casa estar sempre apinhada de gente, não eram pessoas que consumissem muito, e que muita da clientela habitual da casa em questão faz por aparentar bem mais do que o que realmente é...Não é com essa malta que a noite de Setúbal vai andar para a frente. Obviamente terão sempre de existir espaços para essas pessoas que vivem do "faz-de-conta", que também têm direito de se divertirem á sua maneira, mas o problema é que em Setúbal existem casas dessas a mais...Ouvi dizer que vai abrir um bar novo, de nome Extra-Café, ou lá o que é, e tudo indica que vai ser mais um a competir com os restantes bares "pop & (pseudo) fashion". Das duas uma, ou é moda durante uns tempos e depois vai-se abaixo, ou então deita abaixo um dos outros bares, que aliás é o que mais cedo ou mais tarde acontece com todos os estabelecimentos dessa estirpe (excepto o Absurdo, que é o que existe há mais tempo, tem uma clientela certa, e sabe inovar o necessário q.b. para se conseguir manter...). O futuro dirá se a minha análise é ou não a mais correcta...
sábado, março 19, 2005
Hoje fui ás compras # 11
E lá voltei mais uma vez á Flur para ir comprar umas coisitas...De realçar que agora têm um colaborador novo, de nome Pedro, que também é uma simpatia, e que antes trabalhava na Anana. Mas vamos ao que interessa:
CDs:
-Daft Punk - Human After All (Virgin/EMI)
Aí está os esperado 3º albúm dos Daft Punk, que apesar de estar um bom albúm, para mim não está ao nível nem do Homework nem do Discovery. Nota-se alguma repetição de ideias, e o albúm parece uma mescla entre os dois albúns anteriores. Mas a verdade é que se torna complicado competir com portentos como os Blackstrobe, os Tiefschwarz, o Abe Duque, etc...Mas como já disse, não deixa de ser um bom albúm, e a capacidade de criarem "hits" para pistas de dança continua intacta. Neste albúm os Daft Punk parecem ter deixado vir ao de cima nalguns temas a sua faceta mais "rockeira", conferir em temas como Robot Rock ou Television Rules The Nation, que são excelentes temas para pôr uma pista de dança ao rubro. Outros temas que também resultarão bastante bem serão temas Human After All, The Brainwasher e Technologic. Mas esperemos que os Daft Punk surjam mais frescos num próximo albúm...
-Kaos - Hello Stranger (K7)
Aí está o albúm de estreia de Kaos, muito virado para uma fusão entre Disco-Sound, Punk-Funk e algum Electro. Este albúm conta com os préstimos de gente tão distinta como Daniel Wang, Erlend Oye ou Captain Comatose. Albúm muito divertido, agradável e fresco. Temas como Feel Like I Feel, My Reputation ou Bang The Box prometem aquecer pistas de dança mais esclarecidas (o single retirado do albúm, Boogie Boy, já o está a fazer...).
-Vários - Pop Fiction (act one) (Hot Banana)
Albúm que compila vários trabalhos da editora Hot Banana, do françês Kiko. Quem conhece os trabalhos desta editora, sabe que anda dentro de sonoridades que disseminam por entre o Electro, o Neo Italo Disco e a Electronic Body Music. Além do próprio Kiko e projectos a si lidados, participam, tanto em produções originais, como em remisturas, nomes como David Carreta, Trevor Jackson, Alexander Robotnick ou The Hacker. Excelentes temas para dançar.
-Miss Kittin - Happy Violentine (Mute)
Cd-single que compila as várias remisturas feitas a este tema de Miss Kittin, e todas bastante boas. Remisturaram este tema nomes como LFO, Michael Mayer, Marco Passarani (prestes a editar um albúm novo pela Peacefrog) e Mad Professor.
Vinis:
-Marc Romboy & Blake Baxter - Freakin´ (Systematic)
Mais uma bomba dançante editada pela Systematic. Um híbrido entre Electro e Acid-House, vocalizado por Blake Baxter (a voz de What Happened, de Abe Duque) que promete criar muito calor na pista de dança. No lado B traz uma remistura mais pesada, por Rob Acid.
-N & W - Randomizer/Analogue Acid (Art Of Disco/Yellow)
Mais dois temas em que existe uma bastante bem conseguida colisão entre Electro e Acid-House, e que também nos prometem fazer-nos mexer na pista de dança.
- Hell feat. Billie Ray Martin - Je Regrette Everything-remixes (International Deejay Gigolo)
Mais um tema retirado do albúm NY Muscle, de DJ Hell, mas que se apresenta remisturado por Superpitcher e Jesper Dahlback. A remistura de Superpitcher é extremamente dançável, mais virada para o Electro-House. Em contrapartida, a remistura de Jesper Dahlback, e ao contrário do que seria de esperar, é um pouco mais calma, encontra-se mais perto do Electro-Pop. Qualquer uma das duas remisturas são bastante boas.
- Alden Tyrell - Other World Robots/Disco Lunar Module Remix (Clone)
Mais um excelente tema de Alden Tyrell, que traz como bónus uma remistura de Spencer Flipsson a Disco Lunar Module. Mais duas viagens pelo Neo Italo Disco de cariz mais espacial.
- Franz Ferdinand - Michael (US Edition) (Domino)
Este máxi apenas teve edição nos Estados Unidos, mas nem por isso deixou de aparecer aqui na Europa...eheheh. Além do tema Michael, traz a muito procurada remistura de Headman ao tema Dark Of The Matinée, e também a remistura de Playgroup a This Fire. Qualquer uma das duas remisturas estão excelentes, aumentado ainda mais o já evidente potencial dançante dos Franz Ferdinand.
p.s. Só para relembrar que amanhã estarei no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançáveis...
CDs:
-Daft Punk - Human After All (Virgin/EMI)
Aí está os esperado 3º albúm dos Daft Punk, que apesar de estar um bom albúm, para mim não está ao nível nem do Homework nem do Discovery. Nota-se alguma repetição de ideias, e o albúm parece uma mescla entre os dois albúns anteriores. Mas a verdade é que se torna complicado competir com portentos como os Blackstrobe, os Tiefschwarz, o Abe Duque, etc...Mas como já disse, não deixa de ser um bom albúm, e a capacidade de criarem "hits" para pistas de dança continua intacta. Neste albúm os Daft Punk parecem ter deixado vir ao de cima nalguns temas a sua faceta mais "rockeira", conferir em temas como Robot Rock ou Television Rules The Nation, que são excelentes temas para pôr uma pista de dança ao rubro. Outros temas que também resultarão bastante bem serão temas Human After All, The Brainwasher e Technologic. Mas esperemos que os Daft Punk surjam mais frescos num próximo albúm...
-Kaos - Hello Stranger (K7)
Aí está o albúm de estreia de Kaos, muito virado para uma fusão entre Disco-Sound, Punk-Funk e algum Electro. Este albúm conta com os préstimos de gente tão distinta como Daniel Wang, Erlend Oye ou Captain Comatose. Albúm muito divertido, agradável e fresco. Temas como Feel Like I Feel, My Reputation ou Bang The Box prometem aquecer pistas de dança mais esclarecidas (o single retirado do albúm, Boogie Boy, já o está a fazer...).
-Vários - Pop Fiction (act one) (Hot Banana)
Albúm que compila vários trabalhos da editora Hot Banana, do françês Kiko. Quem conhece os trabalhos desta editora, sabe que anda dentro de sonoridades que disseminam por entre o Electro, o Neo Italo Disco e a Electronic Body Music. Além do próprio Kiko e projectos a si lidados, participam, tanto em produções originais, como em remisturas, nomes como David Carreta, Trevor Jackson, Alexander Robotnick ou The Hacker. Excelentes temas para dançar.
-Miss Kittin - Happy Violentine (Mute)
Cd-single que compila as várias remisturas feitas a este tema de Miss Kittin, e todas bastante boas. Remisturaram este tema nomes como LFO, Michael Mayer, Marco Passarani (prestes a editar um albúm novo pela Peacefrog) e Mad Professor.
Vinis:
-Marc Romboy & Blake Baxter - Freakin´ (Systematic)
Mais uma bomba dançante editada pela Systematic. Um híbrido entre Electro e Acid-House, vocalizado por Blake Baxter (a voz de What Happened, de Abe Duque) que promete criar muito calor na pista de dança. No lado B traz uma remistura mais pesada, por Rob Acid.
-N & W - Randomizer/Analogue Acid (Art Of Disco/Yellow)
Mais dois temas em que existe uma bastante bem conseguida colisão entre Electro e Acid-House, e que também nos prometem fazer-nos mexer na pista de dança.
- Hell feat. Billie Ray Martin - Je Regrette Everything-remixes (International Deejay Gigolo)
Mais um tema retirado do albúm NY Muscle, de DJ Hell, mas que se apresenta remisturado por Superpitcher e Jesper Dahlback. A remistura de Superpitcher é extremamente dançável, mais virada para o Electro-House. Em contrapartida, a remistura de Jesper Dahlback, e ao contrário do que seria de esperar, é um pouco mais calma, encontra-se mais perto do Electro-Pop. Qualquer uma das duas remisturas são bastante boas.
- Alden Tyrell - Other World Robots/Disco Lunar Module Remix (Clone)
Mais um excelente tema de Alden Tyrell, que traz como bónus uma remistura de Spencer Flipsson a Disco Lunar Module. Mais duas viagens pelo Neo Italo Disco de cariz mais espacial.
- Franz Ferdinand - Michael (US Edition) (Domino)
Este máxi apenas teve edição nos Estados Unidos, mas nem por isso deixou de aparecer aqui na Europa...eheheh. Além do tema Michael, traz a muito procurada remistura de Headman ao tema Dark Of The Matinée, e também a remistura de Playgroup a This Fire. Qualquer uma das duas remisturas estão excelentes, aumentado ainda mais o já evidente potencial dançante dos Franz Ferdinand.
p.s. Só para relembrar que amanhã estarei no Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançáveis...
quinta-feira, março 17, 2005
Cardápio Nocturno
Hoje, dia 17 estarei, em conjunto com os DJs Moon e Lord Khryst no República (antigo Jonhy B), para uma sessão de Electro e derivados e Funky Electronic-House. Organização da Synth Pro.
No sábado, dia 19 estarei no Baco, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk & Acid-House.
Na sexta, dia 18 estarão no ADN Pedro Tiago e Cidjay para mais uma Funky-House Session.
No sábado, dia 19 estarei no Baco, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk & Acid-House.
Na sexta, dia 18 estarão no ADN Pedro Tiago e Cidjay para mais uma Funky-House Session.
domingo, março 13, 2005
Crónicas Nocturnas # 12
Foi um fim de semana de contrastes, este que passou...
Na sexta, eu e um amigo meu, no Kopus, sentimos na pele a podridão, a falta de rectidão e a crise de valores que cada vez mais marca presença na noite de Setúbal. Mas quero realçar desde já que a pessoa que nessa noite estava á frente do Kopus foi muito bem educada para connosco, foi correcta, ouviu-nos com atenção, respeitou-nos, e é óbvio que tudo o que se passou a ultrapassou completamente, por estar metida numa situação de que não estava á espera...
Após algumas confusões entre datas, ficou acordado que eu e o meu amigo iríamos passar som ao Kopus esta sexta que passou, dia 11 Março. Chegamos lá, com o nosso material, e perguntamos pelo dono. É-nos dito que o dono se encontra adoentado, não podendo estar presente nessa noite. E é-nos dito para irmos ter com o DJ residente (que não é o verdadeiro DJ residente, esse encontra-se de férias). Fomos ter com o DJ, e ele diz-nos que só tinha ordens para nos deixar tocar apenas quando chegasse o "nosso pessoal". Não percebi o que ele quis dizer com aquilo, mas caguei para isso. A seguir pergunta-me se eu tinha o seguro em dia, ao mesmo tempo que toca com os dedos numa das agulhas de um dos pratos Technics. Pensei que ele estaria a querer-me avisar que a agulha estaria fragilizada, mas não era esse o caso...as agulhas eram dele, e pediu-me para ter cuidado com elas, que eram muito caras...pensei cá para mim "só as trouxeste porque quiseste, ninguém te obrigou a isso, e decerto que a casa tem agulhas...". A seguir, conforme foi chegando público (bastante jovem, diga-se de passagem...por vezes faziam-me recordar os recreios quando andava na escola secundária...), o DJ tocava uma música horrível e já mais que gasta (já nem no SpyClub tocam temas daqueles...). Eu, pessoalmente, sou adepto de se tentar educar e divertir ao mesmo tempo quem me ouve, e prefiro arriscar vazar a pista do que tocar "mais do mesmo", e sou adepto de tentar mostrar coisas novas... E o tempo passava, e não havia meio de nos deixarem ir para a cabine fazer o nosso trabalho. Ao lado do DJ encontrava-se um jovem, que fazia de "light-jockey". Entretanto a pista começa a vazar. Para nossa surpresa, o DJ mete o jovem a passar som, e a seguir vem ter connosco para nos dizer que o jovem só vai tocar 4 ou 5 música, e que a seguir entramos nós, e que era chato estarmos a tocar para uma pista quase vazia. Entretanto, a pista volta a ficar mais composta, mas o jovem continua a tocar bem para além das 4 ou 5 músicas, e o DJ nada nos diz...aparentando que queria evitar falar connosco. Entretanto o meu amigo diz que vai lá abaixo. E o DJ vem depois ter comigo, a dizer "pá, eles só querem disto, o que queres?" Querendo o público o que se estava a tocar, ou não, fomos ao Kopus com intenção de fazer uma noite diferente, de mostrar o nosso trabalho, e temos confiança nas nossas capacidades de tentar virar a nosso favor cenários desfavoráveis...Entretanto o meu amigo diz que a pessoa que estava a cargo do Kopus naquela noite queria falar connosco. Mais uma vez quero realçar a boa educação, o respeito, a simpatia e a seriedade da pessoa em questão. Ouviu-nos com toda a atenção do mundo, e achou melhor que deveríamos vir passar som noutra altura, e até ficou com os nossos contactos, e pediu-nos as mais sinceras desculpas. Mas esperemos que essa pessoa não fique ofendida connosco, pois não queremos nunca mais voltar ao Kopus, nem como DJs, nem como clientes, porque temos o nosso orgulho, e esse orgulho foi ferido, não fomos respeitados pelo DJ, que apesar de ter já uns anos disto, não tem nada que ter atitudes menos correctas. E tenho pena, porque o staff do Kopus é constituído por pessoas bastante simpáticas e trabalhadoras, sempre sorridentes e aparentemente contentes com o bom trabalho que lá estão a prestar. Aliás, esse é um dos pontos fortes do Kopus, o staff. Agora penso que o Kopus devia tentar a pouco e pouco atrair um outro tipo de clientela, porque esta que eles têm agora não é muito fiável nem em termos económicos nem em termos de fidelidade a uma casa, e poderão deixar, sem qualquer aviso, o Kopus numa situação crítica. Pena também não estar lá o verdadeiro DJ residente e o dono, também pessoas que eu tenho como sérias, porque se eles lá estivessem, tenho a certeza absoluta que não se teria passado o que se passou...Nunca na minha vida me senti tão humilhado e gozado como nesta noite. Senti que me faltaram (e ao meu amigo...) ao respeito e que não nos deixaram fazer o nosso trabalho, que nós achamos válido, pese embora certas opiniões contrárias. Aliás isto demonstra a tacanhez, aposta no facilitismo, e alguma falta de valores (embora continue, felizmente, a existir quem os tem) existente na esmagadora maioria das casas da noite setubalense. Se não se mostrar coisas novas aos jovens, a noite de Setúbal nunca vai sair da cepa torta...
Em contrapartida, no sábado fui, com mais dois amigo meus, ao Portão Bar, no Barreiro, para a nossa residência mensal que por lá temos. E lá sentimo-nos respeitados e apreciados, e o mais importante...confiança total em nós. Lá podemos tocar o que bem queremos e nos apetece, tendo em conta, é claro, quem se encontra á nossa frente, mas não tocamos um único tema que não gostemos, não temos pressões de espécie nenhuma. Tanto temos a liberdade total para tocarmos coisas novas e frescas, como coisas que, não sendo tão novas, são desconhecidas. E lá damos aso ás nossas tendências mais "rockeiras", tocamos coisas mais centradas no Punk-Funk, no Electro mais "rockeiro", no Electro-Pop, no New-Wave ou no Indie-Rock,(The Clash, Sex Pistols, LCD Soundsystem, Riton, Adult., Rapture, Radio 4, Human League, Depeche Mode, Chemical Brothers, Prodigy, Dirty Minds, B 52s, etc foram alguns dos nomes mais ouvidos e/ou tocados no Portão Bar) mas sempre numa onda bastante dançável e frenética. Ontem foi uma noite bastante movimentada (até ás minhas amigas Sistas por lá apareceram...eheheheh), e ao contrário de Setúbal (excepto certas noites no Baco ou no ADN), as vários "tribos urbanas" convivem pacificamente, tanto se vendo pessoal do "streetwear", como pessoal "freak", como pessoal "beto", como pessoal "punk", etc...e tudo a conviver pacificamente. E em muitos sítios do Barreiro, toquem House, ou toquem sonoridades alternativas, ou toquem sonoridades comerciais, a afluência de público é bastante heterogênea, não se vendo aquela coisa ridícula de se ter porteiros num bar, tão habitual em Setúbal...
Para quando mais sítios e/ou noites de qualidade, com pessoas de qualidade, em Setúbal?E para quando a mais que necessária mudança de mentalidades?
Na sexta, eu e um amigo meu, no Kopus, sentimos na pele a podridão, a falta de rectidão e a crise de valores que cada vez mais marca presença na noite de Setúbal. Mas quero realçar desde já que a pessoa que nessa noite estava á frente do Kopus foi muito bem educada para connosco, foi correcta, ouviu-nos com atenção, respeitou-nos, e é óbvio que tudo o que se passou a ultrapassou completamente, por estar metida numa situação de que não estava á espera...
Após algumas confusões entre datas, ficou acordado que eu e o meu amigo iríamos passar som ao Kopus esta sexta que passou, dia 11 Março. Chegamos lá, com o nosso material, e perguntamos pelo dono. É-nos dito que o dono se encontra adoentado, não podendo estar presente nessa noite. E é-nos dito para irmos ter com o DJ residente (que não é o verdadeiro DJ residente, esse encontra-se de férias). Fomos ter com o DJ, e ele diz-nos que só tinha ordens para nos deixar tocar apenas quando chegasse o "nosso pessoal". Não percebi o que ele quis dizer com aquilo, mas caguei para isso. A seguir pergunta-me se eu tinha o seguro em dia, ao mesmo tempo que toca com os dedos numa das agulhas de um dos pratos Technics. Pensei que ele estaria a querer-me avisar que a agulha estaria fragilizada, mas não era esse o caso...as agulhas eram dele, e pediu-me para ter cuidado com elas, que eram muito caras...pensei cá para mim "só as trouxeste porque quiseste, ninguém te obrigou a isso, e decerto que a casa tem agulhas...". A seguir, conforme foi chegando público (bastante jovem, diga-se de passagem...por vezes faziam-me recordar os recreios quando andava na escola secundária...), o DJ tocava uma música horrível e já mais que gasta (já nem no SpyClub tocam temas daqueles...). Eu, pessoalmente, sou adepto de se tentar educar e divertir ao mesmo tempo quem me ouve, e prefiro arriscar vazar a pista do que tocar "mais do mesmo", e sou adepto de tentar mostrar coisas novas... E o tempo passava, e não havia meio de nos deixarem ir para a cabine fazer o nosso trabalho. Ao lado do DJ encontrava-se um jovem, que fazia de "light-jockey". Entretanto a pista começa a vazar. Para nossa surpresa, o DJ mete o jovem a passar som, e a seguir vem ter connosco para nos dizer que o jovem só vai tocar 4 ou 5 música, e que a seguir entramos nós, e que era chato estarmos a tocar para uma pista quase vazia. Entretanto, a pista volta a ficar mais composta, mas o jovem continua a tocar bem para além das 4 ou 5 músicas, e o DJ nada nos diz...aparentando que queria evitar falar connosco. Entretanto o meu amigo diz que vai lá abaixo. E o DJ vem depois ter comigo, a dizer "pá, eles só querem disto, o que queres?" Querendo o público o que se estava a tocar, ou não, fomos ao Kopus com intenção de fazer uma noite diferente, de mostrar o nosso trabalho, e temos confiança nas nossas capacidades de tentar virar a nosso favor cenários desfavoráveis...Entretanto o meu amigo diz que a pessoa que estava a cargo do Kopus naquela noite queria falar connosco. Mais uma vez quero realçar a boa educação, o respeito, a simpatia e a seriedade da pessoa em questão. Ouviu-nos com toda a atenção do mundo, e achou melhor que deveríamos vir passar som noutra altura, e até ficou com os nossos contactos, e pediu-nos as mais sinceras desculpas. Mas esperemos que essa pessoa não fique ofendida connosco, pois não queremos nunca mais voltar ao Kopus, nem como DJs, nem como clientes, porque temos o nosso orgulho, e esse orgulho foi ferido, não fomos respeitados pelo DJ, que apesar de ter já uns anos disto, não tem nada que ter atitudes menos correctas. E tenho pena, porque o staff do Kopus é constituído por pessoas bastante simpáticas e trabalhadoras, sempre sorridentes e aparentemente contentes com o bom trabalho que lá estão a prestar. Aliás, esse é um dos pontos fortes do Kopus, o staff. Agora penso que o Kopus devia tentar a pouco e pouco atrair um outro tipo de clientela, porque esta que eles têm agora não é muito fiável nem em termos económicos nem em termos de fidelidade a uma casa, e poderão deixar, sem qualquer aviso, o Kopus numa situação crítica. Pena também não estar lá o verdadeiro DJ residente e o dono, também pessoas que eu tenho como sérias, porque se eles lá estivessem, tenho a certeza absoluta que não se teria passado o que se passou...Nunca na minha vida me senti tão humilhado e gozado como nesta noite. Senti que me faltaram (e ao meu amigo...) ao respeito e que não nos deixaram fazer o nosso trabalho, que nós achamos válido, pese embora certas opiniões contrárias. Aliás isto demonstra a tacanhez, aposta no facilitismo, e alguma falta de valores (embora continue, felizmente, a existir quem os tem) existente na esmagadora maioria das casas da noite setubalense. Se não se mostrar coisas novas aos jovens, a noite de Setúbal nunca vai sair da cepa torta...
Em contrapartida, no sábado fui, com mais dois amigo meus, ao Portão Bar, no Barreiro, para a nossa residência mensal que por lá temos. E lá sentimo-nos respeitados e apreciados, e o mais importante...confiança total em nós. Lá podemos tocar o que bem queremos e nos apetece, tendo em conta, é claro, quem se encontra á nossa frente, mas não tocamos um único tema que não gostemos, não temos pressões de espécie nenhuma. Tanto temos a liberdade total para tocarmos coisas novas e frescas, como coisas que, não sendo tão novas, são desconhecidas. E lá damos aso ás nossas tendências mais "rockeiras", tocamos coisas mais centradas no Punk-Funk, no Electro mais "rockeiro", no Electro-Pop, no New-Wave ou no Indie-Rock,(The Clash, Sex Pistols, LCD Soundsystem, Riton, Adult., Rapture, Radio 4, Human League, Depeche Mode, Chemical Brothers, Prodigy, Dirty Minds, B 52s, etc foram alguns dos nomes mais ouvidos e/ou tocados no Portão Bar) mas sempre numa onda bastante dançável e frenética. Ontem foi uma noite bastante movimentada (até ás minhas amigas Sistas por lá apareceram...eheheheh), e ao contrário de Setúbal (excepto certas noites no Baco ou no ADN), as vários "tribos urbanas" convivem pacificamente, tanto se vendo pessoal do "streetwear", como pessoal "freak", como pessoal "beto", como pessoal "punk", etc...e tudo a conviver pacificamente. E em muitos sítios do Barreiro, toquem House, ou toquem sonoridades alternativas, ou toquem sonoridades comerciais, a afluência de público é bastante heterogênea, não se vendo aquela coisa ridícula de se ter porteiros num bar, tão habitual em Setúbal...
Para quando mais sítios e/ou noites de qualidade, com pessoas de qualidade, em Setúbal?E para quando a mais que necessária mudança de mentalidades?
quinta-feira, março 10, 2005
domingo, março 06, 2005
Crónicas Nocturnas # 11
Mais um fim-de-semana movimentado q.b. .
Na sexta, começei por ir, mais um grande amigo meu ao Baco. Nessa noite estava lá um DJ a passar sonoridades dentro do Rock Alternativo (Muse, Smashing Pumpkins, Faith No More, etc), e estava uma casa bastante agradável. Também no Baco falei com outros amigos meus acerca de futuras propostas de trabalho.
A seguir ao Baco, fomos ao Lab, para festejar o aniversário do Rogério Martins aka Roger Urb, e foi uma festa e tanto. Lab completamente á pinha, bom som dentro das sonoridades Deep/Soulfull House, acompanhadas á percussão pelo Zé Reis, mas também houve revisitações ao albúm Homework dos Daft Punk, e no fim até ouvi um ou outro tema a roçar o Electro-House.
A seguir fomos ao ADN, para uma sessão com Pedro Viegas e Dinis, das noites Flashdance. Pedro Viegas iniciou a sessão com sonoridades mais dentro do Funk, e por lá continuou, até entregar o comando da cabine a Dinis. Dinis, como é habitual, proporcionou-nos uma sessão muito eclética. Iniciou a sessão em sintonia com o que o Pedro Viegas tinha tocado até então, ou seja Funk, mas depressa começou enveredar por temas estilo "mash-up" ou "bastard-pop", que é a mistura de 2 ou mais temas num só (ex: misturar a estrutura rítmica do Billie Jean do Michael Jackson com a voz das Destiny´s Child ou do Sean Paul), temas esses também de toada "funky". Depois começou a enveredar por um Hip-Hop mais Old-School, intercalado com uns temas de R n B, de Dancehall, Hip-House e até o Galvanize dos Chemical Brothers. Nota-se que Dinis domina algumas técnicas do Djing de Hip-Hop, sobretudo o "scratch" e a rapidez no efectuar de passagens. A seguir, começou e enveredar pelo Electro, mas sempre com temas muito "funky", como o Where´s The Party At do Phonique ou Still In The Groove (Hi-Fi Serious Remake) dos Reckless, e também revisitou o albúm Homework, dos Daft Punk, com o tema Burnin. Decididamente um albúm que nunca passará de moda...Depois enveredou pelo Breakbeat, e ouviram-se também temas que serão ou remixes ou "bootlegs" Breakbeat do (You Gotta) Fight For Your Rights To Party dos Beastie Boys e Walk Like An Egypcian das Bangles. No fim da sessão já se passeava por entre Electro e Acid-House. Como e pode ver, uma sessão bastante variada, muito "funky" e muito dançável. Esperemos que voltem a existir mais "flashdances" destes no ADN...
No sábado, fui mais uma vez ao Baco para uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas. Mais uma vez uma noite com o público ao rubro, e com malta a dizer-me que não sabiam como iriam aguentar o Zé Pescador no ADN depois de uma sessão daquelas...Só posso dizer a quem assiste ás minhas noites no Baco ( e noutros sítios...) e que vibram com elas, o meu muito obrigado pelo vosso apoio, e que espero que se continuem a divertir, da minha parte faço sempre os possíveis para que as noites em que eu toco sejam bastante divertidas e que fujam aos lugares comuns habituais de certos sítios. E é giro reparar como os temas e/ou remisturas de Tiefschwarz, Tiga, Paper Faces/Thin White Duke, Chemical Brothers, Daft Punk, Mylo, LCD Soundsystem, !!!, Outhud, Benny Benassi, Alter Ego, Headman, Playgroup, e algum Electro-House estilo Get Physical resultam sempre bem. E noto que o pessoal no Baco também adere bastante ao Acid-House. Gosto bastante de ir ao Baco passar som, e lá tenho a absoluta liberdade de tocar o que me apetece, tendo em conta, é claro, as pessoas que tenho á minha frente.
A seguir fui para casa...nada me interessava na noite setubalense que me fizesse lá ficar...
Na sexta, começei por ir, mais um grande amigo meu ao Baco. Nessa noite estava lá um DJ a passar sonoridades dentro do Rock Alternativo (Muse, Smashing Pumpkins, Faith No More, etc), e estava uma casa bastante agradável. Também no Baco falei com outros amigos meus acerca de futuras propostas de trabalho.
A seguir ao Baco, fomos ao Lab, para festejar o aniversário do Rogério Martins aka Roger Urb, e foi uma festa e tanto. Lab completamente á pinha, bom som dentro das sonoridades Deep/Soulfull House, acompanhadas á percussão pelo Zé Reis, mas também houve revisitações ao albúm Homework dos Daft Punk, e no fim até ouvi um ou outro tema a roçar o Electro-House.
A seguir fomos ao ADN, para uma sessão com Pedro Viegas e Dinis, das noites Flashdance. Pedro Viegas iniciou a sessão com sonoridades mais dentro do Funk, e por lá continuou, até entregar o comando da cabine a Dinis. Dinis, como é habitual, proporcionou-nos uma sessão muito eclética. Iniciou a sessão em sintonia com o que o Pedro Viegas tinha tocado até então, ou seja Funk, mas depressa começou enveredar por temas estilo "mash-up" ou "bastard-pop", que é a mistura de 2 ou mais temas num só (ex: misturar a estrutura rítmica do Billie Jean do Michael Jackson com a voz das Destiny´s Child ou do Sean Paul), temas esses também de toada "funky". Depois começou a enveredar por um Hip-Hop mais Old-School, intercalado com uns temas de R n B, de Dancehall, Hip-House e até o Galvanize dos Chemical Brothers. Nota-se que Dinis domina algumas técnicas do Djing de Hip-Hop, sobretudo o "scratch" e a rapidez no efectuar de passagens. A seguir, começou e enveredar pelo Electro, mas sempre com temas muito "funky", como o Where´s The Party At do Phonique ou Still In The Groove (Hi-Fi Serious Remake) dos Reckless, e também revisitou o albúm Homework, dos Daft Punk, com o tema Burnin. Decididamente um albúm que nunca passará de moda...Depois enveredou pelo Breakbeat, e ouviram-se também temas que serão ou remixes ou "bootlegs" Breakbeat do (You Gotta) Fight For Your Rights To Party dos Beastie Boys e Walk Like An Egypcian das Bangles. No fim da sessão já se passeava por entre Electro e Acid-House. Como e pode ver, uma sessão bastante variada, muito "funky" e muito dançável. Esperemos que voltem a existir mais "flashdances" destes no ADN...
No sábado, fui mais uma vez ao Baco para uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas. Mais uma vez uma noite com o público ao rubro, e com malta a dizer-me que não sabiam como iriam aguentar o Zé Pescador no ADN depois de uma sessão daquelas...Só posso dizer a quem assiste ás minhas noites no Baco ( e noutros sítios...) e que vibram com elas, o meu muito obrigado pelo vosso apoio, e que espero que se continuem a divertir, da minha parte faço sempre os possíveis para que as noites em que eu toco sejam bastante divertidas e que fujam aos lugares comuns habituais de certos sítios. E é giro reparar como os temas e/ou remisturas de Tiefschwarz, Tiga, Paper Faces/Thin White Duke, Chemical Brothers, Daft Punk, Mylo, LCD Soundsystem, !!!, Outhud, Benny Benassi, Alter Ego, Headman, Playgroup, e algum Electro-House estilo Get Physical resultam sempre bem. E noto que o pessoal no Baco também adere bastante ao Acid-House. Gosto bastante de ir ao Baco passar som, e lá tenho a absoluta liberdade de tocar o que me apetece, tendo em conta, é claro, as pessoas que tenho á minha frente.
A seguir fui para casa...nada me interessava na noite setubalense que me fizesse lá ficar...
quinta-feira, março 03, 2005
Hoje fui ás compras # 10
Eheheheh, lá voltei mais uma vez a ir ás compras. Para variar, lá fui novamente á Flur, e onde mais uma vez voltei a ser excelentemente recebido e atendido pelo Zé António Moura e pelo Fernando aka Dexter. Também vi por lá o Nuno Di Rosso, quem eu considero um excelente DJ, que também deveria ter maior projecção aqui em Portugal...
Vamos então ás minhas compras:
CD:
-Hiltemeyer Inc - Sendling 70 (Gomma)
Mais um excelente disco da Gomma, onde as influências de um Disco-Sound mais espacial, do Italo-Disco e do Electro se misturam para dar origem a uma autêntica "trip" sonora. É um daqueles discos que nos faz viajar, mas não é daquelas viagens contemplativas, antes pelo contrário, é daquelas viagens que também nos fazem dançar.
-Mylo - Destroy Rock & Roll (Breastfed)
Obviamente, e ao contrário do que o título indica, Mylo nada tem contra o Rock & Roll (se tivesse, não fazia remisturas a bandas como os Killers, eheheh), e até usa temas Rock como o Bette Davie´s Eyes da Kim Carnes em seu proveito. O albúm de Mylo é um "cocktail" onde cabem ingredientes do Electro, do Downtempo estilo Royksopp, do Disco-Sound e do Rock. E é um "cocktail" que é agradável e que sabe bem.
Vinil:
- Various - Chris Duckenfield presents Bad Acid (Music For Freaks)
É uma compilação de Acid-House moderno, que na versão em CD é mixada por Chris Duckenfield, um dos membros dos Swag, e que aliás contribuem com um tema para esta compilação. É um Acid-House que respeita as raízes, mas que já acrescenta toques modernos, sobretudo da parte do cada vez mais forte e omnipresente Electro e do movimento House Electrónico de que de editoras como a Music For Freaks, a Classic ou a Brique Rouge fazem parte. Temas extremamente dançáveis, com um "groove" muito funky. A não perder.
- Various - Trax Records 20th Anniversary (Trax)
Mais uma compilação da Trax, que traz 16 clássicos de House de Chicago dos primórdios (1985 a 1988). Mais uma compilação que vem mostrar a força que temas com quase 20 anos continuam a ter, temas como Marshal Jefferson- Move Your Body, Adonis - No Way Back, Mr. Fingers - Can You Feel It, Frankie Kuckles - Your Love, Jamie Principle - Baby Wants To Ride, Sleazy D - I´ve Lost Control, etc. Muito do House moderno empalidece em comparação com a força que estes clássicos continuam a ter...
- Outhud - One Life To Leave (K7)
Máxi dos Outhud, grupo em que existe a participação tanto de membros dos !!! como dos LCD Soundsystem, e onde se dá forte ênfase ao "groove" do Funk, mas um Funk que gosta de flirtar tanto com o Electro como com o Pós-Punk como com algum Dub. O albúm está para breve, e espera-se algo de bombástico...
- In Flagranti - Nonplusultra E.P. (Codek)
Mais um E.P. em que os temas andam á volta de sonoridades Disco-Not-Disco/Punk-Funk, ou seja, mais 3 bombas cheias de "groove".
- Felix Da Housecat - Ready To Wear (Emperor Norton)
Um dos melhores temas do albúm Devin Dazzle & The Neon Fever, que, para além do original, traz mais duas remisturas, uma de Benny Benassi, outra de Paper Faces (Jacques Lu Cont, também conhecido como Thin White Duke, Zoot Woman, Les Rhythmes Digitales, etc...). A remistura de Benny Benassi faz lembrar um bocado o Call On Me do Eric Prydz, mas não se ouve mal. Mas a bomba aqui é a remistura de Paper Faces. Jacques Lu Cont não falha, mais uma vez, e dá-nos mais um "arrebenta-pistas". É um dos produtores favoritos de Felix de Housecat, portanto não se admirem de ouvir no sets dele muitas produções e/ou remisturas de Jacques Lu Cont.
De assinalar também a excelente compilação que vinha com a Dance Club deste mês, que é parte do catálogo da editora Classic misturado pela dupla setubalense Del Costa & Pedro Goya. Está uma compilação muito "groovy", com temas de Brett Johnson, Derrick Carter, Tiefschwarz, Dave Barker, Style Of Eye e dos próprios Del Costa & Pedro Goya. Aparentemente, para além de irem editar na Classic, irão também editar pela Music For Freaks e há quem diga que poderão editar também pela Get Physical. Irão tocar este próximo domingo á tarde no Coconuts, em conjunto com DJ Time e com os já míticos Phil Weeks e DJ Sneak.
p.s. Este sábado, no Baco, Eduardo Martins, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançantes. Era para ter havido esta sexta uma festa com o Eduardo e com o Zye no Kopus-Club, mas teve de ser adiada para a próxima sexta-feira, dia 11 de Março. Em contrapartida irá haver uma festa de Reggae no Kopus, e no ADN estará o Pedro Viegas (Journeys/Hot Hat) e o Dinis (Lux/Fluid/Lounge/Flashdance), e será uma noite mais virada para o Breakbeat e coisas á volta...
Vamos então ás minhas compras:
CD:
-Hiltemeyer Inc - Sendling 70 (Gomma)
Mais um excelente disco da Gomma, onde as influências de um Disco-Sound mais espacial, do Italo-Disco e do Electro se misturam para dar origem a uma autêntica "trip" sonora. É um daqueles discos que nos faz viajar, mas não é daquelas viagens contemplativas, antes pelo contrário, é daquelas viagens que também nos fazem dançar.
-Mylo - Destroy Rock & Roll (Breastfed)
Obviamente, e ao contrário do que o título indica, Mylo nada tem contra o Rock & Roll (se tivesse, não fazia remisturas a bandas como os Killers, eheheh), e até usa temas Rock como o Bette Davie´s Eyes da Kim Carnes em seu proveito. O albúm de Mylo é um "cocktail" onde cabem ingredientes do Electro, do Downtempo estilo Royksopp, do Disco-Sound e do Rock. E é um "cocktail" que é agradável e que sabe bem.
Vinil:
- Various - Chris Duckenfield presents Bad Acid (Music For Freaks)
É uma compilação de Acid-House moderno, que na versão em CD é mixada por Chris Duckenfield, um dos membros dos Swag, e que aliás contribuem com um tema para esta compilação. É um Acid-House que respeita as raízes, mas que já acrescenta toques modernos, sobretudo da parte do cada vez mais forte e omnipresente Electro e do movimento House Electrónico de que de editoras como a Music For Freaks, a Classic ou a Brique Rouge fazem parte. Temas extremamente dançáveis, com um "groove" muito funky. A não perder.
- Various - Trax Records 20th Anniversary (Trax)
Mais uma compilação da Trax, que traz 16 clássicos de House de Chicago dos primórdios (1985 a 1988). Mais uma compilação que vem mostrar a força que temas com quase 20 anos continuam a ter, temas como Marshal Jefferson- Move Your Body, Adonis - No Way Back, Mr. Fingers - Can You Feel It, Frankie Kuckles - Your Love, Jamie Principle - Baby Wants To Ride, Sleazy D - I´ve Lost Control, etc. Muito do House moderno empalidece em comparação com a força que estes clássicos continuam a ter...
- Outhud - One Life To Leave (K7)
Máxi dos Outhud, grupo em que existe a participação tanto de membros dos !!! como dos LCD Soundsystem, e onde se dá forte ênfase ao "groove" do Funk, mas um Funk que gosta de flirtar tanto com o Electro como com o Pós-Punk como com algum Dub. O albúm está para breve, e espera-se algo de bombástico...
- In Flagranti - Nonplusultra E.P. (Codek)
Mais um E.P. em que os temas andam á volta de sonoridades Disco-Not-Disco/Punk-Funk, ou seja, mais 3 bombas cheias de "groove".
- Felix Da Housecat - Ready To Wear (Emperor Norton)
Um dos melhores temas do albúm Devin Dazzle & The Neon Fever, que, para além do original, traz mais duas remisturas, uma de Benny Benassi, outra de Paper Faces (Jacques Lu Cont, também conhecido como Thin White Duke, Zoot Woman, Les Rhythmes Digitales, etc...). A remistura de Benny Benassi faz lembrar um bocado o Call On Me do Eric Prydz, mas não se ouve mal. Mas a bomba aqui é a remistura de Paper Faces. Jacques Lu Cont não falha, mais uma vez, e dá-nos mais um "arrebenta-pistas". É um dos produtores favoritos de Felix de Housecat, portanto não se admirem de ouvir no sets dele muitas produções e/ou remisturas de Jacques Lu Cont.
De assinalar também a excelente compilação que vinha com a Dance Club deste mês, que é parte do catálogo da editora Classic misturado pela dupla setubalense Del Costa & Pedro Goya. Está uma compilação muito "groovy", com temas de Brett Johnson, Derrick Carter, Tiefschwarz, Dave Barker, Style Of Eye e dos próprios Del Costa & Pedro Goya. Aparentemente, para além de irem editar na Classic, irão também editar pela Music For Freaks e há quem diga que poderão editar também pela Get Physical. Irão tocar este próximo domingo á tarde no Coconuts, em conjunto com DJ Time e com os já míticos Phil Weeks e DJ Sneak.
p.s. Este sábado, no Baco, Eduardo Martins, para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk, Acid-House e outras coisas dançantes. Era para ter havido esta sexta uma festa com o Eduardo e com o Zye no Kopus-Club, mas teve de ser adiada para a próxima sexta-feira, dia 11 de Março. Em contrapartida irá haver uma festa de Reggae no Kopus, e no ADN estará o Pedro Viegas (Journeys/Hot Hat) e o Dinis (Lux/Fluid/Lounge/Flashdance), e será uma noite mais virada para o Breakbeat e coisas á volta...
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Cardápio Nocturno da Semana
Eduardo Martins (Revolwers / Fusion) - Sábado, 05 Março nu Baco


Certamente duas boas opções para se ouvir um som "diferente"...
Jacque Nylv
Jacque Nylv
Crónicas Nocturnas # 10
Bem, e assim se passou outro fim-de-semana movimentado...
Na sexta tive o aniversário de um grande amigo meu, o que acabou por me inviabilizar a ida ao Lux para ver o Steve Bug, mas os meus amigos estão sempre em 1º lugar.
Fomos jantar ao muito recomendável Anexo, que fica perto do Hospital de Setúbal e das Torres de São Bernardo. As pizzas, as massas e as lasanhas são um "must". E noto que muito pessoal da cena mais "underground" bate-se muito no Anexo.
A seguir ao saírmos do Anexo, fomos ao I.D. ver como aquilo estava. Chegámos lá, e estava montada uma bancada com pratos e mesa de mistura, ou seja, naquela noite havia DJ. E é de louvar que o I.D. aposte em fazer coisas diferentes do habitual na noite setubalense. Pena era o som que o DJ tocava...um House já mais que gasto, e um tanto ou quanto monótono, a roçar por vezes o "mainstream", e por vezes um pouco "pesado" demais para o sítio e altura da noite em questão. Mas pronto, há que louvar a ideia, só espero que convidem malta um pouco mais inovadora...
Depois fomos ao Lab, onde estava uma banda a tocar versões de um cantautor dos anos 60, Nick Drake, e do que ouvi, gostei bastante. Agora no Lab apostam ás sextas em trazer bandas/músicos fazerem concertos, e acho que fazem bem, pelo menos noto que existe aderência por parte do pessoal.
Depois, decidimos ir ao Studio 4, e estava por lá uma banda de "covers", a tocar aquelas músicas que passam a vida a serem tocadas nas nossas execráveis rádios nacionais. Ao longe estava uma televisão a mostrar telediscos que estavam a passar na MTV, e vi lá o vídeo do Rocker dos Alter Ego. Pensei logo cá para mim "que vontade de ouvir um Electrozito...".De realçar que o baixista da banda em questão era excelente, o homem até solava no baixo, coisa um pouco rara de se ouvir...Entretanto a banda acaba de tocar, e em vez de começarem a tocar Rock, como seria lógico, não...puseram-se a tocar um qualquer tema "House-Pimba". Já tinha pago o cartão, e decidi imediatamente sair para a rua e por lá fiquei a esperar os meus amigos...Não tenho paciência para aturar essas músicas da treta...
Depois, eu, o aniversariante e a namorada fomos para o ADN, enquanto que o outro casal amigo nosso decidiu ir ao SpyClub (bleurgh!!). Fomos para o ADN, e era uma noite com o meu amigo Simões aka Mr. Simon e com o Mr. Cheeks, da Raska Crew. E foi uma noite de excelente som, e bem mais variado em termos sonoros do que se estaria á espera. Ouviu-se de tudo um pouco...Hip-Hop, Breakbeat, House, Techno, Disco-Sound, Funk, R n B, Punk-Funk, Electro...muito variado, e casa cheia com o público ao rubro. Temas da noite: Michael Jackson-Don´t Stop Till You Get Enough, Eric B & Rakim - Paid In Full (Coldcut Mix), Young MC- Know How, Killers- Somebody Told Me (não consegui identificar se era o remix dos Glimmer Twins ou o do Mylo...sorry). Fiquei bastante contente por ter ouvido uns quantos temas de Hip-Hop mais "old-school"...
No sábado fui ao Baco ouvir o meu grande amigo Fred K, para mais uma sessão de Funk, Electro e derivados, Punk-Funk, e algum Progressive-House mais para o fim da noite. Foi também uma noite em que o Baco esteve ao rubro. Sempre boa onda, o Baco, e com malta que está sempre aberta a ouvir coisas novas. Lá pelo Baco encontrei outros grandes amigos meus, e fiquei de conversa com eles. A seguir fui ao Desassossego, acompanhado pelo meu grande amigo Marco, onde estavam também os meus grandes amigos Abel e Gino a passar som. Também boa onda, e desde que lá cheguei que ouvi Rock, House, Electro-Pop, Disco-Sound, etc...Como sempre, o Gino e o Abel estavam numa de festa rija, e fomos presenteados com temas bastante festivos e alegres. E a seguir...casinha, que já não havia mais nada que me interessasse na noite setubalense...
Na sexta tive o aniversário de um grande amigo meu, o que acabou por me inviabilizar a ida ao Lux para ver o Steve Bug, mas os meus amigos estão sempre em 1º lugar.
Fomos jantar ao muito recomendável Anexo, que fica perto do Hospital de Setúbal e das Torres de São Bernardo. As pizzas, as massas e as lasanhas são um "must". E noto que muito pessoal da cena mais "underground" bate-se muito no Anexo.
A seguir ao saírmos do Anexo, fomos ao I.D. ver como aquilo estava. Chegámos lá, e estava montada uma bancada com pratos e mesa de mistura, ou seja, naquela noite havia DJ. E é de louvar que o I.D. aposte em fazer coisas diferentes do habitual na noite setubalense. Pena era o som que o DJ tocava...um House já mais que gasto, e um tanto ou quanto monótono, a roçar por vezes o "mainstream", e por vezes um pouco "pesado" demais para o sítio e altura da noite em questão. Mas pronto, há que louvar a ideia, só espero que convidem malta um pouco mais inovadora...
Depois fomos ao Lab, onde estava uma banda a tocar versões de um cantautor dos anos 60, Nick Drake, e do que ouvi, gostei bastante. Agora no Lab apostam ás sextas em trazer bandas/músicos fazerem concertos, e acho que fazem bem, pelo menos noto que existe aderência por parte do pessoal.
Depois, decidimos ir ao Studio 4, e estava por lá uma banda de "covers", a tocar aquelas músicas que passam a vida a serem tocadas nas nossas execráveis rádios nacionais. Ao longe estava uma televisão a mostrar telediscos que estavam a passar na MTV, e vi lá o vídeo do Rocker dos Alter Ego. Pensei logo cá para mim "que vontade de ouvir um Electrozito...".De realçar que o baixista da banda em questão era excelente, o homem até solava no baixo, coisa um pouco rara de se ouvir...Entretanto a banda acaba de tocar, e em vez de começarem a tocar Rock, como seria lógico, não...puseram-se a tocar um qualquer tema "House-Pimba". Já tinha pago o cartão, e decidi imediatamente sair para a rua e por lá fiquei a esperar os meus amigos...Não tenho paciência para aturar essas músicas da treta...
Depois, eu, o aniversariante e a namorada fomos para o ADN, enquanto que o outro casal amigo nosso decidiu ir ao SpyClub (bleurgh!!). Fomos para o ADN, e era uma noite com o meu amigo Simões aka Mr. Simon e com o Mr. Cheeks, da Raska Crew. E foi uma noite de excelente som, e bem mais variado em termos sonoros do que se estaria á espera. Ouviu-se de tudo um pouco...Hip-Hop, Breakbeat, House, Techno, Disco-Sound, Funk, R n B, Punk-Funk, Electro...muito variado, e casa cheia com o público ao rubro. Temas da noite: Michael Jackson-Don´t Stop Till You Get Enough, Eric B & Rakim - Paid In Full (Coldcut Mix), Young MC- Know How, Killers- Somebody Told Me (não consegui identificar se era o remix dos Glimmer Twins ou o do Mylo...sorry). Fiquei bastante contente por ter ouvido uns quantos temas de Hip-Hop mais "old-school"...
No sábado fui ao Baco ouvir o meu grande amigo Fred K, para mais uma sessão de Funk, Electro e derivados, Punk-Funk, e algum Progressive-House mais para o fim da noite. Foi também uma noite em que o Baco esteve ao rubro. Sempre boa onda, o Baco, e com malta que está sempre aberta a ouvir coisas novas. Lá pelo Baco encontrei outros grandes amigos meus, e fiquei de conversa com eles. A seguir fui ao Desassossego, acompanhado pelo meu grande amigo Marco, onde estavam também os meus grandes amigos Abel e Gino a passar som. Também boa onda, e desde que lá cheguei que ouvi Rock, House, Electro-Pop, Disco-Sound, etc...Como sempre, o Gino e o Abel estavam numa de festa rija, e fomos presenteados com temas bastante festivos e alegres. E a seguir...casinha, que já não havia mais nada que me interessasse na noite setubalense...
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Steve Bug no Lux
Hoje no Lux estará o germânico Steve Bug (em conjunto com Rui Vargas), patrão das editoras Poker Flat e Dessous, ambas dedicadas a sonoridades House mais minimalistas e electrónicas, hoje em dia também muito contaminadas por sonoridades muito próximas do Electro e também do House de Chicago "circa" 1987/88. Nomes como Martini Bros, Martin Landsky, Phonique, Detroit Grand Phubas, Vincenzo, Jussi Pekk, David Duriez, Tiefschwarz, etc, já editaram por estas duas editoras. Para quem puder ir, uma noite a não perder.
p.s. Hoje em Setúbal, no ADN, "The Sound Scientists presents": Mr. Cheeks (Raska) e Mr. Simon (3ª Via). Teremos uma sessão á volta do Hip-Hop e do Breakbeat, e de mais coisas á volta.
p.s. Hoje em Setúbal, no ADN, "The Sound Scientists presents": Mr. Cheeks (Raska) e Mr. Simon (3ª Via). Teremos uma sessão á volta do Hip-Hop e do Breakbeat, e de mais coisas á volta.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Swayzak, Munk & Hacker hoje no Lux
Hoje, para quem possa (e eu não posso, infelizmente...), é uma noite #Cumplicidades, a não perder, no Lux.
Primeiro estarão os britânicos Swayzak ao vivo, a apresentar sonoridades que estarão entre o Electro, o Techno e o Dub. Os Swayzak iniciaram a sua carreira em meados dos anos 90, tendo já editado 4 albúns de originais, sendo o último Loops From The Bergerie (K7), de 2004.
Depois, no bar estarão os Munk, donos da editora Gomma, e espera-se um set entre o Electro, o Punk-Funk, a New-Wave, o Funk/Disco-Sound e outras coisas dançantes. Editaram em 2004 o seu 1º albúm de originais, de nome Aperitivo.
Na pista de Dança estará o françês Hacker, uma das faces mais conhecidas do Electro-Techno. Também editou recentemente um albúm, Rêves Mechaniques. Espera-se um set a viajar entre o Electro, o Techno e a Electronic Body Music (EBM).
p.s.Hão-de dar uma olhada a um novo fórum que nasceu há pouco tempo, o Supravibes, que é dedicado a tudo o que seja música. www.supravibes.com
Primeiro estarão os britânicos Swayzak ao vivo, a apresentar sonoridades que estarão entre o Electro, o Techno e o Dub. Os Swayzak iniciaram a sua carreira em meados dos anos 90, tendo já editado 4 albúns de originais, sendo o último Loops From The Bergerie (K7), de 2004.
Depois, no bar estarão os Munk, donos da editora Gomma, e espera-se um set entre o Electro, o Punk-Funk, a New-Wave, o Funk/Disco-Sound e outras coisas dançantes. Editaram em 2004 o seu 1º albúm de originais, de nome Aperitivo.
Na pista de Dança estará o françês Hacker, uma das faces mais conhecidas do Electro-Techno. Também editou recentemente um albúm, Rêves Mechaniques. Espera-se um set a viajar entre o Electro, o Techno e a Electronic Body Music (EBM).
p.s.Hão-de dar uma olhada a um novo fórum que nasceu há pouco tempo, o Supravibes, que é dedicado a tudo o que seja música. www.supravibes.com
terça-feira, fevereiro 22, 2005
A música portuguesa não morreu.

Um banda glamorosa, que transpira qualidade.
Depois de ouvir o album, espero ansioso por os ouvir ao vivo...
Para mais informações:
- O Blog dos Donna Maria
"(...) Com o coração no passado, os pés no presente e os olhos no futuro, nasceu um novo nome na música portuguesa... (...)" Miguel A. Majer/Donna Maria
Jacque Nylv
PS: Um album em que nomes como Vitorino, Gil do Carmo, Paulo de Carvalho, Paulinho Moska, Tony de Matos, António Variações e Amália Rodrigues estão em constante sintonia.
PS2: Um post tardio... Mas que não podia deixar de existir.
domingo, fevereiro 20, 2005
Crónicas Nocturnas # 9
E assim se passou mais um fim-de-semana, que pelo menos no Sábado foi bastante movimentado.
Na sexta, sinceramente nem era para ter saído á noite, mas recebi um telefonema do meu grande amigo Abel Santos, a dizer que ia passar música no La Bohémme, e lá fui eu...
Não é por ser meu amigo, mas gosto bastante de ouvir o Abel passar som, o gajo tem bom gosto e cultura musical, e é muito eclético a passar som, e passeia-se por estilos com bastante fluidez e á vontade. Num set dele no Bohémme poder-se-á ouvir de tudo...Downtempo, Deep-House, Drum n Bass, Rock (seja de que estilo fôr), Funk, Jazz, Latin, Disco-Sound, Electro e derivados, etc.
O Abel tem uma particularidade engraçada, é raro ele comprar discos que tenham saído no momento, prefere esperar que eles apareçam mais baratos em certos sítios, e no entanto passa música que nunca soa desactualizada, e isso porquê? Porque o que tem qualidade não passa de moda...E tem das maiores colecções de Vinis e CDs que já vi...
Por lá encontrei também um casal amigo meu, o Mário João e a Ana, e estive a pôr a conversa em dia com eles...Da última vez que tinha estado com eles havia sido no Lab, mas como eu tava lá a trabalhar nessa noite, não tive muito tempo para falar com eles.
A seguir ao Bohémme fui para casa, não havia nada que me interessasse em Setúbal nessa noite...
No sábado lá fui ao Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk e Acid-House. Tive, a pedido de várias famílias, de repetir o Galvanize dos Chemical Brothers, o que não me surpreende...os Chemical Brothers sempre fizeram temas para levar qualquer pessoa ao delírio dançante. Temas que também noto que têm uma forte adesão são o Vibramatic do Lionel Hampton & Joakim, o Rocker dos Alter Ego, qualquer coisa que venha do Tiga ou dos Tiefschwarz, o What Happened? do Abe Duque, o Drop The Pressure do Mylo, o Revolution 909 dos Daft Punk e o inevitável Satisfaction do Benny Benassi. Pareceu-me que a malta também reagiu bem ao Jack The Box do Kiko e ao Just Let Go (Thin White Duke Mix) dos Fischerspooner, a também a certos temas Acid-House...Mais uma noite de muito boa onda no Baco, com o pessoal sempre a divertir-se. E tava por lá uma das minhas amigas Sistas, sempre a curtir, sobretudo quando tocava Chemical Brothers, Kraftwerk, Prodigy e Benny Benassi.
Acabada a sessão no Baco, dirigi-me ao Clubíssimo, onde eu sabia que iria estar a Jacklyne a passar som, precedida do Pedro Monchique.
Ao chegar ao Clubíssimo, deparo-me com uma casa com muitos rostos jovens, e devo de admitir que me senti um pouco velho, com tanta juventude ali ao pé de mim. Estava o Pedro Monchique a tocar um daqueles temas que soa a mistura entre R n B e Kuduro, coisa de que eu sinceramente não gosto, mas que a juventude aparentemente aprecia...Verdade seja dita que o Pedro Monchique é bom no que faz e até é um gajo com cultura musical, pena ele sentir-se obrigado a estar sempre a satisfazer gregos e troianos...
No fim do set do Monchique, ele começou a tocar uns temas mais "Tribal", e nessa altura surgiram duas meninas no meio da pista a cuspir fogo. Um espectáculo engraçado, pena o cheiro a gasolina, e uma forte sensação de "dejá-vu". Quando comecei a ir a "Raves", era habitual estas panóplias circenses, com cuspidores de fogo, dançarinos estilo os Alcântara Dancers, animadores estilo o Mató Le Freak, etc... e uma vez cheguei a ver trapezistas e tudo!!! Obviamente, acho estas coisas de cuspidores de fogo um pouco ultrapassadas. (o ano passado estive com o meu amigo Mário João a passar som nos intervalos de um concurso de bandas, e quando estávamos a passar som nesses intervalos, também levávamos sempre com os cuspidores de fogo, e consequentemente com o cheiro a gasolina que empestava aquilo tudo, e já aí comentávamos que aquilo já era muito "demodé"...).
Entretanto, acaba o "circo", e o Monchique passa os comandos da cabine á Jacklyne, que abre a sua sessão com o Drop The Pressure do Mylo, e o pessoal a aderir. Pena que com o prolongar da noite (falta de estaleca, ou falta de cultura musical?), o pessoal a pouco e pouco se tenha retirado da pista de dança, porque o som que a Jacklyne tocou merecia aquela pista completamente cheia e ao rubro. Mesmo assim ficaram uns quantos resistentes, que sempre que a Jacklyne queria dar por encerrada a sessão, não a deixavam. Pena também haver por lá certos jovens que não se sabem controlar, que obrigaram a uma intervenção por parte dos seguranças, mas felizmente também não me pareceu que tivesse algo de muito grave. Emoções adolescentes ao rubro?
Mas vamos ao que realmente interessa...a música. O set da Jacklyne primou pela qualidade, onde se passeou tanto pelo House facção Brett Johnson ou Rob Mello, como pelo Electro-House, como pelo Acid-House. Achei estranho foi com estas coordenadas sonoras, alguém se ter lembrado de ter posto alguém a tocar batuques por cima do som que a Jacklyne estava a tocar. Isso é algo que se aplica bem ao Latin/Afro/Tribal House, agora em relação a House mais electrónico ou Electro-House, aquilo de facto não conjuga. E é preciso não esquecer que o House facção Brett Johnson/Rob Mello ou o movimento Electro são como que um reagir contra as sonoridades mais "tribais". Aliás reparou-se algum desconforto por parte do percussionista ao tentar acompanhar a Jacklyne, e felizmente pouco se ouviu o percussionista...Há coisas que não conjugam mesmo...
O fim de noite foi absolutamente hilariante, ninguém queria deixar a Jacklyne ir-se embora...acho que fez uns 5 encores, e praticamente tudo temas de Electro e derivados...Foi giro ter ouvido no fim temas como Chewing Gum da Annie...Se calhar ainda existe esperança para a juventude setubalense em relação a sonoridades mais Electro ou House Electrónico...A ver vamos o que o futuro nos reserva.
Espero ouvir mais DJs de qualidade este ano no Clubíssimo...
Na sexta, sinceramente nem era para ter saído á noite, mas recebi um telefonema do meu grande amigo Abel Santos, a dizer que ia passar música no La Bohémme, e lá fui eu...
Não é por ser meu amigo, mas gosto bastante de ouvir o Abel passar som, o gajo tem bom gosto e cultura musical, e é muito eclético a passar som, e passeia-se por estilos com bastante fluidez e á vontade. Num set dele no Bohémme poder-se-á ouvir de tudo...Downtempo, Deep-House, Drum n Bass, Rock (seja de que estilo fôr), Funk, Jazz, Latin, Disco-Sound, Electro e derivados, etc.
O Abel tem uma particularidade engraçada, é raro ele comprar discos que tenham saído no momento, prefere esperar que eles apareçam mais baratos em certos sítios, e no entanto passa música que nunca soa desactualizada, e isso porquê? Porque o que tem qualidade não passa de moda...E tem das maiores colecções de Vinis e CDs que já vi...
Por lá encontrei também um casal amigo meu, o Mário João e a Ana, e estive a pôr a conversa em dia com eles...Da última vez que tinha estado com eles havia sido no Lab, mas como eu tava lá a trabalhar nessa noite, não tive muito tempo para falar com eles.
A seguir ao Bohémme fui para casa, não havia nada que me interessasse em Setúbal nessa noite...
No sábado lá fui ao Baco para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk e Acid-House. Tive, a pedido de várias famílias, de repetir o Galvanize dos Chemical Brothers, o que não me surpreende...os Chemical Brothers sempre fizeram temas para levar qualquer pessoa ao delírio dançante. Temas que também noto que têm uma forte adesão são o Vibramatic do Lionel Hampton & Joakim, o Rocker dos Alter Ego, qualquer coisa que venha do Tiga ou dos Tiefschwarz, o What Happened? do Abe Duque, o Drop The Pressure do Mylo, o Revolution 909 dos Daft Punk e o inevitável Satisfaction do Benny Benassi. Pareceu-me que a malta também reagiu bem ao Jack The Box do Kiko e ao Just Let Go (Thin White Duke Mix) dos Fischerspooner, a também a certos temas Acid-House...Mais uma noite de muito boa onda no Baco, com o pessoal sempre a divertir-se. E tava por lá uma das minhas amigas Sistas, sempre a curtir, sobretudo quando tocava Chemical Brothers, Kraftwerk, Prodigy e Benny Benassi.
Acabada a sessão no Baco, dirigi-me ao Clubíssimo, onde eu sabia que iria estar a Jacklyne a passar som, precedida do Pedro Monchique.
Ao chegar ao Clubíssimo, deparo-me com uma casa com muitos rostos jovens, e devo de admitir que me senti um pouco velho, com tanta juventude ali ao pé de mim. Estava o Pedro Monchique a tocar um daqueles temas que soa a mistura entre R n B e Kuduro, coisa de que eu sinceramente não gosto, mas que a juventude aparentemente aprecia...Verdade seja dita que o Pedro Monchique é bom no que faz e até é um gajo com cultura musical, pena ele sentir-se obrigado a estar sempre a satisfazer gregos e troianos...
No fim do set do Monchique, ele começou a tocar uns temas mais "Tribal", e nessa altura surgiram duas meninas no meio da pista a cuspir fogo. Um espectáculo engraçado, pena o cheiro a gasolina, e uma forte sensação de "dejá-vu". Quando comecei a ir a "Raves", era habitual estas panóplias circenses, com cuspidores de fogo, dançarinos estilo os Alcântara Dancers, animadores estilo o Mató Le Freak, etc... e uma vez cheguei a ver trapezistas e tudo!!! Obviamente, acho estas coisas de cuspidores de fogo um pouco ultrapassadas. (o ano passado estive com o meu amigo Mário João a passar som nos intervalos de um concurso de bandas, e quando estávamos a passar som nesses intervalos, também levávamos sempre com os cuspidores de fogo, e consequentemente com o cheiro a gasolina que empestava aquilo tudo, e já aí comentávamos que aquilo já era muito "demodé"...).
Entretanto, acaba o "circo", e o Monchique passa os comandos da cabine á Jacklyne, que abre a sua sessão com o Drop The Pressure do Mylo, e o pessoal a aderir. Pena que com o prolongar da noite (falta de estaleca, ou falta de cultura musical?), o pessoal a pouco e pouco se tenha retirado da pista de dança, porque o som que a Jacklyne tocou merecia aquela pista completamente cheia e ao rubro. Mesmo assim ficaram uns quantos resistentes, que sempre que a Jacklyne queria dar por encerrada a sessão, não a deixavam. Pena também haver por lá certos jovens que não se sabem controlar, que obrigaram a uma intervenção por parte dos seguranças, mas felizmente também não me pareceu que tivesse algo de muito grave. Emoções adolescentes ao rubro?
Mas vamos ao que realmente interessa...a música. O set da Jacklyne primou pela qualidade, onde se passeou tanto pelo House facção Brett Johnson ou Rob Mello, como pelo Electro-House, como pelo Acid-House. Achei estranho foi com estas coordenadas sonoras, alguém se ter lembrado de ter posto alguém a tocar batuques por cima do som que a Jacklyne estava a tocar. Isso é algo que se aplica bem ao Latin/Afro/Tribal House, agora em relação a House mais electrónico ou Electro-House, aquilo de facto não conjuga. E é preciso não esquecer que o House facção Brett Johnson/Rob Mello ou o movimento Electro são como que um reagir contra as sonoridades mais "tribais". Aliás reparou-se algum desconforto por parte do percussionista ao tentar acompanhar a Jacklyne, e felizmente pouco se ouviu o percussionista...Há coisas que não conjugam mesmo...
O fim de noite foi absolutamente hilariante, ninguém queria deixar a Jacklyne ir-se embora...acho que fez uns 5 encores, e praticamente tudo temas de Electro e derivados...Foi giro ter ouvido no fim temas como Chewing Gum da Annie...Se calhar ainda existe esperança para a juventude setubalense em relação a sonoridades mais Electro ou House Electrónico...A ver vamos o que o futuro nos reserva.
Espero ouvir mais DJs de qualidade este ano no Clubíssimo...
sábado, fevereiro 19, 2005
Hoje fui ás compras # 9
Seria mais correcto dizer "esta semana fui ás compras", mas prontos...
A meio da semana, através da CD Go, recebi pelo correio as seguintes coisas em vinil:
-Various- Trax Records 16 Acid-House Classics (Trax)
Uma colectânea que traz 16 temas editados entre 1987 e 1988 pela Trax, editora de Chicago, e que reflectem os sons ácidos que provinham daquela cidade. Revela um certo oportunismo, dado que desde 2003 que se começou a verificar um certo revivalismo deste género de sonoridades com temas como DK 7-The Difference, Del Costa & Pedro Goya- Freaky Mike ou Headman- It Rough (Chicken Lips Trax Dub). Mas é incrível verificar como estes temas de 1987/88 continuam ainda a soar tão actuais e tão relevantes. Tra clássicos como Phuture- Acid Trax, Mr. Lee- Pump Up Chicago (London Acid Mix), Maurice- This Is Acid, Jack Frost- Shouts, Adonis- Two To The Max, etc...Uma compilação a não perder.
-Marc Romboy- My Love Is Systematic (Systematic)
Mais uma bomba Electro-House desta editora. Além do tema original, traz também duas remisturas um pouco mais "ácidas" de John Dahlback.
-Phonique- Where´s The Party At? (Crosstown Rebels)
Outro excelente tema do produtor Phonique, algures entre o Electro-House e um House de Chicago "circa" 1987/88. Traz um remix mais Electro-House de Freestyle Man. Tanto o original como a remistura são bastante funcionais em termos de pista de dança.
Entretanto ontem fui á Flur, e trouxe de lá o seguinte:
CD:
-Abe Duque- So Underground It Hurts (Abe Duque Records/International Deejays Gigolo)
Abe Duque é o verdadeiro produtor "underground". Edita discos pela sua editora, mas raramente os disco trazem os nomes do temas, e quando os traz, parece que foram escritos á faca. Não faz publicidade nenhuma á música que edita, prefere que a música fale por si. Diga-se de passagem que esta estratégia tem resultado. Nomes como Dj Hell, Miss Kittin, Tiga, Ivan Smagghe, Trevor Jackson, Dezperados, Disorder, e inclusivé DJs como Erick Morillo ou Carl Cox não conseguem resisitir aos "grooves" que emanam dos temas de Abe Duque. Neste albúm passeia-se por entre o Electro, o Acid-House, (algum) Punk-Funk e o Techno. Ao ouvir este albúm, percebe-se porque é que Abe Duque não precisa de publicidade...A música fala de facto por si...
Vinil:
-Kiko- Jack The Box E.P. (International Deejays Gigolo)
Mais um híbrido entre Electro e Acid-House, muito ao estilo do Pleasure From The Bass do Tiga. Não existem palavras para descrever os 2 temas deste disco. Este era o tema com que DJ Hell costumava abrir os seus sets, quando esteve residente no Lux em Junho. Até consegue fazer um morto dançar...
-Fischerspooner- Just Let Go (Remixes) (Columbia)
Eis uns dos nomes que trouxeram de novo o Electro á ribalta de volta. Não traz o original, mas traz um excelente remix de Thin White Duke (Jacques Lu Cont), que promete ser um êxito durante este ano. No outro lado também traz um interessante remix de Tommy Sunshine. Mas é ao remix de Thin White Duke que vamos todos dançar com maior sofreguidão...
-Miss Kittin & The Hacker- The Beach (Mental Groove)
Este tema já tem uns dois anos, mas só agora é que o consegui arranjar. Soa um bocado aos momentos mais "Disco" dos Daft Punk "circa" Homework, mas com um excelente vocal de Miss Kittin. Já tem dois anos, mas continua a soar tão actual...Além do mais, se tem qualidade, nunca passa de moda...Sampla um qualquer tema de Italo-Disco cujo nome não me recordo agora...
p.s. Hoje á noite no Baco, em Setúbal, temos Eduardo Martins para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk e Acid-House.
Por volta das 3:30, 4:00 da manhã, no Clubíssimo, também em Setúbal, está previsto a Dj Jacklinne tomar os comandos da cabine, para um set que irá viajar entre o House de qualidade e algum Electro. Antes estará o Dj Pedro Monchique, também (espero eu) a tocar House.
A meio da semana, através da CD Go, recebi pelo correio as seguintes coisas em vinil:
-Various- Trax Records 16 Acid-House Classics (Trax)
Uma colectânea que traz 16 temas editados entre 1987 e 1988 pela Trax, editora de Chicago, e que reflectem os sons ácidos que provinham daquela cidade. Revela um certo oportunismo, dado que desde 2003 que se começou a verificar um certo revivalismo deste género de sonoridades com temas como DK 7-The Difference, Del Costa & Pedro Goya- Freaky Mike ou Headman- It Rough (Chicken Lips Trax Dub). Mas é incrível verificar como estes temas de 1987/88 continuam ainda a soar tão actuais e tão relevantes. Tra clássicos como Phuture- Acid Trax, Mr. Lee- Pump Up Chicago (London Acid Mix), Maurice- This Is Acid, Jack Frost- Shouts, Adonis- Two To The Max, etc...Uma compilação a não perder.
-Marc Romboy- My Love Is Systematic (Systematic)
Mais uma bomba Electro-House desta editora. Além do tema original, traz também duas remisturas um pouco mais "ácidas" de John Dahlback.
-Phonique- Where´s The Party At? (Crosstown Rebels)
Outro excelente tema do produtor Phonique, algures entre o Electro-House e um House de Chicago "circa" 1987/88. Traz um remix mais Electro-House de Freestyle Man. Tanto o original como a remistura são bastante funcionais em termos de pista de dança.
Entretanto ontem fui á Flur, e trouxe de lá o seguinte:
CD:
-Abe Duque- So Underground It Hurts (Abe Duque Records/International Deejays Gigolo)
Abe Duque é o verdadeiro produtor "underground". Edita discos pela sua editora, mas raramente os disco trazem os nomes do temas, e quando os traz, parece que foram escritos á faca. Não faz publicidade nenhuma á música que edita, prefere que a música fale por si. Diga-se de passagem que esta estratégia tem resultado. Nomes como Dj Hell, Miss Kittin, Tiga, Ivan Smagghe, Trevor Jackson, Dezperados, Disorder, e inclusivé DJs como Erick Morillo ou Carl Cox não conseguem resisitir aos "grooves" que emanam dos temas de Abe Duque. Neste albúm passeia-se por entre o Electro, o Acid-House, (algum) Punk-Funk e o Techno. Ao ouvir este albúm, percebe-se porque é que Abe Duque não precisa de publicidade...A música fala de facto por si...
Vinil:
-Kiko- Jack The Box E.P. (International Deejays Gigolo)
Mais um híbrido entre Electro e Acid-House, muito ao estilo do Pleasure From The Bass do Tiga. Não existem palavras para descrever os 2 temas deste disco. Este era o tema com que DJ Hell costumava abrir os seus sets, quando esteve residente no Lux em Junho. Até consegue fazer um morto dançar...
-Fischerspooner- Just Let Go (Remixes) (Columbia)
Eis uns dos nomes que trouxeram de novo o Electro á ribalta de volta. Não traz o original, mas traz um excelente remix de Thin White Duke (Jacques Lu Cont), que promete ser um êxito durante este ano. No outro lado também traz um interessante remix de Tommy Sunshine. Mas é ao remix de Thin White Duke que vamos todos dançar com maior sofreguidão...
-Miss Kittin & The Hacker- The Beach (Mental Groove)
Este tema já tem uns dois anos, mas só agora é que o consegui arranjar. Soa um bocado aos momentos mais "Disco" dos Daft Punk "circa" Homework, mas com um excelente vocal de Miss Kittin. Já tem dois anos, mas continua a soar tão actual...Além do mais, se tem qualidade, nunca passa de moda...Sampla um qualquer tema de Italo-Disco cujo nome não me recordo agora...
p.s. Hoje á noite no Baco, em Setúbal, temos Eduardo Martins para mais uma sessão de Electro e derivados, Punk-Funk e Acid-House.
Por volta das 3:30, 4:00 da manhã, no Clubíssimo, também em Setúbal, está previsto a Dj Jacklinne tomar os comandos da cabine, para um set que irá viajar entre o House de qualidade e algum Electro. Antes estará o Dj Pedro Monchique, também (espero eu) a tocar House.
terça-feira, fevereiro 15, 2005
Friday Night On a Pub Crawl
A noite estava fria, a companhia agradável e a pergunta do costume: "Onde vamos hoje?"
"Podemos experimentar a beira-mar, que dizes?" E assim fomos...
O espaço era pequeno para tanta gente, tanto que só havia lugar sentados na rua... ao frio, mas não estavamos nem aí... Mas a noite foi passando, a música foi tocando, e o frio começou-se a notar e decidimos mesmo ficar de pé no interior do espaço. De pé, olhei em volta e vi um rapaz de trompete, e pensei que provavelmente seria nova a moda, visto não ir ali faz tempo, mas constei mais tarde que era a atracção da noite e fiquei animado e curioso para ver o que nos esperava... Conseguimos arranjar lugar sentados, e vimos entrar mais um elemento para a actuação... Munido do seu PC-MAC portátil, a música foi baixando, fez-se silêncio e começou-se a ver umas imagens projectadas no tecto... Entre corpos semi-despidos, paisagens e imagens abstractas a música começa, e entre um ritmo difícil de descrever, numa onda muito Lounge, o trompete faz-se ouvir ficando um ambiente diferente do habitual em Setúbal... Fiquei em parte contente por ali me encontrar, uma actuação nova, o trompete lá circulava por entre notas em forma de acompanhamento...
Mas a actuação foi entrando numa monotonia estranha, e decidimos sair...
Próxima paragem, bar pop & (pseudo) fashion...
Ao chegar, ouço de fora o tema Call On Me, e observo que o electro-house estaria a fazer das suas na zona pop, rindo-me...
Já no interior, as mesmas caras de outrora... sorridentes, bem dispostas, casa meio composta... A onda deep/comercial por lá (continuava) tocava, não sendo nada de novo... Exceptuando claro o tema da chegada!! (Será que sabiam que aí vinha??) Por entre um copo e outro, a conversa foi nos distraindo, enquanto uns dançavam meio que discretos, outros nem por isso... É que a sessão de rock tipicamente ao estilo Seagull começa... Bebida terminada, duas faixas tocadas e bai bai... É tempo de novas paragens que aqui já cansa... E enquanto me dirigia ao próximo espaço, fui pensando para mim mesmo, como seria capaz a falta de novo sangue, novas sonoridades naquela zona da noite setubalense, tão excessivamente frequentada...
E enfim cheguei...
Piano montado na direita, guitarra em braços numa sessão em tudo diferente... O Concerto Raízes, num ambiente "boa onda", de amigos... Com Nuno Tavares no piano, e António Santos na guitarra, as notas, as canções sem voz por lá passearam, sendo de pasmar os acordes da guitarra e o teclar dum piano... Num bar... Em Setúbal... E que bar. Aquele que definitivamente muito sangue novo nos dá a conhecer, que mantém a sua linha, não se deixando como que prostituir pela onda do comercial. Um fim de noite cinco estrelas.
Definitivamente o buscar de inspiração foi aí encontrado.
Jacque Nylv nu MXL, Maria dos Copos & Lab (respectivamente!)
"Podemos experimentar a beira-mar, que dizes?" E assim fomos...
O espaço era pequeno para tanta gente, tanto que só havia lugar sentados na rua... ao frio, mas não estavamos nem aí... Mas a noite foi passando, a música foi tocando, e o frio começou-se a notar e decidimos mesmo ficar de pé no interior do espaço. De pé, olhei em volta e vi um rapaz de trompete, e pensei que provavelmente seria nova a moda, visto não ir ali faz tempo, mas constei mais tarde que era a atracção da noite e fiquei animado e curioso para ver o que nos esperava... Conseguimos arranjar lugar sentados, e vimos entrar mais um elemento para a actuação... Munido do seu PC-MAC portátil, a música foi baixando, fez-se silêncio e começou-se a ver umas imagens projectadas no tecto... Entre corpos semi-despidos, paisagens e imagens abstractas a música começa, e entre um ritmo difícil de descrever, numa onda muito Lounge, o trompete faz-se ouvir ficando um ambiente diferente do habitual em Setúbal... Fiquei em parte contente por ali me encontrar, uma actuação nova, o trompete lá circulava por entre notas em forma de acompanhamento...
Mas a actuação foi entrando numa monotonia estranha, e decidimos sair...
Próxima paragem, bar pop & (pseudo) fashion...
Ao chegar, ouço de fora o tema Call On Me, e observo que o electro-house estaria a fazer das suas na zona pop, rindo-me...
Já no interior, as mesmas caras de outrora... sorridentes, bem dispostas, casa meio composta... A onda deep/comercial por lá (continuava) tocava, não sendo nada de novo... Exceptuando claro o tema da chegada!! (Será que sabiam que aí vinha??) Por entre um copo e outro, a conversa foi nos distraindo, enquanto uns dançavam meio que discretos, outros nem por isso... É que a sessão de rock tipicamente ao estilo Seagull começa... Bebida terminada, duas faixas tocadas e bai bai... É tempo de novas paragens que aqui já cansa... E enquanto me dirigia ao próximo espaço, fui pensando para mim mesmo, como seria capaz a falta de novo sangue, novas sonoridades naquela zona da noite setubalense, tão excessivamente frequentada...
E enfim cheguei...
Piano montado na direita, guitarra em braços numa sessão em tudo diferente... O Concerto Raízes, num ambiente "boa onda", de amigos... Com Nuno Tavares no piano, e António Santos na guitarra, as notas, as canções sem voz por lá passearam, sendo de pasmar os acordes da guitarra e o teclar dum piano... Num bar... Em Setúbal... E que bar. Aquele que definitivamente muito sangue novo nos dá a conhecer, que mantém a sua linha, não se deixando como que prostituir pela onda do comercial. Um fim de noite cinco estrelas.
Definitivamente o buscar de inspiração foi aí encontrado.
Jacque Nylv nu MXL, Maria dos Copos & Lab (respectivamente!)
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
Clubíssimo...
É pena ninguém pegar no Clubíssimo de uma forma séria...
Por exemplo, vejamos o que se passou quando o KGB se mudou para lá... O problema do KGB no Clubíssimo foi o facto de tanto o KGB como o Spy apostarem em sonoridades parecidas, excepto que o KGB de vez em quando tocava aquelas coisas tipo Marcha do Vitória e Dartacões e uns temas Rock que costumavam ser tocados no Seagull (mas os mais ranhosos...). Ora existindo espaços com conceitos semelhantes, as pessoas obviamente vão ao que lhes fica mais á mão...E o Spyclub era o que ficava mais perto. As noites agora correm relativamente bem no Clubíssimo por o conceito ser algo diferente do que o do Spy, apesar de ainda continuarem a tocar e a apostar em algumas coisas e DJs comerciais.
Na minha opinião, o Clubíssimo devia de ser transformado num verdadeiro "Dance Club" com noites de House de qualidade ou Electro...Talento regional não falta, como o Del Costa, o Pedro Goya, DJ Time, Henri Sanrame, Pedro Viegas, Abel Santos, Pedro Tiago, Roger Urb, Jacklynne (que vai lá estar este sábado ), Safara, Mário João Camolas, etc e os cachets de muitos DJs de Lisboa como o Rui Vargas, o Tó Ricciardi, a Yen Sung, o eixo Disorder/Dezperados/Strawberry Force Fields Forever, o Nelson Flip, o Rui Murka, o Kaspar, o Yari, etc, não são assim tão elevados...
Tem é de existir coragem para apostar nestas coisas, e sei que os 1ºs meses serão talvez um pouco complicados, porque serão de construcção de uma onda que se demora a afirmar por aqui, mas acredito que mais cedo do que se pensa ela se irá afirmar, e que será a longo prazo rentável...Só assim, na minha opinião se consegue criar uma casa que sobreviva e que seja uma forte alternativa ao Spy...As casas que apostam na qualidade sobrevivem bastante mais que as que não apostam...
Vejam exemplos:
La Bohémme- 15 anos
ADN- 14 anos
Baco- 7 ou 8 anos
O Absurdo, apesar de ser uma casa mais "comercial", existe já há 15 anos porque é a casa "comercial" original, tem uma clientela fiel e que não liga a modas, e tem um DJ que tem cultura musical, que no meio da música comercial toca coisas mais alternativas, criando surpresas, e não deixando a casa estagnar...
Na minha opinião o Clubíssimo tem todas as condições para se tornar num verdadeiro "Dance Club". Está muito bem situado, não existem grandes problemas de estacionamento, tem capacidade para albergar bastantes pessoas, tem um espaço ao ar livre, tem bom material de som...Insistir em sonoridades mais "comerciais" é um erro, e as consequências que daí advirão poderão não se repercurtir a breve prazo, mas a longo prazo será inevitável...
Aliás esse foi o erro que o Clubíssimo, na altura .Club cometeu...Fizeram o 1º fim-de-semana a tocar House de qualidade, e como no 1º sábado acharam que a afluência não era a desejada, viraram-se para a música comercial. 1º erro...não se muda o estilo de som da casa por dá cá daquela palha, deve-se de manter a linha que se quis criar no início. De facto nos 1ºs tempos a coisa resultou, mas depois foi o descalabro que se viu, porque enveredaram pelo mesmo tipo de sonoridades que o KGB tocava, e aconteceu o que mais tarde veio a acontecer ao próprio KGB quando este se mudou para as instalações do Clubíssimo...as pessoas, perante dois conceitos iguais, optam pelo que fica mais á mão.
Depois, facilitavam a entrada aos adolescentes...Ora nada tenho contra os adolescentes saírem á noite, mas os adolescentes são o público menos fiel a uma casa que se pode ter, e muito susceptíveis ás modas, numa altura todos frequentam uma determinada casa, e de repente, sem mais nem menos, deixam de as frequentar. Além de que são um estrato com pouca influência económica. E pessoal mais adulto não se sente bem em ambientes predominantemente adolescentes...Além de que a cultura musical e a vontade de procurar coisas novas entre maioria dos adolescentes aqui de Setúbal está um pouco pelas ruas da amargura...Mas a culpa também não é só deles...A culpa também é dos donos/gerentes das casas e DJs dessas respectivas casas que também não mostram nada de novo e/ou relevante aos adolescentes, e assim cria-se um círculo vicioso. E coisas como a estagnação da Rádio, a falta de horizontes da MTV, excessos alcóolicos demasiadamente cedo, falta de rumo nas políticas de Educação ou palhaçadas como os Morangos com Açúcar (e outras coisas...) ajudam também muito a que os adolescentes (pelo menos os de Setúbal...) estejam um pouco desnorteados...
E depois há que saber escolher os porteiros. Já ninguém está para aturar indivíduos que não deixam entrar pessoas numa certa só por causa de, apesar de estarem bem vestidos, os srs. porteiros acham que esse género de vestimenta não se aplica á casa em questão, ou porque não se vem acompanhado por uma mulher...E acabar com a política do cartão de consumo. Se em Lisboa não existe isso e as casas não vão á falência, porque também não aplicar em Setúbal o método de pagar senhas á porta?E em Lisboa não se recusa nunca a entrada a ninguém...pede-se é a indivíduos indesejáveis uma quantia absurda para entrar...
Por exemplo, vejamos o que se passou quando o KGB se mudou para lá... O problema do KGB no Clubíssimo foi o facto de tanto o KGB como o Spy apostarem em sonoridades parecidas, excepto que o KGB de vez em quando tocava aquelas coisas tipo Marcha do Vitória e Dartacões e uns temas Rock que costumavam ser tocados no Seagull (mas os mais ranhosos...). Ora existindo espaços com conceitos semelhantes, as pessoas obviamente vão ao que lhes fica mais á mão...E o Spyclub era o que ficava mais perto. As noites agora correm relativamente bem no Clubíssimo por o conceito ser algo diferente do que o do Spy, apesar de ainda continuarem a tocar e a apostar em algumas coisas e DJs comerciais.
Na minha opinião, o Clubíssimo devia de ser transformado num verdadeiro "Dance Club" com noites de House de qualidade ou Electro...Talento regional não falta, como o Del Costa, o Pedro Goya, DJ Time, Henri Sanrame, Pedro Viegas, Abel Santos, Pedro Tiago, Roger Urb, Jacklynne (que vai lá estar este sábado ), Safara, Mário João Camolas, etc e os cachets de muitos DJs de Lisboa como o Rui Vargas, o Tó Ricciardi, a Yen Sung, o eixo Disorder/Dezperados/Strawberry Force Fields Forever, o Nelson Flip, o Rui Murka, o Kaspar, o Yari, etc, não são assim tão elevados...
Tem é de existir coragem para apostar nestas coisas, e sei que os 1ºs meses serão talvez um pouco complicados, porque serão de construcção de uma onda que se demora a afirmar por aqui, mas acredito que mais cedo do que se pensa ela se irá afirmar, e que será a longo prazo rentável...Só assim, na minha opinião se consegue criar uma casa que sobreviva e que seja uma forte alternativa ao Spy...As casas que apostam na qualidade sobrevivem bastante mais que as que não apostam...
Vejam exemplos:
La Bohémme- 15 anos
ADN- 14 anos
Baco- 7 ou 8 anos
O Absurdo, apesar de ser uma casa mais "comercial", existe já há 15 anos porque é a casa "comercial" original, tem uma clientela fiel e que não liga a modas, e tem um DJ que tem cultura musical, que no meio da música comercial toca coisas mais alternativas, criando surpresas, e não deixando a casa estagnar...
Na minha opinião o Clubíssimo tem todas as condições para se tornar num verdadeiro "Dance Club". Está muito bem situado, não existem grandes problemas de estacionamento, tem capacidade para albergar bastantes pessoas, tem um espaço ao ar livre, tem bom material de som...Insistir em sonoridades mais "comerciais" é um erro, e as consequências que daí advirão poderão não se repercurtir a breve prazo, mas a longo prazo será inevitável...
Aliás esse foi o erro que o Clubíssimo, na altura .Club cometeu...Fizeram o 1º fim-de-semana a tocar House de qualidade, e como no 1º sábado acharam que a afluência não era a desejada, viraram-se para a música comercial. 1º erro...não se muda o estilo de som da casa por dá cá daquela palha, deve-se de manter a linha que se quis criar no início. De facto nos 1ºs tempos a coisa resultou, mas depois foi o descalabro que se viu, porque enveredaram pelo mesmo tipo de sonoridades que o KGB tocava, e aconteceu o que mais tarde veio a acontecer ao próprio KGB quando este se mudou para as instalações do Clubíssimo...as pessoas, perante dois conceitos iguais, optam pelo que fica mais á mão.
Depois, facilitavam a entrada aos adolescentes...Ora nada tenho contra os adolescentes saírem á noite, mas os adolescentes são o público menos fiel a uma casa que se pode ter, e muito susceptíveis ás modas, numa altura todos frequentam uma determinada casa, e de repente, sem mais nem menos, deixam de as frequentar. Além de que são um estrato com pouca influência económica. E pessoal mais adulto não se sente bem em ambientes predominantemente adolescentes...Além de que a cultura musical e a vontade de procurar coisas novas entre maioria dos adolescentes aqui de Setúbal está um pouco pelas ruas da amargura...Mas a culpa também não é só deles...A culpa também é dos donos/gerentes das casas e DJs dessas respectivas casas que também não mostram nada de novo e/ou relevante aos adolescentes, e assim cria-se um círculo vicioso. E coisas como a estagnação da Rádio, a falta de horizontes da MTV, excessos alcóolicos demasiadamente cedo, falta de rumo nas políticas de Educação ou palhaçadas como os Morangos com Açúcar (e outras coisas...) ajudam também muito a que os adolescentes (pelo menos os de Setúbal...) estejam um pouco desnorteados...
E depois há que saber escolher os porteiros. Já ninguém está para aturar indivíduos que não deixam entrar pessoas numa certa só por causa de, apesar de estarem bem vestidos, os srs. porteiros acham que esse género de vestimenta não se aplica á casa em questão, ou porque não se vem acompanhado por uma mulher...E acabar com a política do cartão de consumo. Se em Lisboa não existe isso e as casas não vão á falência, porque também não aplicar em Setúbal o método de pagar senhas á porta?E em Lisboa não se recusa nunca a entrada a ninguém...pede-se é a indivíduos indesejáveis uma quantia absurda para entrar...
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